Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Incidência de Aids é maior em municípios do Sul

Enquanto o Sudeste reduziu quase à metade a mortalidade por Aids nos últimos 12 anos, o Sul mantém o índice no nível mais alto do país desde 2003.

Na região, a mortalidade chegou a 9 casos por 100 mil habitantes no ano passado, quando a média nacional foi de 6,3. Apesar de representar menos de 15% da população brasileira, o Sul foi responsável por 23% dos novos casos de infecção por HIV em 2010.

Boletim preliminar divulgado ontem pelo Ministério da Saúde informa que indicadores nacionais de infecção pelo HIV melhoraram: houve leve queda em mortes, novos casos e na taxa de incidência entre 2009 e 2010.

O recorte do Sul despertou a atenção, disse o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

"O crescimento nos menores municípios foi muito maior que em outras regiões do país", afirmou o ministro.

O ministério tem apenas hipóteses para explicar os altos números da infecção no Sul, como a grande presença de drogas injetáveis na região há alguns anos.

Os dados apontam, porém, outras disparidades geográficas. O Nordeste foi a única região a registrar mais casos de Aids entre 2009 e 2010, saindo de 6.555 para 6.702.

Já o Norte viu atingir, no ano passado, seu recorde no coeficiente de mortalidade, em 6,5 por 100 mil.

JOVENS GAYS
O movimento de alta considerado mais importante pelo ministério é o de jovens gays infectados pelo HIV.

Na faixa de 15 a 24 anos, o número de casos de Aids entre homens gays foi de 514 em 2010, o mais alto desde 1998. Somando os bissexuais, chega-se a 668 casos.

Segundo o ministério, o jovem gay de 18 a 24 anos tem risco 13 vezes maior de estar infectado que os jovens em geral na sua faixa etária.

Por isso, o jovem gay vai ser o alvo da campanha do governo contra a doença neste ano. Outro foco do ministério são mulheres com idades entre 13 e 19 anos.

"Chamaram a nossa atenção a presença maior de mulheres infectadas pelo HIV nessa faixa e o aumento de novos casos de jovens gays e jovens travestis. Há uma geração de jovens no país que não viveu a luta da Aids, por isso temos de ter estratégias de comunicação diferentes", disse o ministro da Saúde.

No boletim ainda há dados que podem indicar uma leve tendência de recuo da chamada feminilização da Aids. Em 2009 e 2010, a proporção de homens contaminados cresceu ligeiramente mais que a de mulheres, o que não acontecia desde o estabelecimento da doença no Brasil.

Os dados nacionais da Aids foram divulgados uma semana depois de a Unaids (agência da Organização das Nações Unidas contra a doença) indicar queda mundial em novos casos e mortes.

CIDADES COM MAIOR INCIDÊNCIA DO HIV
1º) Porto Alegre - Rio Grande do Sul
2º) Alvorada - Rio Grande do Sul
3º) Balneário Camboriú - Santa Catarina
4º) Uruguaiana - Rio Grande do Sul
5º) Sapucaia do Sul - Rio Grande do Sul
6º) Criciúma - Santa Catarina
7º) Biguaçu - Santa Catarina
8º) Pinhais - Paraná
9º) Florianópolis - Santa Catarina
10º) Canoas - Rio Grande do Sul
11º) São José - Santa Catarina
12º) São Leopoldo - Rio Grande do Sul
13º) Esteio - Rio Grande do Sul
14º) Itajaí - Santa Catarina
15º) Japeri - Rio de Janeiro

Fonte Folhaonline

Paracetamol: Dose de analgésico acima do recomendado leva a lesão no fígado

Poucos remédios para dor parecem mais inocentes do que o paracetamol (mais conhecido como Tylenol, um de seus nomes comerciais), mas exagerar um pouco ao tomar a droga de modo contínuo pode levar a danos severos no fígado, e até à morte.

O dado vem de um levantamento com pacientes no Reino Unido, país que, junto com os EUA, tem um problema sério com overdoses de paracetamol --entre os britânicos, o medicamento é a principal causa de falência hepática (do fígado) repentina. No Brasil, há poucos relatos sobre o problema.

Editoria de Arte/Folhapress


"Nos EUA, no Reino Unido e em alguns outros países da Europa, a gente vê que a maioria desses casos tem a ver com tentativas de suicídio [nas quais a pessoa toma uma dose única muito alta do medicamento]", explica a médica Edna Strauss, da diretoria da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A nova pesquisa, publicada na revista especializada "British Journal of Clinical Pharmacology", avaliou quase 700 pacientes que foram parar na Unidade Escocesa de Transplante de Fígado, em Edimburgo, com lesões hepáticas severas ligadas ao uso do medicamento.

UM QUARTO
De fato, a maioria deles tinha tomado doses altas de um só golpe, mas uma minoria significativa (um quarto dos pacientes) tomou o que os pesquisadores, liderados por Darren Craig, chamam de "staggered overdose" --algo que poderia ser traduzido como "overdose a conta-gotas".

A maioria dos pacientes nesse grupo usava o medicamento para alívio de dores comuns, como as abdominais, musculares, de cabeça e de dentes, por exemplo.

O que os pesquisadores viram é que, embora a dosagem usada por esses pacientes variasse, e que o total de paracetamol ingerido fosse inferior ao verificado nas overdoses "clássicas", a média diária ainda assim ficava acima de 4 g por paciente (cada comprimido costuma ter entre 0,5 g e 0,75 g no Brasil.)

E essa é justamente a dose considerada perigosa hoje pelos hepatologistas. Acima dela, o organismo não consegue mais "limpar" resíduos perigosos derivados do paracetamol, o que acaba destruindo as células do fígado.

"Sobre a toxicidade do paracetamol, não se pode dizer que o trabalho inova, esse valor já está bem estipulado na literatura", diz Strauss.

Para a hepatologista, a novidade do trabalho está em demonstrar que, nesse grupo da overdose "escalonada", o risco de complicações e de morte acaba sendo maior.

Para os autores da pesquisa, isso ocorre porque o dano vai acontecendo de forma mais lenta, devagar e sempre, e é mais difícil de detectar.

Em julho, um painel de consultores da FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA) recomendou mudanças nas instruções dadas aos pais quando eles ministram paracetamol aos filhos. O objetivo é justamente minimizar o risco de superdosagens perigosas.

Para Strauss, até pacientes com problemas no fígado podem receber a droga, desde que na dose correta.

Fonte Folhaonline

Rio participa de campanha contra a Aids; veja fotos pelo mundo

No sábado (3), a Prefeitura do Rio disponibiliza em todas as 185 unidades municipais de saúde 30 mil testes para detectar a presença de HIV e sífilis. O teste é gratuito e o resultado sai em dez dias.


A ação é uma das iniciativas da campanha Fique Sabendo, em homenagem ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a ser celebrado na quinta-feira (1º). O secretário de Saúde, Hans Dohmann, aproveitou o lançamento da campanha, hoje de manhã, para convocar a população a participar.

Rick Rycroft/Associated Press
Fogos de artifício estouram atrás da Ópera de Sydney, pintada de vermelho para campanha contra a Aids
Fogos de artifício estouram atrás da Ópera de Sydney, pintada de vermelho para campanha contra a Aids


"O maior objetivo é diagnosticar um grande número de pessoas portadoras do vírus. A ideia é tentar ver o que está na ponta do iceberg para que possamos tomar medidas e nos antecipar à doença. Quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor o tratamento."

De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 608 mil pessoas com HIV estão registradas nos programas DST/Aids, 34 mil registrados só no ano passado.

No Rio de Janeiro, estão inscritas nos programas do governo 20.395 soropositivos. Deste total, 376 são crianças.

Durante três dias, a partir de amanhã, dez monumentos da cidade, como o Cristo Redentor e a sede da Câmara Municipal, serão iluminados de vermelho em alusão à cor da marca mundial que representa a luta contra a aids, o laço. Outros países, como Canadá, China, Irlanda e Estados Unidos também iluminarão monumentos.

"A ideia é dar visibilidade à causa," explicou o coordenador especial da Diversidade Sexual da prefeitura, Carlos Tufvesson, "para que as pessoas vejam os monumentos iluminados e lembrem que a cura da Aids não existe e a única forma de prevenção é o preservativo".

Ele lembrou da importância de se elaborar campanhas eficazes para o público jovem homossexual, grupo que registrou crescimento significativo de casos de aids, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2010.

Segundo Tufvesson, esse quadro é reflexo da falta de campanhas para o público gay. "Em 2010, havia 16 homossexuais infectados para cada 10 heterossexuais. Em 1998, eram 12 para cada 10. Precisamos de uma campanha nacional que fale a língua desse público jovem."

Outra ação, idealizada pela Fundação Viva Cazuza, a ONG que, desde 1990, dá assistência a crianças e adolescentes carentes portadores do vírus da Aids, será o lançamento de um concurso pela internet para estimular jovens a produzir vídeos falando de prevenção.

Os três melhores vídeos receberão laptops e os trabalhos serão veiculados na época do carnaval.

A fundadora da ONG, Lucinha Araújo, demonstrou preocupação com o aumento de crianças infectadas com HIV. "Nunca recebemos tantas crianças infectadas desde a abertura da casa. Só este ano recebemos mais de 11 bebês. Acho que faltam campanhas de prevenção."

O secretário de Saúde adiantou que a prefeitura está reformando e ampliando o setor de doenças infectoparasitárias do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, em Curicica, bairro da zona oeste, para atender, sobretudo, a pacientes com tuberculose e aids.

"Estamos fazendo também a expansão do acesso aos testes e à atenção primária para acompanhar os diagnosticados", disse Dohmann, ao informar que a cidade tem 18 centros para testes e que mais dez devem começar a funcionar no início do ano que vem.

Fonte Folhaonline

Mulheres são mais da metade dos médicos recém-formados no Brasil

Desde 2009, as mulheres representam mais da metade dos médicos brasileiros recém-formados. É o que revela a pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada ontem (30) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Naquele ano, foram registradas 7.301 novas médicas no país, 50,23% do total. Em 2010, a taxa subiu para 52,4% do total, com 7.634 profissionais mulheres. Elas também são maioria entre os jovens profissionais da categoria com até 29 anos. Em 2011, dos 48.569 médicos nessa faixa etária, 53,3% eram mulheres ante 46,6% de homens.

Para os pesquisadores, a feminização na medicina acompanha o aumento de mulheres na população brasileira em geral e é também uma tendência em outros países. Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2007, revelou que a proporção de mulheres médicas, em 30 países estudados, cresceu 30% entre 1990 e 2005.

No entanto, os homens estão em maior número entre os profissionais em atividade. Dos 351.779 médicos ativos no país, 206.639 são do sexo masculino (58,7%) e 145.140 são do feminino (41,2%). “Ao menos nas próximas décadas, o predomínio dos homens na medicina deve permanecer”, conclui a pesquisa.

Fonte Agência Brasil

Rio de Janeiro registra mais de 500 casos de dengue em novembro

Mais de 500 novos casos de dengue foram registrados no Rio de Janeiro só este mês. De acordo com boletim divulgado ontem (30) pela Secretaria de Estado de Saúde, com as novas ocorrências, o total de notificações, desde janeiro, já ultrapassa 163,4 mil casos no estado. Os números vêm caindo ao longo do ano.

Em abril, foi registrada a maior parte das ocorrências da doença no estado (52.831), seguido pelos meses de maio (36.833) e março (32.450). Do total de ocorrências, 137 casos resultaram em mortes, a maior parte na capital fluminense, com 51 casos, seguida por São Gonçalo, na região metropolitanta (16) e Duque de Caixas, na baixada fluminense (9).

As notificações de casos de dengue aumentam no verão, época em que o mosquito transmissor da doença se prolifera. As autoridades de saúde e o governo do Rio de Janeiro continuam em alerta em relação ao próximo verão, quando é esperada uma das maiores epidemias de dengue de todos os tempos.

Há uma semana, a prefeitura do Rio inaugurou 20 polos de atendimento exclusivos para casos suspeitos da doença. Os postos funcionam 12 horas por dia oferecendo consultas, avaliações, exames, medicação, acompanhamento e hidratação dos pacientes. De acordo com a prefeitura, em cada uma das dez áreas de planejamento da cidade, há dois polos em atividade.

Fonte Agência Brasil