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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pacientes que forem internados em hospitais do SUS vão responder pesquisa sobre qualidade do serviço

Brasileiros que foram internados em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) vão receber em casa uma carta para opinar sobre o atendimento que tiveram durante a internação.

A iniciativa é do Ministério da Saúde e a consulta começa a partir de janeiro de 2012. A cada mês, cerca de 1 milhão de cartas serão enviadas a usuários do sistema.

O usuário responderá a cinco perguntas sobre a qualidade das instalações do hospital, o atendimento prestado pelos médicos e enfermeiros, a maneira como foi tratado e se recomendaria o hospital onde foi atendido para um amigo ou parente. Os critérios de avaliação são: muito bom, bom, regular, ruim a muito ruim.

A carta terá também o nome do paciente, hospital, município, a data de internação, o dia da alta hospitalar, o motivo da internação e o valor pago pelo SUS pelo atendimento. O usuário poderá responder a pesquisa postando a carta nos Correios sem custo, pelo site do ministério ou pelo Disque-Saúde, cujo número é o 136.

Com a iniciativa, chamada Carta SUS, o ministério vai usar os dados para identificar denúncias de abuso, desvio ou má aplicação do dinheiro público.“É uma forma de melhorar os serviços ouvindo o usuário”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A cada seis meses, o ministério fará um balanço das respostas. A satisfação do paciente será um dos indicadores avaliados para a concessão de verba extra para prefeituras, estados e o Distrito Federal.

De acordo com a Ouvidoria do ministério, mais 1,7 milhão de cartas serão encaminhadas, por semestre, a usuários que foram atendidos pelo SUS, mas sem necessidade de internação.

O ministério também lançou hoje o portal da transparência, em que o cidadão poderá acompanhar os valores repassados pelo governo federal aos estados e municípios para os programas de saúde e como os recursos foram aplicados. O portal está disponível no site http://www.saude.gov.br/

O ministro antecipou ainda que, a partir de fevereiro do próximo ano, a pasta irá telefonar para 2 milhões de gestantes atendidas pelo Rede Cegonha para saber como foi o atendimento no parto e durante o pré-natal.

Fonte Agência Brasil

Participantes da Conferência Nacional de Saúde fazem protesto pela regulamentação da Emenda 29

Participantes da 14ª Conferência Nacional de Saúde promoveram nesta quarta-feira (30) uma manifestação para reivindicar a regulamentação da Emenda Constitucional Nº 29, que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Em uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios, cerca de 3 mil manifestantes (segundo a Polícia Militar do Distrito Federal) criticaram, com faixas e cartazes, as políticas públicas do governo federal para a área da saúde. Os manifestantes também pediram a redução da jornada de trabalho dos profissionais de saúde para 30 horas por semana.

O secretário-geral da conferência, Francisco Batista Júnior, disse que não basta definir os recursos para a saúde. “Se nós conseguirmos mais recursos, mas não mudarmos a lógica do financiamento, da gestão, não criamos uma carreira de profissionais do SUS, o financiamento não vai resolver. O equívoco, na base, se não for corrigido, não viabiliza o sistema”.

Para Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o governo tem condições de garantir 10% da receita bruta para o SUS. “Defendemos o financiamento para a saúde, não a privatização do SUS. O dinheiro é fundamental para o funcionamento do sistema”.

A Conferência Nacional de Saúde vai até o dia 4 de dezembro e conta com a participação de representantes do governo federal, dos governos estaduais e municipais, organizações não governamentais, centrais sindicais e representantes da sociedade civil. Na pauta das discussões, as políticas públicas do SUS. A programação pode ser conferida na página do Ministério da Saúde na internet.

Fonte Agência Brasil

Número de médicos no Brasil cresce 21,3% em uma década

Na última década, o número de médicos cresceu 21,3%, índice superior ao aumento da população no mesmo período, que foi 12,3%.

A categoria já soma 371.788 profissionais em atividade e coloca o Brasil como o quinto país em número absoluto de médicos, segundo a pesquisa Demografia Médica no Brasil, encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Divulgada nessa quarta-feira (30), a pesquisa reitera que não há falta de médicos, mas que eles estão distribuídos de forma desigual entre as regiões. O Sudeste e o Sul continuam a concentrar a maioria – com duas vezes mais médicos que as outras regiões. Os motivos são a maior oferta de emprego, de rede de hospitais, de escolas e a melhor qualidade de vida, o que acaba atraindo mais profissionais.

Os pesquisadores calculam 1,95 médico para cada mil brasileiros. O Distrito Federal lidera o ranking com 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (3,57), por São Paulo (2,58) e pelo Rio Grande do Sul (2,31) – taxas comparadas às de países europeus. Na outra ponta, estão o Amapá, Pará e Maranhão com menos de um médico por mil habitantes.

“Não há falta generalizada de médicos no país. São as desigualdades de distribuição que conduzem a focos de escassez em determinados municípios, regiões, redes de serviços de saúde”, disse Mário Scheffer, coordenador do levantamento e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisa atribui o aumento de médicos ao boom das faculdades de medicina nos últimos anos. De acordo com os dados levantados, 77 escolas médicas foram criadas de 2000 a 2010, o equivalente a 42,5% das escolas abertas em dois séculos no Brasil. Das 77 novas faculdades, as turmas não concluíram o curso em 25 delas. Estima-se 16,8 mil novos profissionais a cada ano.

Os dados reforçam as críticas das entidades médicas em relação à posição do governo sobre a abertura de cursos de medicina. “Um médico malformado é um problema no SUS [Sistema Único de Saúde], que vai durar 40 anos. Não é mais uma solução”, disse Desiré Callegari, primeiro secretário do CFM.

No último dia 18, o Ministério da Educação anunciou o corte de 514 vagas de medicina em cursos com desempenho insatisfatório. No entanto, a pasta, junto com o Ministério da Saúde, prepara um plano para ampliar a oferta de vagas de medicina, por determinação da presidenta Dilma Rousseff.

“O ministério tem preocupação com a qualidade das escolas. Nós, junto com o MEC [Ministério da Educação], fecharemos as vagas de escolas de baixa qualidade, mas abriremos novas vagas que garantam qualidade nas regiões que precisam”, explicou Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

Em relação à distribuição dos profissionais, Padilha disse que a pasta tem adotado medidas para fixar os médicos no interior e nas periferias das capitais, entre elas, descontos na dívida do financiamento estudantil para os recém-formados que trabalharem na rede pública de áreas pobres e com deficiência de médicos.

Fonte Agência Brasil

Exames: Endoscopia Digestiva Alta

O que é
Também conhecido como Esofagogastroduodenoscopia, é um exame de investigação do esôfago, do estômago e do duodeno (primeira parte intestino delgado) usando um aparelho conhecido como endoscópio.

Para que serve
Usado para diagnosticar lesões do trato digestivo alto, gastrite, úlcera ou refluxo, para afastar ou não possibilidades de doenças graves, para fazer a retirada de fragmentos para biópsias e também para pesquisar a existência da bactéria Helicobacter Pylori, já que sua presença está associada a várias doenças do esôfago e do estômago.

Como é feito
O exame consiste na introdução do endoscópio pela boca do paciente, que percorre esôfago, estômago e duodeno – a região mais alta do trato digestivo. O endoscópio tem um tubo flexível em sua extremidade, com luz e uma câmera para a visualização das áreas examinadas.

Preparo
É necessário jejum de 12 horas. O paciente recebe uma sedação e uma anestesia local na garganta.

Valores de Referência
O resultado do exame é por meio de um laudo com a interpretação do médico. O documento poderá ou não vir acompanhado de imagens.

Fonte IG

"Hot ioga" queima até 800 calorias por aula

Na modalidade, sala é aquecida em 42ºC e exercícios ajudam a desintoxicar o corpo

Há algo de novo no mundo da Ioga no Brasil. As posições terapêuticas que fisgam um número cada vez maior de praticantes brasileiros passaram a ser realizadas, em alguns estúdios, em salas climatizadas em 42ºC.

O resultado, dizem os idealizadores da já apelidada “hot yoga” – tradução ioga quente - é uma reprodução do “útero materno” – para uma introspecção mais efetiva - mas que, de quebra, queima até 800 calorias nos 90 minutos de duração da aula.

O nome oficial do método é Brikam Yoga, que começou nos Estados Unidos e no Canadá há 15 anos e agora chega ao Brasil ainda de forma embrionária. De forma organizada, apenas Curitiba (no Paraná) tem uma rede de estúdios de Hot Ioga, mas o “importador” da técnica para o País, o professor Adilson Pagan, avalia que a modalidade vai se popularizar.

“Quando eu tive contato com a Brikam, em 2001, morava nos EUA e existia apenas um centro internacional deste tipo de Ioga. Hoje já são 50, espalhados por vários locais do mundo”, diz Pagan. “Tenho certeza de que é questão de tempo para mais pessoas serem capacitadas e expandirem a Brikan no Brasil. Mas hoje pólos importantes como São Paulo ainda não contam com escolas especializadas.”

Benefícios
As salas são pré aquecidas e os praticantes, durante 1h30 de aula repetem 26 posições do Ioga e dois exercícios de respiração. O ideal é que antes da aula a pessoa fique sem comer por cerca de duas horas. A transpiração é intensa, em um processo que os idealizadores acreditam ser desintoxicante. Além disso, a alta temperatura exige mais equilíbrio e concentração, fazendo com que o gasto calórico seja ainda mais intenso.

“No calor, o corpo responde mais aos estímulos de flexibilidade, o que evita as lesões. Além disso, melhora a capacidade respiratória do praticante”, afirma o professor brasileiro. “Sem contar o despertar das memórias das células da gravidez, já que a ideia é que os espaços reproduzam o conforto térmico do útero”, completa.

Pagan afirma que o objetivo principal da Brikam não é o emagrecimento, mas a intensidade da prática acaba provocando a perda de peso. “Tenho alunos que em seis meses eliminaram 20 quilos. Não só pelo gasto calórico, mas pelo autocontrole que a ioga também proporciona.”

Energia e cuidado
O ideal para ter melhores resultados é praticar a “hot ioga” ao menos duas vezes por semana, período necessário para reabastecer o fluxo de energia. Os cuidados também são exigidos já que não é simples fazer as posições em um ambiente tão quente. O próprio site oficial da Brikam chama os espaços de “câmaras de tortura”.

A adaptação não é imediata e durante as primeiras aulas são poucos os alunos que conseguem ir até o fim. “É preciso respeitar o limite individual. Isto também é um dos aprendizados do Ioga”, diz Adilson Pagan.

A cautela vem com as orientações dos cardiologistas. Em altas temperaturas, os vasos sanguíneos são dilatados e a pressão arterial fica desregulada. Esta queda brusca pode provocar desmaios e desidratação. Por isso, roupas extremamente leves e garrafinha de água e isotônicos são liberadas durante as aulas.

As 26 posições são semelhantes as da Ioga e entre os benefícios descritos estão a melhora da capacidade dos pulmões, alívio de dores, em especial nas costas, fortalecimento muscular do abdômen e das pernas, melhora da circulação e da digestão.

Fonte IG