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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Conheça a alopecia androgenética, tipo de "calvície feminina"

Uma entre cinco mulheres pode apresentar um tipo ralo e fino de cabelo e rarefações em algumas áreas ao longo da vida


A queda acentuada de cabelo entre mulheres é muito mais comum do que se imagina. Ao contrário do que se pensa, a calvície não é um problema só dos homens. Pesquisas indicam que uma entre cada cinco mulheres pode apresentar um tipo ralo e fino de cabelo e rarefações em algumas áreas ao longo da vida. Chamada de alopecia androgenética, o problema tem causa ainda desconhecida, mas provavelmente é multifatorial, com evidentes componentes autoimunes e genéticos.

Em geral, os cabelos vão diminuindo em força e em número, de maneira lenta e progressiva. Nesse tipo de calvície, não ocorrem áreas completamente calvas, nem as entradas tão características dos homens. Nas mulheres afetadas, os fios de cabelo da parte superior da cabeça ficam finos e rarefeitos e não crescem como antes. Isso acontece pela ação de hormônios masculinos nas raízes dos cabelos. No caso da mulher com tendência à calvície, as raízes dos cabelos são hipersensíveis a esses hormônios e ficam menores. Esse processo vai piorando com o tempo. Consequentemente, os fios de cabelo se tornam finos, rarefeitos e não crescem como antes. Essa situação progride lentamente ao longo dos anos. O problema pode começar a partir dos 20 anos, mas como a evolução é lenta, boa parte das pacientes nem se dá conta de quando seus cabelos começaram a fraquejar. O problema piora ainda mais depois da menopausa, quando diminuem os hormônios femininos.

Se confirmada a suspeita de calvície feminina, é a vez do tratamento, que muitas vezes deve ser mantido por toda a vida, sendo possível prevenir, estacionar ou até reverter o processo.

O que pode ser feito
:: Fumo, uso excessivo do secador, escova e chapinha pode levar à queda acentuada dos fios. Não puxe exageradamente os cabelos ao se pentear. Coques e rabos muito apertados podem causar uma espécie de queda de cabelo denominada alopecia de tração.

:: Preocupe-se com a qualidade da alimentação e discuta com seu médico se no seu caso seria recomendável um suplemento vitamínico.

:: Pesquise distúrbios hormonais, infertilidade, hirsutíssimo, acne, obesidade, diabetes, a fim de diagnosticar eventuais doenças como a síndrome dos ovários policísticos e a chamada síndrome de SAHA (seborreia, alopecia, hirsutíssimo e acne, que aparecem combinadamente).

:: A associação da perda excessiva de cabelos de forma aguda (chamado de eflúvio felógeno) e condições como o pós-parto, regimes de emagrecimento, deficiência de ferro, zinco e proteínas devem ser considerados como um fator desencadeador e tratados com atenção.

:: Nada do que se faça no fio e que não interfira no couro cabeludo causará mudanças na raiz. Logo, cortar ou raspar pouco influenciam.

:: De 60% a 90% da composição capilar é aminoácido. Portanto, uma alimentação rica em proteínas pode melhorar a qualidade dos fios e deixá-los mais fortes.

:: É normal perder cem fios se eles tiverem sendo repostos. Porém, se a pessoas estiver perdendo nitidamente mais cabelo do que o usual (verifique escova, toalhas e travesseiros), procure ajuda.

Fonte Zero Hora

O que fazer quando a criança engole objetos pequenos como bolas de gude, moedas e botões

Quando um bebê começa a engatinhar, ele ganha autonomia e desperta para diferentes formas e objetos. Nesta fase, é preciso estar muito atento aos exploradores mirins. Eles têm mania de colocar tudo o que veem pela frente na boca, incluindo coisas que podem provocar problemas sérios, como peças de brinquedo, botão, alfinetes, bolas de gude, moedas e parafusos. Até a hora de comer demanda atenção, principalmente com ossos de frango e espinhas de peixe.

Sufocamento (ou obstrução das vias aéreas) é a principal causa de morte de bebês com até um ano de idade em acidentes, segundo a ONG Criança Segura. Conforme dados do Ministério da Saúde, em 2008, 754 crianças de até 14 anos morreram vítimas de sufocamento no Brasil.

Por isso, a prevenção é fundamental. Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Luiz Felipe Cunha Mattos, não existe uma regra que possa ser aplicada em todas as casas.

— A partir dos seis meses, é recomendável avaliar riscos. E, dependendo da situação, descartar ou não o objeto — exemplifica Mattos.

Quando a prevenção não funciona, e um objeto perigoso é engolido, algumas providências devem ser tomadas. Para Júlio Pereira Lima, presidente da regional do Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), alguns erros muito comuns são cometidos na hora do socorro.

— Normalmente, o primeiro impulso é bater nas costas da pessoa ou colocar os braços ao redor do tronco e pressionar o abdômen para que o corpo estranho seja expelido. Entretanto, essas medidas podem, na verdade, levar o indivíduo a engasgar e até a aspirar o objeto de forma a levá-lo direto para o pulmão, impedindo a pessoa de respirar — alerta.

Retirada deve ser feita com endoscopia
Presidente da regional do Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Júlio Pereira Lima explica que a primeira medida deve ser sempre procurar um serviço de atendimento de urgência para que, com um endoscópio, o especialista possa verificar em qual local o corpo estranho se alojou e retirá-lo sem comprometer o aparelho digestivo ou qualquer outro órgão.

— Caso não haja tempo, é possível tentar fazer a pessoa expelir o objeto virando-a de cabeça para baixo e batendo nas costas. É raro, mas pode funcionar — relata.

O endoscopista conta ainda que, em Porto Alegre, onde o consumo de carne e aves é maior, idosos costumam engolir com frequência fragmentos de ossos de galinha. Entretanto, a maior parte das ocorrências envolve crianças de até cinco anos.

— Costumamos ver as coisas mais inusitadas: cabeças de bonecos Playmobil, moedas, pilhas e baterias. A única forma de retirá-los com segurança é a endoscopia digestiva — finaliza o especialista.

Previna
Como proteger a criança de sufocação ou engasgamento:

:: Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança.

:: Remova do berço todos os brinquedos, travesseiros e objetos macios quando o bebê estiver dormindo, para reduzir o risco de asfixia.

:: Compre somente brinquedos apropriados para a criança. Verifique as indicações de idade no selo do Inmetro.

:: Certifique-se de que o piso está livre de objetos pequenos como botões, colar de contas, bolas de gude, moedas e tachinhas.

:: Você pode testar se determinadas partes de brinquedos oferecem risco de engasgamento para crianças de até quatro anos. Para isso, utilize uma moeda de R$ 1 como referência, ela tem o diâmetro aproximado da garganta da criança.

Identifique
Reconheça os sintomas de engasgamento:

:: Tosse sem causa aparente

:: Infecções respiratórias repetitivas

:: Chiado no peito, geralmente apenas de um lado

:: Secreção amarelo-esverdeada em apenas uma narina

:: Obstrução nasal em apenas um dos lados do nariz

:: Coceira ou dor intensas em um dos ouvidos

Fonte Zero Hora

Chocolate melhora a TPM? Confira alguns mitos e verdades sobre o tema

Especialista explica que alterações hormonais fazem com que mulheres sejam mais propensas a mudanças de humor e doenças ligadas ao estresse


Dar conta de uma jornada dupla, entre o trabalho e as obrigações domésticas, faz com que muitas mulheres deixem em segundo plano atividades físicas e de lazer, o que induz a quadros de estresse elevado. Além disso, também por falta de tempo, é comum que elas fiquem meses sem ir ao médico. Para a ginecologista e obstetra Viviane Monteiro, é isso que leva muitas mulheres a acreditar em dicas de amigas, da mãe ou da avó, que nem sempre fazem bem à saúde.

Segundo Viviane, por passarem por uma série de alterações hormonais ao longo do tempo, mulheres são mais propensas a inquietações e mudanças de humor. A incidência de doenças ligadas ao estresse e transtornos psicológicos é maior em mulheres do que em homens. E a sigla que melhor traduz esse comportamento feminino é TPM. Mas, afinal, será que tudo o que se fala sobre ela é mesmo verdade? A especialista responde.

:: Chocolate melhora a TPM?
Mito. Não melhora, mas as mulheres de fato têm mais vontade de comer chocolate durante a TPM. O chocolate tem serotonina, que é um neurotransmissor que ajuda a aliviar a depressão, comum nesse período.

:: Mulheres ficam muito sensíveis durante a TPM?
Verdade. Durante o período de TPM é comum que a mulher tenha crises de dor de cabeça e retenha líquido, fazendo com que se sinta inchada. Além disso, ela se sente mais sensível e propensa a mudanças de humor por conta das alterações hormonais.

:: TPM não tem cura?
Verdade. Mas existem medidas paliativas que podem ajudar a diminuir os sintomas nos dias mais críticos, como praticar exercícios físicos, manter uma alimentação balanceada e ter hábitos saudáveis, evitando fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso. Existem alguns suplementos e medicamentos que também podem ajudar, como alguns tipos de anticoncepcionais, óleo de prímola, entre outros.

:: A alimentação ajuda no controle da TPM?
Verdade. O controle alimentar, evitando-se altas concentrações de sal e a ingestão de gordura, ajuda a diminuir alguns sintomas da tensão pré-menstrual.

:: Existem mulheres que têm TPM durante o mês inteiro?
Mito. A TPM é cíclica e acontece com maior intensidade logo após o período ovulatório, ou seja, de cinco a dez dias antes da menstruação.

Fonte Zero Hora

Previsão de verão com mães-d'água alerta para queimaduras

Pouca chuva e calor podem contribuir para atrair animais

Águas claras em tons esverdeados, com pouca correnteza, em dias de calor, são convidativas para um banho de mar. Mas não só os veranistas são atraídos para o litoral: as águas-vivas se proliferam em verões quentes e secos, como promete ser a nova temporada.

Segundo a oceanógrafa Anette Kümmel Duarte, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), as águas-vivas — também chamadas de mães-d'água ou medusas — são trazidas para a costa gaúcha pelas correntes de águas quentes que chegam do norte, em busca de alimentos e para a reprodução.

— É preciso tomar cuidado, porque algumas conseguem sobreviver por algum tempo mesmo fora do mar. Elas conseguem se regenerar com muita facilidade — explica.

Neste mês, com o calor e uma virada no vento e na correnteza, milhares delas foram vistas na praia do Cassino, em Rio Grande, sul do Estado.

De acordo com a meteorologista Estael Sias, da Central de Meteorologia, o verão terá pouca chuva. O litoral gaúcho já apresenta déficit de precipitações, deixando o mar mais salgado e atraindo águas-vivas. As condições para o aparecimento desses animais só não são maiores em função da baixa temperatura da água.

O que fazer
Para quem for atingido pelos tentáculos das águas-vivas — onde está o veneno que causa a queimadura — a dica é não esfregar o local, nem passar água doce, que pioram a dor.

— Deve-se retirar o tentáculo e passar uma compressa de gelo ou vinagre. O ferimento também pode ser lavado com água do mar — explica a dermatologista Marina Valério.

Caso a dor permaneça, é importante procurar atendimento médico.

Fonte Zero Hora

Estudo mostra efeito terapêutico do Santo Daime na recuperação de dependentes químicos

De acordo com psicólogo, ritual ajuda a tomar consciência de sua condição e o que fazer para mudar, mas alerta para desconhecimento sobre efeitos das substâncias presentes no chá


O ritual religioso Ayahuasca, mais conhecido como Santo Daime, tem sido usado para a recuperação de moradores de rua de São Paulo que são dependentes químicos. A prática foi analisada pelo psicólogo Bruno Ramos Gomes, em um estudo desenvolvido na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, o ritual, de fato, tem efeitos terapêuticos.

— É importante ressaltar que os efeitos da terapia estão menos ligados à substância do chá do que à experiência simbólica do ritual. O centro dessa modalidade terápica está no elemento religioso e sagrado — afirma Gomes.

O psicólogo acompanhou o processo de recuperação de um morador de rua alcoólatra, que havia descoberto há pouco tempo que era soropositivo. A partir dos relatos do paciente, Gomes observou que ele estava consciente de que não se curaria do HIV e que a terapia não iria fazer com que ele parasse de beber, mas o ritual ajudou a fazê-lo entender o que o levou àquela situação. Dessa forma, conforme o pesquisador, é possível concluir que o ritual age na construção de ideais morais e, com isso, indica em que sentido cada um deve agir para modificar sua situação.

— Os rituais e o ambiente inédito de retiro espiritual em um sítio do interior de São Paulo contribuíram para uma experiência significativa para essas pessoas, fez elas refletirem sobre a causa de sua situação e o que fazer para alterá-la — comenta.

Composto por uma mistura de plantas amazônicas, o chá do Santo Daime é o elemento central de um ritual xamânico herdado da cultura indígena. O ritual religioso do Santo Daime foi regulamentado no Brasil em 2006. Contudo, seu uso terapêutico precisa de comprovações científicas, já que pouco se sabe sobre as substâncias presentes em seu preparo.

— Existe o risco de interação medicamentosa, ou seja, caso o chá seja ingerido por um paciente que se medica com antidepressivos e outros medicamentos, a bebida pode interagir negativamente com esses remédios, mas pouco se conhece sobre isso — avalia o pesquisador.

Fonte Zero Hora