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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Oportunidade em Geriatria: São Vicente de Paulo e PUC – Rio abrem inscrições para pós-graduação

Curso é direcionado para a área de geriatria. Alunos terão aulas teóricas e 80% da carga horária em treinamento prático em consultórios e no setor de internação do hospital

O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), no Rio de Janeiro, em parceria com a Escola Médica da PUC-Rio, abre inscrições para o curso de Pós-Graduação em Geriatria. Os alunos terão aulas teóricas e 80% da carga horária em treinamento prático em consultórios e no setor de internação do hospital.

De acordo com a instituição, o curso foi estruturado segundo as exigências estabelecidas pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e pela Associação Médica Brasileira. As aulas terão início em março de 2012. A duração do curso é de dois anos com 2.045 horas/ano.

Segundo o professor titular da Escol Médica da PUC-Rio e chefe do setor de geriatria do HSVP, o crescimento recorde da expectativa de vida dos brasileiros tem feito com que a demanda por serviços voltados para a terceira idade também aumente. O mercado, principalmente, na área de saúde, precisa de profissionais qualificados.

A seleção dos candidatos para a 4ª turma da pós-graduação, que começa em janeiro, é composta por prova de conhecimentos específicos, apresentação do currículo e entrevista. É desejável experiência em clínica médica (especialização ou residência). O curso tem mensalidade de R$ 800,00 e o valor da inscrição é de R$ 150,00. Os interessados também devem apresentar cópias do diploma, do currículo, da carteira do Conselho Regional de Medicina junto com o comprovante de pagamento da anuidade.

Fonte SaudeWeb

Toyota cria robôs para a área da saúde

Empresa desenvolveu perna robótica, andador robótico, assistente de recuperação de equilíbrio e assistente de transferência de paciente. Objetivo é comercializar os produtos em 2013

A Toyota apresentou no Japão uma série de novos robôs desenvolvidos para a área da saúde e que serão comercializados a partir de 2013. Desde 2007, a Toyota desenvolve robôs para auxiliar as pessoas em suas atividades do dia-a-dia, permitindo novos estilos de vida. Além da área da saúde, esses dispositivos atuam nos setores da indústria, locomoção de curta distância e tarefas domésticas.

De acordo com a empresa, a tecnologia em robôs da Toyota tem o objetivo de fabricar aparelhos que proporcionem a liberdade de movimentos e independência para as pessoas incapacitadas por doença ou lesão e, ao mesmo tempo, ajudar em sua recuperação.
Cada robô incorpora a mais recente tecnologia desenvolvida pela Toyota, incluindo motores de alta precisão, controle de estabilidade em duas pernas, sensor de correção de postura e sistemas para pegar e segurar objetos.

Além disso, há robôs que auxiliam no carregamento e movimentação de componentes pesados em fábricas e que permitem o funcionamento autônomo de ferramentas.

São quatro os aparelhos destinados à área da saúde apresentada pela Toyota:

Perna Robótica Independente: Auxilia pessoas cuja capacidade de andar foi prejudicada por paralisia. Montado na perna paralisada, este robô flexiona o joelho para facilitar a caminhada natural.

Andador Robótico: Dispositivo que auxilia o caminhar natural para pessoas cuja movimentação das pernas foi comprometida.

Assistente de Recuperação de Equilíbrio: Robô desenvolvido para pessoas com equilíbrio debilitado. Através de um jogo, como um vídeo-game, o aparelho funciona como um pêndulo para buscar a reeducação do equilíbrio natural do corpo.

Assistente de Transferência de Pacientes: Dispositivo desenvolvido para reduzir o esforço físico exigido dos profissionais de enfermagem na transferência de pacientes do leito ao banheiro e do banheiro ao leito, por exemplo.

Fonte SaudeWeb

Iniciativa de TI para atenção à saúde pode gerar economia de US$ 1,1 bilhão

32 organizações de saúde devem participar da iniciativa da Pioneer ACO. O modelo deverá ser testado a partir de janeiro

A nova iniciativa tecnológica da Organização de Cuidados com a Saúde da Pioneer (ACO) será testada a partir de janeiro em 32 organizações de saúde em todo o país. O objetivo é economizar até US $ 1,1 bilhão em cinco anos, segundo o Centro de Serviços de Saúde (CMS, da sigla em inglês).

A iniciativa, que será gerida pelo Centro de Inovação CMS, marca um passo significativo no departamento de saúde e serviços humanos dos EUA (HHS), que tem como foco juntar esforços para incentivar os médicos de cuidados primários, especialistas, hospitais e outros prestadores a oferecerem assistência coordenada aos beneficiários do Medicare .

De acordo com o HHS, a ideia da Pioneer ACO vai testar a eficácia de vários modelos de pagamento inovadores, como forma de ajudar as organizações a experimentarem um melhor atendimento para os beneficiários, o trabalho em coordenação com os contribuintes particulares e a reduzir o crescimento dos custos do Medicare. Esses objetivos serão alcançados assim que as organizações de saúde se afastarem do atual sistema baseado no modelo de pagamento por performance.

O modelo da Pioneer ACO requer o envolvimento de outros contribuintes em esforços semelhantes para premiar os profissionais de saúde que oferecem atendimento de alta qualidade. O modelo é projetado para organizações com experiência na prestação de cuidados integrados em centros de saúde e proteções rígidas dos beneficiários.

Em outubro a ACO havia anunciado outros modelos de programas como o Medicare Shared, Programa Poupança e Adiantamento de Pagamento.

“Sabemos que os profissionais de saúde estão em estágios diferentes em seus trabalhos para melhorar o atendimento e reduzir custos”, disse Marilyn Tavenner, administradora interina da CMS. “É por isso que desenvolvemos um menu de opções para Medicare, assim poderemos atender médicos, hospitais e outros profissionais de saúde onde quer que eles estejam, e começar a planejar como melhorar o cuidado que eles estão oferecendo para as pessoas”.

Entre os 32 participantes do programa está a Sharp HealthCare Accountable Care Organization, de San Diego, que é composta por um sistema de saúde integrado que atende cerca de 32 mil beneficiários do Medicare.

Funcionários da Sharp HealthCare acreditam que a sua participação no programa da Pioneer é uma forma de alavancar seus investimentos em tecnologia da informação de saúde para apoiar a coordenação dos cuidados e facilitar a comunicação entre pacientes, médicos e equipes de saúde.

“A Sharp HealthCare tem investido em registros eletrônicos e análise de dados médicos, a partir de agora vamos usar ferramentas que permitam que todos os membros da equipe de saúde vejam o que de fato é necessidade do paciente e como comunicar as suas conclusões e ações”, afirma Jerry Penso, diretor médico da Sharp Medical Healthcare. “Vamos continuar a expandir a funcionalidade do portal dos pacientes da Sharp para capacitá-los a administrar suas condições e mantê-los parceiros da equipe de cuidados com a saúde.”

Fonte SaudeWeb

Hospital de Estância registra 1.300 atendimentos em menos de 20 dias

Instituição foi inaugurada no dia 24 de novembro pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo governador Marcelo Déda, e funciona sob a gerência da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS)

Em funcionamento há 16 dias, o Hospital Regional de Estância ´Dr. Jessé de Andrade Fontes´ já registra quase 1.300 atendimentos de média complexidade. O hospital foi inaugurado no dia 24 de novembro pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo governador Marcelo Déda, e funciona sob a gerência da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

O investimento orçado em quase R$16 milhões tem disponibilizado serviços ambulatoriais, pediátricos, clínicos, cirúrgicos e ortopédicos a adultos, crianças e idosos, que num futuro bem próximo deverão ser representados em média por 5,5 mil pessoas por mês. Toda a infraestrutura compreende 107 leitos de internamento, dos quais 20 para pacientes infantis e 48 para adultos, bloco cirúrgico composto por três salas, sendo uma de parto, outra de pré-parto com dois leitos e uma Sala de Recuperação Pós-Anestésico (SRPA) com quatro leitos.

Segundo a superintendente do hospital, Patrícia Falcão, a previsão é de que outros profissionais da saúde ainda sejam contratados para o atendimento básico de urgência e emergência. Ela diz que grande parte dos profissionais anseiam pelo período de férias entre os meses de dezembro e janeiro. Isso impulsionou a instituição a realizar substituições na escala médica, a fim de garantir o funcionamento básico no hospital.

Etapas
O processo que consiste na consolidação dos fluxos por etapa prevê, no Hospital Regional de Estância, a ativação da ala de internamento em janeiro de 2012, e em seguida, o bloco cirúrgico que engloba o Centro Cirúrgico, a Enfermaria Cirúrgica e o Centro Obstétrico, além da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Tais recursos estão sendo assegurados à população de Estância e de municípios circunvizinhos, mediante a implementação da Reforma Sanitária e Gerencial do Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe.

Segundo a coordenadora assistencial do Hospital Regional de Estância, Claudia Miranda, a nova unidade de saúde que tem a marca do Governo de Sergipe foi construída em tempo oportuno e tende a satisfazer as necessidades imediatas dos que anseiam por um serviço público qualidade. Ela diz que o hospital possui os itens necessários ao atendimento pleno das demandas, considerando a necessidade de uma reorganização constante da escala médica, uma vez que estamos em fase inicial de prestação de serviços.

A busca pela qualificação dos serviços oferecidos no novo hospital regional perpassa pela padronização do atendimento oferecido em todas as unidades de saúde gerenciadas pela FHS. “O ano de 2012 será dedicado a qualidade da assistência. Entre as metas a serem alcançadas pelos profissionais que atuam no Hospital Regional de Estância estão, além da resolutividade dos casos, a formação de um Núcleo de Educação Permanente para o constante aperfeiçoamento técnico de pessoal e a montagem de um colegiado gestor, a fim de estreitar as relações entre as equipes, a superintendência e as coordenações”, destacou Patrícia Falcão

Fonte SaudeWeb

Hospitais perdem R$ 100 milhões com burocracia

A anulação dos empenhos direcionados para entidades sem fins lucrativos conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS) provocou irritação de parlamentares que tiveram as emendas canceladas

O atraso na análise dos pedidos de certificação de entidades beneficentes no Ministério da Saúde causou o cancelamento de R$ 100,9 milhões em empenhos de recursos voltados para a área, no último dia de 2011. As informações são do jornal Correio Braziliense.

A anulação dos empenhos direcionados para entidades sem fins lucrativos conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS) provocou irritação de parlamentares que tiveram as emendas canceladas. Santas casas de misericórdia, fundações e institutos que aguardam o Ministério da Saúde analisar processo de emissão da Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas) não puderam receber recursos públicos.

Gestores da área de saúde reclamam que os processos de certificação estão parados em uma longa fila de análise e que graças à burocracia estão sendo prejudicados. Só no dia 31 de dezembro, 30 entidades apresentaram mandados judiciais para conseguir manter os empenhos, ao comprovar que a situação cadastral estava irregular pela demora do ministério ao conceder os certificados.

Entre as entidades de saúde que tiveram os recursos cancelados está o Hospital do Câncer de Mato Grosso. A unidade contava com recursos da ordem de R$ 1,2 milhão, destinado por emenda parlamentar do deputado Valtenir Pereira (PSB-MT), para reformar o centro cirúrgico.

Como a emenda já havia sido empenhada, o hospital chegou a fazer planos para o dinheiro, mas, no último dia do ano, o governo anulou o empenhou, porque a entidade ainda não conseguiu o Cebas.

De acordo com a coordenadora de desenvolvimento Institucional do Hospital do Câncer de Mato Grosso, Sílvia Negri, o hospital foi prejudicado, pois possuía R$ 1,2 milhão de emendas empenhadas. Além disso, já tinha uma minuta de portaria para a emissão do certificado, estava tramitando. Ela ressalta que o hospital é uma instituição que existe há mais de 56 anos, preenchemos todas as exigências. As instituições de saúde já vivem no vermelho e no momento em que temos a possibilidade de receber dinheiro público acontecem esses problemas burocráticos. É como se tivesse jogado o dinheiro da emenda no lixo, declara.

De acordo com Pereira, quando os empenhos são anulados no fim do ano financeiro, os recursos que iriam para a saúde são perdidos e o montante passa a ser contabilizado no cálculo do superavit primário. Ele afirma que o governo deu com uma mão e tirou com a outra. Fez exigências e ele é o próprio responsável pelo atraso na emissão dos certificados. No fim das contas, o governo tirou investimentos da saúde. Espero que essa situação seja revista e que a saúde possa recuperar esses créditos. A partir do momento que o empenho de emenda é cancelado, os recursos vão para o superávit primário. O governo está mais empenhado em fazer superavit primário do que investir na saúde, criticou.

Salvamento
Os lançamentos diários do Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União, registravam que apenas no dia 31 de dezembro 61 empenhos do Ministério da Saúde anulados totalizavam R$ 100,9 milhões a menos de recursos para a saúde. O coordenador-geral de Contratos e Convênios do Fundo Nacional de Saúde, Dárcio Guedes, afirmou que o governo cumpre determinação expressa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que exige a existência do Cebas para que o empenho para uma entidade privada sem fins lucrativos seja confirmado no fim do ano financeiro.

Ainda de acordo com Guedes, as entidades foram notificadas da pendência, e, no dia 31 de dezembro, a coordenadoria trabalhou até o fechamento do sistema de execução financeira para validar o empenho de 30 entidades que conseguiram mandados judiciais para receber os recursos, alegando que só não tinham o Cebas, pois o processo de certificação ainda tramitava no ministério. “A LDO diz que para as entidades receberem recursos precisam ter certificação no Cebas. Como Fundo Nacional de Saúde, temos que verificar. Notificamos as entidades duas vezes por ofício. Sábado (dia 31), fui trabalhar para tentar salvar alguns convênios de entidades que entraram com medidas judiciais. Salvamos 30 convênios”, afirmou.

Fonte SaudeWeb