Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Única cidade paulista com risco de surto de dengue, Catanduva já teve 286 casos este ano

Único município do estado de São Paulo com risco iminente de surto de dengue, Catanduva já registrou, até 30 de novembro, 286 casos.

Uma queda de quase 70% em relação a 2010 (929), mas bem acima dos números de 2009 (46) e 2008 (12), segundo dados da Secretaria de Saúde do município. Em 2007, Catanduva teve 320 casos, quase 10% do total de casos registrados em 2006 (3.256).

Dados divulgados hoje (5) pelo Ministério da Saúde indicam que, dos 561 municípios no país monitorados pelo governo federal, 48 estão em situação de risco de surto de dengue, 236 em alerta e 277 com casos da doença dentro de um padrão considerado satisfatório. Em Catanduva, 4% dos domicílios pesquisados tinham larvas do mosquito transmissor dengue, índice considerado de risco pelo ministério da Saúde. O mapeamento foi feito entre outubro e novembro.

“As equipes de combate à dengue da cidade estão fazendo visitas domiciliares, retirando os possíveis criadouros e prestando todas as orientações necessárias para o controle e o combate da dengue, visando a evitar, assim, uma futura epidemia em Catanduva”, informou a prefeitura da cidade paulista, em nota.

Balanço da Secretaria Estadual de Saúde de SP aponta que o número de casos de dengue no estado, 88.046 de janeiro a novembro, foi 53,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2010 (188.529).

De cada cinco casos registrados, um ocorreu em Ribeirão Preto, que totaliza 18.672 pessoas contaminadas (21,2%) este ano. Além de Ribeirão preto, mais 17 cidades paulistas registraram mais de mil casos de dengue: São Paulo (4.358), Bauru (4.438), Taubaté (4.297), Campinas (2.792), Araraquara (2.580), Limeira (2.354), Lorena (2.637), São José dos Campos (2.200), Rio Claro (1.777), Sorocaba (1.733), Mogi Mirim (1.392), Caraguatatuba (1.202), Sertãozinho (1.159), Sumaré (1.214) e Barretos (1.106), Guarulhos (1.011) e Pindamonhangaba (1.045).

Fonte Agência Brasil

Acidentes com animais peçonhentos aumentam 80% no verão, alerta Butantan

O Instituto Butantan fez um alerta sobre o aumento do número de acidentes com animais peçonhentos nos meses mais quentes do ano. De acordo com dados da entidade, de novembro a março, os acidentes com escorpiões, aranhas e serpentes crescem 80%.

“Com a maior quantidade de chuva, os esconderijos dos animais podem alagar, e ao deixarem o local, eles entram em contato com as pessoas. No verão, também há maior disponibilidade de presas porque mais insetos nascem nos meses quentes”, disse Marcelo Belini, biólogo do instituto.

Belini ressaltou que, em caso de picada de cobras, as pessoas devem lavar o local apenas com água e sabão, e procurar socorro médico em um hospital público, já que os privados não têm soros antiofídicos. Não é recomendado fazer torniquete, nem cortes e perfurações no local da picada. As pessoas também não devem tentar sugar o veneno.

“Para identificar serpentes peçonhentas no Brasil, a única maneira é observar, na cabeça do animal, entre o olho e a narina, a existência de um orifício, chamado fosseta loreal. Todas as serpentes peçonhentas brasileiras têm. A única exceção é a coral verdadeira”, disse o biólogo.

Quanto à ferroada de escorpião, a primeira medida que deve ser adotada é a de colocar compressas de água morna sobre a ferida, até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas é importante não mexer no ferimento e procurar atendimento médico imediatamente.

O Instituto Butantan oferece um telefone de orientação em casos de emergência e acidentes com animais peçonhentos. O serviço funciona 24 horas por dia e orienta o cidadão sobre o local mais próximo para atendimento por meio do número (11) 3726 7962.

Fonte Agência Brasil

Verão chuvoso pode antecipar casos de dengue no Rio, alerta Chieppe

A previsão do mês de janeiro ser mais chuvoso do que o normal no Rio - por causa do fenômeno climático La Niña (resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico), de acordo com meteorologistas - poderá antecipar para o verão o aumento do número de casos de dengue no estado. O alerta é do superintendente da Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde, Alexandre Chieppe.

Ele explicou que normalmente o pico de casos de dengue acontece entre os meses de março e maio, período tradicionalmente mais chuvoso no estado. Mas com possíveis mudanças climáticas, com um verão mais úmido, esse calendário da doença pode ser antecipado. “A dengue está muito relacionada ao padrão de chuva. Fatores meteorológicos podem antecipar ou atrasar o pico da epidemia.”

Chieppe disse ainda que a próxima epidemia de dengue poderá ser abrangente, pelo cruzamento de dois tipos de vírus nesta temporada. “Nós estamos atualmente em um período de baixa transmissão de dengue, mas o risco para o próximo verão se mantém. Não só pela questão do índice de infestação, mas por conta do cenário epidemiológico, em que há circulação do vírus tipo 1 ainda incompleta, pois ainda tem muita gente suscetível a esse tipo de vírus, e principalmente pela entrada da dengue 4, que coloca toda a população do estado sob risco de adquirir a infecção.”

O médico declarou que o governo do estado está adotando medidas preventivas para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, mas frisou que já está pronta uma estrutura para ser usada em caso de emergência. Foram comprados dois hospitais de campanha, com capacidade para cem leitos cada, a fim de serem usados como tendas de hidratação. “As pessoas não podem baixar a guarda de jeito nenhum. O risco de transmissão de dengue no próximo ano é muito grande. As ações devem ser intensificadas neste período pré-verão.”

Fonte Agência Brasil

Três capitais correm risco de surto de dengue

Três capitais, Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT), estão entre as 48 cidades com risco de surto de dengue, conforme mapa de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, divulgado ontem (5) pelo Ministério da Saúde. Nas cidades, mais de 3,9% das casas e imóveis visitados foram encontradas larvas do inseto, índice considerado preocupante pelo governo federal.

Para tentar conter o aumento de casos da doença em Rio Branco e mais quatro cidades do estado, a Secretaria de Saúde do Acre decidiu conceder bônus para incentivar o trabalho dos agentes sanitários. Cada agente que diminuir em, pelo menos, 20% os criadouros do Aedes aegypti receberá um adicional de R$ 200 por mês, disse a diretora de Vigilância Epidemiológica do estado, Mônica de Abreu, à Agência Brasil. O programa, iniciado hoje (5), custará R$ 38 mil.

Segundo a diretora, outra ação em andamento é a distribuição de capas para cobertura das caixas d'água das casas. “Nas escolas municipais estão sendo feitas oficinas para conscientização das crianças”, acrescentou. Além de Rio Branco, as cidades acrianas de Brasileia, Epitaciolândia, Porto Acre e Senador Guiomard também correm risco de surto de dengue.

O mapa de infestação mostrou ainda que mais de 47% dos municípios nessa situação estão na Região Nordeste. Pernambuco tem o maior número de cidades com chances de enfrentar um surto de dengue, sete no total. São elas: Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Camaragibe, Floresta, Garanhuns e Santa Cruz do Capibaribe.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco anunciou um investimento, este ano, de R$ 4,4 milhões para a compra de 33 veículos, a contratação de 660 agentes e 35 sanitaristas para apoiar as prefeituras no combate à doença. O estado notificou 34.907 casos de dengue em 2011, ante 57.785 no mesmo período de 2010.

Fonte Agência Brasil

Como proteger a saúde nas viagens de navio

Diarreias são os principais problemas de saúde que aparecem em cruzeiros. Saiba como evitá-los

Dados oficiais do governo federal mostram que, nas duas últimas temporadas de viagens de cruzeiros que passaram pelo Brasil, desembarcaram dos navios 5.233 tripulantes acometidos por algum problema de saúde. As doenças mais frequentes foram as infecções gastrointestinais (diarreias).

Elas são resultantes das inúmeras bactérias e vírus que circulam por entre as comidas expostas o dia inteiro em bufês e nas águas paradas. Além disso, alguns microorganismos acabam trazidos na “bagagem” dos turistas, de origens totalmente diferentes e reunidos em um único ambiente.

A boa notícia é que os especialistas falam que é possível evitar as contaminações com medidas simples – uma delas, por exemplo, é aumentar a frequencia da lavagem das mãos.

O último sinal de alerta sobre a saúde dentro dos cruzeiros marítimos veio na semana passada, quando uma mulher norte-americana, de 61 anos, morreu dentro de um navio que chegou no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. As primeiras informações dão conta de que ela foi vítima de uma doença cardiovascular, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o relatório do Serviço Médico do navio indicou notificação de 86 casos de gastroenterite, sendo 79 em passageiros e sete tripulantes.

A gastroenterite pode ser provocada por vírus ou bactéria e causa inflamação das mucosas intestinais, resultando em vômitos e diarreias. Além desta doença, o Centro Brasileiro de Medicina do Viajante já elencou o norovírus como outro desafio da indústria dos cruzeiros. Os dois problemas são proliferados pelos mesmos motivos: fragilidade na higiene da equipe que atua nas cozinhas dos navios, temperatura e tempo de exposição dos alimentos nas bancadas dos bufês e também negligência na hora de lavar pratos, talheres, guardanapos e roupas de cama usados nas embarcações.

Excessos
Além dos vírus, outro agente causador de problemas sérios dentro dos cruzeiros é a oferta excessiva de bebidas alcoólicas nas viagens, em especial no esquema ‘tudo incluso’. Comer demais também pode provocar danos e sobrecarga do organismo, assim como tomar sol sem a proteção adequada.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Medicina de Viagem elencou uma série de dicas para amenizar os problemas de saúde nos cruzeiros. Boa viagem!

Antes de viajar
• Consulte um médico de viagem ou que tenha experiência para fornecer as diretrizes da vacinação e da prevenção de doenças de acordo com o estado de saúde prévio do viajante, com a duração da viagem, com os locais a serem visitados e com as prováveis atividades recreativas que ele terá
• Atualize o calendário de vacinação de acordo com a faixa etária e as condições específicas de saúde, inclusive com a vacina da gripe
• Informe-se sobre o medicamento mais adequada em caso de enjoo
• Leve todos os medicamentos dentro das embalagens originais, com a prescrição do médico e relato da indicação
• Informe-se sobre o tipo e a qualidade dos serviços médicos no próprio navio e também ao longo do itinerário. É essencial saber se e como os passageiros e a tripulação podem ser enviados para a terra em caso de necessidade
• Verifique a existência e a qualidade da enfermaria do navio

Durante o cruzeiro
• Lave as mãos frequentemente, com sabão e água ou use um sanitizador à base de álcool. Isso ajuda a prevenir tanto a gripe quanto o norovírus
• Só beba água mineral industrializada
• Tome cuidado com o que come – confie no seu nariz e utilize bem os seus olhos. Evite maionese
• Aos primeiros sintomas gastrointestinais ou respiratórios, procure o serviço médico do navio
• Use talheres e copos descartáveis

Fonte IG