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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Remuneração: ANS diz não ter previsão para que haja controle de honorário médico

Agência reconhece que os honorários médicos estão defasados, o que faz com que ela, venha implementando ações e programas para facilitar o entendimento entre médicos e operadoras

O diretor-presidente da ANS Suplementar), Maurício Ceschin, disse não haver previsão legal para que a Agência faça controle dos preços pagos a prestadoras de serviços médicos ou o repasse dos honorários médicos. As informações são do jornal Infomoney
Apesar disso, a Agência reconhece que os honorários médicos estão defasados, o que faz com que ela, conforme publicado pela Agência Senado, venha implementando ações e programas para facilitar o entendimento entre médicos e operadoras.

Para Ceschin, o modelo que prioriza o consumo de materiais em detrimento da melhor remuneração do trabalho médico, bem como o envelhecimento da população e a inovação tecnológica, está entre os desafios do setor.

Reunião
Conforme decisão da audiência pública realizada na última terça-feira (22) na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado, as operadoras de planos de saúde vão se reunir com a ANS e com representantes da categoria médica para buscar resolver a demanda dos médicos por reajuste nos valores de honorários.

O senador Paulo Davim (PV-RN) informou que, nos últimos dez anos, as operadoras reajustaram as mensalidades dos planos de saúde em cerca de 160%, enquanto que os valores pagos aos médicos cresceu 40% no período.

Para o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o acréscimo nas mensalidades dos planos nos últimos dez anos foi ainda maior, de 400%, o que, na opinião dele, configura “mercantilização” da saúde.

O secretário de saúde suplementar, Márcio Costa Bichara, lembrou que os médicos realizaram paralisação em abril e em setembro para mostrar à sociedade a gravidade da situação. Bichara defende que o Estado deve intervir na situação, que prejudica sobretudo os usuários.

Fonte SaudeWeb

Orçamento autoriza emendas individuais para a Saúde de até R$ 2 mi

No total, deputados e senadores poderão apresentar até R$ 15 milhões em emendas, dos quais R$ 2 milhões serão obrigatoriamente para a saúde

A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta quarta-feira (23) uma mudança no parecer preliminar ao projeto orçamentário de 2012, para autorizar a apresentação de emendas individuais, até o limite de R$ 2 milhões, para ações no Ministério da Saúde. O parecer aprovado no dia 10 de novembro permitia somente a destinação do valor para a área de atenção básica, que envolve a construção, ampliação, reforma e aparelhamento de postos de saúde.

Essa redação prejudicava, sobretudo, parlamentares que atuam em cidades de maior porte, onde a carência está na área hospitalar e de alta complexidade, e não em postos de saúde. No total, deputados e senadores poderão apresentar até R$ 15 milhões em emendas, dos quais R$ 2 milhões serão obrigatoriamente para a saúde.

Fonte SaudeWeb

Mec distorce informação, diz Cremesp

Entidade denuncia que o Mec distorce informações ao propor o fechamento de 33 vagas e autoriza a abertura de 220 novos cursos de medicina em São Paulo

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou nesta quarta-feira (23) comunicado que repudia a manobra do Ministério da Educação na abertura de três novos cursos de Medicina no Estado de São Paulo.


Confira parecer na íntegra:

O MEC distorceu a informação, ao fazer divulgar que irá suspender provisoriamente 33 vagas em um curso mal avaliado de São Paulo, ao mesmo tempo em que autorizou a abertura definitiva de outras 220 vagas em três novas escolas.

Em novembro de 2009, parecer da Secretaria de Educação Superior do MEC, publicado no Diário Oficial da União, indeferiu o pedido de autorização de um novo curso em São Paulo, que também recebeu parecer desfavorável do Conselho Nacional de Saúde, diante da ausência de necessidade social e do excesso de escolas médicas no estado. Dois anos depois, inexplicavelmente, a mesma escola é agora aprovada.

Com isso, em 2012, estarão em atividade em São Paulo, 34 cursos de Medicina que oferecerão mais de 3.000 vagas por ano. Em dez anos – de 2002 a 2011 – foram autorizadas 900 vagas em onze novos cursos. São Paulo já conta com 2,6 médicos por 1.000 habitantes, uma das maiores concentrações do mundo.

Muitos dos cursos são altamente lucrativos – cobram até R$ 5.400,00 a mensalidade -, não têm sequer hospital-escola, não têm corpo docente qualificado e não estão integrados ao Sistema Único de Saúde.

O Cremesp recebe mais de 3.500 denúncias contra médicos por ano e os processos éticos por má prática não param de crescer. O Exame do Cremesp avaliou, em sete anos, aproximadamente 5.000 formandos de escolas médicas paulistas. Desses, 2.250 (46,6%) foram reprovados, o que revela deficiência em algumas escolas já existentes, além de uma situação que coloca em risco a saúde e a vida da população.

O MEC pode e deve cumprir seu papel, fechando escolas e cursos sem qualidade e diminuindo vagas naquelas ineficientes e, aí sim, se necessário, autorizar a abertura de escolas públicas de qualidade e com docentes comprovadamente capacitados.

O governo federal e o MEC devem explicações à sociedade sobre a omissão diante da péssima qualidade do ensino médico e sobre os reais interesses que movem a abertura desenfreada de cursos de Medicina.

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

Fonte SaudeWeb

Redução de estômago por videolaparoscopia vai ser paga por convênios

Decisão firmada pela ANS e CFM estipul que, a partir de janeiro de 2012, operadoras devem realizar a cobertura do procedimento

Uma decisão firmada entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Conselho Federal de Medicina estipula que a partir de janeiro de 2012 a videolaparoscopia vai passar a ser paga pelos convênios.

Segundo o diretor do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica, Luiz Vicente Berti, a videolaparoscopia é um método menos invasivo que representa uma economia aos planos a médio prazo, devido à redução dos dias de internação e da menor incidência de complicações.

Ele diz que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) criou uma campanha com o tema “Obesidade sem marcas” e considera o impacto dessa ação muito positivo, pois contribuiu para o debate e a mudança das regras.

A cirurgia minimamente invasiva e aplicável em todas as técnicas cirúrgicas, a Videolaparoscopia representa uma importante evolução tecnológica da medicina, de acordo com Berti. Ele conta que nela, são feitas de quatro a sete mini-incisões de 0,5 a 1,2 centímetros cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo.

E ressalta que das quase 60 mil cirurgias bariátricas realizadas em 2010 no Brasil, 35% foram feitas via Videolaparoscopia. A taxa de mortalidade média é de apenas 0,23% – abaixo do índice de 1% estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, contra 0,8% a 1% da cirurgia aberta (laparotomia).

Fonte SaudeWeb

Philips e Socesp selam parceria para reduzir infartos

Por meio de treinamentos para médicos e enfermeiros que trabalham nas emergências, as instituições visam reduzir a taxa de mortalidade por IAM

A Philips em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), com o suporte da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo, realizará o Projeto Infarto, que pretende levar treinamento ministrado por uma equipe de cardiologistas da a 450 médicos, enfermeiros e farmacologistas da rede municipal de saúde.

Como parte da plataforma De Peito Aberto, a ideia é levar instrução aos profissionais sobre a importância do diagnóstico correto dentro do tempo necessário e a aplicação adequada do trombolítico na emergência, se indicada.

Por meio dos treinamentos, as instituições visam reduzir a taxa de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) durante os primeiros atendimentos nos setores de emergência através de um plano de avaliação e reciclagem dos profissionais de saúde.

“Fazemos, no Brasil, uma quantidade muito pequena de tratamento do IAM com o cateterismo e a angioplastia, bem como com a chamada trombólise química, ou seja, a injeção de uma substância que ‘dissolve’ o coágulo dentro da artéria do coração para voltar a passar sangue. Só com o treinamento adequado e o medicamento no momento certo conseguiremos salvar muitas vidas, com um custo que não é alto, já que o infarto, quando não é fatal, leva a dias de internação”, explica o presidente da SOCESP, Luiz Antonio Machado César, em comunicado.

As taxas de mortalidade hospitalar por infarto, em São Paulo, variam de 7% a 35%. Nos hospitais não especializados em cardiologia esse índice é frequentemente maior que 15%. Segundo César, os motivos do elevado índice podem ser três: a ida tardia do paciente ao hospital, após as primeiras doze horas do início dos sintomas; o diagnóstico inadequado no hospital dentro do tempo necessário; e o não tratamento com trombolítico na emergência, como é indicado.

‘De Peito Aberto’ é uma plataforma criada pela Philips em parceria com um comitê diretivo composto por seis cardiologistas, e que visa discutir melhores práticas na abordagem e tratamento de pacientes que apresentam a Síndrome Coronariana Aguda.

Fonte SaudeWeb