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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Série de alongamentos

12 alongamentos básicos para fazer antes e depois do exercício



Fonte iG

Relaxe no trânsito

Em vez de se estressar, aproveite o engarrafamento para relaxar o corpo

Final de ano é quase sinônimo de trânsito nas estradas para muitos brasileiros. Como não dá para fugir do congestionamento, o jeito é aproveitar o tempo parado. O alongamento, além de ajudar o corpo a encarar as diversas horas sentado, também é ótimo para relaxar a mente.

O professor de educação física Eduardo Okuhara Arruda e o ortopedista Rodrigo Amaral, do Instituto de Patologia da Coluna, dão dicas de alongamentos que podem ser feitos no carro. Mas lembre-se: é para fazer somente com o veículo parado.

1) Mova lateralmente o pescoço para o lado esquerdo em direção ao ombro e mantenha a posição de 10 a 15 segundos. Repita o alongamento do lado direito

2) Estenda e flexione os pés. Repita o movimento 15 vezes. Além de alongar, ajuda na circulação do sangue, principalmente se a viagem for longa

3) Gire os punhos lentamente

4) Coloque as mãos atrás da cabeça, elevando os cotovelos

5) Apoie a palma das mãos no vidro dianteiro com os dedos voltados para baixo por um período de 10 a 15 segundos

6) Mova circularmente os ombros para frente e para trás, de cinco a 10 vezes

7) Coloque o dorso das mãos embaixo das coxas e permaneça de 10 a 15 segundos

Ficar atento com as posturas durante o trajeto também é importante para evitar dores na coluna.

“Esteja sempre atento a um posicionamento mais ereto, mas sempre mantendo o conforto. Isto é garantido com apoios lombares e apoios cervicais, como pequenas almofadas entre o assento e a região inferior das costas, ou almofadas em formato de 'meia-lua' para descansar o pescoço”, afirma Rodrigo Amaral. O ortopedista também indica uma pausa a cada duas horas de trajeto.

“É preciso levantar-se e alongar o corpo”, recomenda.

Fonte iG

Poluição prejudica a fertilidade

Pesquisa atesta que gases tóxicos interferem na qualidade do sêmen

A pergunta “por que não consigo ter filhos?” pode ter como resposta a poluição. Pesquisa inédita realizada pelo Hospital das Clínicas e pelo Laboratório de Poluição da USP mostrou que os gases tóxicos, emitidos principalmente por veículos, interferem no sistema reprodutivo dos homens e diminuem as chances de procriação do casal.

O estudo, ainda em andamento, é conduzido por Jorge Hallak, coordenador da unidade de Toxicologia Reprodutiva e de Andrologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Com os primeiros dados em mãos, Hallak e sua equipe trouxeram os poluentes para a lista de problemas – já composta por cigarro, álcool e drogas – que mais interferem na qualidade do sêmen (o líquido que sai do pênis durante a ejaculação).

Para chegar à conclusão sobre os danos, os pesquisadores analisaram 800 homens que foram divididos em três grupos: um deles infértil, outro formado por profissionais que passam longas horas expostos aos poluentes (motoristas de ônibus, táxi, agentes de tráfego), e um terceiro de homens que estavam prestes a passar pela cirurgia de vasectomia e, por isso, não apresentavam nenhuma queixa quanto à fertilidade.

“Encontramos nos homens que passavam longas horas expostos à poluição uma qualidade de sêmen inferior até mesmo do que a atestada entre os inférteis”, afirma Hallak.

As estatísticas mostram que 66,8% do grupo de profissionais que respiram muitos gases tóxicos tinham algum dano capaz de comprometer as chances de ter filhos. “Se, atrelados à exposição ao poluente existirem outros fatores como idade avançada da parceira, por exemplo, o impacto na fertilidade é ainda maior”, completa o pesquisador.

As taxas mundiais estimam que 15% dos homens sofrem com problemas relacionados à infertilidade. Com as informações obtidas neste estudo Hallak acredita ser possível delinear tratamentos mais eficazes. “Lembrando sempre que a reprodução assistida (artificial, popularmente chamada de proveta) deve ser a última opção, só adotada depois que todas as outras técnicas falharam”, completa.

Influência nas mulheres
Ainda não existem estudos brasileiros sobre a influência da poluição no sistema reprodutivo feminino. Os especialistas lembram, no entanto, que apesar dos ovários serem mais protegidos das ações do ambiente do que os testículos, outros órgãos das mulheres são fragilizados pelos gases tóxicos presentes na atmosfera.

Ubiratan de Paula, pneumologista do Instituto do Coração (Incor), já concluiu que em dias mais poluídos os casos de enfarte aumentam – o sangue fica mais espesso com os poluentes e aumenta a probabilidade de “panes”. Os acidentes vasculares cerebrais também acontecem em maior número, atestou a Sociedade Brasileira de Cardiologia, assim como os picos de problemas relacionados ao diabetes e doenças respiratórias – asma, bronquite e rinite.

Os níveis alarmantes de poluição, informou em 2008 o Laboratório de Poluição da USP, não são exclusivos de São Paulo. Em parceria com universidades de todo País, o patologista Paulo Saldiva – coordenador da entidade – concluiu que além da capital paulista, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre estão no limite da emissão de poluentes. Em todas as cidades, os níveis de concentração de partículas finas (um dos gases mais nocivos) estavam acima do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O limite estabelecido pela OMS é de 10 mg/m3. Em Recife, foi o menor índice (13 mg/m3) e o maior em SP, 30 mg/m3.

Fonte Delas

Parto natural é três vezes mais seguro

Pesquisa da OMS mostra que cesarianas desnecessárias aumentam risco para mãe e bebê

Em meio à epidemia de cesarianas que enfrenta o Brasil, segundo palavras do próprio Ministro da Saúde José Gomes Temporão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de divulgar um novo estudo sobre o risco desta opção cirúrgica, quando feita sem necessidade médica: os partos naturais são quase três vezes mais seguros para mães e bebês.

A pesquisa feita com 107 mil mulheres, todas da Ásia, identificou que quando a criança nasce por meio das cesáreas sem indicação por quesitos médicos, a mortalidade da mãe, a necessidade de fazer transfusão de sangue e o encaminhamento dos bebês após o nascimento para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são 2,7 vezes com mais freqüentes.

O alerta foi feito com base em um índice alarmante: 27,3% das asiáticas avaliadas na pesquisa foram submetidas a cesarianas, taxa alta comparada aos 15% preconizados pela OMS, porém bem inferior ao índice encontrado entre as brasileiras. Do total de partos no País, 43% são cesáreas. Quando na conta entram apenas os procedimentos realizados em maternidades particulares, o registro sobe para 84%, informou ano passado a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Comissão do parto natural
O índice é recordista mundial, afirma o Conselho Federal de Medicina (CFM) e, apesar dos esforços do governo para reduzir as taxas, o efeito foi inverso. O cenário é de aumento de cesarianas já que em 2000, 80% dos partos em unidades privadas em saúde eram deste tipo.

Em muitos casos, lamentam os especialistas, a escolha pela cesárea é por motivos banais. Data de aniversário no mesmo dia do que a mãe, agendas complicadas, mês ou signo preferidos já apareceram como justificativa. Ano passado foi noticiado que alguns casais marcaram a cesárea para o dia 09/09/09 só por causa do ineditismo da data.

A atriz e apresentadora Fernanda Lima foi escalada pelo Ministério da Saúde para tentar ajudar na mudança de quadro. Na época em que estava grávida de gêmeos, ela fez propaganda sobre a importância do parto natural. A causa também virou bandeira do CFM que criou no final do ano passado uma comissão especial para cuidar do assunto.

“Fizemos um fórum em novembro de 2009 e reunimos obstetras, pediatras e mulheres para tentar reverter o quadro, em uma parceria sugerida pela ANS”, afirmou o médico pediatra José Fernando Vinagre, coordenador da Comissão de Parto Natural do CFM. “Já sabemos que para a reversão dos índices precisamos que os hospitais tenham condições de oferecer excelência no atendimento e realização do parto natural. Por isso, este ano, começamos a visitar as maternidades por todo País e vamos fazer uma ampla pesquisa com os obstetras para identificar quais são as principais demandas e falhas atuais”, completou Vinagre. A pesquisa deve ser concluída em julho e a esperança do Conselho e traçar outro paradigma de maternidade.

9 horas contra 90 minutos
Com relação aos médicos, a rotina atribulada de trabalho – mais de 70% atuam em dois ou mais empregos revelou censo feito pelo Conselho de Medicina de São Paulo – pode ser um dos motivos. É sabido que alguns trabalhos de parto chegam a durar nove horas e a maior parte das cesáreas podem ser feitas em uma hora e meia. Apesar disso, as vantagens do parto natural são incalculáveis, informa o Ministério da Saúde.

Estudos internacionais já demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas), têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo em UTIs neonatais. Além disso, no parto cirúrgico há uma separação abrupta e precoce entre mãe e filho, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo.

Males da mulher moderna
Entender os motivos que fazem as mulheres priorizarem a cesariana também foi o foco de uma enquete realizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Eles acompanharam de perto 23 grávidas que acabaram fazendo cesárea. Ao perguntar a opinião delas sobre o aumento crescente de mulheres que fazem uma cesárea, o principal fator foi o medo das dores do parto e o desconhecimento das vantagens do parto normal. “Algumas mulheres do setor privado destacaram a possibilidade de programar o parto devido à vida agitada da mulher contemporânea, em vez de esperar pela imprevisibilidade do parto normal”, afirmam os pesquisadores nos Cadernos de Saúde Pública, veículo em que o estudo foi publicado.

Fonte Delas

Fatores econômicos predominam na escolha por cesárea

Estudo realizado pela UFMG mostra que remuneração médica e renda da paciente se sobrepõem aos indicativos médicos

As cesarianas representam mais da metade dos partos feitos no Brasil, mas, ao contrário do que deveria, a justificativa para a realização desse tipo de parto não é clínica.

A conclusão é um estudo realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A economista Tabi Thuler, autora da dissertação Evidências de indução de demanda por parto cesáreo no Brasil, concluiu que fatores econômicos – de médicos e pacientes – têm sido a principal influência nessa decisão.

Segundo Tabi, a remuneração recebida pelos médicos pelas cesáreas aparece como fator mais “determinante” na escolha do tipo de parto. A análise foi feita com base nos partos realizados por um plano de saúde do estado de São Paulo entre 2004 e 2009. A conclusão é a de que, quanto maior a diferença de valores entre os partos cesarianos e normais, mais cesarianas foram feitas. Nesse caso, a remuneração paga por cesáreas era mais alta.

“Queríamos compreender se havia uma ‘indução de demanda’ para justificar o crescente aumento do número de cesáreas no Brasil. Não encontramos nenhum estudo com o olhar econômico sobre o assunto”, diz.

Tabi conta que já esperava encontrar sinais de que há “incentivos” econômicos para que os médicos optem por realizar partos cesáreos e não normais. Ela se impressionou, no entanto, por não ver os fatores clínicos entre os principais.

A economista explica que os riscos de complicações para mães ou bebês não tiveram influência significativa nas opções feitas pelos médicos do plano de saúde pesquisado. “Foi inesperado”, admite ela. Na base de dados utilizada por Tabi, mais de 90% dos partos feitos nesse período de cinco anos eram cesarianas. Ela só considerou no estudo os procedimentos feitos por médicos que haviam realizado cesáreas e partos normais no período.

Além disso, a renda da paciente apareceu como outro forte indicativo para o parto cirúrgico. Quanto maiores os ganhos da mãe, mais a cesariana aparece como opção. O número desse tipo de parto na capital também foi maior que no interior.

“Espero que o estudo ajude nos debates sobre o gasto que estamos fazendo com saúde e como reverter a quantidade imensa de cesarianas feitas no País”, afirma.

Para a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), reverter o cenário brasileiro será difícil. Segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, 52% dos 3 milhões de partos realizados no País em 2010 foram cirúrgicos. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que esse número não supere os 15%. Há dez anos, em 2000, elas representavam 38% dos partos realizados no País.

“Tornou-se cultural a opção pela cesariana, por causa de múltiplas variáveis, mas as mais relevantes são a remuneração médica e a cultura da mulher, que não quer sentir dores. Isso só vai mudar com uma educação em saúde pública maciça para todos os brasileiros, de todas as classes sociais”, ressalta o presidente da Comissão de Gestação de Alto Risco da Fegrasgo, Denis José Nascimento.

Nascimento, que coordena o Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), lembra que os planos de saúde pagam muito pouco aos profissionais. A dedicação que exige um parto normal então, segundo ele, não é valorizada.

“Não tem estrutura que pague um profissional que se dedique a ficar horas e horas a fio ao lado da paciente”, diz. E as mulheres, de acordo com ele, passaram a participar mais da decisão e também querer a comodidade da cesárea.

A justificativa do medo da dor, no entanto, não apareceu como principal para as mulheres entrevistadas em outro estudo, ainda em elaboração pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. As conclusões iniciais mostram que pouquíssimas mulheres escolheram a cesariana por medo da dor do parto normal: apenas 4% das 23.580 entrevistadas. A maioria (25%) diz que a cesárea foi escolhida por falta de dilatação.

Fabiana Ramos Cabral Lambert, 28 anos, acredita que muitos médicos “induzem” as pacientes a acreditarem que necessitam de realizar uma cirurgia por causa da condição de saúde do bebê. Terminando a residência em obstetrícia, a enfermeira conta que se motivou a procurar especialização no acompanhamento de partos por causa da irmã mais velha. Fabiana diz que ela fez duas cesarianas sem indicação.

“Ela sonhava em ter um parto normal. Nas duas vezes, o médico a induziu a acreditar que não teria condições de fazer um parto normal. Um deles nasceu com prematuridade pulmonar. Achei absurdo”, afirma. Fabiana, que tem um filho de um ano e sete meses, também passou por uma cesariana. Até a 30ª semana de gestação, peregrinou por clínicas de Brasília em busca de um médico que fizesse parto normal pelo plano de saúde. Não conseguiu.

Todos os profissionais cobravam à parte pelo parto. Ela compreende que os honorários médicos são ruins, mas critica a falta de opções para quem não pode arcar com esses custos.

“A mãe fica à mercê da situação. Ou vai para o hospital público ou paga por fora. Não dá para julgar os médicos, porque um parto natural pode demorar 24 horas e ele precisa ser remunerado. Mas acho que a existência de equipes multidisciplinares, com enfermeiras obstetras, deveria ser estimulada”.

Por fim, uma complicação fez com que ela tivesse o filho mais cedo. “Fiquei super frustrada e me senti impotente. O que me acalmou foi que tive uma indicação considerável de cirurgia”, conta.

Iêda Campos Vilela, 28 anos, também sonhava com o parto normal. A gravidez não-planejada aos 18 anos, depois do susto, foi um momento de alegria e amadurecimento. A pouca idade, no entanto, fez com que a mãe participasse muito das discussões de condutas.

“Eu sempre falei que queria parto normal. Mas minha mãe, que me acompanhava em todas as consultas, ficava arrepiada toda vez. Tentava me convencer do contrário. Chegou a falar com o médico algumas vezes que não gostaria que eu passasse pelo ‘terror do parto normal’. No 9º mês, ele me disse que o Caio era muito grande para meu corpo, que era bem provável que eu sofresse por horas e terminasse na cirurgia. Optamos pela cesárea”, conta.

Como o médico era de muita confiança, Iêda não acredita que ela a tenha induzido à cirurgia por uma questão de comodidade.

“Ele me induziu ao parto cesáreo, mas realmente não sei se foi por questões reais ou se por comodidade. Como eu confio muito nele, prefiro acreditar que foi por uma questão médica mesmo”, diz. Apesar de a recuperação ter sido tranquila, Iêda sonha em, na próxima gravidez, ter um parto normal.

Fonte Delas