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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pesquisas questionam quantia ideal de sal para a saúde do coração

Muito sal aumenta a pressão arterial; pouco,
pode interferir nos níveis de colesterol e fazer mal
Pouco sódio poderia ser tão prejudicial quanto o excesso. Pesquisadores defendem consumo moderado

Para pessoas com doenças cardíacas ou diabetes, comer com pouco sal pode representar risco tanto quanto comê-lo em grande quantidade, informam pesquisadores.

A redução de sal é muito importante para pessoas que consomem mais de 6000 ou 7000 miligramas de sódio por dia, diz Martin O'Donnell, autor de um estudo publicado na edição de novembro do periódico Journal of the American Medical Association.

Pessoas que já consomem quantidades moderadas de sal, porém, podem não precisar reduzir o consumo, acrescentou O'Donnell, professor associado da Universidade McMaster, em Hamilton, Ontario, no Canadá.

"Estamos percebendo que pode haver uma quantidade moderada ideal de sal que as pessoas devem consumir", diz John Bisognano, professor de medicina e diretor de cardiologia ambulatorial do Centro Médico da Universidade de Rochester, em Nova York .

"Isso é reconfortante para quem segue uma dieta moderada com a utilização do condimento”.

Bisognano não estava envolvido com o estudo, que foi financiado pela empresa farmacêutica Boehringer Ingelheim.

Depois de anos insistindo que as pessoas deveriam reduzir a ingestão de sal, os especialistas recentemente começaram a debater se a diminuição é realmente boa para todos.

Um estudo recente descobriu que apesar da redução do sal fazer baixar a pressão arterial, também pode aumentar os níveis de colesterol, triglicérides e outros fatores de risco para doenças cardíacas.

Outro trabalho descobriu que a menor excreção de sódio (essa é uma forma de medir a quantidade de sal consumido) foi associada a um aumento do risco de mortes relacionadas ao coração, enquanto a excreção de sódio superior não estava ligada ao aumento dos riscos de pressão arterial ou complicações do coração em pessoas saudáveis.

No entanto, no último estudo, os resultados foram um pouco diferentes. Esses autores analisaram a quantidade de sódio e potássio que foram eliminados na urina em um grupo de cerca de 30 mil homens e mulheres com doença cardíaca ou de alto risco para doença cardíaca. Os participantes foram acompanhados, em média, por mais de quatro anos.

Neste estudo, os níveis de excreção de sódio que estavam maiores ou menores do que a faixa moderada foram associados ao risco aumentado. Por exemplo, pessoas que eliminaram níveis mais altos de sódio do que aquelas com valores médios tiveram risco maior de morte por doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco e hospitalização por insuficiência cardíaca, diz o relatório.

Por outro lado, pessoas que excretaram níveis inferiores à média estavam em risco aumentado de morte por doença cardíaca e hospitalização por insuficiência cardíaca. Quando os pesquisadores avaliaram os níveis de potássio, descobriram que um nível mais elevado de excreção do nutriente foi associado a um menor risco de acidente vascular cerebral.

"A importância da ingestão de potássio precisa ser enfatizada, uma descoberta que pode ser perdida na discussão sobre o sódio", argumenta O'Donnell, que também é professor associado da Universidade Nacional da Irlanda, em Galway.

"Dietas ricas em frutas e vegetais também são ricas em potássio."

Não está claro se essas descobertas – que surgiram a partir de uma população já com alto risco de problemas cardíacos – também podem ser aplicadas para reduzir as populações de risco.

"Eles estão realmente olhando para o mais doente dos doentes. Como isso se aplicaria a todos nós?", questionou Daniel Anderson, professor assistente de medicina na Universidade de Nebraska.

"Fico preocupado como vamos interpretar isto no sentido de que muito pouco sódio é uma coisa ruim."
Bisognano concorda. "Mas nós não queremos passar a mensagem de que as pessoas devem acrescentar mais sal à comida a partir deste momento", diz o professor.

A quantidade ideal de sódio consumida é apenas um aspecto da saúde do coração, fala Karen Congro, diretora do Programa Bem-Estar para Vida no Hospital Brooklyn Center, em Nova York.

“Você tem que fazer intervenções de estilo de vida", afirma a especialista.
As novas orientações dietéticas americanas recomendam que pessoas acima de dois anos de idade tenham como limite de ingestão diária de sódio menos de 2300 miligramas (mg).

Pessoas com idades acima de 51 anos, negros e qualquer indivíduo com diabetes, alta pressão ou doença renal crônica devem considerar reduzir o consumo para 1500mg por dia, dizem os especialistas. Estima-se que o americano médio consuma 3400 miligramas de sódio por dia.

Fonte IG

Relógio alimentar

Os horários das suas refeições podem regular o funcionamento do seu corpo. Aprenda a usar isso em seu benefício

Uma atitude simples pode auxiliar quem tem dificuldade para dormir ou sofre com o jet lag toda vez que viaja para outro país: mudar o horário da alimentação.

Já é de conhecimento dos cientistas que nosso ritmo diário não é acertado apenas pelo ciclo circadiano – de vigília e sono, de dia e noite. Outros fatores – como o horário das refeições – influenciam consideravelmente no delicado equilíbrio do relógio biológico.

Segundo o cronobiologista John Fontenelle, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), nos estudos com animais que têm a alimentação disponível por apenas algumas horas em momentos fixos do dia, é possível perceber aumento da atividade locomotora, da temperatura e da liberação de hormônios de duas a três horas antes de o alimento ficar disponível. Ou seja, ocorre uma antecipação comportamental e fisiológica em relação ao horário de alimentação.

Em outro estudo com ratos realizado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, pesquisadores identificaram que, quando os animais ficavam sem alimentos, eles permaneciam acordados até que fossem alimentados. Com base nessas observações, os cientistas descobriram que o modelo poderia ser implementado para evitar os efeitos nocivos do jet lag (desequilíbrio no ritmo biológico que ocorre quando se muda repentinamente de fuso-horário).

De acordo com o coordenador da pesquisa, Clifford Saper, nessa ocasião, para diminuir esses efeitos, bastariam 16 horas sem comida para que o corpo passasse a funcionar sob influência do relógio alimentar em vez do cronológico. A partir do momento em que a alimentação passa a regular o funcionamento do corpo, ele pode adaptar-se mais facilmente a novos horários.

“Quando simulamos mudanças de ritmos em ratos, como se fosse um jet lag, observamos que algumas células se ajustam rapidamente e outras levam mais tempo. Essa falta de sincronia temporária das células dentro do núcleo supraquiasmático é que causaria o mal-estar”, diz Breno Carneiro, pesquisador de ritmos biológicos da UFRN. Para ele, com o relógio alimentar seria possível reajustar o funcionamento das células mais rapidamente.

Para dormir melhor
Quem sofre para dormir pode encontrar a resposta para seus problemas observando a própria alimentação. “É possível perceber isso no nosso cotidiano: quem se alimenta em horários muito diferentes, não tem uma alimentação controlada e preferencialmente diurna, ou seja, se alimenta mais tarde, pode apresentar alteração em vários sinais fisiológicos. Esses sinais podem alterar ritmos comportamentais, como o sono”, explica Carneiro.

Alguns estudos demonstram que a alimentação pode influenciar o núcleo supraquiasmático – aquele que regula o ciclo vigília/sono de cada indivíduo. Portanto, fixar um tempo para comer permite que o corpo mantenha-se regulado, funcionando em um ritmo próprio, fazendo com que o horário de sono também se mantenha estável e não sofra alterações, espantando a insônia, por exemplo.

O pesquisador de ritmos biológicos, Breno Carneiro, explica que ao se alimentar uma pessoa altera diversos sinais fisiológicos, como hormônios e até mesmo o nível de glicose. Essa modificação seria um sinal temporal capaz de sincronizar os relógios do corpo.

A alimentação também pode ser uma forma de minimizar os riscos a que estão expostas as pessoas que trabalham em turnos, cujo horário de trabalho prejudica a saúde a ponto de elevar a probabilidade de desenvolvimento de câncer . Aqueles que durante a semana trabalham à noite e nos finais de semana voltam ao convívio social em horários mais comuns podem se aproveitar do funcionamento do relógio alimentar para se adaptarem com mais facilidade.

Cadê meu relógio?
Ainda não se sabe exatamente a localização do relógio alimentar no corpo. Alguns pesquisadores acreditam que ele seja como o núcleo supraquiasmático, uma única estrutura responsável por esse funcionamento. Outros, no entanto, consideram a possibilidade de ser constituído por várias estruturas cerebrais e periféricas, que ainda não foram possíveis identificar em sua totalidade.

Fonte IG

Escrever também emagrece

Para blogueiras light, compartilhar pela internet os sucessos e fracassos na luta pela perda de peso ajuda a emagrecer

Dieta, reeducação alimentar, cirurgia bariátrica, quilos perdidos: esses elementos, que povoam as capas de revistas voltadas ao público feminino que quer emagrecer, aparecem de forma completamente diferente no universo das blogueiras light, mulheres que criam e mantêm blogs sobre o próprio emagrecimento. E elas garantem: escrever também ajuda a emagrecer.

"Sem o blog, acho que eu teria entrado em um caminho sem volta. Iria para os remédios, ou talvez meu peso chegasse à marca dos três dígitos", acredita Elaine Regiani, de São Paulo, autora do blog A Caminho da Vitória. Em seu diário virtual, Elaine registra todos os passos - e percalços - de seu emagrecimento, com reeducação alimentar (RA, na linguagem das blogueiras light) e exercícios. Como em todos os blogs do tipo, Elaine mantém no cabeçalho da página uma régua de peso, que marca a meta da blogueira, o peso do qual ela partiu e onde se encontra o ponteiro da balança atualmente.

"Sou totalmente sincera nos posts", diz, garantindo que escreve não só quando diminui o marcador da balança, mas também quando "chuta o pau da barraca" e sai da dieta ou adia os exercícios. "Isso me ajuda, depois, a ver onde acertei e onde errei". Lanky Moura, carioca que vive em Porto Alegre e é autora do A Batalha pra Ser Leve, exemplifica como o processo de escrever pode ajudar nos momentos difíceis, fazendo com que a mulher em busca de uma vida mais saudável e um corpo mais esbelto encare os erros eventualmente cometidos pelo caminho: "eu posso estar de RA, ter um surto de compulsão e devorar um pote inteiro de sorvete, sozinha em casa. Se eu guardo isso só para mim, acaba sendo como se aquilo nunca tivesse existido. Mas se eu escrevo sobre isso, releio o que eu escrevi, publico e recebo o feedback de outras pessoas, fica impossível fingir que não aconteceu", conta. "A gente acaba se obrigando a olhar a nossa vida de fora. O blog é uma forma excelente de cair na real".

Andréa Antonacci, jornalista, precisava se livrar de 12 quilos e já havia testado várias dietas sem sucesso. Criou o Meu Blog Spa e perdeu nove quilos em oito meses. A experiência saiu dos bytes para o papel: em 2008, ela lançou o livro "Emagreci fazendo um blog" (Editora Panda).

Apoio fundamental
Veteranas na blogosfera light, Liliana Hidd Fonteles e Cristiane de Andrade atendem, respectivamente, no Lu Francesa e no Magra Emergente. As páginas acompanharam o sucesso de suas autoras, que conseguiram atingir o peso ideal e continuam lutando - e escrevendo - para mantê-lo. Originalmente blogs, eles se transformaram em sites. Cristiane, de Belo Horizonte, começou o Magra Emergente em 2005, em busca de informações sobre a cirurgia bariátrica. Ela chegou a pesar 145 kg e, depois da cirurgia bariátrica, foi aos 58, onde se mantém. "O blog foi essencial", diz Cristiane, relembrando a trajetória da perda de peso. "Muitas vezes eu quis desistir. Pensava 'vou ser gorda para o resto da vida, já estou assim mesmo'. Mas aí as pessoas deixavam um comentário de incentivo, me ajudando".

O Magra Emergente continua no ar às custas de Cristiane, que não se incomoda em por dinheiro do próprio bolso para manter o site a fim de oferecer a outras pessoas o apoio que ela mesma encontrou na rede, quando começou. Hoje, ele tem em média 5 mil visitas diárias.

Liliana já era blogueira quando inaugurou o Lu Francesa em janeiro de 2004. "Quando vi um blog light, achei uma boa ideia e resolvi criar um para mim quase que imediatamente. Foi uma maneira de me disciplinar e ter uma responsabilidade, mas não pensei que daria tão certo quanto deu", conta ela, que foi dos 106,5 aos 64,6 kg com o programa dos Vigilantes do Peso - não sem antes passar por uma infinidade de outras dietas e tratamento, dos regimes malucos a remédios naturais.

Emagrecer nunca é uma tarefa fácil, seja por meio de reeducação alimentar, seja passando pela cirurgia. Por isso o apoio dos pares é fundamental - e funciona muito bem via internet. "Embora as novas tecnologias gerem isolamento, também é possível utilizar a rede e seus dispositivos para compartilhar ideias. Essa ida ao coletivo reforça a busca das metas individuais", define Gilberto Lacerda Santos, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).

Que o diga Dayanne Sales, autora do Daday Emagrecendo, criado em janeiro deste ano. No fim de maio, Dayanne escreveu um post desapontado sobre ter emagrecido apenas um quilo desde o início do blog - e chamando a atenção dela mesma pela facilidade em sair da dieta e do exercício. Recebeu 28 comentários de incentivo. "(Com o blog) conhecemos muita gente, nos ajudamos, lançamos desafios com premiação para quem vencer. E durante a semana nos policiamos para nossa régua de peso baixar", conta. "Também trocamos dicas e conselhos de como seguir a RA".

O lado escuro da rede
Trocar "dicas e conselhos" ajuda a manter na linha o projeto de emagrecimento de muitas destas blogueiras. Mas a mesma rede que facilita a troca de apoio e informações úteis também pode servir para disseminar bobagens, como dietas malucas que podem colocar a saúde de quem quer emagrecer em risco. Manter um blog gera motivação, mas não substitui um tratamento individualizado. "A obesidade tem várias causas e, claro, precisa de tratamentos diferentes", lembra o psicoterapeuta Marco Antonio de Tommaso, especializado em transtornos alimentares e acompanhamento psicológico em programas de emagrecimento.

A endocrinologista Leila Maria Batista Araújo, vice-presidente da Abeso - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, concorda. "Cada paciente é diferente, e a orientação depende do grau de obesidade e de outros fatores, como existência de hipertensão, cardiopatia e até o grau de ansiedade", explica. Ainda assim, para Leila, a motivação é o motor maior de um tratamento contra a obesidade. "Motivação é o remédio mais poderoso", confirma. E isso não falta no universo das blogueiras light.

Fonte Delas

Você se cuida e não consegue emagrecer?

Na balança: medicamentos e questões hormonais
podem jogar contra a dieta e os exercícios
Conheça alguns fatores que podem estar minando o seu esforço para perder peso

Apostar na dobradinha alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos é a principal recomendação para quem deseja emagrecer. Mas, ainda que se esforcem para cumprir esta orientação, algumas pessoas só vêem o peso aumentar.

Apesar de parecer conversa fiada, o fato é que existem, sim, situações capazes de nos fazer engordar – como alterações hormonais, por exemplo. Em outros casos, são comportamentos considerados inofensivos que colocam tudo a perder.

Para que explicar melhor essa relação, especialistas selecionaram alguns fatores que podem influenciar no sobe e desce da balança. Confira.

Estresse
Esse estado emocional favorece a produção do hormônio cortisol. “Ele é muito importante, pois atua em resposta a situações de perigo”, observa Mônica Dalmacio, mestre em Nutrição pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e co-autora do livro “Alimentos e sua ação terapêutica” (Editora Atheneu). O problema é que, em excesso, o cortisol leva ao aumento dos depósitos de gordura, além de reduzir as reservas de massa muscular.

Segundo Vanessa Franzen Leite, nutricionista especializada em psicologia do emagrecimento, de Porto Alegre (RS), pessoas muito estressadas também tendem a consumir alimentos ricos em carboidratos refinados (que geram mais fome) e gorduras (que são hipercalóricos). O estresse traz prejuízos à saúde, principalmente das mulheres, que são as que mais sofrem com esse sentimento e que podem até apresentar dificuldades para engravidar se não souberem controlar as emoções. Para descobrir a quantas andam seus nervos, faça o teste do estresse.

Sono de menos
Quem acha que dormir é desperdício de tempo tem mais dificuldade para mandar os quilos extras embora. Evidências científicas mostram que noites mal dormidas inibem a produção de leptina (hormônio da saciedade) e beneficiam a liberação de grelina (hormônio da fome). Traduzindo: o apetite aumenta e a sensação de satisfação demora a aparecer.

Mônica Dalmacio conta que, além disso, a privação do sono faz os níveis de cortisol subirem – como já foi dito, e isso não é nada bom. Já o hormônio do crescimento aparece em menor quantidade, prejudicando o aumento de massa muscular e o metabolismo.

Problema na tireóide
O hipotireoidismo é um distúrbio que afeta a tireóide (uma pequena glândula localizada no pescoço), reduzindo a produção dos hormônios T3 e T4. Quando há déficit dessas duas substâncias no organismo, o metabolismo se torna bem lento.

“Você pode se alimentar como sempre, mas o corpo já não gasta da mesma forma”, observa Ruth Clapauch, vice-presidente do departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Por isso, pessoas que desenvolvem hipotireoidismo podem ganhar quilos mesmo comendo pouco e fazendo exercícios. O quadro ainda é composto por outros sintomas importantes, como pele seca, cabelo quebradiço, sonolência, intestino preguiçoso e cansaço, entre outros. A depressão pós-parto pode ser confundida com problema na tireoide, por isso é importante ficar atenta a ela.

Síndrome do ovário policístico
De acordo com a médica da SBEM, as mulheres que têm essa doença costumam produzir dois hormônios em excesso: a insulina e a testosterona. “Ambos causam ganho de peso”, diz. Enquanto o primeiro aumenta o apetite e a vontade de comer doces, o segundo favorece o acúmulo de gorduras no abdome.

Além dos quilos extras, outras mudanças acompanham a síndrome, tais como irregularidade na menstruação e presença de pelos e acne na pele. Se não for tratada, pode comprometer a fertilidade feminina. A doença, no entanto, pode ser contornada sem a necessidade de medicamentos, já que o exercício é tratamento de ponta para síndrome do ovário policístico.

Álcool demais
Sabe o tão aguardado happy hour? Pois é, ele pode ser o responsável por tornar todo o sacrifício da dieta inútil. “Bebidas alcoólicas são cheias de calorias e normalmente aparecem acompanhadas de petiscos. São inimigos invisíveis”, observa Mônica.

Para quem quiser relaxar sem arriscar a cintura uma boa é optar pelo vinho. “É uma bebida antioxidante que traz benefícios ao organismo, como o aumento do colesterol bom e a redução do ruim. Por isso, um cálice por dia está liberado, desde que o indivíduo não tenha restrições”, diz Vanessa.

Descontrole emocional
O estado psicológico influencia (e muito!) no processo de emagrecimento. De acordo com a nutricionista Vanessa Franzen Leite, de Porto Alegre, muitas pessoas usam os alimentos para compensar sentimentos como ansiedade, alegria, tristeza, carência, angústia e por aí vai. Assim, a dieta desanda.

Um comportamento que facilmente pode gerar frustração e, como conseqüência, ganho de peso, é estabelecer metas muito ambiciosas, como “vou emagrecer 3 kg em uma semana”.

“Alimentação saudável e exercícios devem ser sinônimos de alegria e relaxamento e não de mais um compromisso”, frisa Mônica, mestre em nutrição.

Excessos no fim de semana
Já parou para pensar se o cuidado com a alimentação se mantém de sexta à noite até domingo? Afinal, não adianta montar pratos equilibrados e fazer exercícios durante a semana para depois passar quase três dias à base de cerveja, fritura e doces.

“O consumo alimentar excessivo no final de semana pode colocar toda a dieta em risco. Para evitar isso, escolha apenas um dia da semana para cometer excessos. Depois, retome os hábitos saudáveis”, recomenda Vanessa.

Uso de remédios
Substâncias presentes na fórmula de alguns tipos de medicamentos podem propiciar o ganho de peso. A cortisona, encontrada na maioria dos remédios que tratam alergias e bronquite, e os hormônios usados em determinadas pílulas e injeções anticoncepcionais são bons exemplos.

Segundo Ruth Clapauch, da SBEM, quem notar diferença na balança após dar início a um tratamento deve conversar com o médico para checar a possibilidade de trocar o medicamento indicado ou, dependendo do caso, reduzir as taxas hormonais.

Fonte IG

Só tenho tempo para o exercício depois das 22h. Faz mal?

Malhação noturna: atividade pode prejudicar o sono
Antes de malhar à noite, é preciso avaliar se isso não vai atrapalhar o sono e a alimentação

Antônio Martins, personal trainer especializado em emagrecimento, biomecânica, avaliação física e prescrição de treinamento, de São Paulo (SP):

Essa dúvida é bastante comum, principalmente nas grandes metrópoles, onde o tempo para as pessoas se dedicarem aos cuidados com a saúde é bastante escasso. Assim, quando se fala em busca do bem-estar, cada vez mais a atividade física fica em último plano. Já aqueles que conseguem enxergar os benefícios dos exercícios muitas vezes precisam encarar a sessão de treino em horários alternativos, como após às 22h.

Faz mal? Não. Porém, o aluno que escolhe esse momento para se exercitar precisa passar por uma avaliação de todos os seus hábitos de vida, especialmente aqueles relacionados a uma famosa tríade: sono, alimentação e sessões de treinamento (e os elementos não estão nessa ordem à toa).

Pensando em quem deseja treinar tarde da noite, primeiramente é preciso analisar o descanso. Afinal, ao iniciar um treino depois das 22h, entende-se que esse só terminará por volta das 23h.

Após esse período ainda é preciso esperar de duas a três horas para ocorrer uma redução nos níveis de adrenalina e noradrenalina, hormônios liberados durante o treino e que deixam os indivíduos em estado de alerta. Ou seja: só depois disso tudo é possível relaxar e “pegar no sono”. Aí vem o dilema: a que horas esse aluno vai acordar?

Há estudos comprovando que as pessoas devem dormir, em média, oito horas por dia. É claro que há aqueles que se sentem bem com cinco horas de sono, enquanto outros precisam de nove horas. Independente disso, se o aluno não consegue descansar o suficiente, deve procurar uma forma de repor esse tempo. Pode tentar dar um cochilo após o almoço (conhecido como sesta), dormir até mais tarde ou até mesmo em outros horários. Isso porque se o sono não estiver em dia, certamente a tríade ficará desestabilizada. Dessa forma, mesmo que se tenha uma dieta equilibrada e uma excelente sessão de treino, os benefícios das atividades não serão satisfatórios.

Por falar em alimentação, vale ressaltar que após o encerramento do treino é preciso realizar uma refeição completa para repor os nutrientes utilizados na atividade física (leia-se: carboidrato, proteína e gordura). As porções, é claro, dependem do planejamento nutricional de cada aluno, mas não devem ser exageradas, já que a digestão ocorrerá nas duas horas que antecedem o sono.

Uma dica para não encher o prato é fazer uma refeição leve no momento pré-treino. Se levar em consideração a harmonia desses fatores (sono, alimentação e sessão de treino), os resultados da malhação serão alcançados, independente do horário em que ela aconteça.

Fonte IG