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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ministério quer postos municipais de saúde atendendo melhor a população

O Ministério da Saúde quer melhorar o atendimento nos postos de saúde dos municípios. Com esse objetivo, a partir de dezembro, o ministério vai liberar recursos extras para mais de 4 mil prefeituras a fim de que cumpram o compromisso em relação às metas de qualidade previstas no programa federal Saúde Mais Perto de Você. Os municípios vão receber até R$ 1,7 mil por equipe de profissionais, 20% a mais do repasse atual.

Dentro de seis meses, o Ministério da Saúde vai avaliar o desempenho das 17.669 equipes participantes, como tempo de espera para o atendimento, cobertura de hipertensos e diabéticos, acesso e qualidade do pré-natal e a satisfação dos pacientes O governo também pretende ouvir a opinião de 170 mil usuários.

Os postos de saúde serão obrigados ainda a fixar na porta de entrada placa com os serviços ofertados, horário de funcionamento, nome e escala dos profissionais, telefone da ouvidoria do ministério e do município.

Para as equipes com bom desempenho, o repasse de recurso poderá dobrar, chegando até R$ 8,5 mil mensal. Quem tiver desempenho ruim, o incentivo financeiro será cortado. Até dezembro de 2012, os repasses adicionais chegarão a R$ 821 milhões, e em 2014, somarão R$ 4 bilhões.

Com a melhora do atendimento nos postos de saúde, o governo federal quer desafogar os hospitais e reduzir as filas de espera, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Conseguimos resolver mais problemas das pessoas quando estão perto de casa”, disse.

O programa prevê ainda a reforma de 5.272 postos saúde e a construção de 2.028, além da implantação de 38 núcleos de Telessaúde, em que os médicos podem consultar outros especialistas, pela internet ou videoconferência, sobre o diagnóstico para evitar o deslocamento do paciente para outras cidades.

Fonte Agência Brasil

Dr. Conrad Murray é condenado a quatro anos de prisão

Dr. Conrad Murray após receber o veredito nesta terça-feira (29/11): pena de quatro anos por homicídio involuntário


O médico de Michael Jackson recebeu a sentença máxima prevista

O anúncio da sentença de Dr. Conrad Murray – condenado por homicídio involuntário no caso da morte de Michael Jackson – saiu na tarde desta terça-feira (29) na Califórnia, nos Estados Unidos. O médico particular foi sentenciado à pena máxima por ter sido negligente na morte do cantor no dia 25 de junho de 2009.

Fonte IG

Pancada na cabeça

O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é uma situação muito comum nas emergências. Os casos mais graves de pancada na cabeça normalmente decorrem de acidentes de trânsito e de agressões.

A complicação mais temida é a hemorragia intracraniana – sangramento dentro do cérebro ou no espaço entre a porção superior da caixa craniana e o cérebro. Em caso de pancadas fortes na cabeça o SAMU deve ser acionado imediatamente, e a vítima deve ser conduzida para avaliação hospitalar.

Como reconhecer:
Se você ou alguém que você conhece sentir alguns desses sintomas nas primeiras 48h após sofrer uma pancada na cabeça, procure imediatamente o serviço médico:
- dor de cabeça, principalmente se intensa, progressiva ou acompanhada de náusea e vômitos
- sonolência anormal ou excessiva
- irritabilidade ou instabilidade emocional
- desmaio, fraqueza ou diminuição de força nas pernas ou em metade do corpo
- formigamento
- dificuldade para falar ou entender o que é dito
- alteração da memória
- comportamento alterado
- confusão mental
- náuseas e vômitos
- convulsão
- diminuição da audição, da visão ou intolerância à luz
- movimentos estranhos nos olhos
- respiração alterada
- febre
- sangramento pelo nariz ou ouvido
- tamanho ou forma das pupilas diferentes

Como agir:
Chame socorro imediatamente. Em casos de acidentes ou quedas há possibilidade de lesão da coluna cervical, bem como de outros órgãos internos. Neste caso o melhor a fazer é não movimentar a vítima (para evitar o aumento de uma possível lesão, causando paraplegia ou tetraplegia) e telefonar para a emergência, procurando fornecer os dados solicitados pelo médico.

Fonte IG

Cabecear com frequência no futebol pode causar lesões cerebrais

Pesquisadores acreditam que existe um número seguro de cabeçadas para o cérebro não sofrer danos: cerca de mil por ano

Médicos americanos alertaram em um novo estudo que cabeçadas frequentes em partidas de futebol podem causar lesões cerebrais em jogadores. Os médicos analisaram exames dos cérebros de 32 jogadores amadores e, nos exames, foram revelados padrões de danos parecidos com os encontrados em pacientes que sofreram concussões.

Os pesquisadores afirmam acreditar que existe um número seguro de cabeçadas - cerca de mil cabeçadas por ano ou menos. Neste nível, o cérebro não sofreria lesões, mas os médicos afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas a respeito.

Um jogador britânico da década de 1960, Jeff Astle, teria morrido em 2002, aos 59 anos, devido a problemas causados por muitas cabeçadas durante sua carreira. Astle desenvolveu problemas cognitivos depois de anos jogando pela seleção da Inglaterra e pelo time inglês West Bromwich Albion.

A autópsia determinou que a morte do jogador foi resultado de uma doença degenerativa do cérebro causada por cabeçadas contra as pesadas bolas de futebol de couro usadas na época em que Astle jogava.

O médico que chefiou a pesquisa, Michael Lipton, do Centro Médico Montefiore, do hospital da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, afirma que as bolas usadas nos jogos atuais, apesar de serem bem mais leves do que as antigas, ainda podem causar danos.

Uma bola de futebol pode alcançar a velocidade de 54 quilômetros por hora em jogos recreativos e até o dobro desta velocidade em jogos profissionais.

Lipton e sua equipe usaram um tipo de exame especial, conhecido como imagem por tensor de difusão, que visualiza nervos e tecidos cerebrais.

Os 32 voluntários que passaram pelo exame disseram aos médicos qual a frequência com que cabeceavam a bola durante treinos e jogos. Com os exames, os médicos descobriram que os jogadores que eram "cabeceadores frequentes" tinham sinais óbvios de lesões traumáticas leves no cérebro.

Cinco regiões do cérebro sofreram danos - áreas da frente do cérebro e na direção da parte de trás do crânio, onde ocorrem processos ligados à atenção, memória, funcionamento executivo e funções da visão. Os pesquisadores avaliam que as lesões foram se acumulando com o tempo.

"Cabecear uma bola de futebol não tem um impacto que vai romper fibras nervosas no cérebro", afirmou Lipton, ao apresentar sua pesquisa, na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte. "Mas cabeçadas repetitivas podem desencadear uma série de respostas que podem levar à degeneração das células do cérebro."

Número máximo
Os voluntários que tiveram seus cérebros examinados pela equipe de Lipton também fizeram testes para checar suas habilidades cognitivas como memória verbal e tempos de reação. Eles foram mal nestes testes. Os danos ocorreram em jogadores que afirmaram cabecear a bola pelo menos mil vezes por ano.

Segundo os pesquisadores, apesar de parecer um número alto, mil cabeçadas por ano significam apenas algumas cabeçadas por dia para um jogador que pratica o esporte com frequência.

Os médicos americanos afirmaram que serão necessários mais estudos para determinar um número seguro de cabeçadas para os jogadores de futebol. Mas, para Andrew Rutherford, da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Grã-Bretanha, a pesquisa apresentada pelos médicos americanos não é convincente.

O britânico pesquisa os danos causados por cabeçadas há anos. Para Rutherford, os médicos americanos estão analisando os dados errados porque a maioria das lesões na cabeça ocorridas no futebol se deve ao impacto entre as cabeças dos jogadores, e não ao impacto com a bola.

Fonte IG

"Eu acordei do coma"

Bianca Toledo surpreendeu médicos e familiares ao despertar após 52 dias. Mas especialistas garantem: casos assim são raros

Uma parte importante da vida de Bianca Toledo, o nascimento e os primeiros dias de seu único filho, está perdida. A cantora gospel de 32 anos não acompanhou a chegada do bebê porque travava ela própria uma luta pela vida. Durante 52 dias, esteve internada em coma e em estado grave.

Seu enredo real parece a ficção retratada na novela da rede Globo, A Vida da Gente. E assim como a comunidade médica define o tema da trama global como uma raridade científica, ela também considera a recuperação de Bianca uma exceção aos casos que acontecem verdadeiramente nos hospitais.

Trabalho de parto
Com 36 semanas de gravidez, Bianca sentiu fortes dores abdominais, pegou a mala da maternidade e correu para o hospital. Levou um susto quando os médicos informaram que ela não estava em trabalho de parto. Algo estava errado. A decisão pela cesárea foi feita às pressas, já que seu estado de saúde piorava rapidamente.

Ao entrar na sala de cirurgia a cantora já estava entubada e inconsciente, e entrou em choque assim que o bebê nasceu. Seu intestino havia rompido e o líquido fecal se espalhado pelo abdome, situação gravíssima e com baixos índices de recuperação. Seu estado de saúde era complexo.

“Todos os meus sistemas estavam falidos, meus rins pararam de funcionar e eu fazia hemodiálise diariamente”, relata. Bianca entrou em coma.

Para tentar salvá-la, foram 10 cirurgias de lavagem do abdome. Em paralelo, ela teve duas paradas cardíacas, uma delas com a duração de seis minutos. “Posso dizer que durante esse tempo eu morri. Mas resolvi voltar a viver”, acredita.

Quando parecia se recuperar, passou a ter problemas de coagulação e precisou, ao todo, de 300 transfusões de sangue. O marido, familiares e amigos fizeram uma campanha na internet para incentivar a doação. Aproveitaram também para pedir orações que pareciam, naquele momento, a única esperança. “Até os médicos duvidaram que eu sobreviveria”, conta.

O quadro já era delicado quando os médicos anunciaram que ela passaria por mais uma operação, desta vez no pulmão. Durante o procedimento, contraiu a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), causadora de uma das mais resistentes e fatais infecções hospitalares.

Foram dias intensos e de muita angústia para toda a família, que lidava com sentimentos ambíguos: a alegria com a chegada de um bebê e a luta incerta que Bianca travava na cama do hospital sem parecer estar acordada. Eles se revezavam nas duas horas diárias em que era permitido visitá-la.

A volta
O coma é um estado de alteração do nível de consciência. O grau de interação com o ambiente e com si mesmo reduz de acordo com a gravidade do quadro. “A pessoa não responde aos estímulos externos. O córtex, região do cérebro que nos dá consciência e reage aos comandos, está inibido. A pessoa não consegue estabelecer conexão com o mundo”, explica Douglas Ferrari, presidente da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (SOBRATI).

Atualmente, os médicos utilizam a chamada escala Glasgow, criada em 1974 por cientistas escoceses, para definir a gravidade do paciente. Casos muito graves correspondem a 3 pontos e o estado normal, a 15 pontos.

“O coma é uma agressão ao sistema nervoso central que faz com que as funções de manutenção de vigília diminuam”, explica o neurologista do Hospital São Luiz, Álvaro Pentagna.

As causas que levam alguém a esse estado são essenciais para a recuperação – ou não – da consciência.

“Se foi um trauma, um acidente, as chances são maiores no período de um ano. No entanto, em casos não-traumáticos, esse tempo gira em torno de três meses”, relata o médico.

Próximo ao fim desse período, no 52º dia de internação, em dezembro de 2010, cercada por aparelhos, Bianca acordou.

Aos poucos, abriu os olhos. Estava com os músculos comprometidos e não conseguia se mexer. Não podia falar, pois ainda estava entubada, os rins não funcionavam sozinhos, o abdome precisava de atenção constante e ela havia perdido os cabelos por conta da grande quantidade de medicamentos.

“Estar lúcida sabendo que você pode estar morrendo é uma experiência inexplicável. O ambiente do Centro de Terapia Intensiva é paralelo, não dá para saber se é dia ou noite. Eu só conseguia abrir e fechar os olhos e nesse primeiro momento não havia ninguém comigo”, recorda.

“Quando recebia visitas, conseguia compreender as pessoas, mas não conseguia interagir. As pessoas conversavam comigo sem saber se eu estava ouvindo mesmo ou não, se estava entendendo ou não”, lembra.

A recuperação foi gradual. No início, Bianca conseguiu fazer-se entender apenas piscando os olhos. Depois passou a mexer sutilmente um dos dedos. Os familiares, muito atentos, foram os primeiros a notar o progresso.

O tempo de coma também é um fator decisivo para a saúde do paciente e sua recuperação. “Quanto mais a pessoa ficar nesse estado, maior a lesão no cérebro e menores são as chances de sair dele”, alerta Bernardo Liberato, neurologista do hospital Copa D´Or e membro da Academia Brasileira de Neurologia.

Casos como o retratado na novela “A Vida da Gente”, em que a protagonista Ana (Fernanda Vasconcelos) acorda depois de cinco anos em coma, são raríssimos na vida real.

“No caso da personagem, ela acordaria com muitos problemas, não teria consciência plena. Dificilmente seria independente, exigiria ajuda para quase tudo”, pondera Liberato. Foi com ele que o ator Thiago Lacerda aprendeu o cotidiano dessa especialidade para poder interpretar Lúcio, o médico responsável pelos cuidados de Ana.

“Na novela, ela deve melhorar mais do que o mundo real permite”, avalia.

“A pessoa que entra em coma prolongado tem que reaprender a andar, falar, entre outras funções”, completa Pentagna.

Uma nova vida
Sair do estado de coma também não acontece de forma instantânea ou repentina. “Ninguém acorda do dia para a noite”, relata Ferrari. A pessoa esboça um pequeno sinal um dia, depois outro. A evolução pode levar semanas e não deve ser confundida com movimentos involuntários.

“Exames clínicos e de imagem poderão determinar a condição do paciente. O médico vai avaliar se há abertura ocular, resposta verbal, emissão de ruídos, resposta motora ou resposta a estímulo visual ou físico. O eletroencefalograma também ajuda nesse momento a verificar o funcionamento do cérebro”, relata Pentagna.

“Depois de um tempo, meus familiares pediram para que eu piscasse uma vez quando a resposta fosse 'sim' ou duas vezes quando quisesse expressar 'não'. Aos poucos, consegui mexer o dedo melhor e apontava as letras numa placa. Comecei a formar frases. Dizer o que eu achava importante foi realmente incrível”, relembra Bianca.

O organismo passou a responder significativamente bem e a fisioterapia diária trouxe mais mobilidade a braços e pernas. O primeiro passo foi respirar sozinha, em seguida, a traqueostomia foi retirada.

“Os médicos acreditavam que a minha voz nunca mais seria a mesma. Eu pensei que se havia vencido essa batalha, poderia vencer outra. Minha voz ficou diferente por causa da laringe, mas não abri mão da possibilidade de cantar e estou melhorando”, afirma. Quase recuperada e prestes a ir para casa, a insuficiência renal parecia ser a única sequela que ela carregaria. Um dia antes de ter alta, porém, os rins voltaram a funcionar. “Eu tinha muita fé de que isso ia acontecer”, diz.

No dia 18 de fevereiro, quase dois meses depois de acordar do coma, a cantora saiu do hospital lentamente, apoiada, pois ainda estava fraca e com grande comprometimento muscular. Mas finalmente parecia ter vencido a morte.

Lembranças de ontem e de hoje
Dos dias que ficou em coma, Bianca diz se lembrar de alguns momentos, que prefere chamar de sonhos. “Era como se vivenciasse tudo em outra dimensão. Lembro de ouvir música gospel, louvores, e que isso me trazia serenidade. Também recordo da visita de um parente, que me pediu perdão.”

Quando acordou, Bianca percebeu que um iPod tocava uma seleção de música desse estilo ao lado da cama e, ao reencontrar o familiar, disse-lhe que estava em paz por tê-lo perdoado.

Ele chorou muito e disse que havia feito o pedido em uma das visitas. É possível processar sentimentos mesmo estando inconsciente”, acredita. Para os médicos, essa ainda é uma área nebulosa e divergente, embora existam diversos relatos de pacientes que dizem interagir, ainda que minimamente, com o meio.

Entre todas as recordações e sentimentos ligados à experiência do coma, o mais emocionante foi o primeiro encontro de Bianca com o filho. Na época em que saiu do hospital, em fevereiro deste ano, seu bebê já estava com cinco meses.

“Foi estranho, mas maravilhoso. Ele já era um bebê grande. Olhou pra mim, bem para os meus olhos... e sorriu. Foi uma surpresa. Devagar, estamos fortalecendo nosso vínculo”, relata.

Agora, Bianca está lançando um livro sobre sua trajetória chamado “A História de um Milagre” (Editora Reino Editorial), que chega às lojas no dia 15 de dezembro.

“Eu preciso dizer que existe esperança, que é possível superar esse momento”, enfatiza.

"Mesmo que os médicos digam o contrário."

Assista ao reencontro de Bianca com seu filho



Fonte IG