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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Massagem rítmica atua contra doenças

Suaves toques de sucção são feitos por toda a extensão das costas
Suaves toques de sucção são feitos por toda a extensão das costas
Com movimentos suaves de sucção, a técnica imita o pulsar do coração e combate problemas circulatórios, respiratórios e digestivos

Desenvolvida a partir da massagem clássica, a massagem rítmica nasceu no início do século 20. Porém, diferente das demais técnicas, baseia-se no conhecimento global do ser humano e as interações entre os sistemas neuro-sensorial (cabeça), rítmico (tronco) e metabólico-motor (abdômen e membros).

"São dois os pontos centrais da massagem rítmica: a revitalização e harmonização do corpo", diz Márcia Marques, massagista responsável pela formação em massagem rítmica no Brasil.

Os movimentos são bem suaves, com toques de sucção e não de pressão. “A mão pulsa como um coração sobre a pele, estimulando todo sistema rítmico, o que promove a saúde em todo o organismo", completa a especialista.

Embora seja prazerosa, seu objetivo não é o relaxamento. Segundo a pneumologista e alergologista Elaine Marasca, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), a massagem rítmica é potente auxiliar no tratamento de diversas patologias.

“Trata-se de um método curativo, indicado para harmonizar os sistemas do organismo. Pode ser especialmente efetiva em distúrbios circulatórios (hipertensão ou hipotensão), respiratórios (como asma), digestivos (como intestino preso), neurológicos (como esclerose múltipla) e psicológicos (como estresse). Também se beneficiam pacientes com depressão, insônia, enxaqueca, obesidade, deficiências imunológicas”, diz a médica.

É indicada para pessoas de todas as idades. A restrição é feita somente em casos de febre ou processos infecciosos e inflamatórios, pois os movimentos na pele podem estimulá-los.

Os movimentos
Na massagem rítmica, a mão do terapeuta executa toques circulares e de sucção fazendo fluir os líquidos, oxigenando e aquecendo todo o organismo.

“Ritmos como a mudança de estações do ano, acordar e adormecer, inspirar e expirar, são representados por meio dos ritmos de ligar e soltar dos toques", explica a terapeuta Márcia Marques. O resultado é bem-estar geral. “Principalmente porque atua onde havia energia estagnada”, completa a médica Elaine Marasca.

Na aplicação da massagem rítmica também são empregados óleos e pomadas. "Dependendo do diagnóstico do paciente é utilizado determinado tipo de produto. O óleo essencial de lavanda, por exemplo, acalma e relaxa, já o de alecrim é mais estimulante. As pomadas derivadas de combinações com metais – cada metal corresponde a um órgão do nosso corpo segundo a medicina antroposófica – para fricções em determinados órgãos também são usadas dependendo da necessidade ", diz Márcia.

Para um tratamento médico, são indicadas 10 sessões, de uma hora cada, realizadas duas vezes por semana. “Tudo segue um ritmo e deve ter começo, meio e fim”, argumenta a médica Elaine. Mas diante de um problema pontual – como uma dor aguda–, duas ou três sessões podem ajudar. “ A sensação de bem-estar é imediata”, garante Márcia Marques.

Fonte IG

Fascite plantar


Definição


Foto: ADAM
Fáscia plantar

A fascite plantar provoca a inflamação e o inchaço do tecido denso na sola do pé. A fáscia plantar é uma faixa muito espessa de tecido que cobre os ossos na parte inferior do pé.

Ela estende-se do calcanhar aos ossos do metatarso e atua como uma faixa de borracha para criar a tensão que mantém o arco do pé. Se a faixa for longa, ela permite que o arco do pé seja baixo, o que é mais comumente conhecido como pé chato.

Uma faixa curta de tecido provoca um arco alto. Essa fáscia pode ficar inflamada e dolorida em algumas pessoas, dificultando o caminhar.

Causas, incidência e fatores de risco:



Foto: ADAM
Fascite plantar

Entre os fatores de risco para a fascite plantar estão
  • Problemas no arco do pé (pé chato e pé cavo)
  • Obesidade
  • Carga repetitiva nos pés decorrente de corridas de longa distância, especialmente em ladeiras ou em superfícies irregulares
  • Aumento súbito de peso
  • Tensão no tendão de Aquiles (o tendão que liga os músculos da panturrilha ao tornozelo)
  • Calçados com apoio insuficiente à curva do pé ou solas macias
Geralmente, a fascite plantar afeta homens ativos com idades entre 40 e 70 anos. Esse problema é uma das reclamações ortopédicas mais comuns relacionadas aos pés.

A fascite plantar é geralmente considerada como sendo causada por um esporão do calcâneo, mas pesquisas demonstraram que essa não é causa do problema. No raio X, o esporão do calcâneo é visto em indivíduos com e sem fascite plantar.

Sintomas

A queixa mais comum é dor na sola do pé, que é normalmente pior pela manhã, podendo melhorar ao longo dia. Ao final do dia, a dor pode ser substituída por um desconforto contínuo que melhora com descanso.

Exames e testes

Os exames físicos típicos descobrem:
  • Inchaço moderado
  • Vermelhidão
  • Sensibilidade na sola do calcanhar
Raios x podem descartar outros problemas, mas a presença do esporão do calcâneo não é significativa.

Tratamento

Um tratamento conservador é quase sempre bem-sucedido, ao longo de um determinado período. O tratamento pode durar várias semanas ou até 2 anos, até que os sintomas desapareçam. A maioria dos pacientes apresenta melhora em um período de 9 meses.

O tratamento inicial geralmente consiste em:
  • Medicamentos antiinflamatórios
  • Exercícios de alongamento do calcanhar
Para aliviar a fascite plantar:
  • Aplique gelo à região dolorida. Repita o procedimento, pelo menos, duas vezes ao dia durante 10 a 15 minutos, com mais frequência nos primeiros dois dias
  • Descanse o máximo possível, durante uma semana
  • Tome acetamina, para a dor, e ibuprofeno, para dor e inflamação
  • Tente usar uma proteção no tornozelo, bandagens na área do tornozelo ou palmilhas ortopédicas
  • Use splints noturnos para alongar a fáscia lesionada e permitir que ela se recupere
  • Use calçados de ajuste adequado
Caso esses procedimentos não resultem em melhora, engessar o pé afetado até o joelho (sem passar do joelho) durante 3 a 6 semanas é geralmente uma opção bem-sucedida para reduzir a dor e a inflamação. Como alternativa, uma bota imobilizadora (que se parece com uma bota de esqui) pode ser usada. Ela deve ser usada todo o tempo, mas pode ser removida para o banho.

Alguns médicos prescrevem injeções de esteroides, que podem resultar em um alívio mais duradouro para alguns pacientes. No entanto, essa injeção é bastante dolorosa e não pode ser prescrita para todos.
Em alguns pacientes, os tratamentos não cirúrgicos não são bem-sucedidos, sendo necessária uma cirurgia para recuperar a fáscia tensionada e inflamada.

Evolução (prognóstico)

Praticamente todos os pacientes melhoram após 1 ano do início da terapia não cirúrgica, sem apresentar problemas em longo prazo. A maioria dos pacientes que precisam recorrer à cirurgia deixam de sentir dor no tornozelo.

Complicações

Entre as complicações após a cirurgia estão:
  • Infecção
  • Lesão do nervo
  • Nenhuma melhora da dor
  • Ruptura da fáscia plantar
Com outros tratamentos, uma das complicações é a dor contínua.

Ligando para o médico

Procure um médico se você apresentar sintomas de fascite plantar.

Prevenção

Manter uma boa flexibilidade na área do tornozelo, especialmente no tendão de Aquiles e nos músculos da panturrilha, é provavelmente a melhor maneira de evitar a fascite plantar.

Fonte IG

Esparadrapo terapêutico


Fisioterapeuta coloca a kinesio taping no joelho da atleta em competição de endurance

Conhecida como kinesio taping, bandagem elástica é usada para auxiliar a reabilitação neurológica, ortopédica e muscular

O método kinesio taping foi desenvolvido pelo médico quiropata Kenzo Kase na década de 70, no Japão.

Os "desenhos" feitos com as bandagens
variam de acordo com o problema
Trata-se do uso de bandagens funcionais elásticas para auxiliar no processo de reabilitação física, nas áreas neurológica, ortopédica e muscular.

Esse esparadrapo elástico, muito aderente à pele e à prova d’água, é aplicado na pele usando técnicas exclusivas e específicas para cada problema e segmento do corpo.

“Não há medicamento na fita. É a maneira como ela é aplicada que faz efeito sobre a queixa do paciente. Esticamos a bandagem e colamos na pele, que tem inúmeros pontos sensíveis que ativam o cérebro. A kinesio pode relaxar ou sustentar uma área do corpo, conforme avaliação inicial”, explica o fisioterapeuta Enio Kanayama, especialista no método, da FisioAction, de São Paulo.

As indicações terapêuticas do esparadrapo terapêutico incluem lombalgias, torcicolos, tendinites, entorses, contraturas musculares, artrose, artrite, fascite plantar, hérnia de disco, linfedemas, estiramentos e paralisia facial, entre outros problemas.

Mas a kinesio não se limita ao consultório dos fisioterapeutas. Ela ganhou cores e invadiu o mundo do esporte. Dos octógonos de MMA às quadras de tênis e pistas de corrida e triatlo, os esparadrapos terapêuticos são cada vez mais comuns e chamam muito a atenção.

“A bandagem age como inibidor ou ativador muscular, conforme o caso, podendo ajudar inclusive o ganho de performance”, diz o fisioterapeuta André Torres, do Rio de Janeiro, especialista formado pela Kinesio Taping Association nos EUA.

O diferencial do método é a estimulação do sistema linfático e muscular, além da estabilização das articulações.

“Ajuda a reduzir os quadros de dor e edemas, gera maior estabilidade articular e melhora a contração muscular”, completa Torres.

Também pode ser usada com finalidade de prevenção. “Mesmo sem um incômodo específico, a pessoa pode recorrer ao método, para corrigir a postura, o gestual esportivo ou prevenir lesões de uma área bastante acionada em sua atividade”, diz o fisioterapeuta carioca.

Não há contra-indicação no uso da kinesio. Mas apesar de ser livre de látex e hipoalergênica, a bandagem pode provocar desconforto em pessoas com pele sensível, já que é altamente adesiva. Cada aplicação dura de três a cinco dias, quando deve ser retirada ou trocada.

“Se você aprender a colocar em si próprio, em uma região acessível do corpo, pode fazê-lo sempre que precisar. No Japão e nos Estados Unidos existe mais esse conceito de autocuidado. Mas é preciso que se tenha recebido orientação adequada”, diz Kanayama.

Colocada de maneira errada, a bandagem pode não fazer efeito e, pior, trazer problemas. “Colocada de forma inadequada, ela pode provocar, entre outros problemas, alterações posturais, tirar as articulações do eixo e machucar a pele”, alerta Torres.

Fonte IG

Ministério da Saúde cria banco de doadores de sangue na internet

Doação de sangue: doar é fácil,
rápido e pode salvar mais de uma vida
Para estimular doações nesse fim de ano e facilitar recrutamento, voluntários farão cadastro em rede social

O Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é comemorado nesta sexta-feira (25). Em um período do ano difícil para os bancos de sangue, porque começam as férias e os doadores somem, a data será celebrada pelo Ministério da Saúde com uma novidade: um aplicativo no Facebook para cadastro de doadores em todo o País.

A proposta é que os mais de 300 bancos espalhados pelo Brasil consigam fazer convocações mais pessoais e direcionadas, pedindo a doadores específicos (de acordo com a necessidade de determinado tipo sanguíneo) uma colaboração. No fim do ano, de acordo com o coordenador geral da área de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, os estoques caem entre 20% e 30%.

“É a época em que, por um lado, temos o aumento da violência urbana, mais acidentes, um pico de consumo de sangue. E ao mesmo tempo, temos uma baixa grande nos estoques porque os doadores saem de férias e não comparecem aos bancos”, conta Genovez. Por isso, as campanhas de doação voluntária serão intensificadas.

De acordo com o coordenador, o Brasil recolhe 3,5 milhões de bolsas de sangue por ano. Um índice baixo perto do que o País precisa – cerca de 6 milhões – e do tamanho da população brasileira. Na França, ele exemplifica, que possui 65 milhões de habitantes, são recolhidas 2,5 milhões de bolsas de sangue anualmente. Apenas 2% da população brasileira é doadora de sangue.

Apesar de o índice estar dentro dos parâmetros preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – entre 1% e 3% da população ser doadora de sangue – o governo quer aumentar a rede de solidariedade. A demanda por sangue nos hemocentros tem crescido por causa do aumento de transplantes (58,3% de 2003 para 2009) e do tratamento de doenças como a leucemia, que necessitam de transfusões sanguíneas.

Cadastro virtual
Com o cadastro via rede social, o Ministério da Saúde aposta em mais regularidade nas doações. Segundo Genovez, os bancos de sangue de todo o País estão conectados com esse tipo de mídia e podem fazer convocações sempre que precisarem, em qualquer época do ano. O aplicativo ficará disponível na página do ministério no Facebook.

Os doadores que se interessarem terão de preencher um formulário, informando seu tipo sanguíneo. Depois da “doação virtual”, ele pode convidar amigos para fazer o mesmo e vê-los a partir de seus tipos sanguíneos também. Com a mobilização em rede, o Ministério espera aumentar bastante os cadastros de doadores em todo o País.

Genovez lembra que a doação de sangue é também promotora de saúde, já que, para doar, o voluntário precisa manter hábitos saudáveis. Os interessados em doar sangue precisam ter mais de 50 kg; entre 18 e 67 anos (ou acima de 16 anos com autorização dos pais) e não podem doar em jejum, depois de uma noite mal dormida (é exigido repouso mínimo de 6 horas na noite anterior) ou ter ingerido bebidas alcoólicas (12 horas antes). Também precisam evitar fumar (por pelo menos 2 horas) e comer alimentos gordurosos (3 horas) antes da doação.

Quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas e quem teve relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos também não podem doar sangue.

Fonte IG

Igreja americana promove adoção de embriões congelados

A criação do programa para unir casais que têm embriões no freezer e outros que não conseguem ter filhos foi inspirada em uma história real

A Igreja Cedar Park Assembly of God, no Estado americano de Washington, oferece um serviço incomum para uma instituição religiosa: o de agência de adoção de embriões congelados.

A ideia de criar um programa para unir casais que têm embriões no freezer e outros que não conseguem ter filhos foi inspirada na história de Maria Lancaster.

Aos 46 anos de idade, após várias tentativas de engravidar e inúmeros abortos espontâneos, Maria achava que o sonho de ser mãe nunca seria realizado.

"Os médicos já haviam desistido de mim", disse ela à BBC Brasil.

Hoje, nove anos depois, ela e o marido, Jeff, são pais de Elisha, 8 anos.

A história dos Lancaster começou a mudar quando Jeff ouviu em um programa de rádio uma entrevista com uma mulher que havia adotado um embrião.

"Nunca havíamos ouvido falar disso", lembra Maria. "Resolvemos tentar, adotamos um embrião, e hoje eu tenho uma filha linda."

Há três anos, Maria sugeriu a um amigo, pastor da igreja, que eles fundassem uma agência de adoção de embriões congelados para ajudar outros casais com problemas de fertilidade a também realizar esse sonho e foi criado o Serviço de Adoção de Embriões de Cedar Park (Embryo Adoption Services of Cedar Park).

Opções
Nos tratamentos de fertilização, muitos dos embriões gerados não são utilizados, o que deixa o casal proprietário com a opção de mantê-los congelados indefinidamente, descartá-los, doá-los para pesquisas ou para outro casal.

Calcula-se que existam cerca de 500 mil embriões congelados nos Estados Unidos.

O serviço de adoção desses embriões não é novo e é oferecido por várias outras agências no país, entre elas a Nightlight, pioneira no ramo e que foi de quem Maria adotou o embrião.

Muitas, inclusive, são alvo de controvérsia. Segundo opositores da ideia, ao definir "adoção" em vez de "doação", dá-se ao embrião o status de pessoa, o que poderia ser usado como justificativa para a defesa, por exemplo, da criminalização do aborto.

Alguns líderes católicos também criticam o procedimento, questionando a moralidade de se implantar o embrião de um casal, concebido artificialmente, em outra mulher.

Autodenominada a "primeira agência de adoção de embriões baseada em uma igreja", a iniciativa comandada por Maria Lancaster já contabiliza oito bebês nascidos, vários a caminho, e cerca de 25 famílias já inscritas e ainda passando pelos trâmites burocráticos antes de concretizar a adoção.

Maria explica que, na maioria dos Estados americanos, os embriões são tratados legalmente como "propriedade", mas que para a agência "a vida começa na concepção".

"Ao cuidarmos da papelada, é uma transferência de propriedade, mas nós os tratamos socialmente como se fossem crianças nascidas."

Regras
As regras para os candidatos a adotar um embrião na agência comandada por Maria exigem que os pais sejam casados há pelo menos três anos e que apresentem cartas de referência de amigos e familiares, além de uma taxa de inscrição de US$ 250 e outra no valor de US$ 3,5 mil.

Um agente do serviço social contratado pela própria agência faz uma avaliação do lar que irá abrigar o embrião, inclusive consultando arquivos do FBI e de outros Estados onde os candidatos tenham morado para garantir que o casal não tenha tido envolvimento com negligência ou abuso de menores.

Diferentemente do processo de adoção de uma criança, que pode ser longo, o prazo para a adoção de embriões varia de dois a seis meses, segundo Maria.

Ela conta que tenta achar casais doadores e receptores compatíveis, para aumentar a chance de que a criança possa conviver com as duas famílias, e considera esta uma das vantagens da adoção aberta de embriões.

"As famílias que doam os embriões para adoção têm a oportunidade de conhecer essas crianças quando nascerem. E seus filhos têm a oportunidade de conviver com essas crianças, que são seus irmãos", diz.

"Uma doação anônima de embriões não permite isso."

Fonte Delas