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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Linfoma não-Hodgkin aparece pela primeira vez nas estimativas do câncer

Doença que acometeu presidente Dilma Rousseff e Reynaldo Gianecchini teve incidência acima das leucemias

O linfoma não Hodgkin, doença que acometeu a presidente Dilma Rousseff e para a qual o ator Reynaldo Gianecchini está em tratamento, aparece pela primeira vez nas estimativas do Instituto Nacional do Câncer. O cálculo é de que serão registrados novos 9.640 casos ao ano em 2012 e 2013.

"O linfoma entra pela primeira vez nas estimativas pela sua magnitude; teve uma incidência acima das leucemias, tanto em homem quanto às mulheres", afirma o coordenador-geral de Assuntos Estratégicos do Inca, Carlos Noronha. Ele acredita que o aumento do número de casos esteja relacionado ao acesso maior ao diagnóstico.

O linfoma não Hodgkin é um câncer do sistema linfático e tem mais de 20 subtipos diferentes catalogados pela Organização Mundial de Saúde. Os primeiros sintomas incluem o aumento de gânglios (popularmente conhecidos como nódulos ou ínguas), que ficam palpáveis no pescoço, axilas, virilha. Febre persistente por mais de 15 dias - mesmo que não ocorra diariamente, perda de mais de 10% do peso.

O tratamento varia de acordo com o subtipo da doença - radioterapia, quimioterapia, autotransplante de medula óssea. "O linfoma é mais incidente na população idosa. O envelhecimento da população corrobora para o surgimento da doença", explica o hematologista Garles Matias Vieira, médico do Hospital A.C. Camargo. "Também há outros fatores. O uso de terapias imunossupressoras, para o tratamento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, doença de Crohn, ou para evitar a rejeição de órgão transplantado favorece o surgimento do linfoma", explica.

Fonte Estadão

Alunos da rede pública de SP terão orientação sobre câncer

Adolescentes de escolas estaduais de São Paulo vão passar a receber orientações de como prevenir o câncer.

Um programa, que será lançado pelo governo paulista nesta quinta-feira, dará palestras para os alunos e distribuirá cartilhas nas escolas estaduais.

Pretende ainda treinar diretores e professores da rede, para que o assunto passe a ser abordado constantemente com os estudantes.

O objetivo é explicar para os adolescentes que atitudes como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e prática de sexo sem proteção podem trazer riscos para o desenvolvimento de alguns tumores.

Hoje, 80 médicos do Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), parceiro no projeto, darão palestras em 80 escolas da rede na capital, para marcar o lançamento do projeto.

O material que será apresentado aos alunos será disponibilizado para toda a rede de ensino do Estado.

"O câncer tem um período de formação longo. A maior parte leva uma década para se desenvolver. O melanoma que aparece aos 50 anos é consequência de se ter tomado muito sol aos 20 anos", diz Paulo Hoff, diretor do Icesp.

Fonte Folhaonline

Reagente facilita detecção de tumor inferior a um milímetro

Uma equipe liderada por dois cientistas japoneses desenvolveu um reagente que faz com que as células cancerígenas brilhem, facilitando a detecção de tumores muito pequenos, informa nesta quinta-feira a agência de notícias japonesa "Kyodo".

Ao ser pulverizado sobre uma área determinada, o reagente, ainda em fase experimental, pode ressaltar um carcinoma de tamanho inferior a um milímetro.

A substância dá às células malignas um brilho de cor verde, detalham os cientistas na última edição da revista médica "Science Translational Medicine".

A ressonância magnética e outros métodos existentes são incapazes de destacar tecidos cancerígenos de dimensões tão pequenas.

Os pesquisadores consideram que este avanço poderá, no futuro, ajudar a identificar com maior precisão e menor custo o desenvolvimento de um câncer.

"A capacidade do olho humano em detectar, sem ajuda, pequenos focos de câncer ou limites precisos entre o câncer e o tecido normal durante a cirurgia ou a endoscopia é limitada", explicam os pesquisadores em seu artigo.

Yasuteru Urano, professor de Bioquímica da Universidade de Tóquio, e Hisataka Kobayashi, cientista-chefe dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, são os dois cientistas que lideraram os estudos. Eles esperam que o reagente possa ser utilizado dentro de poucos anos.

O reagente desenvolvido emite um brilho verde em questão de minutos graças a uma reação química quando entra em contato com uma enzima chamada GGT, só presente na superfície das células cancerígenas.

Durante a pesquisa, o grupo conseguiu fazer com que o tecido afetado brilhasse 20 vezes mais que o restante, poucos minutos após pulverizar o reagente sobre o abdome de ratos que tinham recebido células humanas afetadas por câncer de ovário.

A equipe ainda terá de certificar que a molécula fluorescente não é tóxica para o restante das células, mas já afirma que não foram detectados efeitos perigosos, mesmo ao utilizar grandes quantidades do reagente.

Fonte Folhaonline

Prótese de silicone banida causou morte de francesa, diz associação

Uma prótese mamária de silicone proibida pelas autoridades sanitárias da França no ano passado --e que também era exportada para o Brasil-- teria causado a morte de uma francesa, segundo uma associação de vítimas do produto.

Esta seria a primeira morte no país causada por implantes mamários de silicone da empresa francesa Poly Implant Prothèse (PIP), exportados para inúmeros países.

Antes de sofrer uma liquidação judicial no ano passado e ser acusada de fraude na fabricação das próteses mamárias, a PIP era a terceira maior fabricante mundial do produto.

A Associação de Usuárias das Próteses PIP (PPP, na sigla em francês) informou em um comunicado, na noite de quarta-feira, que a vítima morreu na segunda-feira em razão de um linfoma provocado pelo vazamento do gel da prótese mamária defeituosa.

A francesa, identificada apenas como chamada Edwige, conviveu com a prótese mamária rompida no corpo durante um período, afirma Alexandra Blachère, presidente da associação PPP.

"Temos um certificado médico do oncologista da vítima atestando que a paciente desenvolveu um linfoma após contato com um implante mamário", diz Blachère.

PROIBIÇÃO
A venda e a utilização de próteses mamárias da marca foram proibidas na França em março do ano passado pela Agência de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde (Afssaps) após a descoberta de irregularidades na fabricação do produto.

Após investigações, a agência descobriu que o fabricante utilizava nos implantes um gel de silicone diferente do que havia sido declarado às autoridades sanitárias para obter a autorização de comercialização do produto.

O gel de silicone utilizado pela empresa não é autorizado para fins médicos.

O fator que desencadeou as investigações foi a taxa anormal de reações inflamatórias e de rompimento das próteses mamárias da marca PIP, que era quase o dobro da registrada por outros fabricantes do setor.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária brasileira (Anvisa) também proibiu em abril do ano passado a venda e utilização das próteses mamárias da PIP no país.

Após o anúncio da primeira morte na França, a agência sanitária do país declarou que este é o "primeiro e único caso de linfoma associado a esse tipo de implante".

Mas segundo a Afssaps, até o momento não é possível afirmar com certeza que o produto causou o falecimento.

"Esse dossiê ainda não foi investigado. Precisamos de tempo para avaliação. Temos de coletar informações complementares", afirma Jean-Claude Ghislain, diretor da Afssaps.

Representantes da associação PPP serão recebidos no dia 14 de dezembro no ministério da Saúde.

A associação pede que o governo crie um "fundo de indenização de emergência" para que as 30 mil mulheres que utilizam próteses mamárias da PIP na França possam ser operadas para retirar os implantes.

No Brasil, estima-se que 35 mil mulheres utilizaram próteses da PIP desde 2005

Fonte Folhaonline

Europa e EUA praticamente se igualam em número de obesos

Os níveis de obesidade entre homens e mulheres adultos na União Europeia aumentaram três vezes em um ano e está praticamente lado a lado com os dos Estados Unidos, indica uma pesquisa publicada nesta quinta-feira pelo escritório de estatística comunitária Eurostat.

A proporção de mulheres obesas adultas na UE passou de 8% em 2008 para 23,9% em 2009. A de homens subiu de 7,6% para 24,7%.

No mesmo ano nos EUA, a quantia foi de 26,8% para as mulheres e de 27,6% para os homens.

Romênia, Itália e Bulgária são os países com as menores taxas de sobrepeso (abaixo de 12%) enquanto os maiores índices estão na Letônia, Estônia, Malta e Reino Unido.

Em todos os países da UE, as pessoas que mais sofrem com alto índice de massa corporal estão na faixa dos 65 anos.

A Eurostat ainda observou que o nível de estudos da população é inversamente proporcional ao da obesidade. Quanto maior o nível acadêmico do europeu, menos obesa a pessoa é.

Fonte Folhaonline