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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Campanha de prevenção ao câncer de pele acontece no sábado em SP

Neste sábado (26), acontece a 13ª edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, realizada pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), com o apoio da Regional São Paulo.

Uma equipe de dermatologistas vai atender gratuitamente a população em 16 postos da capital paulista, das 9h às 15h, alertando para os perigos do câncer de pele.

Os profissionais também vão dar orientações sobre como se proteger corretamente do sol e suspeitar do câncer de pele.

O dermatologista Hamilton Stolf, coordenador da campanha no Estado de São Paulo, afirma que a campanha acontece no verão porque essa é uma época em que as pessoas costumam se expor com mais frequência ao sol, e muitas não tomam os devidos cuidados.

"Todas as pessoas de pele e olhos claros ou aquelas que apresentam algum tipo de sinal suspeito na pele, como feridas que não cicatrizam ou pintas, devem aproveitar a oportunidade", afirma.

Davi de Lacerda, membro da SBD, diz ainda que muitos têm medo de ir ao médico, por receio de um diagnóstico de câncer. "É oportuno aproveitar para educar sobre a grande diferença entre melanoma (câncer de pele mais grave) e outros cânceres de pele, que são muito mais frequentes e não devem alarmar a pessoa diagnosticada como se fosse uma sentença de morte."

A campanhavai ocorrer em 19 cidades de São Paulo, além da capital, em 23 Estados e no Distrito Federal.

O câncer da pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer). Quando é diagnosticado precocemente, há maior chance de cura. São estimados pelo Inca 113.850 novos casos de câncer de pele para 2011, sendo a maioria em mulheres.

A lista completa dos postos de atendimento da campanha pode ser acessada aqui. A SBD também disponibiliza o telefone 0800 701 3187 para tirar dúvidas a respeito da campanha.

Postos da campanha em São Paulo - SP:

Ambulatório de Dermatologia do Hospital das Clínicas
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 - 5º andar - Bloco 2B - Cerqueira César - SP

Ambulatório do Hospital do Servidor Público Estadual de SP
Rua Borges Lagoa, 1755 - 4º andar - Vila Clementino - SP

Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina
Rua Borges Lagoa, 508 - Vila Clementino - SP

Hospital do Servidor Público Municipal de SP
Rua Castro Alves, 60 - 5º andar - Liberdade - SP

Hospital A.C. Camargo - Hospital do Câncer de São Paulo - Departamento de Oncologia Cutânea
Rua Prof. Antonio Prudente, 211 - Liberdade - SP

Ambulatório de dermatologia do Hospital Heliópolis
Rua Cônego Xavier, 276 - Cidade Nova Heliópolis (Sacomã) - SP

Hospital Beneficência Portuguesa
Rua Capitão Mor Roque Barreto, 47 - Bela Vista - SP

Ambulatório de Dermatologia do Hospital Ipiranga
Av. Nazaré, 28 - Ipiranga - SP

AME - Santa Marcelina
Rua Santa Marcelina, 400 - Itaquera - SP

Ambulatório (piso térreo) e anfiteatro do Hospital João Sampaio Góes Jr.
Av. Alcântara Machado, 2.576 - Mooca - SP

Hospital Israelita Albert Einstein - Unidade Paraisópolis
Rua Manoel Antonio Pinto, 210 - Paraisópolis - SP

Ambulatório do Hospital Infantil Darcy Vargas
R. Dr. Seráphico de Assis Carvalho, 34 - 1º andar - Morumbi - SP

Setor de dermatologia do Hospital Universitário Wladimir Arruda - Universidade de Santo Amaro
R. Professor Enéas de Siqueira Neto, 340 - Jardim das Imbuias - SP

Irmandade da Santa Casa de São Paulo
R. Dr. Cesário Mota Junior, 112 - andar térreo do Pavilhão Conde Lara - Vila Buarque - SP

Ambulatóirio Ame Maria Zelia
Rua Jequitinhonha, 360 - Belenzinho - SP

Fonte Folhaonline

Fundo global contra Aids, malária e tuberculose vai cortar financiamentos

O maior fundo que apoia a luta contra Aids, tuberculose e malária afirmou nesta quarta (23) que deve cortar novos financiamentos para países que estão enfrentando essas doenças. O Global Fund to Fight Aids, Tuberculosis and Malaria afirmou também que terá um novo gerente para administrar seus recursos.

O diretor executivo do fundo, Michel Kazatchkine, vai perder a responsabilidade pelo gerenciamento das finanças. Não haverá concessão de novos financiamentos até 2014.

Até lá, qualquer país de renda baixa ou média cujos financiamentos do Global Fund acabarem podem pedir recursos emergenciais.

"O Global Fund só vai conseguir financiar serviços essencial em programas já em andamento e que terminem até 2014", afirmou a organização, por meio de nota, após uma reunião de sua diretoria em Gana.

O Global Fund, com sede em Genebra, Suíça, tem recursos públicos e privados e é responsável por um quarto do financiamento mundial do combate à Aids e pela maioria dos recursos contra tuberculose e malária. Fundada em 2002, a entidade arrecada dinheiro de doadores a cada três anos.

Até hoje, o fundo já destinou US$ 22,4 bilhões para 150 países em programas de prevenção, tratamento e assistência contra as três doenças.

Nos últimos anos, o Global Fund tem tido dificuldade para angariar fundos, além de enfrentar acusações de mau uso dos recursos.

A entidade encomendou em março uma revisão de seus procedimentos internos depois de anunciar que havia mau uso dos fundos em quatro países beneficiados. Depois disso, doadores como Alemanha e Suécia congelaram o envio de dinheiro.

O comitê que analisou as contas do fundo recomendou que a instituição fizesse uma análise de risco dos países que recebem os recursos.

Em sua última conferência para arrecadar dinheiro, o Global Fund não atingiu a meta dos US$ 13 bilhões necessários para manter suas ações. As doações chegaram a US$ 11,5 bilhões.

A ONG internacional Médicos Sem Fronteiras mostrou preocupação com a decisão do fundo de cortar novos financiamentos, especialmente agora que dados das Nações Unidas mostraram que o maior acesso a tratamento está reduzindo as mortes por Aids.

"Os doadores estão puxando o tapete das pessoas vivendo com Aids justamente agora, quando precisamos ir em frente com tudo", afirmou Tido von Shoen-Angerer, da MSF.

Fonte Folhaonline

Automutilação é praticada por um em 12 adolescentes

Um em cada 12 jovens se mutila, com agressões como cortes, queimaduras e batidas do corpo contra a parede.

Para os que se autoflagelam, a prática é uma tentativa de aliviar sensações como angústia, raiva ou frustração, segundo especialistas. O problema é mais comum entre mulheres de 15 a 24 anos.

Arte
As conclusões são de um estudo publicado na revista médica "Lancet", feito no King's College, em Londres, e na Universidade de Melbourne, na Austrália.

Esse é o primeiro trabalho a acompanhar a evolução da automutilação da adolescência à vida adulta.

Entre 1992 e 2008, foram avaliados 1.802 adolescentes, entre os quais 8% afirmaram ter se mutilado de alguma forma. Ao completarem 29 anos, menos de 1% dos jovens mantinham esse comportamento.
A conclusão dos autores é a de que, na maioria dos casos, o problema se resolve espontaneamente.

Isso não significa que seja dispensável buscar tratamento. Os próprios autores afirmam que, em geral, a automutilação é associada a doenças psiquiátricas como depressão, que podem precisar de atenção médica.

"Se a pessoa começou a se mutilar, merece receber avaliação e tratamento. Não se pode pensar que vai passar", afirma a psiquiatra da infância e da adolescência Jackeline Giusti, do Hospital das Clínicas da USP.

Ela afirma que, como qualquer doença psiquiátrica não tratada, o problema pode se tornar crônico e ficar mais grave. Nesse caso, o tratamento pode ser com psicoterapia ou medicamentos.

"Ao se tratar na adolescência, o jovem pode desenvolver habilidades de lidar com a frustração de outra forma, e as chances de não se mutilar mais são maiores", diz a psiquiatra.

IMPULSIVIDADE
Para Giusti, as conclusões do estudo mostram que o comportamento em relação à automutilação é parecido com o do uso de drogas: muitos experimentam na adolescência, mas só para uma minoria o comportamento se torna um problema crônico.

Segundo Hermano Tavares, professor de psiquiatria da USP, o cérebro passa por transformações importantes da metade da adolescência para o final, que favorecem a impulsividade e a vulnerabilidade para tomar decisões.

"Mais tarde existe um amadurecimento cerebral, mas isso não é sinônimo de melhora do status psíquico. A depressão continua."

Segundo um dos autores do estudo, o psiquiatra Paul Moran, do King's College, se a automutilação segue na vida adulta, o problema se torna mais sério e pode evoluir para tentativa de suicídio.

É raro que a pessoa que se agride procure tratamento sozinha. Parentes costumam descobrir o problema por acaso, segundo Giusti.

Dar broncas ao descobrir que o filho pratica automutilação só piora o quadro, de acordo com a psiquiatra.

"Os pais devem entender que esse comportamento é sintoma de alguma coisa. A mutilação é uma automedicação para a tristeza."

Fonte Folhaonline

Brasil terá 59 novos casos de câncer por hora em 2012

Projeção do Inca mostra que tumor na próstata é o mais incidente em homens e, em mulheres, o de mama

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou nesta quinta-feira (24), as projeções de novos casos de câncer para 2012. Pelos números apresentados, até dezembro do próximo ano, 518.510 pessoas devem receber o diagnóstico da doença, uma média de 59 notificações por hora.
Nas mulheres, serão 260.640 registros, sendo o mais incidente o câncer de mama (52.680). Entre os homens, o total de novos casos é 257.870, sendo que três em cada dez afetarão a próstata, o tipo de tumor mais numeroso entre eles (60.180 novos casos).
Tabela dos novos casos de neoplasias no universo masculino

Novos casos de câncer em homens

Projeção mostra que, entre eles, o tumor na próstata será o mais incidente
Inca
Tabela de novos casos de neoplasias no universo feminino

Novos casos de câncer em mulheres

Entre elas, o tumor nas mamas é o mais incidente
Inca
Novas localizações
Pela primeira vez, o Inca incluiu sete novas localizações de tumores no estudo: bexiga, ovário, tireoide (nas mulheres), Sistema Nervoso Central, corpo do útero, laringe (nos homens) e linfoma não Hodgkin.
Os dois últimos, afirma o Instituto, foram muito noticiados por terem acometido, respectivamente, o ex-presidente Lula, o ator Reynaldo Gianecchini e a presidente Dilma Rousseff e, por isso, passaram a fazer parte das projeções, que são divulgadas a cada dois anos.
Ainda de acordo com o Inca, as estimativas gerais não podem ser comparadas com anos anteriores, “uma vez que não tem como referência a mesma metodologia e nem as mesmas bases de dados.”

O mapeamento para 2012 foi feito com base nas informações dos 17 centros de oncologia do País e também com os dados do Sistema de Informação da Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM).
Rota de risco
O raio-X apresentado indica que os casos de câncer seguem a rota dos hábitos de risco dos brasileiros.
Na região Sul, por exemplo, o câncer do pulmão é o segundo mais recorrente, com 37 casos para cada 100 mil habitantes (atrás apenas do de pele). Esta mesma área do País, já mostrou levantamento feito pelo Ministério da Saúde, concentra o maior número de fumantes nacionais – 19,5% da população adulta fuma.
Já na região Nordeste, a taxa esperada de câncer de pulmão é de 8 casos em 100 mil pessoas. Na Bahia, por exemplo, 8,4% são fumantes, 11,1 pontos porcentuais atrás dos gaúchos. Os oncologistas afirmam que o tabagismo está associado a 90% dos registros de câncer de pulmão.
Outro indicador que os casos de câncer obedecem a lógica do comportamento preventivo é o câncer de colo de útero. Na região Norte, as projeções indicam que ele será o mais incidente entre as mulheres, responsável por 23,7% do total de casos.
Em todas as outras áreas - Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o recordista na população feminina é o câncer de mama. Não por coincidência, o Ministério da Saúde já detectou que as mulheres nortistas são as que menos realizam o exame ginecológico papanicolau, o mais indicado para detectar o HPV. Quando este vírus não é tratado, ele pode evoluir para câncer de cólo.
Prevenção
O câncer já ocupa a segunda causa de morte dos brasileiros, atrás das doenças cardíacas, e os especialistas afirmam que são dois fatores que justificam o posto. O primeiro deles é o próprio envelhecimento da população. O aumento da expectativa de vida, já ressaltou a Sociedade Brasileira de Cancerologia, influencia no aumento de casos, já que o organismo envelhecido fica mais vulnerável às mutações celulares (uma das causas dos tumores malignos).
Mas são os hábitos nocivos à saúde, alerta o diretor do Hospital AC. Camargo (referência nacional em tratamento de câncer), Jeferson Luiz Gross, os principais culpados para a incidência. “O câncer tem explicações genéticas em 10% dos casos. O restante está muito enraizado em fumo, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e obesidade”, diz Gross. “Todas as pesquisas são contundentes ao mostrar que a prevenção destes hábitos é a melhor forma de controlar o câncer.”
Fonte IG

Fumo e álcool ampliam projeção de câncer de pulmão em mulheres

Inca estima 10.110 novos casos na população feminina em 2012 e o "dupla" é a principal culpada pela doença

O câncer de mama ainda é o mais incidente na população feminina, mas os casos de tumores malignos no pulmão têm adoecido mais mulheres.

As novas projeções sobre a doença divulgadas nesta quinta-feira (24) mostram que, em 2012, 10.110 pacientes vão receber o diagnóstico da doença pulmonar, um dos tumores mais difíceis de tratar e que, em 90% das ocasiões, acomete as fumantes.

Pelos novos dados, o câncer de pulmão é o terceiro mais frequente em mulheres moradoras da região Sul (uma incidência de 19 casos para 100 mil habitantes), o quarto na região Centro-Oeste (9 casos/100 mil) e o quinto nas regiões Sudeste (11 casos/100 mil hab), Nordeste (6 casos/100 mil hab) e Norte (5 casos/100 mil hab).

Em comparação com as projeções de 9.830 registros de câncer de pulmão em mulheres em 2010 – o Inca divulga as estimativas a cada dois anos – o novo mapeamento para 2012 mostra um aumento de 2,8% da doença.

Já nos homens, o curso foi inverso. Para o próximo ano são esperados 17.210 casos de câncer de pulmão, um declínio de 3,31% quando comparados aos 17.800 calculados para 2010.

Apesar do Inca ressaltar que as estimativas bienais não podem ser comparadas por usarem metodologias diferentes, os dados comparativos feitos pelo Ministério da Saúde endossam que o câncer de pulmão está mais frequentes nelas por culpa da dupla cigarro e álcool.

Na década de 80, 34% dos homens eram fumantes e hoje 20,6% são tabagistas. Já entre elas 12% fumam, sendo que há duas décadas estas estatísticas não chegavam a 5%. Além disso, mostra o estudo do Ministério da Saúde, 10% da população feminina bebe mais de quatro doses alcoólicas quando decide sair para beber, comportamento chamado na literatura especializada de “bebedora pesada”. Em 2006, primeiro ano em que o estudo federal foi realizado, este índice feminino era de 8%.

Entre os homens, este comportamento de beber pesado é mais prevalente, chega a 26%, mas ficou praticamente estável nos anos analisados, sendo que em 2006 eles ponturam 25,8%.

Segundo o diretor da rede de Minas Gerais Oncome, Amandio Soares, o álcool e o cigarro irritam de forma crônica a mucosa da boca, laringe, traquéia, brônquios e pulmões. Além disso, a fumaça e o etanol promovem uma mutação celular que desencadeia os tumores malignos.

Quando a pessoa para de fumar ela, imediatamente, já diminui os riscos de desenvolver câncer, mas a memória negativa nas células provocada pelo tabaco e o etilismo tem duração de 20 anos. “Quanto mais cedo a pessoa elimina estes dois hábitos, maiores ficam as suas chances.”

Fonte Delas