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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Qual a sua frequência cardíaca?

A medida correta dá eficácia e segurança à prática de atividades aeróbias

Não basta apenas um atestado onde se lê que o aluno está apto a frequentar a academia. Para que a ginástica seja realmente segura e eficaz, o documento deve conter as limitações de cada pessoa, frequência cardíaca mínima e máxima e quais os exercícios físicos mais indicados.

O novo formato do documento vai figurar entre as diretrizes brasileiras sobre cardiologia do esporte, segundo antecipou ao iG o cardiologista Nabil Ghorayeb, editor da lista, e responsável pelo Sport Check-up do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. As diretrizes reforçam a importância desse monitoramento durante a prática de esporte.

A frequência cardíaca nada mais é do que o número de batimentos do coração por minuto. Treinar acima da faixa ideal pode trazer prejuízos à saúde, levando o corpo à exaustão, ocasionando lesões e, em um pequeno número de casos, até desencadeando um enfarto. “O exercício tem que ser realizado na dose certa, mesmo por pessoas bem treinadas. Não adianta exagerar”, relata Isa Bragança, cardiologista especializada em medicina do exercício, da academia Cardiomex, no Rio de Janeiro. Por outro lado, exercitar-se abaixo do considerado ideal não traz benefício algum ao corpo e alcançar o tão sonhado condicionamento físico fica cada vez mais difícil.

Na faixa
Para calcular a frequência cardíaca ideal, é preciso levar em consideração a finalidade do exercício e a idade da pessoa. A fórmula não é complicada. Quem quer emagrecer, deve trabalhar entre 65% e 75% de sua freqüência. É só fazer o seguinte cálculo:

(220 – idade) x 0,65 = mínima
(220 – idade) x 0,75 = máxima

No caso de uma mulher de 30 anos que quer perder peso, por exemplo, ela deve manter a frequência entre 123,5 e 142,5.

Quem quer ganhar condicionamento físico, deve optar por uma intensidade um pouco maior e manter a frequência cardíaca entre 70% e 85%. O cálculo seria:

(220 – idade) x 0,70 = mínima
(220 – idade) x 0,85 = máxima

Exame obrigatório
A fórmula, no entanto, deve servir apenas para orientação na hora da ginástica e não deve substituir o teste ergométrico, fortemente recomendado pelos especialistas. Somente o exame pode calcular com precisão a frequência cardíaca, levando em consideração também o sexo do paciente e outros fatores como obesidade e tabagismo.

“Duas pessoas podem ter a mesma idade e o mesmo sexo, mas ainda assim ter frequências diferentes”, afirma Bragança. A avaliação deve ser feita, no máximo, a cada ano.

Bate, coração!
Na hora de contar os batimentos cardíacos, aposte na tecnologia. Os frequencímetros, aparelhos que medem a freqüência cardíaca, custam, em média, 150 reais e oferecem dados precisos. “Se ele estiver bem posicionado no meio do tórax, aderido, e com a bateria ok, esse é o melhor aliado do treino eficiente”, avalia Bragança.

Medir a pulsação com os dedos, como se vê nas academias, apesar de parecer simples, precisa de cuidados. “Não pode contar a pulsação pressionando o pescoço. A circulação passa por ali, uma compressão errada e o individuo pode até desmaiar”, alerta Ghorayeb. Segundo o cardiologista, a forma mais adequada de contá-la é colocar a mão espalmada logo abaixo da mama esquerda e contar o batimento durante 15 segundos. Multiplique o resultado por quatro e você terá a sua freqüência. Fazer essa medição no pulso não é errado, mas vai exigir um conhecimento maior do que o método indicado pelo médico. “Essa região mistura artéria com tendão, fica mais difícil.”

Resultados
Quem está começando a praticar exercícios, vai perceber uma mudança na freqüência cardíaca em três meses, desde que siga a faixa ideal e pratique pelo menos três vezes por semana. Aqueles que malham há mais tempo não apresentarão mudanças significativas, mas devem ficar atentos para renovar os cálculos a cada aniversário.

“Não podemos esquecer que a fórmula leva em consideração a idade da pessoa, então ela tem que ser refeita”, aconselha a cardiologista Isa Bragança.

Fonte IG

Exercícios ajudam a combater efeitos do gene da obesidade

Não desista: quem tem o gene da obesidade
 pode atenuá-lo malhando, diz estudo
Revisão de estudos sobre o tema mostrou que malhar pode reduzir em até 30% os efeitos do gene "engordativo"

Com as festas de fim de ano à porta, uma nova pesquisa oferece novidades que trazem esperança a respeito da obesidade e do destino, bem como sobre as consequências das escolhas que fazemos.

Os pesquisadores envolvidos reuniram os resultados de dezenas de estudos dedicados aos efeitos do exercício físico sobre o chamado gene da obesidade, que, acredita-se, aumenta em 12% ou mais o risco de que seus portadores tenham sobrepeso ou obesidade.

Vários anos atrás, os cientistas identificaram esse gene, conhecido como gene "associado à massa de gordura e à obesidade", ou gene FTO. Acontece que ele é bastante comum, infelizmente.

Segundo as estimativas, cerca de 65% das pessoas de ascendência europeia ou africana e talvez 44% dos descendentes de asiáticos têm alguma versão do gene FTO. Essas descobertas parecem sugerir que a maior parte de nós tem o sobrepeso como destino, uma ideia desanimadora – e que pode até ser do tipo "autorrealizável".

Um artigo publicado em fevereiro no The New England Journal of Medicine relatou que voluntários que descobriram ser portadores do gene FTO – ou de genes similares que incitam o acúmulo de gordura – começaram a comer alimentos mais gordurosos e em quantidades maiores, de modo mais inconsequente, ao longo dos três meses após terem sido informados de que tinham o gene. Isso ocorreu, provavelmente, porque eles acreditavam que o seu destino, pelo menos em termos de peso, já estava determinado.

Mas o novo estudo, publicado neste mês pela revista PLoS Medicine, sugere enfaticamente o contrário. Ele constatou que a atividade física, mesmo em pequenas doses, pode subverter o destino genético.

"Logo após a descoberta do FTO, em 2007, estudos mostraram que a atividade física atenua o efeito do gene no ganho de peso corporal", disse Ruth Loos, chefe de pesquisas no Instituto de Ciências Metabólicas em Cambridge, Inglaterra, e autora sênior do estudo.

"No entanto, tais pesquisas foram seguidas por experimentos que não conseguiram confirmar essa relação de forma convincente ou que não encontraram relação alguma".

Na esperança de reduzir a confusão entre os cientistas sobre o papel que o exercício físico pode exercer na atividade do gene, ela e seus colegas contataram os muitos pesquisadores que já haviam publicado sobre o assunto nos Estados Unidos e na Europa e lhes pediram, como cortesia profissional, que reanalisassem seus dados.

Loos e seu grupo suspeitavam de que parte da razão pela qual os resultados variavam era que as equipes de pesquisa empregavam métodos muito diferentes para quantificar e definir níveis de atividade física. Assim, na maioria das vezes, elas definiam uma pessoa fisicamente ativa como alguém que se envolve em pelo menos uma hora de atividade física, de moderada a vigorosa, por semana.
Mesmo de acordo com esse padrão bastante generoso, apenas 25% dos 218 mil portadores de FTO que tinham sido estudados em várias experiências até hoje se qualificaram como ativos.

Contudo, essas pessoas, segundo mostraram os dados recém-reanalisados, conseguiram superar, em parte, sua herança genética. Ser fisicamente ativo, de acordo com a nova análise, "reduziu o efeito do FTO em cerca de 30%", disse Loos.
Por mais que isso ainda deixe intacto 70% do efeito "engordativo" do gene, acrescenta ela, as consequências da atividade física sobre o funcionamento desse gene parecem ser substanciais o suficiente para talvez permitir a manutenção de uma silhueta normal por que alguém que de outra forma se tornaria bastante obeso.

Os cientistas ainda não entendem como o gene FTO promove o ganho de peso, apesar de suspeitarem que ele afeta o apetite e comportamento.

"Embora haja apenas dados funcionais limitados, parece que o gene se expressa bastante no cérebro", disse Lu Qi, professor assistente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos dezenas de cientistas que concordaram em reexaminar seus dados para a nova pesquisa. O gene é especialmente ativo "nas regiões que regulam o equilíbrio do consumo e do gasto energético", continua ele.

"A perda do equilíbrio energético é a base do desenvolvimento da obesidade." Consequentemente, a atividade física pode ter efeitos compensatórios no cérebro e na produção de energia.

"A atividade física está entre os fatores mais importantes do gasto energético", disse Qi. "Biologicamente, é possível que esses dois fatores, os genes e atividade física, possam interagir e afetar o equilíbrio energético".

Também é possível que o exercício altere diretamente a forma como o gene FTO atua, modificando tanto o modo como ele expressa certas proteínas quanto a maneira de ele permanecer inativo. Mas todas essas explicações são "especulativas" no momento, segundo Loos, e exigem a realização de mais pesquisas.

Ainda assim, as implicações da nova análise podem ser encorajadoras. "Muitas vezes as pessoas acham que a obesidade é algo de família ou que está em seus genes e, portanto, acreditam que não têm controle sobre seus problemas de peso", explicou Loos.

"Nosso estudo mostra que a atividade física desempenha um papel no controle do peso, mesmo naquelas pessoas que são geneticamente predispostas a engordar".

Além disso, a quantidade de atividade física exigida não precisa ser muito grande, acrescenta ela. "Você não tem que correr uma maratona ou frequentar uma academia", disse ela.
"Passear com o cachorro, ir de bicicleta para o trabalho, cuidar do jardim – tudo isso conta" e deve ajudar a combater os efeitos do gene FTO.

"Esperamos que a nossa mensagem dê força para pessoas que talvez tenham desistido de controlar o peso", concluiu Loos.

Fonte IG

Ômega 3: Gordura do bem

Ômega-3 é um tipo de gordura cujo consumo pode ajudar em diversas doenças e condições

Embora extremamente importantes para a saúde do organismo, os ácidos graxos ômega-3 não são produzidos pelo corpo humano. Por conta disso, devem ser consumidos por meio de alimentos como o peixe e alguns óleos vegetais.

Segundo informações do Centro Médico da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, existem evidências de que o ômega-3 pode ajudar pacientes em determinadas condições de saúde ou em risco de adquiri-las.

São elas:

- Colesterol alto

- Pressão arterial alta

- Infarto e derrame

- Câncer de cólon

- Diabetes

- Artrite reumatóide

- Lúpus

- Osteoporose

- Transtornos mentais como a depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia

- Degeneração muscular dos olhos

Fonte Delas

Consumo de peixe reduz risco de doenças oculares degenerativas

Aparentemente, as mulheres correm mais riscos de desenvolver a doença

Um novo estudo mostra que adultos mais velhos que consomem peixes gordurosos pelo menos uma vez por semana podem ter menos riscos de perda grave de visão devido à degeneração macular relacionada à idade.

As descobertas, relatadas na revista especializada Ophtalmology, não provam que o consumo de peixe elimina o risco de desenvolvimento de estágios avançados da doença. Entretanto, elas aumentam as evidências de estudos anteriores, que mostraram que o índice de degeneração macular é mais baixo dentre pessoas que consomem peixes.

O estudo também sustenta a teoria de que os ácidos graxos ômega-3 – muito encontrados em peixes gordurosos como salmão, cavala e atum – podem afetar o desenvolvimento ou a progressão do problema.

A degeneração macular é causada por um crescimento de vasos sanguíneos anômalos sob a retina ou pela degeneração de células sensíveis à luz presentes na retina – ambos podem causar uma grave debilitação da visão. A doença é a principal causa da cegueira em idosos. Não existe cura para a degeneração macular. Alguns tratamentos, porém, podem prevenir ou retardar uma perda grave de visão.

Um estudo clínico conduzido pelo governo dos Estados Unidos descobriu que uma mistura de antioxidantes – vitaminas C e E, betacaroteno e zinco – em alta dosagem pode desacelerar a progressão da doença ainda em estágios intermediários. Atualmente o composto é comumente prescrito pelos médicos.

Ainda não está claro, porém, como o peixe ou os suplementos de ômega-3 podem barrar a progressão da degeneração macular. Entretanto, uma pesquisa adicional ao estudo americano está examinando se o óleo de peixe e os antioxidantes luteína e zeaxantina adicionados ao regime de suplementos original pode ou não trazer benefícios adicionais.

Para o estudo atual, a pesquisadora Bonnielin K. Swenor, juntamente com alguns colegas da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, analisou dados de 2.520 adultos entre 65 e os 84 anos de idade submetidos a exames oftalmológicos e a questionários detalhados sobre alimentação.

Os testes revelaram que 15% dos participantes se encontravam em estado inicial ou intermediário de degeneração macular, enquanto apenas 3% estavam em estágio avançado da doença.

No total, a equipe de Swenor descobriu não haver uma relação clara entre o consumo de peixe relatado pelos participantes e o risco de DMRI. Entretanto, foi encontrada uma relação entre o alto consumo de peixes ricos em Omega-3 e uma menor probabilidade da doença em estágio avançado.

Os participantes do estudo que ingeriram uma ou mais porções de tais peixes por semana mostraram uma probabilidade 60% inferior de apresentar o problema em estágio avançado.

Fatores como sexo, raça e tabagismo – relacionados ao risco de degeneração macular relacionada à idade – também foram considerados no estudo. Aparentemente, as mulheres correm mais riscos de desenvolver a doença, assim como pessoas de raça branca e fumantes. As descobertas ainda não comprovam que os peixes ricos em ômega-3 oferecem o benefício.

“Enquanto os estudos atuais indicam que uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3 pode reduzir os risco de DMRI tardia em alguns pacientes, ainda são necessárias novas pesquisas”, Swenor disse à Reuters Health através de email.

A pesquisadora apontou que o estudo analisou participantes durante um determinado período, em vez de analisá-los ao longo do tempo para constatar se pessoas que disseram comer peixe estavam menos propensas a desenvolver a doença. Por isso não é claro se os hábitos alimentares relatados pelos participantes precederam ou não o desenvolvimento da doença ocular. Os participantes do estudo tiveram de se lembrar e relatar com precisão seus padrões alimentares típicos, o que pode causar erros.

Por enquanto, a pesquisadora sugere que os portadores da doença discutam suas opções alimentares com seu oftalmologista. Em geral, porém, o consumo regular de peixe é considerado uma atitude saudável.

A Associação Americana de Saúde, por exemplo, recomenda que todo adulto coma peixe, de preferência os mais gordurosos, pelo menos duas vezes por semana por causa de seus benefícios potenciais para a saúde do coração.

Fonte Delas

Comer peixe faz bem às mulheres jovens

Peixe: incluí-lo no cardápio dá mais proteção ao coração da mulher jovem
Pesquisa mostra que ômega 3 de alguns peixes tem efeito protetor ao coração de mulheres em idade fértil

Comer peixes ricos em ômega 3, como o bacalhau e salmão, pode reduzir significativamente o risco doenças cardíacas em mulheres jovens, aponta uma nova pesquisa dinamarquesa.

Os pesquisadores descobriram que mulheres em idade fértil que nunca comem peixe têm 50% mais problemas cardiovasculares do que as que consomem peixe com frequência, e um risco 90% mais elevado do que mulheres que comem peixe semanalmente.

“Descobrimos que mesmo as mulheres que comem peixe apenas algumas vezes por mês se beneficiam disso”, disse a pesquisadora Marin Strom, aluna de pós-doutorado no Statens Serum Institute, em Copenhague (Dinamarca).

“A notícia é encorajadora para quem come peixe, mas é importante ressaltar: para obter o maior benefício desse alimento e de óleos de peixe, as mulheres devem come-lo como refeição principal pelo menos duas vezes por semana”, afirma Marin.

O estudo foi publicado na edição online do periódico médico Hipertensão, mas não mostra uma relação de causa e efeito entre o consumo de peixe e redução do risco cardiovascular, apenas uma associação.

Strom e sua equipe coletaram dados de cerca de 49.000 grávidas entre 1996 e 2008. Eles perguntaram às participantes quais peixes e o quanto comiam, esperando determinar se comer certos tipos de pescado ajudaria a reduzir o risco de doença cardiovascular. As mulheres, de idades entre 15 e 49 anos no início do estudo, também foram questionadas sobre seu estilo de vida e histórico médico familiar.

Ao longo de oito anos de estudo foram registrados 577 eventos cardiovasculares – como hipertensão, acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. Cinco mulheres morreram de doença cardiovascular. No geral, mais mulheres que comiam pouco ou nenhum peixe foram hospitalizadas por doença cardiovascular do que as que tinham o hábito de consumir pescado, descobriram os pesquisadores.

Quando os pesquisadores avaliaram um subconjunto de mulheres em três ocasiões diferentes, o risco de doença cardiovascular foi três vezes maior para as que nunca comiam peixe do que para as que comiam peixes ricos em ômega-3 pelo menos uma vez por semana. O óleo de peixe contém ômega 3, um tipo de gordura que parece ser o fator de proteção contra doenças cardiovasculares.

“As melhores fontes de ômega 3 são os peixes gordos, como salmão, arenque, cavala e truta”, diz Marin.

Os peixes mais consumidos pelas participantes do estudo foram bacalhau, salmão, arenque e cavala. Mulheres que tomaram suplementos com óleo de peixe foram excluídas do estudo.

De acordo com a pesquisadora, estudos semelhantes no passado se concentraram em homens, não em mulheres.

“Até onde sabemos, este é o primeiro estudo desse porte que se concentra exclusivamente em mulheres em idade fértil", disse ela.

Os dois gêneros compartilham muitos dos mesmos fatores de risco para doenças cardiovasculares, mas alguns, tais como triglicérides e colesterol altos, podem ter efeitos mais importante nas mulheres, observou ela.

Gregg Fonarow, professor de cardiologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles, disse que as descobertas são semelhantes às de outros estudos em mulheres mais velhas e em homens.

“Este estudo fornece mais dados para apoiar o fator cardioprotetor do ômega 3 na dieta.”

Fonte Delas