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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Paris inaugura 'bar de sestas'

Trata-se do primeiro local da França em que é possível pagar para relaxar

O 'Zen Bar à Sieste', um pequeno estabelecimento situado em uma elegante galeria comercial do centro de Paris, se transformou no primeiro local da França em que os clientes podem pagar para dormir e relaxar por alguns minutos.

Um dos fundadores do negócio, Christophe Chansavang, explicou nesta quinta-feira, 29, à Agência Efe que se trata de uma prática "pouco comum na França", mas que pretende conquistar o público francês com esse costume saudável.

"Na França esse tema é encarado com um pouco de tabu, por isso criamos um espaço em que as pessoas podem descansar por alguns momentos sem que ninguém em seu escritório saiba", acrescentou Chansavang, de 31 anos.

Situado no Passage Choiseul, o local conta com seis cabines de sesta, três delas equipadas com poltronas automáticas de massagem e outras três com camas em que é possível cochilar e receber massagem de shiatsu.

Os clientes (mais mulheres do que homens) são em grande parte profissionais que trabalham em uma área de escritórios que procuram o "bar de sestas" sem agendamento prévio.

Lá, por 12 euros, é possível curtir um pequeno descanso de 15 minutos. As tarifas aumentam progressivamente até os 27 euros por uma "sesta real" de 45 minutos.

Além de tomar um chá, os usuários podem fazer uma sessão de pedicure orgânica, feita por peixes e comprar diferentes produtos cosméticos e de relaxamento.

"Há conceitos que se aproximam do nosso, mas como este não há nenhum outro na França", explicou o fundador, que elogiou os benefícios de tirar uma soneca no meio do dia porque o hábito facilita a "recuperação física e muscular" e também "a intelectual, já que melhora a memória e a criatividade", disse.

Embora Chansavang tenha viajado para destinos turísticos como Barcelona, Mallorca e Ibiza, a inspiração de seu "bar de sestas" vem da Ásia, comentou.

Aberto desde o setembro, os donos cogitam agora a possibilidade de abrir outros centros no distrito de negócios de La Défense, nos arredores de Paris, e em outras cidades da França como Lyon (leste), Lille (norte) e Montpellier (sul).

Fonte Estadão

Cara de medo ou de vergonha tem razão biológica, diz estudo

Arregalar os olhos de medo e torcer o nariz de desgosto não são apenas formas de expressar sensações, de acordo com cientistas da Universidade de Oregon, EUA, e de British Columbia, Canadá.

Segundo eles, a expressão facial de emoções, além de ser uma forma de comunicação não verbal, tem razão biológica e evolutiva, preparando o organismo para possíveis armadilhas do ambiente.

"Arregalar os olhos aumenta o campo visual e a velocidade do movimento do globo ocular, permitindo identificar melhor objetos que estejam em volta", escrevem os autores em artigo publicado na revista "Current in Psychological Science", publicada neste mês. Em situações ameaçadoras, como o ataque de um predador, essa capacidade pode ser determinante para a sobrevivência.

Charles Darwin (1809-1882), pai da teoria da evolução, foi o primeiro a escrever sobre o tema, sugerindo que algumas expressões comuns aos humanos eram compartilhadas por animais. Os chimpanzés e outros macacos, por exemplo, inflam o peito para demonstrar orgulho, de acordo com os pesquisadores.

Mais tarde, na década de 1960, estudos mostraram que muitas fisionomias significavam a mesma coisa para culturas diferentes. "Se elas são universalmente conhecidas é porque têm um papel fisiológico e comunicativo e não são apenas construídas culturalmente", argumentam Azim Shariff e Jessica Tracy, autores do artigo.

O trabalho reúne resultados de diversas pesquisas que procuraram desvendar a função de cada tipo de expressão, entre elas medo, surpresa, desgosto, vergonha e orgulho.

De acordo com os estudos, quando uma pessoa não gosta de algo, aquela cara de nojo com o nariz "torcido" e os dentes cerrados é uma forma de inibir o paladar e o olfato, afastando o risco de contato com venenos ou contaminantes.

Já inflar o peito de orgulho aumentaria a produção de testosterona e a capacidade pulmonar, deixando qualquer pessoa mais preparada para interagir socialmente.

No entanto, os autores admitem que são necessárias mais pesquisas para identificar a explicação biológica para fisionomias comuns, como raiva, tristeza e felicidade.

E ressalvam que a teoria das expressões faciais é controversa cientificamente. "Embora os resultados sugiram que há funções fisiológicas, o principal objetivo de expressar emoções na vida contemporânea é a comunicação rápida e não verbal."

Fonte Folhaonline

Aparelho permite diagnóstico de problema cardíaco à distância

Uma nova forma de monitoramento cardíaco promete aprimorar o processo de detecção de problemas graves do coração, que apresentam sintomas muito esporádicos, difíceis de ser flagrados por exames convencionais em consultórios.

Implantado por meio de uma pequena cirurgia no peito do paciente, o sistema de aferição à distância permite o acompanhamento contínuo da atividade elétrica do órgão, por um período que pode chegar a três anos.

Os dados registrados no aparelho são lidos durante exames de rotina e enviados para uma central monitorada pela equipe médica do hospital de referência.

Editoria de Arte/Folhapress
AVALIAÇÃO
Cabe a essa equipe avaliar casos que eventualmente necessitem de intervenção urgente e também repassar posteriormente as informações para o médico do paciente.

"Essa é uma forma de conseguirmos flagrar problemas que de outra forma não seria possível, com o paciente fora da unidade hospitalar", explica o médico Eduardo Saad, coordenador do Centro de Fibrilação Atrial do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, pioneiro no país no uso do sistema.

Segundo ele, o método é mais uma opção para diagnóstico de anormalidades em pacientes que não têm sintomas constantes, mas relatam episódios recorrentes, embora muito espaçados, de desmaios, palpitações ou outros quadros cardíacos e que apresentam exames convencionais, como eletrocardiograma, sem alterações.

Nesses casos, o uso é indicado quando não foi possível realizar o diagnóstico por meio do "looper", aparelho de uso externo que não requer cirurgia. O problema é que ele só deve ser usado por um perído de até 15 dias.

"Se não acontecer nenhum episódio durante esse período, não é possível fazer o diagnóstico", diz Saad.

RESTRIÇÃO
Para Luiz Antônio Machado César, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, o novo sistema não pode ser encarado como um exame corriqueiro, devendo ser indicado como um recurso a ser usado só em casos excepcionais.

"A aplicação é muito restrita, já que não podemos esquecer que a implantação requer uma cirurgia, com todas as implicações que isso traz", afirma César.

Segundo o cardiologista, ainda seriam necessários mais estudos para comprovar se a efetividade do novo método compensa os riscos de uma operação e o fato de manter um aparelho implantado no corpo.

Um outro aspecto a ser considerado é o custo do sistema, que gira em torno de R$ 10 mil para a implantação. O preço de uso do "looper" varia de R$ 700 a R$ 1.500, a depender do período de monitoramento.

Fonte Folhaonline

Método de reabilitação na água incentiva independência de paciente

De longe, parece uma sessão tradicional de fisioterapia na água. Mas as músicas cantadas pelos alunos, os jogos e exercícios indicam que se trata de algo diferente.

A aula é do método Halliwick, cuja meta não é só a reabilitação física, mas também autoconfiança e independência na água. É indicada para portadores de qualquer deficiência, como paraplégicos, pessoas com síndrome de Down ou que sofreram derrame.

Lalo de Almeida/Folhapress
Método Halliwick tem como meta não só a reabilitação física, mas autoconfiança e independência do paciente
Método Halliwick tem como meta não só a reabilitação física, mas autoconfiança e independência do paciente
Neste mês, o projeto de Halliwick na unidade Lapa da Rede Lucy Montoro, ligada à Faculdade de Medicina da USP, ganhou o prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O método surgiu na Inglaterra na década de 1950. Seu criador, o engenheiro James McMillan, usou conhecimentos de hidrostática e hidrodinâmica para a reabilitação de mulheres com deficiência que moravam numa instituição chamada Halliwick.

Na hidroterapia "clássica", a sessão é individual e o fisioterapeuta treina a execução de movimentos específicos.

"O Halliwick é uma atividade aquática funcional que treina diversas habilidades e as funções cognitiva e social", diz o fisioterapeuta Mauricio Koprowski Garcia, presidente da Associação Brasil Halliwick.

COMO FUNCIONA
Os alunos são divididos em três níveis, de acordo com suas habilidades. No primeiro deles, vermelho, o enfoque está na adaptação. No amarelo, os alunos fazem treinos para jogar o corpo para a frente e para trás, de um lado para outro e fazer rotações.

Na última etapa a gama de movimentos aumenta, para que o aluno não precise mais do contato com o instrutor e tenha independência.

"Os nadadores ganham a sensação de 'eu posso'. A longo prazo, o aluno tem melhora no andar e no sono e sente menos dor", diz Garcia.

Marcos de Oliveira Almendro, 50, está há quase um ano no projeto. Ele sofreu um acidente de moto em 2007 e teve paralisia no lado esquerdo do corpo. "Saio relaxado e vejo melhora também fora da água. Estou conseguindo nadar quase como antes."

Fonte Folhaonline

Alimentos têm influência na capacidade mental de idosos

Os idosos cujo sangue apresenta maiores teores de certas vitaminas e ácidos graxos ômega 3 mantêm a capacidade mental e de memória por mais tempo, revela um estudo.

O trabalho concluiu que os idosos que consomem estas vitaminas e ácidos graxos ômega 3 não experimentam uma redução do volume de seu cérebro, um fenômeno tipicamente observado nas pessoas que sofrem do mal de Alzheimer.

Publicado na edição de 28 de novembro da revista "Neurology", o estudo determina que os altos níveis de vitamina B, C, D e E, assim como de ômega 3, encontrado principalmente nos peixes, têm efeitos positivos na saúde mental e no restante do organismo.

"Este enfoque mostra claramente os efeitos neurológicos e biológicos, bons e maus, ligados aos níveis de diferentes nutrientes no sangue", explica Maret Traber, do Instituto Linus Pauling da Universidade do Oregon, no noroeste dos Estados Unidos.

"As vitaminas e os nutrientes que se obtêm comendo uma grande variedade de frutas, legumes e peixes podem ser medidas com o auxílio de biomarcadores sanguíneos. Estou convencida de que estes nutrientes têm um grande potencial para proteger o cérebro e fazê-lo funcionar melhor", afirma Traber.

A pesquisa também revela que os participantes do estudo com alimentação rica em ácidos e gorduras trans, abundantes em produtos lácteos e frituras, obtiveram resultados piores no teste cognitivo e apresentaram redução do cérebro considerável.

Os pesquisadores analisaram 104 indivíduos com idade média de 87 anos, submetidos a testes com 30 biomarcadores de nutrientes no sangue. Deste total, 42 também passaram por exames de ressonância magnética para medir o volume de seus cérebros.

Fonte Folhaonline