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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Exame de Escarro

O que é
Exame microscópico da secreção proveniente dos pulmões, dos brônquios ou da traqueia.

Para que serve
A análise do escarro, espontâneo ou induzido, possibilita investigar a presença de microorganismos e de células malignas nos pulmões e brônquios. O exame é usado no diagnóstico da tuberculose pulmonar e também pode ser útil no diagnóstico de câncer.

Preparo
É recomendado jejum de quatro horas, principalmente quando se utiliza nebulização para a indução do escarro. É importante a boa higiene oral antes de coletar o exame, para não contaminar o escarro com impurezas da boca.

Valores de referência
O exame para pesquisa da tuberculose é dado como positivo ou negativo para a presença do bacilo causador da doença. As culturas de microorganismos também são dadas como positivas ou negativas, informando-se qual microorganismo foi encontrado. A pesquisa para células malignas é dada como positiva ou negativa.

Fonte IG

Coração

O que é
O coração é um órgão muscular oco, envolto por um saco cheio de líquido chamado pericárdio, localizado no interior da cavidade torácica. Sua função é bombear o sangue oxigenado (arterial) proveniente dos pulmões para todo o corpo e direcionar o sangue desoxigenado (venoso), que retornou ao coração, até os pulmões, onde deve ser enriquecido com oxigênio novamente.

Co coração é dividido em quatro câmaras. Sangue venoso e sangue arterial são separados por meio de um septo (membrana) vertical. A divisão horizontal é feita por válvulas atrioventriculares: a mitral divide o lado esquerdo em dois; a tricúspide, o lado direito. As câmaras superiores são chamadas de átrios (esquerdo ou direito), e as inferiores são conhecidas como ventrículos (esquerdo ou direito).

Além dessas membranas que permitem o fluxo sanguíneo controlado por pequenos orifícios, o coração tem válvulas que se encontram na saída de cada ventrículo: a válvula aórtica, ligando o órgão à aorta (principal artéria do sistema circulatório), e a válvula do tronco pulmonar, permitindo o fluxo de sangue até os pulmões.

As portas de entrada do sangue no coração são conhecidas como veia cava superior, responsável pelo fluxo proveniente da cabeça e membros superiores, e veia cava inferior, que traz o sangue do abdômen e dos membros inferiores.

Com a falência do cérebro, uma pessoa é declarada clinicamente morta, embora outros órgãos possam continuar funcionando com a ajuda de equipamentos. Se o coração para, no entanto, nada mais funciona no organismo.

Funcionamento
As válvulas do corpo permitem que o sangue flua apenas em uma direção. Isso dá suporte aos dois ciclos observados na circulação humana: o de sangue arterial, que foi oxigenado pelos pulmões e será distribuído pelo corpo quando o coração bombeia, e o sangue venoso, que retorna ao coração desoxigenado e rico em gás carbônico.

O sangue desoxigenado entra no coração pela veia cava superior e veia cava inferior, desaguando no átrio direito. Os músculos dessa câmara se relaxam e o espaço é preenchido com o sangue venoso, sendo então encaminhado controladamente por um orifício ao ventrículo direito. Funcionando como uma bomba, o ventrículo direito impulsiona o sangue aos pulmões.

Uma vez restaurado e novamente rico em oxigênio, o sangue retorna ao lado esquerdo do coração pelas veias pulmonares. Primeiramente chega ao átrio esquerdo, seguindo por um orifício ao ventrículo esquerdo. Sendo a mais potente câmara do coração, ele gera fortes contrações para bombear o sangue para todo o corpo pela porta de saída: a artéria aorta.

Embora seja um dos grandes responsáveis pela distribuição do oxigênio ao corpo, o coração também precisa receber oxigênio para que funcione corretamente. Dessa maneira, sua musculatura é nutrida por uma rede de artérias – as artérias coronárias – que se originam na aorta.

Para bombear sangue adequadamente, o órgão depende de sinais elétricos enviados pelo nodo sinoatrial (o “marca-passo natural”) às células do coração. Como resposta, essas células produzem as contrações necessárias para impulsionar o sangue a todos os tecidos do corpo.

Curiosidades
Os nervos cardíacos, que comandam os batimentos pelos impulsos elétricos fornecidos pelo nodo sinoatrial, formam um corpo neural próprio com cerca de 40 mil neurônios. Eles funcionam para dar o ritmo certo da batida e podem ser influenciados pelos neurônios do cérebro: se uma pessoa está estressada, o batimento cardíaco aumenta. O inverso também é verdadeiro em muitos casos.

Em uma pessoa saudável, o coração bate em média 70 a 80 vezes por minuto. Mas, esse número pode ser elevado para até 150 em situações de pânico ou susto. O coração bombeia em média 74 mil litros de sangue por dia – o suficiente para, ao longo de uma vida inteira, encher 100 piscinas. A pressão exercida pelo órgão também é tão forte que o sangue poderia ser jorrado a 10 metros de altura.

Nem todos os animais possuem corações divididos em câmaras, como o homem, configurando o que chamamos de circulação dupla e completa. Nos peixes, o sangue passa apenas uma vez pelo coração, e sangue oxigenado e desoxigenado se misturam.

Anfíbios têm três câmaras: dois átrios e um ventrículo. Dois átrios e um ventrículo parcialmente separados formam o coração dos répteis – exceto os crocodilianos, que têm uma membrana vertical que divide o órgão em quatro partes–, havendo mistura de sangue venoso e arterial. Mamíferos e aves apresentam dois átrios e dois ventrículos, mas é a direção da aorta que muda.

Os casos mais interessantes ficam por conta dos invertebrados. As minhocas apresentam entre dois a 15 pares de vasos no esôfago que exercem a função do nosso coração, enviando o sangue para um vaso central que distribui o oxigênio e os nutrientes para a parte dianteira e traseira. Os três corações do polvo permitem que a pressão sanguínea permaneça constantemente alta, favorecendo a circulação de um sangue muito pobre em oxigênio.

Doenças relacionadas
- Alergia alimentar

- Anemia

- Anemia por deficiência de vitamina B12

- Anorexia nervosa

- Bulimia

- Colesterol e triglicérides altos

- Colite ulcerosa

- Diabetes

- Diarreia

- Diverticulite

- Doença celíaca

- Doença de Crohn

- Gases (flatulência)

- Gastrite

- Gota

- Hemorroidas

- Intolerância à lactose

- Intoxicação alimentar

- Menopausa

- Osteoporose

- Síndrome do intestino irritável

- Úlcera péptica

Fonte IG

Hábitos ruins do final de semana podem alterar ritmo do coração

Abuso de álcool, energéticos e esportes esporádicos são gatilhos da fibrilação arterial, um dos perigos cardíacos

Em apenas um fim de semana o quinto drinque pedido em sequência, a corrida de 5 quilômetros após três anos de sedentarismo ou o abuso de energéticos e drogas sintéticas podem alterar o ritmo das batidas do coração e ser gatilhos de um grave problema cardíaco chamado fibrilação atrial.

Entre os cardiologistas do mundo todo, os efeitos causados por estes hábitos ruins – concentrados em especial nos sábados e domingos – já têm até um nome científico: holiday heart que, em tradução livre para o português, pode ser chamado de “coração de final de semana”.

“É uma síndrome aguda, provocada e associada especialmente ao abuso de álcool que, caso não passe em até 48 horas, exige intervenção médica de urgência, como medicamentos e até choque cardíaco”, explica Denise Hachul, especializada em arritmias e do Instituto do Coração de São Paulo (Incor).

Uma pesquisa feita pela Universidade de Medicina de Oxford, que revisou a literatura médica sobre os impactos das bebedeiras de final de semana no coração, mostrou que os chamados bebedores pesados (que bebem mais de quatro doses em uma só ocasião) têm risco maior de cardiomiopatia alcoólica, hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), distúrbios do ritmo cardíaco e também acidente vascular cerebral (AVC).

Caso o abusador etílico (ou de exercícios) – mesmo que eventual – tiver outros problemas de saúde associados, como obesidade, diabetes e pressão alta, o risco de fibrilação atrial é ainda maior, alerta Guilherme Fenelon, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

“A fibrilação altera os batimentos cardíacos na parte superior do coração (ele bode bater mais rápido ou mais devagar), o que compromete a circulação sanguínea”, explica Fenelon.

“Os obesos, diabéticos e hipertensos, nesta condição, têm mais risco de formação de coágulos que entopem as veias, o primeiro passo do AVC”, alerta.

Espalhados
No Brasil, os bebedores pesados, que sofrem de doenças metabólicas e pressão alta estão em ascensão. Na faixa-etária entre 25 e 34 anos, os com excesso de peso somam 52% e os que bebem quatro ou mais doses na mesma ocasião são 34%.

O mesmo mecanismo também coloca em perigo os abusadores de exercícios físicos e consumidores de doses altíssimas de estimulantes, como os energéticos. Mas muitas vezes, até chegar às sequelas mais graves, a fibrilação se comporta de maneira silenciosa, sem sintomas.

“Uma das maneiras de saber se está tudo bem com o ritmo cardíaco é checar o pulso e verificar se os batimentos têm constância”, afirma Denise. Mas uma pesquisa da Sobrac, feita com 250 pessoas entre 15 e 86 anos, mostrou que 77% delas não sabem fazer isso.

Casos crônicos
Apesar de preocupante, o “holiday heart” é um evento agudo, mas a fibrilação artrial, na maioria das vezes, é crônica e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.

“A partir dos 40 anos, o coração já começa a envelhecer. De uma forma simples, o músculo vai ficando com algumas rugas e estas ruguinhas é que podem resultar na fibrilação”, diz o médico da Sobrac.

Fazer check-ups eventuais e aprender a medir o pulso são formas de tentar evitar as conseqüências mais graves da fibrilação e fazer o diagnóstico precoce.

Como medir o pulso
-Posicione uma das palmas da mão para cima e utilize os dedos indicador e médio da outra mão para localizar o pulso

- Posicione os dedos um pouco abaixo do polegar da mão que está para cima

- Os dois dedos devem ficar posicionados em sentido vertical com o punho

- Conte os batimentos por 10 segundos e multiplique o resultado por 6. A frequência considerada normal é entre 60 e 100 batimentos por minuto

Fonte IG

Menopausa pode causar doenças cardíacas



Temida e odiada por muitas mulheres, a menopausa merece atenção especial.

Nesta fase da vida, aumenta o nível de colesterol no organismo, e com isso o risco de doenças cardíacas.

Fonte IG

Doenças cardíacas são reveladas por sangue da menstruação

Estudo brasileiro inédito quer substituir a invasiva biópsia do coração por uma análise das células menstruais

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores brasileiros pretende substituir a invasiva biópsia de coração por uma análise clínica simples do sangue da menstruação.

Isso porque, uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional do Coração, ligado ao Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluiu que os testes feitos com as células menstruais são capazes de revelar doenças cardíacas femininas, os tipos de problemas que mais matam a mulher em idade fértil (entre 10 e 45 anos).

Segundo as informações publicadas no site oficial do governo federal, os médicos conseguiram transformar as células existentes no sangue da menstruação em células embrionárias, um verdadeiro mapa da saúde cardíaca feminina.

A análise, caso aplicada em larga escala em pacientes já com sinais de alterações cardiovasculares, evitaria que as mulheres fossem submetidas à biópsia, procedimento que consiste em retirar um pedaço do coração para fazer este mesmo monitoramento.

"Nós atestamos uma possibilidade grande de criar um método não invasivo para poder reprogramar células de pacientes atendidas no Instituto Nacional de Cardiologia e que têm problemas de arritmia (quando o coração bate fora de ritmo)”, afirmou à rádio saúde do Ministério, o coordenador do Instituto Nacional do Coração, Carlos Campos de Carvalho.

“Com este material, podemos estudar as propriedades elétricas para saber quais são as alterações que elas têm e que geram as arritmias. Isso permite também testar novas drogas para ver se alguns medicamentos podem ser mais eficazes para corrigir os problemas elétricos destas células.”

Coração frágil
De acordo com Carvalho, o útero tem uma renovação celular muito intensa e, por isso, o sangue menstrual possui células que podem ser reprogramadas. A importância deste controle mais preciso dos batimentos cardíacos femininos é reforçada com os números que revelam a fragilidade do coração feminino.

Nelas, já mostrou um estudo feito pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, os infartos são duas vezes mais fulminantes do que nos homens e um dos motivos é que as mulheres postergam mais a procura do médico para tratar os primeiros sinais de problemas cardiovasculares, como dores no peito (confundida com angústia), cansaço e até rouquidão.

Além disso, problemas como arritmias, informa a Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca, é uma das principais causas de acidente vascular cerebral (AVC) e na população feminina ele está presente cada vez mais cedo, já que um levantamento feito pelo Delas mostrou que antes dos 40 anos, os casos aumentaram 5% em um ano.

Entre as mulheres também, uma condição de saúde denominada pela literatura especializada de síndrome do coração partido – incentivado por causas emocionais – é sete vezes mais freqüente do que no público masculino.

Outro problema, já alertaram os cardiologistas, é que os próprios médicos conhecem pouco o coração feminino, que tem anatomia diferente, é influenciado pelos hormônios e também pouco estudado pelos ensaios clínicos.

Fonte IG