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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Infecção generalizada é principal causa de morte em UTIs no país

Sepse pode começar em um único órgão e comprometer o funcionamento do organismo

Mais conhecida como infecção generalizada, a sepse é um conjunto de manifestações graves produzidas por uma infecção que pode começar em um único órgão.

O organismo responde com uma inflamação e as toxinas liberadas pelo sistema imunológico para tentar combater o agente infeccioso comprometem o funcionamento de órgãos vitais.

A forma mais grave da sepse é o choque séptico, que pode levar a problemas circulatórios, queda na pressão arterial, dificuldade de respiração, entre outros. Por isso, muitos pacientes não resistem e morrem.

No Brasil, a doença é a principal causa de morte nas UTIs. Segundo dados do Ilas (Instituto latino-americano de Sepse), quase 60% dos brasileiros que adquirem sepse acabam morrendo - índice muito superior à média mundial de 30%.

O diagnóstico precoce é crucial para a recuperação. Cada hora de atraso no início do antibiótico reduz as chances de sobrevivência em 8%. Se a demora ultrapassar seis horas, o risco de morrer se multiplica por dez.

Fonte Estadão

Surto de sarampo nos países europeus pode afetar o Brasil

Europa registrou 26 mil casos neste ano; campanhas de vacinação devem atingir adultos e adolescentes, já que 70% dos infectados têm mais de 10 anos

Desde o início do ano, a Europa registrou 26 mil casos de sarampo em 36 países - 83% na Europa Ocidental, onde foram reportadas nove mortes e mais de sete mil internações, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, a alta circulação do vírus no continente também preocupa por estar associada a surtos em países de outras regiões, como Brasil, Canadá e Austrália.

A OMS assinalou que a propagação da doença tem graves consequências para a economia e para a saúde pública e pediu aos países europeus que previnam novos surtos em 2012 com campanhas de vacinação que atinjam adultos e adolescentes - sete em cada dez infectados têm mais de 10 anos.

Nesses grupos a doença tem se propagado com mais facilidade. Recomenda-se a vacinação dos nascidos após 1980 que não foram vacinados ou que ainda não tenham recebido os reforços recomendados.

A França é o país mais afetado, com seis das nove mortes provocadas pela doença. A OMS afirma que as medidas de prevenção devem ser tomadas rapidamente com a chegada da época típica para a transmissão da doença, que acontece entre fevereiro e maio.

O nível de contágio observado este ano na Europa só fica atrás do registrado no mesmo período na República Democrática do Congo (RDC), onde foram registrados 100 mil casos. No entanto, os casos europeus superam amplamente os 15 mil detectados na Nigéria e Somália.

Junto com os casos importados da Ásia, o surto europeu também é responsável pela maioria dos casos nos Estados Unidos, que registrou neste ano o maior número de doentes desde 1996.

Além da imunização dos grupos de risco, a OMS sugere que crianças pequenas que ficam em creches sejam vacinadas aos nove meses de idade, em vez de ao completarem um ano - como se recomenda atualmente.

A organização ressaltou que controlar a propagação da doença custa muito caro, lembrando o exemplo do caso de uma pessoa doente que viajou em 2008 da Suíça aos Estados Unidos e provou sete casos no Arizona. A situação afetou dois hospitais e as medidas de contenção tomadas custaram U$ 800 mil dólares - soma suficiente para comprar 2,5 milhões de doses de vacinas para países em desenvolvimento.

Fonte Estadão

60 comunidades do Rio recebem campanha contra a dengue

Campanha feita na Favela da Rocinha contou com agentes e voluntários - Divulgação
Objetivo é divulgar ações de conscientização para prevenir e combater focos do mosquito transmissor da doença

Um mutirão que reuniu 9 mil agentes da campanha 10 Minutos Contra a Dengue e jogadores de futebol da Taça das Favelas percorreu neste sábado, 3, cerca de 60 comunidades para prevenir e combater focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, no Rio de Janeiro.

Na Rocinha, base das ações de conscientização da Secretaria de Saúde, foram distribuídos panfletos, adesivos informativos e capas para caixas d''água.

A campanha da Rocinha contou com 80 agentes e voluntários, que visitaram residências para procurar pneus, garrafas pet e materiais recicláveis abandonados, e orientar a população sobre como contribuir para a prevenção da doença.

A comunidade também recebeu um trio elétrico com a presença das cantoras Preta Gil e Nega Gizza, e dos grupos Disfarce e Batuk DGueto durante o mutirão. Também foi organizado um espaço infantil com jogos educativos.

Segundo o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, que participou da campanha na Rocinha, o objetivo da ação contra a dengue é estimular a população a investir poucos minutos da semana no combate ao mosquito, eliminando criadouros do Aedes aegypti em residências, já que o ambiente doméstico concentra aproximadamente 80% dos focos.

Fonte Estadão

Farmacêuticas são processadas por ações contra remédios genéricos

Secretaria de Direito Econômico abriu processo contra os laboratórios Eli Lilly, Lundbeck e Genzyme por suspeita de concorrência desleal

A Secretaria de Direito Econômico (SDE) abriu processo contra as farmacêuticas Eli Lilly, Lundbeck e Genzyme, por suspeita de concorrência desleal. O anúncio saiu no Diário Oficial da União de ontem.
Nos últimos anos, as três empresas questionaram, na Justiça e no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), o lançamento de versões genéricas de medicamentos que produziam. Algo que, na avaliação da SDE, sugere estratégia para afastar a concorrência.

"Averiguação preliminar mostrou haver indícios robustos de que as empresas abusam do direito de peticionar apenas para manter o monopólio", afirma o secretário de Direito Econômico, Vinícius Marques de Carvalho. Um dos processos investigará as discussões judiciais da Eli Lilly sobre o Gemzar, usado para câncer. Outro analisará o debate da Lundbeck sobre seu remédio para depressão, o Lexapro. O terceiro avaliará a Genzyme e seus argumentos em torno de um medicamento para insuficiência renal, o Renagel. Procurados ontem pela reportagem, representantes dos laboratórios Eli Lilly e Genzyme informaram que vão se pronunciar oportunamente. Os do laboratório Lundbeck não foram localizados para comentar o caso.

A investigação promete gerar efeitos imediatos no mercado farmacêutico. A ideia da SDE é passar um pente-fino e identificar estratégias de empresas para postergar ao máximo a entrada de remédios concorrentes no mercado. Estes três processos são o início dessa política. Outros oito casos semelhantes estão em fase de averiguação.

Além disso, um inquérito do setor começou a ser feito para que o máximo de informações sobre patentes de remédios e mercado de genéricos sejam reunido. Esse material, que deve ficar pronto nos próximos meses, servirá para subsidiar análises de técnicos.

Apesar do monopólio, a Eli Lilly não tem a patente do Gemzar. O pedido foi negado pelo Inpi, algo que a empresa também contesta na Justiça. A discussão se arrasta há oito anos. Seis processos foram abertos, formando um emaranhado de argumentos e pedidos.

Barreiras. O mesmo ocorre com Lexapro e o Renagel. As empresas não têm a patente, mas tentam reforçar barreiras para que genéricos sejam vendidos. No caso do Lexapro, a empresa contesta o fato de fabricantes de genéricos usarem dossiês com informações sobre o remédio, sob a justificativa de que as informações teriam de ser confidenciais. No caso do Renagel, a Genzyme exige que versões genéricas apresentem estudos sobre a absorção da substância ativa no organismo. "Mas isso não tem como ser feito, porque o remédio é excretado depois de agir no intestino."

Os pedidos de investigação estão no SDE desde 2007. "Não sei por que o assunto demorou a ser analisado. A partir de agora, essa área ganhará ritmo." Segundo o secretário, os pedidos têm grande impacto. Para idosos, remédios representam até 60% do orçamento. E o governo é um dos maiores compradores desses medicamentos.

O impacto para as contas públicas com o aumento da concorrência e a consequente redução de preços é evidente. No caso do Gemzar, quando não havia concorrência, o preço para aquisição do produto, em licitação, chegou a R$ 589. Quando uma liminar foi derrubada e outros entraram na disputa, o preço baixou para R$ 189. O Lexapro, por sua vez, custa cerca de R$ 166, bem mais dos que os R$ 84 cobrados pela caixa do genérico.

Fonte Estadão

Exames: Fundoscopia

O que é
Exame que utiliza luz e lentes de aumento para avaliar as estruturas do fundo do olho, ou seja, vasos, retina e nervo óptico em área central.

Para que serve
Embora seja considerada pouco detalhada, esta avaliação é capaz de detectar alterações do nervo óptico, lesões da área central da retina e alterações relacionadas a doenças sistêmicas como hipertensão e diabetes.

Como é feito
Um feixe de luz é projetado na pupila, para visualizar o fundo do olho. Cada olho é examinado individualmente. O exame leva de três a cinco minutos. A luminosidade pode causar desconforto e prejudicar a colaboração, no caso de crianças, idosos ou pessoas pouco colaborativas.

Preparo
Não há preparo prévio. O exame pode ser realizado com o paciente sentado, sem utilização de colírios para dilatar a pupila.

Valores de referência
O padrão de normalidade é a descrição qualitativa de um fundo de olho normal: nervo óptico róseo, de limites bem definidos, área macular brilhante, fina, de coloração homogênea, e vasos de limites nítidos, com calibre homogêneo.

Fonte IG