Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como evitar o torcicolo

Compressa de gelo tem efeito antiinflamatório e pode aliviar a dor do torcicolo
A dor no pescoço pode aparecer após um traumatismo, um movimento brusco ou não ter causa aparente. Veja como amenizar o problema

Você vira a cabeça e, de repente, o pescoço trava. O torcicolo pegou você. Além de limitar o movimento, o problema causa tensão e dor intensa na região cervical, podendo se espalhar para toda a musculatura dorsal.

Pouca gente sabe, mas um músculo de nome complicado – esternocleidomastóideo –, largo e robusto, localizado na face lateral do pescoço, é principal envolvido na questão.

“O torcicolo comum pode ocorrer devido a um trauma, a um movimento súbito, à má postura ou surgir sem nenhuma causa aparente”, explica o neurocirurgião Alexandre Elias, especialista em coluna e dor musculoesquelética, do Centro de Referência em Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

A posição ao dormir também pode levar ao torcicolo. Portanto, é preciso cuidado não só com a maneira como você deita, mas com a escolha do travesseiro, que não pode ser mole ou duro demais.

“A recomendação quanto a tamanho, espessura e material varia de acordo com a forma com que cada um dorme. Mas seja como for, ele deve ficar embaixo da cabeça, nunca dos ombros, para deixar a cabeça no mesmo alinhamento da coluna vertebral. E ao deitar de lado a orelha deve estar na mesma linha do ombro”, ensina o quiropraxista Jason Gilbert, de São Paulo, autor do livro "O segredo da coluna saudável – Siga os passos para uma coluna sem dor" (Editora Gaia).

Dá para tratar
Por provocar dor, a primeira medida no tratamento do torcicolo costuma ser medicamentosa. “Pode envolver analgésico, relaxante muscular ou antiinflamatório. Nesse momento não tente forçar ou alongar a região, porque o quadro pode piorar.”, diz o médico Alexandre Elias.

Em seguida é indicada uma fisioterapia analgésica, com aplicações de frio e calor. “A gelo tem efeito antiinflamatório. Deve ser feito por 20 minutos no máximo e com intervalo mínimo de uma hora até a próxima aplicação”, explica Jason Gilbert. A compressa quente, por sua vez, ajuda a relaxar a musculatura.

Só depois vem a fase de alongar e fortalecer a musculatura do pescoço. “Agora, se o incômodo não cessar, o melhor é procurar um especialista para ampliar a investigação”, aconselha o neurocirurgião do Hospital 9 de Julho.

Afastadas hipóteses de doenças mais sérias, a quiropraxia – método que utiliza manobras e manipulações em vértebras e articulações – também pode ser um recurso para acabar com o torcicolo.

“Sem o uso de drogas ou técnicas invasivas, a prática devolve rapidamente a função normal da coluna ao mesmo tempo em que proporciona efeito analgésico”, atesta Jason Gilbert.

Prevenção
Para dar mobilidade e evitar maiores problemas na região cervical, invista em algumas medidas simples no dia a dia:

• Principalmente se você trabalha sentado e diante do computador, a cada 45 minutos movimente a cabeça no sentido de rotação e faça flexão e extensão do pescoço

• A tela do computador deve ficar na altura dos olhos, para evitar má postura do pescoço e tensão na região cervical

• Aplique uma bolsa de gelo quando o pescoço estiver dolorido e inflamado

• Procure identificar a causa do torcicolo para saber como evitar a repetição do episódio

• Evite dormir de bruços ou no sofá, usando o apoio lateral para colocar a cabeça

• Não use o telefone entre os ombros e a orelha. Se tiver de fazer uma ligação mais longa e precisar das mãos para digitar ou escrever, por exemplo, utilize um fone de ouvido

Fonte IG

Bola medicinal no lugar da cadeira melhora a postura?

Dois estudos internacionais lançam algumas luzes sobre essa prática que não para de ganhar adeptos

Bolas medicinais estão se tornando alternativas populares às velhas cadeiras de escritório, uma boa forma – segundo alguns – de queimar calorias e melhorar a postura.

De fato, o aumento na queima de calorias é real, mas pequeno. Segundo um estudo de 2008, trabalhar no escritório sentado numa bola medicinal queima cerca de 4 calorias a mais por hora do que fazer a mesma atividade numa cadeira. Isso significa proximadamente 30 calorias extras num dia típico de trabalho.

E esse número não inclui a queima adicional que viria com atividades como quicar ou fazer levantamento de pernas, algo que muitos usuários dizem ficar inspirados a fazer quando sentados sobre as bolas.

Do ponto de vista da postura, não existe um corpo de evidências científicas convincentes. Embora os proponentes afirmem que as bolas forçam os usuários a ficarem em uma posição ereta e a se estabilizarem sobre a bola, um estudo inglês de 2009 descobriu que sentar-se prolongadamente numa bola medicinal gerava os mesmos problemas de postura que numa cadeira.

The embedded asset does not exist:
Asset Type: MiGCompLinks_C
Asset Id: 1237782319209
PAGENAME: delas/MiGCompLinks_C/MiG_Detalhe

Outro estudo, conduzido por pesquisadores holandeses no ano passado, comparou trabalhadores com longas tarefas de datilografia sobre bolas medicinais e cadeiras com encostos para os braços. As bolas produziram mais atividade muscular e um “movimento de tronco” 33% maior. Porém, também geraram maiores índices de contração da coluna.

“Concluiu-se que as vantagens relacionadas à carga física de sentar-se numa bola medicinal pode não superar suas desvantagens”, escreveram os pesquisadores. Outros estudos chegaram a resultados similares.

Conclusão: sentar numa bola medicinal queima mais energia do que sentar numa cadeira, mas faltam evidências de que isso realmente aprimora a postura.

Fonte IG

Depressão na gravidez sem remédio

Médicos dizem que é preciso avaliar cada caso antes
de prescrever remédios antidepressivos para grávidas
Relatório mostra que 69% dos medicamentos de uso controlado, a maior parte para quadros depressivos, põem em risco a gestação

O que é mais perigoso para a mulher grávida: conviver nove meses com a depressão – e ficar suscetível a todas as sequelas, como danos cardíacos e isolamento social – ou tomar um medicamento de tarja preta que controla o transtorno de humor mas pode comprometer a saúde do feto?

Os especialistas já sabem que precisam encontrar uma resposta para esta pergunta, mas ainda não há um consenso universal sobre o uso de drogas controladas durante a gravidez.

Um novo relatório feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de ser divulgado com o objetivo de abastecer os médicos, gestantes e farmacêuticos com informações sobre este tema.

Durante 2010, foram monitoradas pelos técnicos da Anvisa todas as substâncias medicinais vendidas em farmácias e drogarias do Brasil e que precisam de receita para legitimar a venda. No total, foram comercializados 143 tipos diferentes de remédios controlados e, segundo relatório da Agência, 69,7% deles ameaçam, de alguma forma, a gestação, seja por risco de má formação fetal ou aceleração do parto.

“Decidimos focar o nosso primeiro boletim sobre os produtos farmacêuticos de uso controlado na gestação porque esta é uma área carente de informações”, explica Marcia Gonçalves de Oliveira, coordenadora do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa.

“O problema é que não se faz pesquisas, no Brasil e no mundo, com mulheres sadias e gestantes para atestar qual é a segurança dos medicamentos, até por uma questão de ética”, completa Márcia.

“A maioria das referências que temos, e que definem se um medicamento é arriscado ou não para a gestação, é de relatos espontâneos dos médicos e das gestantes que acabam sofrendo algum efeito colateral por conta da medicação. Resolvemos fazer este boletim com a classificação de risco para ajudar os médicos, os farmacêuticos e também alertar as usuárias.”

Risco ou benefício?
Um dos principais problemas da falta de informação científica sobre os reais perigos dos medicamentos controlados usados na gravidez é que as mulheres já portadoras de algum transtorno psíquico – como bipolaridade, esquizofrenia ou psicose – ficam sem muitas opções terapêuticas quando engravidam.

Outro obstáculo para a saúde feminina é que a depressão – que exige medicamento – cruza o caminho de duas em cada dez gestantes, como mostrou ensaio científico feito pela Sociedade de Pediatria do Canadá, sendo comum como a depressão pós-parto.

O quadro depressivo durante a gestação, de acordo com revisão de 99 estudos feitos por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, amplia em até 50% o risco do bebê nascer com menos de dois quilos. O baixo peso está associado a mais problemas cardíacos, respiratórios e até obesidade futura da criança, sem contar os prejuízos da doença na própria gestante.

Segundo o relatório da Anvisa, justamente para tentar sanar a depressão é que são utilizadas a maior parte das substâncias comercializadas no País (44% delas são para os transtornos comportamentais). Para fugir do dilema imposto à grávida com depressão, o psiquiatria da USP e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Joel Rennó Júnior afirma que sempre é preciso avaliar o risco e o benefício, de forma individual, antes de usar a medicação.

“Até hoje os trabalhos que avaliavam os riscos do medicamento para as grávidas não levam em consideração o perigo que as doenças não tratadas por medicações podem trazer”, pondera Rennó Júnior.

“Isolamento, abandono das crianças após o nascimento, desestrutura familiar, separações e uma série de outras consequências fazem parte dos prejuízos da depressão”, alerta o especialista, que diz ter acompanhado centenas de casos de grávidas que fizeram uso de remédios controlados e não tiveram nenhum problema com os seus filhos após o nascimento.

“É claro que não há como defender um uso descontrolado de medicamentos, ainda mais na gestação, mas os ginecologistas e os obstetras precisam ter mais atenção com a parte psíquica da grávida durante o pré-natal. Se identificarem algum problema, junto com um psiquiatra, devem avaliar individualmente o risco e o benefício de fazer um tratamento medicamentoso na gestação”, acrescenta o especialista.

Informações mais claras
Para o assessor do Conselho Federal de Farmácia (CFF), José Luis Miranda Maldonado, o novo relatório da Anvisa sobre o alerta das medicações durante a gravidez serve inclusive para as mulheres questionarem com seus médicos e com o farmacêutico sobre as vantagens e as desvantagens do uso.

“É uma área ainda muito nebulosa de informações que ainda é muito baseada em 'achismos'”, avalia Maldonado.

“Esta classificação de risco à gestação que está no relatório já existia e vinha escrita nas bulas das medicações, mas agora está tudo mais claro e direcionado. São dados que servem para assegurar o prescritos das medicações, o dispensador das mesmas drogas e as usuárias. Elas também podem questionar sobre os riscos e benefícios e cada caso deve ser avaliado.”

Fonte Delas

Depressão na gravidez é tão comum quanto no pós-parto


Fatores como diabetes, problemas na tireóide
e dificuldade prévia em engravidar podem
desencadear a depressão na gestação
Transtorno na gestação, pouco conhecido, pode aumentar riscos para o bebê. Saiba os sinais

A depressão pós-parto já é fenômeno conhecido – e temido – pelo sexo feminino. Os médicos agora estão empenhados em disseminar que a doença pode afetar as mulheres ainda na gravidez.

O sinal de alerta precisa ser máximo, já que as pesquisas confirmam como consequências do transtorno problemas tão prejudiciais quanto os causados pelo fumo na gestação. Uma análise publicada nos Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz, mostra que em grávidas depressivas há um risco maior do bebê nascer com menos de 2,5 kg, o que o aproxima doenças graves, em espacial as respiratórias, e pode comprometer o desenvolvimento da criança, além de afetar o vínculo entre mãe e filho.

Os pesquisadores avaliaram 99 estudos internacionais e detalharam as conclusões de 10 publicações consideradas mais completas, envolvendo mais de 200 mil gestantes no total. Dos 10 estudos, sete concluíram que a depressão gestacional – presente entre 7% e 15% das futuras mães – tem relação direta com o baixo peso ao nascer.

O índice de grávidas depressivas é semelhante ao dos casos diagnosticados no pós parto (entre 10 e 20%) segundo levantamento feito por 15 anos pela Sociedade de Pediatria do Canadá. O consenso dos especialistas é que a manifestação dos sintomas durante a gestação precisa ser mais investigada e frequentar mais as consultas de pré-natal.

Multifatorial
“É sabido que as depressões que acontecem na gravidez, quando não tratadas, evoluem para as depressões pós-parto”, afirma o psiquiatra Joel Rennó Júnior, diretor do programa de saúde mental da mulher (Pró-mulher), do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. Os gatilhos para os transtornos são muitos. Podem ser físicos, como diabetes, doenças na tireóide, ou psicológicos, oriundos de dificuldades para engravidar ou de abortos anteriores.

Segundo o especialista, por ser desencadeado por várias causas, os casos de depressão gestacional deveriam receber mais atenção por parte dos médicos que cuidam das grávidas. “O obstetra, de modo geral, ainda presta pouquíssima atenção aos sintomas de depressão e está pouco preparado para fazer este tipo de diagnóstico. Outra falha é que existe um pequeno número de psiquiatras na rede pública de saúde, o que dificulta o encaminhamento da gestante a um profissional especializado.”

Reação em cadeia
As falhas em não identificar a depressão na gravidez e suas causas provocam uma reação em cadeia, problema que pode ser mensurado por duas pesquisas recentes.

Uma delas, feita pelo Departamento de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostra que as grávidas que desenvolvem diabetes têm risco duas vezes maior de ficarem depressivas na gestação. Justamente o diabetes gestacional foi apontado por um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Saúde, como um dos grandes responsáveis pelo aumento de 100% nos casos de mortes de bebês provocadas por doenças das mães. Se tratados de forma simultânea, a depressão e o diabetes não fariam parte do prontuário destas pacientes.

Esta última análise científica já evidencia deficiências muito sérias no atendimento de gestantes e, neste caso, os problemas aparecem mesmo após a supervisão do médico. Ao mesmo tempo em que o Ministério da Saúde mostrou uma ampliação de 122% das mulheres atendidas no pré-natal a outra curva de dados mostra uma alta de crianças que morreram antes de completar um ano, por causa de doenças não tratadas da mãe, sendo as principais o diabetes, a pressão alta e a eclampsia.

Coisa de grávida
Um dos alertas do médico Rennó Júnior é: durante os nove meses que espera a chegada do bebê, a maior parte das sensações da mulher é creditada à transformações hormonais e corporais caracterizadas do período. “Isso nem sempre é verdade. A família precisa estar atenta e quando acreditar que algo não vai bem, procurar ajuda especializada.”

Os sintomas da depressão na gravidez:

- Crises de choro longas e contínuas sem motivo
- Desânimo excessivo
- Cansaço frequente
- Falta de apetite ou compulsão alimentar
- Insônia ou vontade de dormir o tempo todo

Fonte Delas

"Eu achava que tinha dado à luz o anticristo"

BBC Brasil 
Clare Dolman temia que as pessoas achassem que ela não era boa mãe
Britânicas contam em documentário suas batalhas para superar a psicose pós-parto, drama que atinge duas em cada mil mulheres

A britânica Clare Dolman descreve o nascimento de sua filha Ettie como um momento de absoluta felicidade. Mas, logo depois, essa felicidade se transformou em algo que ela não conhecia: Clare falava sem parar, não conseguia dormir e tinha uma energia incessante, que não era natural.

"Eu me tornei muito nervosa, sofria de terríveis alterações de humor e alucinações. Eu fui internada em um hospital psiquiátrico por várias semanas", conta ela. Clare diz que evitava falar desse período de sua vida.

"Era algo tão distante da experiência de maternidade da maioria das pessoas e por causa do estigma que existe em nossa sociedade em relação às doenças mentais, eu tinha um pouco de vergonha."

Clare sofreu de psicose pós-parto, ou psicose puerperal, uma doença que atinge uma ou duas a cada mil mulheres que dão à luz.

"Quando falamos de psicose pós-parto, estamos falando de alguns dos episódios mais graves que vemos na psiquiatria", explica Ian Jones, da Universidade de Cardiff, que é especializado na doença.

"Essas mulheres têm um episódio logo após o nascimento do bebê, que pode envolver diversos sintomas psicóticos, delírios – acreditar em coisas que não são reais – ou alucinações (ver ou ouvir coisas), quando não há nada lá."

Se os sintomas não forem reconhecidos a tempo, o surto psicótico pode acabar levando ao suicídio ou até ao infanticídio. Não se sabe ao certo o que causa a psicose pós-parto, mas fatores genéticos seriam importantes e alterações hormonais e a falta de sono podem ter alguma influência na incidência.

"Má mãe"
Clare temia que se soubessem que ela teve psicose pós-parto, as pessoas poderiam se afastar dela ou achar que ela era "uma má mãe". Apenas alguns anos depois do nascimento da filha, ela conseguiu superar esses medos e só recentemente, durante a produção de um documentário de rádio para a BBC, ela entrou em contato com outras mulheres que passaram pela mesma experiência.

O projeto foi organizado pela artista Joan Molloy, que teve psicose pós-parto, e incorpora elementos da doença em seu trabalho. Durante os encontros, muitas mulheres falam pela primeira vez da doença.

"Eu achava que tinha dado à luz o anticristo e acreditava que meu filho tinha pequenos demônios em seu estômago que saíam à noite e dançavam pelo chão da cozinha", contou Tracy, uma das mulheres entrevistadas.

Algumas falavam de tendências suicidas e de como elas acreditavam que seus bebês ficariam melhor sem elas. A recuperação pode ser lenta.

"Eu me senti como um zumbi por pelo menos um ou dois anos. Não consigo me lembrar por quanto tempo tomei antipsicóticos. Claro que os remédios salvaram minha vida, mas levei um tempo para me recuperar de seu efeito", disse Ceri, outra participante do trabalho feito por Joan.

Depoimento: Um diário da depressão pós-partoodas essas mulheres responderam bem ao tratamento, mas a experiência mudou suas vidas. Elas esperam que o projeto de Molloy ajude a conscientizar a população sobre a doença e a reduzir o estigma que pode dificultar a recuperação das pacientes.

Fonte Delas