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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dançar para emagrecer

Em busca de opções divertidas para perder peso, mulheres se rendem à dança

O barulho dos sapatos no assoalho, a contagem ritmada das professoras e a diversidade musical que ecoa pelos saguões não deixam dúvidas de que ali funciona uma escola de dança. Em busca de um corpo mais magro, mas sem paciência ou ânimo para encarar a academia de ginástica, mulheres têm optado pelo jazz, ballet, sapateado, flamenco, samba, dança afro ou de salão e o que mais puder ser proposto. “Eu não me sentia confortável com aquele monte de espelhos, pessoas pegando pesos gigantes, correndo na esteira. Uma amiga me levou para uma aula experimental, gostei e não sai mais”, relata a assistente administrativa Patricia Silva, 37 anos, que há três participa das aulas de jazz.

Para ela, a modalidade só apresenta vantagens em comparação com aulas de ginástica tradicionais. “Não sinto obrigação de ir, vou porque gosto. Além disso, já emagreci, meu corpo está mais torneado, principalmente as pernas”, afirma. A professora de educação física e bailaria Simone Sant´Ana, diretora artística da academia Pulsarte, em São Paulo, explica as mudanças. “A dança é um exercício aeróbio e localizado ao mesmo tempo. Dependendo da modalidade, vai trabalhar uma parte específica do corpo. Em apenas quatro meses, a pessoa já percebe uma melhora significante no sistema cardiovascular, na resistência aeróbia, no tônus muscular”, relata. E emagrece mesmo.

Na Austrália, por exemplo, a atriz Esther Anderson tem causado preocupação em seus fãs devido à magreza excessiva. Já se cogitou anorexia, bulimia, ou qualquer outro transtorno alimentar. A atriz, no entanto, contou qual o motivo real de tamanha perda de peso: a participação na versão australiana do programa “Dança dos famosos.”

“Nunca me exercitei tanto quanto agora”, disse ela ao jornal inglês Sunday Telegraph. A atriz tem ensaiado intensamente.

Quem dança, os quilos espanta
Um estudo feito na Universidade da Califórnia, em Long Beach, avaliou cinco mil pessoas e revelou que é possível atingir a freqüência cardíaca ideal em 20 minutos dançando samba, swing ou até mesmo valsa. Segundo o pesquisador e professor da Universidade, Phil Martin, dançar equivale a caminhar numa velocidade de oito quilômetros por hora. E para quem adora contar calorias, esta é para anotar: mexer o esqueleto em ritmo moderado por uma hora pode gastar até 300 calorias. Se o ritmo for mais intenso, como nas aulas de forró, são pelo menos 500 calorias.

“A aula de dança pode ser encarada como modalidade esportiva, assim como o tênis, ou algum outro esporte. Qualquer atividade física organizada, estruturada, repetitiva e sistematizada, que tem por objetivo o aumento ou a manutenção da força, da flexibilidade e da composição corporal pode ser encarada como exercício”, explica Raul Santo, fisiologista do Centro de Medicina da Atividade do Esporte (Cemafe), da Unifesp.

Apesar disso, o fisiologista recomenda complementar a atividade com outros tipos de treino, como musculação ou alongamento, para conseguir aumentar a capacidade física. “Pensando em saúde, seria interessante mudar, até porque o organismo se adapta muito rapidamente e tende a gastar menos energia. Pode variar, de repente, a modalidade”, diz.

Seguindo as orientações do Colégio Americano de Medicina do Esporte, o ideal é freqüentar as aulas no mínimo três vezes por semana, durante uma hora.

Além dos quilos a menos
Os benefícios não se refletem apenas no espelho. Também podem ser percebidos no dia a dia.

Dançar desenvolve o alongamento, a coordenação motora, estimula a circulação do sangue, aumenta a capacidade respiratória, ajuda a relaxar e favorece a sociabilização.

“A dança é realmente completa, porque mexe com três pilares importantes: o físico, o cognitivo, e o afetivo/social”, afirma Simone. A professora destaca também o desenvolvimento do raciocínio lógico, já que “é necessário lidar com o cálculo de espaço e tempo em cena.”

Para o professor da universidade norte-americana, que há 15 anos trabalha com o assunto, a dança tem uma arma secreta: é divertida. “As pessoas não percebem que estão se exercitando. Elas sociabilizam enquanto reagem à música. Podem dançar por horas sem perceber que estão se exercitando”, revelou ele, em material de divulgação da pesquisa.

Esse, aliás, é um dos fatores que faz com que essas modalidades tenham aderência. “Eu frequentava a academia e parava, ficava desanimada. Depois voltava, e ficava nesse vaivém. Desde que comecei a fazer jazz, não parei mais. Cada aula é uma coisa diferente e você percebe que vai melhorando, ficando mais hábil. Daí não quer mais sair”, relata Patricia.

Um estudo realizado pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, avaliou 38 mulheres de 35 a 58 anos durante 16 semanas e meia. Depois desse período, 90% delas ainda freqüentavam as aulas de dança, um índice considerado excepcional.

E mesmo quem nunca dançou antes, pode fazer como Zuleika Souza, de 66 anos, que freqüenta as aulas de flamenco. “Eu gosto de dança folclórica, me diverte, eu faço exercício e ainda faço amigos”, relata ela, que se resume como uma “aposentada irriquieta”.

“A dança não é só para quem tem o corpo longilíneo, ela não exclui ninguém. Só é preciso respeitar o tempo do próprio corpo e suas limitações”, ponderiza Simone Sant´Anna. O fisiologista do Cemafe, Raul Santo, também relembra duas dicas bem básicas e que devem ser observadas em todas as atividades físicas: hidratação e roupas adequadas.

Fonte IG

Aprenda a comer com menos sal

Vilão da hipertensão, o condimento deve ser usado com moderação

Se houvesse uma disputa para definir o vilão da dieta atualmente, certamente o sal desbancaria fortes concorrentes – como o açúcar e a gordura – e abocanharia o primeiro lugar.

Por estar relacionado a uma série de complicações, especialmente a hipertensão arterial, o condimento, formado por uma mistura de cloro e sódio (daí o nome cloreto de sódio), entrou na mira dos profissionais de saúde do mundo inteiro.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial novas regras para a propaganda de alimentos e bebidas pobres em nutrientes. As empresas fabricantes, que já estão contestando a determinação, terão seis meses para se adaptar às normas.

Nos Estados Unidos – em abril deste ano, o FDA (Food and Drug Administration) manifestou sua intenção de reduzir o consumo de sal entre a população – espera-se que os primeiros passos sejam dados pela indústria, já que uma boa parte da quantidade ingerida vem justamente dos alimentos empacotados

Preocupadas com a incidência cada vez maior de pressão alta (e de derrames e infartos decorrentes dessa situação), algumas cidades americanas já partiram para a briga, como é o caso de Nova York, que estabeleceu uma meta de redução da ingestão de sal em 25% nos próximos 25 anos.

Na saúde
Vale dizer que a má fama do condimento é um tanto quanto injusta. De acordo com Ricardo Botticini Peres, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, “o sal desempenha funções superimportantes no organismo, como equilibrar o volume de líquidos dentro dos vasos sanguíneos e garantir o bom funcionamento do cérebro”. O perigo está, lembra o especialista, no uso excessivo de pitadas para agradar o nosso paladar.

Todos os dias o brasileiro consome, em média, 14 gramas de sal, um valor alarmante, visto que o limite considerado saudável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) não passa de seis gramas – o que corresponde a aproximadamente dois gramas de sódio.

“A longo prazo, o consumo excessivo de sal pode levar ao aumento do volume de sangue, causando pressão sobre os vasos. Com isso, crescem as chances de desenvolver hipertensão arterial”, descreve Carolina Duarte, nutricionista da clínica Nutrício, de Belo Horizonte (MG).

Esse quadro, caracterizado pela pressão elevada, atrapalha o pleno funcionamento do organismo. Isso porque as artérias (responsáveis pela irrigação de vários órgãos) são lesadas, abrindo caminho para o surgimento de uma série de complicações, tais como derrame, cegueira, insuficiência renal, complicações cardiovasculares, entre outras. “É justamente por esse poder de desencadear o surgimento de várias outras doenças que consideramos a hipertensão tão perigosa”, explica a nutricionista mineira.

Caça ao inimigo
Para a nutricionista Tatiane Lima, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo (SP), uma das primeiras medidas que se deve tomar a fim de reduzir a quantidade ingerida de sal é dar um sumiço no saleiro. “Quando ele está sobre a mesa a tendência é colocar umas pitadas extras na comida, mesmo que o alimento já esteja temperado”, comenta.

Evitar ao máximo os alimentos empacotados também é uma boa, já que “pesquisas mostram que cerca de 60 a 75% do sal que consumimos é proveniente de itens industrializados”, observa a nutricionista Gertrudes dos Reis Teixeira Ladeira, da Nutrício. Mas se a tentação for maior, é importante prestar atenção nos rótulos, pois eles não registram a quantidade de sal no alimento, e sim de sódio – que não pode ser maior do que dois gramas por dia, segundo a OMS.

Para quem já tem hipertensão, um aviso: a ingestão deve ser ainda mais controlada. Segundo a nutricionista do Sírio Libanês, muitos pacientes são estimulados a usar dois gramas de sal na comida: um no almoço e outro no jantar. “É preciso lembrar que os alimentos prontos já contêm sal em sua composição”, diz.

Por outro lado, é válido salientar: mesmo quem costuma apresentar pressão baixa não está livre de preocupações. “Quando a pressão está abaixo de 12 por oito, valor considerado normal, não significa que a pessoa pode abusar do sal na comida. Afinal, nada impede que essa pessoa apresente hipertensão no futuro”, frisa Botticini.

Confira dicas para reduzir o consumo de sal na dieta

• Embora não exista um substituto para salgar os alimentos, use o mínimo de sal possível durante o preparo, substituindo-o por ervas como salsinha, cebola, orégano, hortelã, limão, alho, manjericão, coentro e cominho

• Procure não acrescentar sal aos alimentos já prontos. Durante as refeições, tire o saleiro da mesa

• Evite embutidos (lingüiça, paio, salsicha, toicinho defumado), frios (mortadela, presunto, salame), frutos do mar (camarão), defumados e carnes salgadas (bacalhau, charque, carne-seca)

• Evite conservas como pepino, azeitona, aspargo, patês e palmito, enlatados como extrato de tomate, milho e ervilha e maionese pronta. Prefira os alimentos em seu estado natural

• Restrinja o consumo de um aditivo chamado glutamato monossódico, utilizado em alguns condimentos e nas sopas de pacote

• Aperitivos como batata frita, amendoim salgado e castanha de caju contém muito sal e, por isso, devem ser consumidos com parcimônia

• Leia as embalagens e procure comparar os produtos que contêm menor teor de sódio

Fonte IG

Açúcar pode estar relacionado com a hipertensão

Estudo norte-americano sugere que a ingestão elevada de frutose aumenta a pressão sanguínea

Já não bastassem todos os cuidados para não exagerar na dose de sal na comida, agora pode ser que a ingestão de açúcar precise ser regulada para não gerar ou agravar quadros de hipertensão. Ao menos é isso que sugere uma pesquisa norte-americana, divulgada recentemente.

O trabalho foi realizado pela Universidade de Colorado Denver, onde a médica Diana Jalal buscava identificar mais fatores de risco adicionais relacionados com a pressão alta.

A pressão arterial ideal é de 12/8 mmHg. Quando ela é sistematicamente igual ou maior que 14/9 mmHg, a pessoa tem hipertensão. A doença é crônica, não tem cura mas tem controle. Se não for tratada, ela pode gerar consequências fatais, como enfarte, derrame e falência renal.

Na pesquisa norte-americana, a equipe de Jalal analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada nos Estados Unidos entre 2003 e 2006. O estudo envolveu 4.528 adultos norte-americanos com pelo menos 18 anos e nenhum histórico de hipertensão. Os participantes do estudo responderam a questões relacionadas aos seus hábitos de consumo de alimentos e bebidas, como sucos de frutas, produtos de padaria, bebidas leves e doces.

Jalal descobriu que as pessoas que consumiam 74 gramas ou mais de frutose por dia (correspondente a 2,5 bebidas leves e adocicadas por dia) tinham uma chance maior de ter pressão alta. A proporção era de 26% para pressão 13,5/8,5, 30% para 14/9 e 77% para 16/10.

“Nosso estudo identificou um fator de risco potencialmente modificável para a pressão alta. Entretanto, a pesquisa precisa ser continuada para comprovar se a redução da ingestão de frutose realmente seria uma forma de prevenir a hipertensão e suas complicações”, relatou Jalal, em seu estudo.

Relação com o excesso de peso
Até hoje, nenhum estudo estabeleceu uma relação direta entre açúcar e hipertensão. “A relação é indireta. A pressão aumenta em obesos e em pessoas acima do peso, que chegaram a essa condição ingerindo muito açúcar”, explica o cardiologista Fernando Nobre, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SHB).

A ingestão exagerada de sal é atualmente apontada como um grande problema para a pressão sanguínea. E é possível reduzir o consumo com dicas simples. O ideal é usar uma colher de chá para toda a alimentação diária.

Mas outros fatores externos, chamados de fatores ambientais, podem contribuir. Tabagismo, bebidas alcoólicas, estresse e falta de atividades físicas são alguns dos agentes. Mas também há tendência da pessoa, por questões hereditárias, e a idade avançada.

Quando a pressão está elevada no organismo, ela fere gradualmente uma fina camada interna dos vasos sanguíneos. Isso acontece em órgãos como cérebro, coração e rins.

O estrago é feito de forma silenciosa na grande maioria dos casos, sem apresentar nenhum sintoma. Quando o desgaste de um vaso sanguíneo é muito acentuado, ele pode se romper. O resultado pode ser um derrame ou um infarto.

A hipertensão causa 40% dos infartos e cerca de 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC), de acordo com a SBH. Por isso a doença é tão perigosa e ameaçadora. Ela pode ser fatal logo em sua primeira manifestação.

Nas estimativas da SBH, a hipertensão acomete cerca de 30% da população brasileira adulta. O índice salta para 50% após os 60 anos e também está presente em 5% das crianças e adolescentes.

Fonte IG

Retenção de líquido ou sobrepeso?

Hormônios e alimentação podem
 provocar inchaço por retenção de líquido
Acúmulo de água sob a pele é natural e cíclico e não deve ser confundido com excesso de gordura

As mulheres sempre acham que têm. A retenção de líquido é pouco entendida, e muito divulgada. Por vezes, justifica (ou camufla) ou quilos a mais na balança. Segundo especialistas, de fato, a incidência no sexo feminino é alta, mas não crônica a ponto de manter o peso sempre elevado.

Fábio Haddad, cirurgião vascular da Beneficência Portuguesa de São Paulo, revela que a retenção de liquido é freqüente às vésperas do período menstrual, provocada pelos hormônios estrógeno e progesterona. Nessa época, o inchaço e o aumento do peso são comuns – consequências da retenção. Dois dias após o inicio da menstruação, parte dessa água retida já é eliminada.

Diferenciar inchaço de gordura é simples e não requer nenhum conhecimento específico. Ruth Clapauch, vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explica que a retenção ocorre quando a água sai das células, dos vasos e vai para a periferia, em baixo da pele. O sintoma é visível e se reflete no corpo todo.

“Basta uma simples pressão dos dedos contra o osso da perna para ver a formação de uma marquinha. Se ele aparece, é sinal de retenção. Marcas da costura das roupas na pele também revelam excesso de líquidos. A água pesa e pode fazer uma pequena diferença na balança, mas isso não é permanente. Um quilo na época da menstruação é normal.”

Além da questão hormonal, o excesso de sal na alimentação, ou consumo de alimentos industrializados – como sopas e caldos prontos – exigem mais água para serem absorvidos, e podem provocar o acúmulo de líquidos no organismo. No verão, o processo também tende a ser mais freqüente.

Tais fatores, porém, aponta Haddad, representam um quadro normal e cíclico. “Todos os dias estamos sujeitos a reter mais ou menos líquido. No verão, esse quadro se intensifica, o calor também provoca inchaços. Exercícios físicos diários ajudam a manter o problema distante.”

Quando o inchaço está associado a alguma doença, o tratamento exige cuidados maiores e acompanhamento médico. A retenção de líquido pode ser conseqüência de problemas cardíacos, renais ou provocada por varizes e doenças vasculares. Nesses casos, os especialistas aconselham repousar com as pernas levemente elevadas, duas ou três vezes ao dia, durante 30 minutos. Alem disso, é recomendável o uso de meia-elástica, caminhadas diárias e, se necessário, tratamento com diuréticos.

Drenagem linfática
Vendida como uma grande aliada da beleza, as sessões de drenagem linfática tendem a combater a retenção de líquido e aliviar o inchaço. Fabio Haddad explica que a massagem ajuda a conduzir o excedente de líquido para o sistema urinário. Entretanto, o procedimento, mesmo que recomendado semanalmente pelos especialistas, não representa a cura para o problema.

"É uma solução paliativa. Só a drenagem não resolverá o problema e não evitará que a retenção aconteça, mas ajuda a tratar" diz.

Água com menos sódio
Vendida como um antídoto natural contra a retenção de líquidos, a água com menos sódio não ajuda a evitar inchaços no corpo. Na avaliação dos especialistas, a quantidade de sódio na água pouco influi no problema como um todo.

“Não há nada comprovado em relação a isso. A quantidade de sódio na água é muito baixa. Alimentação sem sal é muito mais relevante do que a quantidade de sódio na água”, assevera Haddad.

Beber muita água durante o dia é fundamental, mas não há correlação entre hidratação constante e retenção de líquidos. “Beber um litro de água por dia é importante para manter o corpo hidratado, mas em nada interfere na retenção de líquidos”, finaliza o médico.

Fonte IG

Chá de hibisco ajuda a turbinar o emagrecimento

Chá de hibisco: estimula a queima de gordura
corporal e combate a retenção de líquido
A bebida, que também pode ser tomada gelada, ajuda a combater as gordurinhas extras para você chegar em forma no verão

O chá de hibisco, facilmente encontrado nas lojas de produtos naturais, é fonte de antocianinas e vitamina C e tem alto poder antioxidante.

“Por isso tem efeito preventivo contra o câncer, envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares. Também fortalece os ossos por conter cálcio e auxilia na redução do colesterol e da glicose”, diz a nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde.

Mas às vésperas do verão, para quem procura ajuda extra para perder peso, ele se mostra ainda mais poderoso.

“O chá de hibisco é termogênico. Ou seja, estimula a queima de gordura corporal e auxilia no emagrecimento. E mais: combate a retenção de líquido e contém enzimas e mucilagens (um tipo de fibra) que facilitam a digestão e regularizam o funcionamento do intestino”, completa Bruna. Junto com o chá verde, o chá de hibisco forma uma dupla dinâmica para "derreter" as gordurinhas.

“Essas bebidas são coadjuvantes no emagrecimento e podem ser utilizadas em conjunto. No entanto, para a eficácia no tratamento da redução de peso, é fundamental completar com mudanças na alimentação e praticar exercícios regularmente”, reforça a nutricionista Adriana Ávila, da Clínica Vitay, de São Paulo.

Chá de hibisco também pode ser
tomado gelado e é uma pedida
refrescante para os dias de verão
De cor vermelha e sabor suave de framboesa, ele pode ser consumido quente ou frio, sem alteração na eficácia. A sugestão de consumo é de três a quatro xícaras ao dia.

“Para preparar 1 litro de chá, acrescente 2 colheres (sopa) cheias do hibisco seco (das folhas e dos botões da espécie Hibiscus sabdariffa) ou dois sachês do chá de hibisco em um litro de água. Aqueça a água, sem deixar ferver, e apague o fogo. Adicione o hibisco, tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos. Coe e tome ao longo do dia. Só não reaqueça o chá, para que suas propriedades não se percam”, ensina Adriana.

Um detalhe importante: como o hibisco tem efeito diurético e aumenta a eliminação de urina, é preciso observar a ocorrência de câimbras, pela perda de potássio.

“Se isso acontecer, reforce a alimentação com banana, laranja, melão ou outras frutas cruas, verduras e legumes crus, feijões (grão e caldo)”, alerta Adriana. A flor pode ser consumida ainda em forma de suco, geleia, sagu, chutney, molho de pimenta com hibisco e suas folhas saboreadas como verdura.

Fonte IG