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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Café, exercícios e assoar o nariz são gatilhos de derrame

Assoar o nariz é um dos principais gatilhos
para o rompimento de vasos no cérebro
Pesquisa apontou 8 fatores de risco para o rompimento de aneurismas no cérebro

Café, exercícios e assoar o nariz são os principais gatilhos de derrames provocados por rompimento de artérias ou vasos sanguíneos, segundo uma pesquisa feita na Holanda.

O estudo feito com 250 pacientes identificou oito fatores de risco que estariam ligados a sangramentos desse tipo no cérebro. Todos eles provocam um súbito aumento na pressão arterial, que pode provocar ruptura dos vasos sanguíneos, de acordo com pesquisa, publicada na revista especializada britânica Stroke.

O sangramento pode acontecer quando um vaso sanguíneo enfraquecido, conhecido como um aneurisma cerebral, estoura. Isso pode resultar em danos cerebrais ou morte. Os pesquisadores do University Medical Center, em Utrecht, acompanharam 250 pacientes durante três anos para identificar o que provoca derrames. Todos os fatores citados na pesquisa aumentam a pressão arterial capaz de resultar em ruptura dos vasos sanguíneos, de acordo como estudo.

Segundo a Stroke Association, uma entidade assistencial britânica voltada para o tratamento de acidente vascular cerebral (AVCs), serão necessárias mais pesquisas para verificar se os fatores citados podem de fato provocar derrames.

Apenas no Reino Unido, mais de 150 mil pessoas sofrem de um AVC por ano, dos quais quase 29 mil se devem a sangramentos no cérebro. O estudo revelou ainda que café foi o responsável por 10,6% dos casos em que o aneurisma rompeu. Exercícios vigorosos e assoar o nariz foram os "gatilhos" de derrames respectivamente em 7,9% e 5,4% dos casos. Fazer sexo e fazer esforço para defecar responderam por 4,3% e 3,6%.

De acordo com a neurologista Monique Vlak, autora do estudo, 'todos esses fatores induzem a um súbito aumento da pressão sanguínea, o que parece ser uma causa possível para a ruptura do aneurisma''.

A pesquisa mostra ainda que uma em cada 50 pessoas têm um aneurisma cerebral, mas somente algumas poucas sofrem um derrame. O estudo só se debruçou sobre elementos que causam a ruptura. A alta pressão sanguínea enfraquece os vasos sanguíneos e isso pode ser provocado por excesso de peso, pelo fumo e pela falta de exercícios físicos.

Sharlim Ahmed, pesquisador da Stroke Assocation, afirmou que ''um súbito aumento da pressão sanguínea pode aumentar a possibilidade de ruptura de um aneurisma. Mas é muito difícil determinar se os fatores identificados nesses estudo estão definitivamente relacionados com um derrame ou se seriam apenas coincidências''.

''É preciso realizar diversos outros estudos para aferir se cada um desses fatores identificados pode fazer com que um aneurisma se rompa'', comentou Ahmed.

Fonte IG

Em cada sete casos de AVC, um acontece durante o sono

Tratamento que reduz sequelas não pode ser aplicado a quem acorda com sintomas do derrame

Quando um AVC acontece durante o sono, reduz-se as chances de atendimento hospitalar a tempo para o início de um tratamento que possa poupar o cérebro.

“Como o único tratamento disponível para o AVC isquêmico deve ser iniciado poucas horas após o surgimento dos primeiros sintomas, pessoas que acordam com sintomas de AVC geralmente não podem receber o tratamento - por não ser possível determinar quando os sintomas se iniciaram”, disse o Dr. Jason Mackey, da Universidade de Cincinnati, em um boletim da Academia Americana de Neurologia.

“Estudos de imagem estão sendo realizados para nos ajudar a desenvolver melhores métodos de identificar aqueles que possivelmente teriam mais beneficios com o tratamento, mesmo se os sintomas tiveram início durante o sono”, complementou Mackey, um dos autores do estudo publicado na edição de maio do periódico científico Neurology.

A equipe de pesquisa examinou os registros médicos de 1.854 adultos que sofreram um AVC isquêmico em um período de um ano e foram atendidos no pronto socorro de hospitais de Cincinnati. O AVC isquêmico é causado pelo bloqueio da circulação sanguínea no cérebro, geralmente em função de um coágulo.

Os pesquisadores ressaltam que, em 14% dos casos, as pessoas já acordam com os sintomas do AVC. Nos Estados Unidos, este percentual representaria 58.000 pessoas atendidas anualmente no pronto atendimento.

Segundo dados do estudo, das 273 pessoas que sofreram este tipo de AVC, pelo menos 98 poderiam ter sido tratadas com o medicamento tPA – que causa o rompimento do coágulo – se os médicos conseguissem detectar quando o AVC teve início.

“O tPA não é indicado para AVCs que tiveram início há muitos horas, pois pode causar hemorragia e agravar o quadro”, explicou o Dr. Byron K. Lee, professor de medicina e diretor da Clínica-Laboratório de Eletro-fisiologia da Universidade da Califórnia. “Em AVCs que têm início durante o sono, é praticamente impossível saber quando os sintomas começaram a surgir. Por isso o tPA não é uma opção nestes casos e os danos neurológicos têm maiores chances de se tornarem permanentes”.

Se ao acordar, sentimos sintomas estranhos, Lee adverte que não devemos ignorá-los. “Não devemos esperar que falhas neurológicas observadas pela manhã vão passar ao nos sentirmos mais despertos. O médico deve ser contatado imediatamente. Mesmo que o tPA não seja uma opção para AVCs que se iniciam durante o sono, existem diversos outros tratamentos que podem ser aplicados no atendimento emergencial de hospitais”, ele explica.

A Associação Nacional do AVC dos Estados Unidos informa os seguintes sintomas de acidente vascular cerebral:

- Paralisia súbita ou fraqueza no rosto e nos membros, principalmente em apenas um lado do corpo
- Dificuldade súbita de se equilibrar ou caminhar
- Problemas súbitos de visão
- Fala “pastosa”
- Confusão ou problemas súbidos de fala, ou ainda dificuldade em entender frases simples
- Dor de cabeça aguda súbita sem causa aparente

Especialistas oferecem uma forma simples para nos lembrarmos dos sinais que devemos observar em caso de suspeita de AVC: a sigla FAST – do inglês, Face, Arms, Speech, Time (rosto, braços, fala e tempo):

- Face (Rosto): observe se a pessoa consegue sorrir, ou ainda se um dos lados do rosto parece desfalecer
- Arms (Braços): a pessoa consegue levantar os braços, ou um deles tende a descer?
- Speech (Fala): observe se a pessoa consegue falar com clareza ou repetir uma frase simples
- Time (Tempo): ligue imediatamente para o serviço de emergência caso a pessoa apresente algum destes sinais

Fonte IG

Anticoagulante moderno ajuda na prevenção de AVC

Estudos com a rivaroxabana revelam que a nova droga não precisa de monitoramento constante

Especialistas afirmam que é possível prevenir o AVC (Acidente Vascular Cerebral) em boa parte dos pacientes com fibrilação atrial - um tipo de arritmia cardíaca comum, que afeta principalmente as pessoas com idade avançada - com o uso de anticoagulantes modernos, como a rivaroxabana.

Um estudo apresentado no encontro anual da American Heart Association, em Orlando, nos Estados Unidos, mostrou que a substância inibe a formação de trombos nos átrios. “A grande maioria dos pacientes que convivem com a fibrilação atrial e que são candidatos a ter uma embolia cerebral ou um derrame precisam de uma substância anticoagulante para afinar o sangue e evitar que se formem coágulos”, explica o cardiologista Ricardo Pavanello.

Segundo o médico, a rivaroxabana reduz a chance de sangramentos e não necessita da monitoração constante. “Esse é um benefício grande para os pacientes e que foi mostrado num estudo chamado ROCKET. Essa droga foi testada em pessoas com síndrome coronariana aguda e se mostrou segura e eficaz na prevenção de óbitos e infartos”, acrescentou o especialista.

As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no Brasil, responsáveis por quase 32% de todos os óbitos. Além disso, é a terceira maior causa de internações no país.

Fonte IG

As cápsulas coadjuvantes do regime (e da mente)

Medicamentos feitos a base de plantas, usados para emagrecer, funcionam mais no âmbito psicológico. Entenda os motivos

O roteiro é universal. Na novela do regime, ou do corpo perfeito, métodos alternativos – e supostamente milagrosos – ganham o papel principal sem teste prévio ou eficácia cientificamente comprovada. Para acelerar a queima de gordura, inibir o apetite ou diminuir a ansiedade, comprimidos são lançados quase que semanalmente no imortal mercado da dieta.

Escapar do clichê da alimentação balanceada com atividade física diária, e recorrer ao coquetel de comprimidos, sem indicação médica, além de dar pouco resultado estético, pode ser prejudicial à saúde.

Para Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Hospital Nove de Julho de São Paulo, o uso dos fitoterápicos (medicamento que tem a planta medicinal como matéria prima) na perda de peso é pouco eficaz. Na visão da especialista, não há nenhum medicamento dessa linha que possa acelerar ou potencializar a queima de gordura.

“O efeito é praticamente psicológico, placebo. Muitas vezes, a ingestão do medicamento estimula um comportamento mais controlado e disciplinado em relação à comida”, diz.

Poucas drogas são regulamentadas e aceitas pelas sociedades de endocrinologistas. Hormônios e medicamentos mais fortes só podem ser usados em casos mais sérios e com a orientação de um especialista, defende a médica.

“Área de obesidade tem um número pequeno de medicamentos eficazes e muito charlatanismo. Alguns podem ajudar moderadamente, mas o efeito não é significativo. Nunca alguém vai emagrecer de forma eficiente tomando fitoterápico.”

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Experiências individuais que ignoram os coeficientes ativos na redução de medidas e creditam o sucesso a tais remédios, são os principais estímulos do consumo desenfreado desses produtos. A auto-ajuda do regime é sempre uma nova opção para dominar a balança. Embora não rechace o uso de fitoterápicos, João Castro Soares, endocrinologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), alerta que eles só devem ser consumidos após avaliação nutricional.

“Quando escolhidos aleatoriamente, os medicamentos alternativos podem provocar reações alérgicas ou, em casos mais graves, mascarar problemas no intestino.”

O médico da Unifesp explica que alguns diuréticos, como a Cáscara Sagrada, que é também laxativo, quando usados por muito tempo, podem escurecer a mucosa intestinal e atrapalhar a avaliação de exames no local. O chá de sene também apresenta efeitos colaterais. Segundo ele, o uso contínuo do medicamento pode provocar cálculo renal.

“Não sou contra, mas é preciso bom senso. A bula desses compostos relata os efeitos como algo brilhante e absolutamente eficaz. Os riscos são relativamente baixos, mas não há estudos que comprovem o valor agregado dessas substâncias. Por outro lado, muitas coisas na medicina foram descobertas através das plantas.”

Se é difícil resistir à tentação de somar à dieta e ao exercício uma substância que ajude ou apenas estimule a mente a manter-se firme no propósito de sorrir em frente ao espelho, é prudente, ao menos, evitar a automedicação. Vale procurar um especialista que recomende, com receita, o fitoterápico mais adequado. "É mais seguro comprar essas cápsulas em farmácias de manipulação. Evite produtos prontos, que não necessariamente contêm o que a bula diz", recomenda Soares.

A pedido do Delas, os dois profissionais listaram alguns medicamentos comuns no mercado e seus possíveis efeitos, recomendações e contraindicações:

Agar-Agar, Figo da Índia e Glucomanan: compostos ricos em fibras que ajudariam na saciedade. Sem contraindicações.

Caralluma: extrato vegetal, feito de um cacto da índia, muito rico em fibra. Pode ajudar a diminuir a sensação de fome. É referida como droga com poder anorexígeno, mas na prática bastante questionável e sem estudos suficientes.

Cártamo: seria um "precursor do CLA", droga proibida no Brasil e que aceleraria o metabolismo. Por não ter estudos suficientes, não é recomendável usá-la.

Citrus: extrato da laranja-da-terra, ajudaria a aumentar o metabolismo, muito rico em vitamina C. Sem contraindicações se usado com orientação.

Chá branco e verde: teriam propriedades antioxidantes. A ingestão de maior quantidade de líquidos (no caso através dos chás) é benéfica para o organismo, estimulando uma maior eliminação de líquidos pela urina. Sem contraindicações se consumido sem excessos.

Garcinia Cambogia: pode ajudar a reduzir a vontade de comer doces. Propriedade sem comprovação científica.

Gymenna: planta originária da Índia e que retardaria a absorção de açúcar. Propriedade sem comprovação científica.

Folia magra: pode aliviar a sensação de fome. Propriedade sem comprovação científica.

Piruvato de cálcio e Porangaba: teoricamente estimulariam o metabolismo, mas o efeito é irrisório e não há comprovação científica para seu uso.
 
Fonte Delas

Dieta do UFC: lutadores perdem até 10 kg em uma semana

Dieta deve ser restrita aos atletas e feita com supervisão médica. Médicos alertam para o risco desse “emagrecimento” rápido

O MMA (Mixed Martial Arts), luta que mistura uma série de artes-marciais, está mais popular do que nunca. Ídolos como Anderson Silva, José Aldo Jr., Maurício Shogun e Júnior Cigano já são reconhecidos e admirados por sua força no octógono do Ultimate Fighting Championship (UFC) – o maior campeonato de MMA do mundo.

Mas bravura mesmo os lutadores têm que demonstrar na semana pré-pesagem. Para atingir o peso e poder se enquadrar em uma determinada categoria, poucos dias antes da luta eles submetem-se a uma dieta rígida e atividades que lembram sessões de tortura.

Quanto mais o dia da pesagem se aproxima, mais restrito fica o cardápio. A refeição principal (muitas vezes a única do dia) é algo como uma xícara de café com dois biscoitos de gergelim; 80 gramas de salada, 200 gramas de macarrão, 200 gramas de salmão sem sal e um suco de limão sem açúcar. Até água destilada os lutadores tomam com o intuito de acelerar o metabolismo.

Como não é apenas a alimentação que ajuda na rápida perda de peso, para eliminar a maior quantidade de líquido possível do organismo, eles turbinam a queima calórica: usam um body sauna - roupa especial que ajuda o lutador a aumentar a temperatura corporal, suar mais e, consequentemente, perder peso – e passam horas em uma sauna ou em banheira quente, suando desesperadamente.

“É praticamente líquido que se perde. Eles quase não têm gordura para queimar”, diz Sérgio “Babu” Gasparelli, técnico especializado em luta de chão, faixa preta de jiu-jitsu.

A “dieta”, que também tem uma versão conhecida como Dolce Diet, idealizada pelo nutricionista esportivo americano Mike Dolce, é famosa por conseguir que lutadores com problemas de peso consigam atingir o índice de sua categoria. “Esse método restringe a ingestão de carboidrato a quase zero e induz a um processo de desidratação do atleta. Mas não é saudável perder 10 kg em uma semana. Para uma pessoa normal, isso pode causar danos irreparáveis”, alerta o endocrinologista e médico do esporte Ronaldo Arkader, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Até para os atletas o médico aponta riscos. “Eles precisam ser bem acompanhados, por fisiologistas e nutricionistas. É essencial estar atento aos níveis de sódio, de potássio, enfim, de eletrólitos de modo geral para não comprometer a saúde”. Desbalanceado, o organismo pode entrar em pane, levando o atleta a ter de tonturas e câimbras a problemas maiores e mais perigosos.

O técnico “Babu” também condena a dieta do UFC. “Minha teoria é que é melhor perder peso aos poucos. Ou seja, fora da luta não deixar o atleta aumentar tanto o peso. Perder 5 kg quando o combate se aproxima, tudo bem. Agora, perder 10, 12 em tão pouco tempo é loucura. É insalubre”.

Para uma pessoa comum, é totalmente desaconselhável. “Ela não aguentaria e nem faz sentido esse sacrifício. Se uma mulher usar o método com a intenção de ficar em forma para colocar o vestido em uma festa, por exemplo, corre o risco de não chegar a essa festa. Câimbra, tontura e desmaio são algumas das consequências”, compara o técnico de MMA.

E no caso dos lutadores, no dia seguinte à pesagem eles praticamente recuperam tudo o que foi perdido. Seria impossível manter o esquema de fome e fraqueza e depois encarar uma luta no octógono.

A dieta é tão delicada que até a volta da comida deve ser gradual. “O alimento passa a ser rejeitado pelo corpo. É preciso reprogramar o organismo”, diz Arkader. “O lutador tem que começar repondo com soro, líquidos e até papinha de nenê, antes de encarar o prato normal”, finaliza “Babu”.

Fonte IG