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sábado, 24 de dezembro de 2011

Próteses nos seios e lipoaspiração são as cirurgias mais solicitadas no mundo

Pesquisa realizada em 2010 traz dados de cirurgiões de todo o mundo e aponta um aumento considerável na procura por esses dois procedimentos

A lipoaspiração e a implantação de prótese nos seios foram as cirurgias plásticas mais praticadas em 2010, com o Brasil em segundo lugar no mundo, aponta o último relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), divulgado nesta semana na Colômbia.

A pesquisa foi realizada em 2010 com dados de cirurgiões de todo o mundo, segundo explicou nesta sexta-feira, 23, à Agência Efe a cirurgiã plástica colombiana Lina Triana, secretária da Isaps em nível mundial.

 
"Em um primeiro relatório, divulgado no ano passado e que corresponde a 2009, essas mesmas cirurgias (lipoaspiração e prótese nos seios) também ocuparam os dois primeiros lugares", destacou a secretária.

 
Em 2010 foram realizadas 2.174.803 lipoaspirações, o que representa 23% do total de todos os procedimentos cirúrgicos realizados no ano.


As cirurgias como o implante nos seios, a blefaroplastia (correção de olhos), a rinoplastia (plástica de nariz) e a abdominoplastia, também aumentaram consideravelmente em 2010, segundo o relatório.

 
Por países, os Estados Unidos mantêm o primeiro lugar na quantidade de cirurgias plásticas realizadas em 2010, seguido do Brasil, da China, da Índia e do Japão.

 
O relatório de 2010 inclui informações sobre os preços médios cobrados nesses países pelos procedimentos. A cirurgia de rejuvenescimento facial continua sendo a mais cara de todas: US$ 5.526.

 
Os cirurgiões cobraram por uma abdominoplastia uma média de US$ 4.150; pela redução de seios, US$ 3.940, e para o aumento, US$ 3.450, indicou o relatório de 2010.

 
O estudo também ressaltou outras estatísticas, como o número total de cirurgiões plásticos certificados em nível mundial, estimado em 33.027, assim como a quantidade de procedimentos cirúrgicos realizados em 2010, que chegou a 9.462.391, e os não cirúrgicos, 9.095.434, compondo um total de 18.557.825 cirurgias.

 
Esse número, comparado aos 17.295.557 procedimentos registrados em 2009, equivale a um aumento de 7%, concluiu a cirurgiã plástica e secretária da Isaps.

Fonte Estadão

Emílio Ribas inaugura filial no Guarujá

A primeira filial do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, tradicional centro em tratamento de doenças infectocontagiosas da capital, será aberta hoje no Guarujá, litoral sul paulista. A nova unidade, que atenderá as nove cidades da Baixada Santista, funcionará no prédio do antigo Hospital e Maternidade Municipal Ana Parteira, em Vicente de Carvalho.

A inauguração será feita por etapas. Hoje, apenas o primeiro andar, com 10, dos 54 leitos programados da nova unidade, será aberto. “Mas até a metade do primeiro semestre de 2012, o novo Emílio Ribas estará funcionando com plena capacidade”, afirma o coordenador da Agência de Saúde da Baixada Santista e diretor do instituto, David Uip. “A intenção é expandir a capacidade para 150 leitos até o final do ano que vem. Já temos um acordo de financiamento com o Ministério da Saúde”, completa.

Na primeira fase de instalação do hospital, 40 médicos e enfermeiros atenderão os casos encaminhados pela Central de Regulamentação – responsável pela triagem em hospitais da Baixada Santista e pelo encaminhamento ao Emílio Ribas Guarujá dos pacientes com doenças infecciosas, como leptospirose, salmonela, conjuntivite, hepatites, dengue e doença meningocócica.

“A Baixada Santista estava carente de serviços de saúde. Um centro de referência de doenças infectocontagiosas atenderá a população local e também os turistas que a região recebe”, afirma o coordenador.

Quando estiver totalmente inaugurada, a unidade contará com 200 profissionais de saúde. Anualmente, a Secretaria Estadual da Saúde prevê a realização de 10 mil exames laboratoriais e 15 mil internações. “A intenção é que a unidade, como o Emílio Ribas da capital é, também seja referência em tratamento e uma base de estudos”, diz Uip.

Telemedicina
Os médicos das unidades da capital e do Guarujá estarão conectados pelo serviço de telemedicina. “O recurso online será utilizado para a realização de aulas, treinamentos e troca de informações”, explica Uip. O coordenador diz que até março de 2012, as nove cidades da Baixada Santista estarão interligadas pela ferramenta.

O recurso já é utilizado na unidade da capital. “Com a tecnologia, será possível discutir casos, definir em tempo real procedimentos e condutas nos tratamentos dos pacientes internados”, diz Uip.

Anunciada em janeiro deste ano, a filial do Emílio Ribas terá investimento de R$ 18 milhões na implementação e custo anual de R$ 33,6 milhões bancado pela pasta estadual da saúde, de acordo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).Para a fase inicial foram investidos R$ 8,5 milhões.

Fonte Estadão

Descoberta sobre aids ganha prêmio da revista 'Science'

Segundo estudo, que contou com a participação de dois infectologistas brasileiros, tratamento administrado com drogas antirretrovirais diminui em 96% as chances de transmissão do vírus

O maior avanço da ciência em 2011 foi a descoberta de que o tratamento contra o HIV (que provoca a aids) também diminui a transmissão do vírus. O prêmio foi concedido pela tradicional revista Science na sua edição de fim de ano.

O estudo premiado demonstrou que quem é tratado contra o HIV com drogas antirretrovirais tem 96% menos chance de transmitir o vírus a seus parceiros sexuais. Parte das experiências de campo foi conduzida com pacientes brasileiros.

Até a publicação do artigo, havia uma grande polêmica se as drogas antirretrovirais tinham ou não o efeito duplo de tratar os portadores e restringir o contágio. O prêmio vai para Myron Cohen, da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e para um time de pesquisadores internacionais, que incluiu um grupo de brasileiros.

Os estudos no País foram conduzidos pelos infectologistas Beatriz Grinsztejn, do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec-Fiocruz), e Breno Riegel Santos, do Hospital Nossa Senhora da Conceição (Porto Alegre).

Teste clínico. A pesquisa, conhecida por HPTN 052, começou a ser feita em 2007 e envolveu 1.763 casais heterossexuais em nove países: Brasil, Índia, Tailândia, EUA, Botswana, Quênia, Malauí, África do Sul e Zimbábue. Cada casal incluía um parceiro contaminado pelo HIV e outro livre do vírus. Os pesquisadores administraram drogas antirretrovirais em metade dos casais e compararam o porcentual de infecção dos parceiros nos quatro anos seguintes. Também aconselharam os casais a utilizar preservativos. Participaram da pesquisa 467 casais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.

Segundo Beatriz, o estudo já começa a dar frutos. Tanto o Ministério da Saúde como a Organização Mundial da Saúde cogitam começar mais cedo o tratamento de pessoas com HIV que estão em um relacionamento estável com alguém que não possui o vírus.

Fonte Estadão

EUA analisam riscos de novos remédios para evitar derrame

A nova geração de remédios anticoagulantes para evitar derrames cerebrais, tida como esperança de tratamento para pacientes que não se adaptam com as drogas antigas, está sendo observada de perto pelo governo americano.

Relatos de sangramento ocorridos em pacientes que tomam o remédio dabigatrana (Pradaxa) estão sendo monitorados pela FDA (agência americana que regula remédios e alimentos).

O objetivo é determinar se o remédio causa mais hemorragias do que a varfarina, droga usada há cerca de 50 anos para evitar a formação de coágulos que podem interromper a circulação de sangue no cérebro e levar a um acidente vascular cerebral (AVC).

O Pradaxa, fabricado pela Boehringer Ingelheim, foi aprovado em agosto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Outra droga do mesmo grupo, a rivaroxabana (Xarelto, da Bayer), foi liberada nesta semana pela vigilância no Brasil.

ESPERANÇA
A aprovação dessas novas drogas era muito aguardada por causa das dificuldades do tratamento com o anticoagulante tradicional, a varfarina.

Quem toma esse remédio precisa fazer exames periódicos do nível de coagulação, para saber se o remédio está funcionando e se a dose deve ser ajustada.

Além disso, o efeito da varfarina pode ser modificado se a pessoa tomar outros remédios e até de acordo com sua alimentação. Os novos remédios dispensam esses cuidados. Em estudos patrocinados por seus fabricantes, eles conseguiram demonstrar que são ao menos tão eficazes quanto a varfarina para evitar derrames e causam um número similar de problemas de hemorragia.

O problema é que, agora que os remédios estão no mercado, é preciso determinar se o risco de sangramentos é maior do que o detectado pelos estudos.

"Os medicamentos são testados em pessoas com poucos problemas clínicos e jovens. Quando isso é aplicado à população, aumentam as chances de complicação. Mas, por enquanto, não há nada preocupante", afirma o cardiologista Evandro Tinoco, diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio.

Em carta ao "New England Journal of Medicine", médicos americanos do Centro de Pesquisa Translacional em Lesões em Houston relatam complicações em pacientes que tomam dabigatrana, sofrem hemorragia e precisam de atendimento emergencial.

Se a pessoa é tratada com os remédios antigos, é possível usar um "antídoto" que restaura rapidamente a coagulação, estancando o sangramento. Para os novos, não há uma medida rápida. A solução é tirar o remédio de circulação com diálise.

A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, diz que já há antídotos em estudo para os novos anticoagulantes. "Fizemos uma pesquisa em nove hospitais no país e só 8% dos pacientes que precisam tomar anticoagulantes estavam em tratamento. Os remédios evitam derrames e só 1% dos pacientes sangram. O pior é não tomar e arriscar um AVC."

Fonte Folhaonline

Saúde bucal insatisfatória das mães pode afetar a saúde do filho

Mães podem desejar dar aos filhos o melhor de tudo, porém, uma mãe com problemas bucais pode estar transmitindo uma herança dolorosa aos seus descendentes, de acordo com pesquisadores na Nova Zelândia.

Um estudo com duração de 27 anos sugere que mães com saúde bucal precária são propensas a ter filhos que também terão saúde bucal insatisfatória quando adultos. O estudo foi publicado online no Journal of Dental Research (Jan. 19, 2011).

Mais de 1.000 crianças nascidas na Nova Zelândia em 1972 e 1973 foram examinadas aos 5 anos de idade. Mais de 900 participantes foram examinados novamente aos 32 anos de idade. A saúde bucal dos participantes foi comparada com 835 das autoavaliações de saúde bucal das mães feitas em 1978.

Quase metade (45%) das crianças cujas mães classificaram a própria saúde bucal como "muito ruim" apresentou cárie dentária severa, e quatro em cada 10 participantes apresentaram perda dental quando adultos.

Pesquisadores teorizam que uma combinação de fatores genéticos e fatores de risco ambientais compartilhados que afetam a saúde bucal – incluindo condição socioeconômica, atitudes, crenças e conhecimento sobre saúde bucal – são passados de mãe para filho.

Cientistas dizem que é importante que as mães visitem o dentista regularmente, melhorem sua própria saúde bucal e eduquem os filhos nas boas práticas de saúde bucal.

A American Dental Association aconselha que os pais ensinem aos filhos a importância da higiene bucal desde pequeninos, de forma que, ao crescerem, continuem com os bons hábitos que contribuirão com a saúde geral. Higiene bucal, dieta e exercícios, devem ser considerados juntamente ao ensinar às crianças como se manterem saudáveis.

Os pais devem limpar a gengiva dos bebês com uma gaze limpa umedecida ou paninho após cada amamentação. Quando os dentes começam a aparecer, escove-os com uma escova dental infantil e água, e comece a usar fio dental quando pelo menos dois dentes começarem a se tocar.

As visitas regulares ao dentista devem começar antes que a criança complete um ano de idade.

Por volta de 6 ou 7 anos de idade, as crianças devem ser capazes de escovar os próprios dentes duas vezes ao dia, mas geralmente requerem supervisão até os 10 ou 11 anos, para certificar-se quanto a correta escovação. Como cada criança é diferente, seu dentista pode ajudar a determinar se seu filho está escovando e passando o fio dental corretamente.

Os pais devem se certificar de que os filhos continuem a visitar o dentista regularmente. Devem, também, perguntar ao dentista sobre selantes, uma camada plástica protetora que pode ser aplicada às superfícies mastigatórias dos dentes posteriores, onde a cárie geralmente se inicia.

Adolescentes podem precisar de lembretes sobre a prática de uma boa higiene bucal e a importância dos check-ups odontológicos regulares e das escolhas de bebidas e alimentos nutritivos, o benefício do uso de protetores bucais e os riscos dos piercings bucais e do uso de tabaco.

Fonte colgate.com.br