Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Remédio suspeito de causar mortes em MG foi feito com substância errada

Segundo laudo divulgado nesta quinta, foi identificada a presença do anti-hipertensivo Anlodipina Besilato 5mg; dez pessoas morreram após ingerir o medicamento

O Secnidazol 500mg manipulado pela Fórmula Pharma, de Teófilo Otoni (MG), suspeito de ter causado a morte de dez pessoas no Vale do Mucuri foi feito com a substância errada. Foi o que confirmou laudo da Fundação Ezequiel Dias (Funed), divulgado nesta quinta, 22, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas, segundo o qual foi identificada a presença do anti-hipertensivo Anlodipina Besilato 5mg no medicamento originalmente destinado ao combate a verminoses.

De acordo com a SES, a análise foi feita em amostras apreendidas pela Vigilância Sanitária Estadual e pela Polícia Civil mineira na casa de pacientes que consumiram o medicamento. O material foi avaliado pelo Serviço de Medicamentos, Saneantes e Cosméticos da Funed na presença inclusive do dono da Fórmula Pharma, Ricardo Luís Portilho, acompanhado de dois advogados.

Segundo a SES, a primeira etapa da análise confirmou que não havia presença do antiparasitário Secnidazol no medicamento manipulado no estabelecimento em 14 de novembro. Em seguida, os técnicos analisaram e confirmaram a presença do anti-hipertensivo - já havia a suspeita dessa contaminação cruzada por causa dos sintomas apresentados pelas vítimas.

A Funed ainda vai confirmar a concentração da substância. O secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, avaliou que, apesar de o laudo definitivo só ficar pronto em aproximadamente 30 dias, a confirmação da presença do anti-hipertensivo nas cápsulas dá uma "clareza do erro técnico grave" ocorrido na manipulação do medicamento. "Nos solidarizamos com as famílias que sofreram com a perda dos seus entes queridos. Agora, o problema se torna um caso de polícia", afirmou.

A Polícia Civil também já investiga o episódio e, ontem, realizou a exumação de seis pessoas que morreram após ingerir as cápsulas acreditando tratar-se de Secnidazol. Duas exumações já haviam sido realizadas nesta quarta-feira, 21. Material coletado entre os restos mortais das vítimas será encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte para confirmar se o anti-hipertensivo causou as mortes.

As últimas duas mortes foram as de Adélia Lopes da Paixão, de 49 anos, e sua filha Letícia Lopes dos Santos, de 22, registradas nos dias 9 e 11 deste mês, respectivamente. Elas foram submetidas a necropsia. As outras vítimas morreram entre 20 e 28 de novembro, todas em municípios do Vale do Mucuri. O IML ainda não concluiu nenhum dos laudos, mas, segundo a polícia, Portilho pode ser indiciado por homicídio caso seja confirmado erro na manipulação do medicamento.

A Fórmula Pharma foi interditada pela Vigilância Sanitária Estadual, assim como outras farmácias de manipulação da região que funcionavam sem autorização ou tinham indícios de produzir medicamentos em escalar industrial.

Fonte Estadão

Uma em cada dez grávidas fuma, diz estudo feito em SP

Elas podem estar carecas de saber dos males que o cigarro pode causar no bebê, mas não adianta.

Segundo uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, uma em cada dez grávidas fuma.

Os dados foram obtidos a partir de entrevistas com cerca de 5.000 mulheres que deram à luz na maternidade estadual Interlagos, na zona sul da capital paulista.

Para Roberto Stirbulov, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o índice é considerado alto por causa da gravidade dos danos que o fumo na gravidez pode causar para a gestante e para o bebê.

Entre os riscos estão baixo peso, parto prematuro, aborto e menor desenvolvimento do sistema nervoso central, o que pode significar retardo psicomotor.

Hoje, no Brasil, 12,7% das mulheres fumam, segundo a pesquisa Vigitel 2010, do Ministério da Saúde.
Segundo o pneumologista, a prevalência média nacional de grávidas fumantes é semelhante à do levantamento feito em São Paulo, mas há diferenças regionais.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, esse índice chega a 23% em algumas cidades. No Canadá, a média é de 10%.

DEPENDÊNCIA
Rita de Cássia Silva Calabresi, diretora clínica da maternidade estadual Interlagos, diz que a conscientização sobre os malefícios do cigarro nem sempre é suficiente para o abandono do vício.

"Consciência todas têm, mas parar de fumar não é só força de vontade. Se a gestante recebe apoio dos médicos, sente-se mais forte para deixar o cigarro", diz Calabresi.

Stirbulov afirma que a intervenção, apesar de não ser fácil, deve ser proposta.

"Há medicamentos que podem ser usados, como o adesivo de nicotina. Não é que não faça mal, mas é melhor que o cigarro e combate a síndrome de abstinência."

Início precoce do fumo, baixa escolaridade, fumo pesado e exposição ao cigarro em casa ou no trabalho aumentam a chance de a mulher continuar a fumar durante a gravidez.

A empresária M. B., 29, de São Paulo, fuma desde os 15. Tem duas filhas, de três anos e outra de dez meses, e fumou durante as duas gestações.

"Quando engravidei, tentei diminuir, mas não pensei em parar. Tinha certeza de que não ia conseguir."
Ela disse que sabia dos riscos e conversou com a sua médica, que liberou até cinco cigarros por dia, caso não conseguisse parar.

"Eu fumava de sete a dez cigarros por dia. As pessoas olhavam estranho para mim. Eu até evitava fumar na rua, por vergonha", conta.

Stirbulov, porém, afirma que a redução do número de cigarros por dia não é uma boa estratégia, a não ser que faça parte de um plano de cessação completa do fumo.

"A pessoa pode ir reduzindo e marcar uma data para parar de vez. Quem simplesmente reduz logo volta para o número inicial de cigarros."

Os especialistas acreditam que as campanhas antifumo deveriam incluir as grávidas. "Tem gestante que não para de fumar por medo de engordar. Infelizmente, fala-se muito pouco dos prejuízos do fumo e do álcool na gravidez", diz o médico.


Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

Temor sobre implante de silicone francês se espalha pelo mundo

O temor com relação aos implantes de silicone produzidos por uma empresa francesa, atualmente extinta, espalhou-se para a América do Sul, a Austrália e pela Europa nesta quinta-feira, enquanto as autoridades francesas se preparavam para decidir se milhares de mulheres devem retirar cirurgicamente as próteses mamárias.

Os implantes de gel de silicone fabricados pela companhia chamada Poly Implant Prothese (PIP), que fechou as portas em 2010, aparentemente têm uma taxa de ruptura excepcionalmente alta e geraram uma investigação na França sobre uma possível associação com o câncer.

Anne-Christine Poujoulat-10.abr.11/France Presse
Funcionários de fabricante de próteses protestam no sul da França
Funcionários de fabricante de próteses protestam no sul da França

Cerca de 300 mil implantes PIP, que são usados em cirurgia cosmética para aumentar o tamanho das mamas ou para substituir tecido mamário, foram vendidos ao redor do mundo antes da falência da empresa no ano passado.

"Não é apenas a França que está preocupada. Estamos pensando em 300 mil a 400 mil vítimas em potencial no mundo", disse Alexandra Blachere, líder de um grupo francês de pacientes com implantes PIP.

Ela afirmou que mulheres da Itália e da Espanha entraram em contato preocupadas com seus implantes e que observou relatos de problemas no Brasil, na Venezuela e em outros países.

A agência britânica que regulamenta o uso de produtos de saúde e de medicamentos (MHRA), no entanto, disse que não há motivo para que as pacientes se alarmem e afirmou que ainda não há evidência científica indicando um risco aumentado à saúde.

RISCOS
Autoridades da MHRA disseram ter conversado com outros especialistas em saúde e agências reguladoras da França, da Holanda, de Portugal, da Itália, da Irlanda, da Hungria, da Áustria, da Dinamarca e de Malta.

"Todos eles concordaram que não há evidências de qualquer aumento de incidentes de câncer associados aos implantes mamários PIP e nenhuma evidência de taxas desproporcionais de ruptura além das registradas na França", informou a agência em um comunicado.

Fundada em 1991, a Poly Implant Prothese tinha sede no sul da França e durante um período foi a terceira maior fabricante de implantes do mundo, produzindo cerca de 100 mil por ano.

Cerca de 80 por cento da produção era para exportação. As autoridades sanitárias ao redor do mundo dizem que analisarão com cautela na sexta-feira os resultados de um inquérito do Instituto Nacional do Câncer da França sobre uma possível associação dos implantes com casos de câncer.

A França registrou oito casos de câncer em mulheres com implantes mamários fabricados pela PIP, que é acusada de utilizar silicone de grau industrial, normalmente usado em computadores e utensílios de cozinha.

Fonte Folhaonline

Itália vai rastrear mulheres com silicone defeituoso

O ministro da Saúde da Itália Renato Balduzzi pediu que os hospitais do país façam um rastreio das mulheres que receberam implantes de silicone feitos por uma empresa francesa acusada de usar silicone industrial.

O material é encontrado em computadores e utensílios de cozinha, em vez do tipo cirúrgico. Oito casos de câncer foram registrados em mulheres com implantes feitos pela Poly Implant Prothèses (PIP).

Balduzzi disse ainda que o sistema nacional de saúde vai pagar para que os implantes sejam retirados se a intervenção cirúrgica for solicitada devido a problemas médicos, como a ruptura dos implantes.

Ele disse, porém, que não há provas de maior risco de câncer entre as usuárias dos implantes PIP, mas sugeriu que as mulheres com esse tipo de prótese entrem em contato com os cirurgiões porque há uma probabilidade maior de ruptura e reação inflamatória.

O ministro fez uma reunião emergencial para discutir o assunto por causa da aguardada decisão das autoridades de saúde francesas sobre a recomendação em massa de cirurgia para milhares de mulheres que receberam os implantes PIP.

Investigadores franceses dizem que os implantes foram feitos com silicone industrial de baixa qualidade, em vez de silicone para fins médicos. Mais de mil mulheres na França relataram a ruptura de um ou dos dois implantes.

Balduzzi estima que cerca de 4.000 a 4.300 implantes PIP foram colocados em mulheres da Itália. Desde 2005, ocorreram cerca de 24 rupturas no país, que fez um recall das próteses em abril de 2010, um dia depois de as autoridades francesas terem suspendido a venda, a distribuição e a exportação dos implantes.

Na França, há 30 mil mulheres com os implantes suspeitos. Segundo o jornal francês "Liberation", no mundo, são 300 mil mulheres.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), 25 mil próteses da PIP foram usadas no Brasil.

O implante foi alvo de um recall em 2010, inclusive no Brasil, quando foi descoberto que o silicone usado era de baixa qualidade.

A Vigilância Sanitária afirma que não recebeu nenhuma notificação de problemas decorrentes do uso do silicone da PIP. Sebastião Guerra, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma também que nenhum profissional comunicou a entidade sobre problemas com a prótese.

Fonte Folhaonline

Exames: Herpes

O que é
Exame para detectar o vírus da família Herpesviridae, que compreende oito diferentes tipos de vírus agressivos para o ser humano. Um deles, o herpes simples, é considerado um dos mais comuns causadores de infecção. Ele se apresenta em dois subgrupos, o herpes simples 1 (HSV1, responsável pelo e o herpes simples 2 (HSV1, responsável pelo herpes labial e HSV2, responsável pelo herpes genital).

Para que serve
O exame serve para detectar a presença e identificar o tipo de vírus que está causando a infecção.

Como é feito
No laboratório ou no consultório do médico o material é coletado diretamente das vesículas (lesões semelhantes a bolhas) suspeitas da região da boca ou na área genital/perianal é e submetido à análise.

Preparo
Não há necessidade de preparo prévio para o exame. O uso de antivirais, no entanto, deve ser informado.

Valores de referência
O resultado é medido em resposta positiva ou negativa para a presença do vírus.

Fonte iG