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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Rede D’Or recebe financiamento de R$ 50 milhões

Recursos serão destinados para a continuidade do plano de crescimento da rede D'Or São Luiz, com a expansão dos estabelecimentos de saúde, construção de novos hospitais e despesas de capital

A rede de hospitais D’Or São Luiz concluiu a contratação de seu segundo financiamento com o International Finance Corporation (IFC), no montante de US$ 50 milhões. As informações são do jornal DCI

Os recursos serão destinados para a continuidade do plano de crescimento da rede D’Or São Luiz, com a expansão dos estabelecimentos de saúde, construção de novos hospitais e despesas de capital, de acordo com o escritório de advocacia Barbosa, Müssnich e Aragão, que assessorou a rede na contratação.

A rede D’Or São Luiz reúne os hospitais D’Or e São Luiz e diversos hospitais associados. A rede hospitalar, que é a maior do setor privado do país, atende por ano mais de 240 mil pessoas em emergências e tem mais de 28 mil internações em suas unidades.

O financiamento foi tomado com o IFC, que é investidor e consultor global, comprometido em promover projetos economicamente benéficos e socialmente sustentáveis em países membros do Banco Mundial.

Na semana passada, a rede de hospitais contratou um novo sistema para gerenciar seus programas de saúde e segurança de trabalho. Todas as suas unidades vão usar o PeopleNet, software que os usuários alimentam com dados de exames realizados, avaliações médicas e riscos ambientais.

O programa, através da Web, processa as informações apresentando os resultados em relatórios e indicadores parametrizados pelo cliente.

Até abril de 2012 será instalado em mais 17 unidades espalhadas pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.

Fonte SaudeWeb

Tratamento humanizado é o diferencial da Internet

Empresa de Home Care pernambucana aposta em tratamento humanizado para o paciente e reconhecimento para o profissional

Na internet, a foto de uma médica seguida de palavras descrevendo a qualidade de seu trabalho. Em outra página, elogios feitos pela filha de uma paciente a um técnico de enfermagem que foi muito carinhoso com sua mãe. A diretora presidente da empresa de homecare de Recife (PE), Paula Meira, explica o porquê da divulgação dessas mensagens: “A gente fala para o colaborador: você valoriza a vida e nós valorizamos você. Para eles é muito difícil lidar com famílias em momento de desespero, que muitas vezes descontam a frustração nos profissionais. Então, esse reconhecimento é um gesto, ainda que muito pequeno”.

Paula explica que a Interne busca colocar essa sensibilidade em prática de forma bilateral, para paciente e colaborador. Entre os clientes, a cada 15 dias é feita uma pesquisa de qualidade para saber onde é possível melhorar. “Quando percebem a humanização, os dois lados se sentem melhor”, diz.

É justamente essa humanização que dá o tom em um espaço inaugurado em outubro deste ano pela empresa. No Espaço Interne, o paciente recebe acompanhamento e aprende a aplicar a prevenção no seu dia a dia. Aqueles que têm condições de locomoção são convidados a participar de grupos para receber suporte e dicas sobre como lidar com sua doença, além de outras atividades.

Essa necessidade de estreitar relações com pacientes e colaboradores foi aprimorada pela Interne desde sua fundação. A empresa foi inaugurada em 1977, como filial de uma norte-americana. Paula conta que, naquela época, as operadoras de planos de saúde não estavam prontas para comprar este serviço.

Seis anos depois, a franquia foi desfeita e a empresa se tornou independente. Para ela, ainda hoje muitos desconhecem os benefícios da assistência domiciliar. “No homecare resgatamos o carinho e o acolhimento. Resgatamos aquele médico que olha nos seus olhos e damos a possibilidade para o paciente de terminar sua vida em casa”, diz.

Com cerca de 800 funcionários, a empresa pernambucana atende diariamente mais de 200 pacientes de homecare e do Curabem, serviço de curativos para aqueles que não podem se locomover. Enquanto o homecare concentra 90% dos esforços da empresa, Paula explica que o crescimento da empresa se deve à coragem de ampliar seu escopo de atuação. Programas como o Fiqbem (para gerenciamento de pacientes crônicos por meio de medicina preventiva) e o Durmabem (que oferece exames para detectar distúrbios do sono dentro de casa) contribuem bastante para o crescimento de 20% esperado para este ano. Outro produto que impulsiona a expansão da empresa é o Serviço Interno Móvel, por meio do qual a Interne monta estruturas de postos médicos volantes em shows e outros eventos que demandam assistência médica emergencial.

Paula aponta ainda para outros focos de atuação da Interne. “Temos duas especialidades em plena crise dentro do hospital que trouxeram um gancho para o crescimento. Somos especializados em pediatria e qualquer família prefere tratar a criança em casa. O outro ponto é fazer com que as operadoras de planos de saúde entendam que o melhor lugar para o tratamento quimioterápico num segundo momento é em casa”, diz.

Para concretizar os planos de expansão, a Interne busca conversar com as mídias que atingem diretamente quem indica. “Procuramos com frequência a comunidade médica, participamos de convenções, de eventos. Se o hospital mandar um panfleto de mamografia para a minha casa, não vai fazer diferença. É preciso convencer o médico de que o serviço é bom”, compara a gestora.

Fonte SaudeWeb

OK Medical aposta em aparelhos para apneia do sono

Com pouco tempo de mercado, a empresa já conquistou seu espaço no segmento de home care

Em um mercado competitivo como o de saúde, especializar-se pode ser o segredo para se destacar. Foi essa a estratégia de Mauro Katz quando fundou a Ok Medical, há quase três anos. Com experiência no segmento de homecare de outra companhia, Katz aproveitou a boa fase do setor para criar a empresa, que hoje importa materiais para Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e aparelhos para tratar a apneia do sono em casa.

É neste último ponto que se encontra o diferencial de sua empresa. A atuação da Ok Medical em homecare se restringe aos distúrbios do sono. Funciona assim: o médico permite que um paciente com apneia deixe o hospital e continue o tratamento em casa, com a ajuda de uma máscara e de um aparelho de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP).

A Ok Medical não apenas vende o aparelho, mas vai à casa da pessoa para adaptá-lo às suas necessidades e presta as manutenções necessárias esporadicamente. Em média, os pacientes recebem de duas a três visitas dos profissionais da empresa. Ao todo, são seis pessoas, entre elas uma fisioterapeuta que ajuda os clientes a manusearem o produto.

Por enquanto, Katz não pretende ampliar seu escopo de atuação. “Minha ideia é continuar focado em homecare para apneia do sono, porque ainda dá pra crescer muito, há muita gente para atender”. Os números comprovam esse pensamento: a empresa cresceu 150% em relação ao último ano, vendendo uma média de seis aparelhos por mês. Para garantir a satisfação do cliente, a Ok Medical oferece a locação desses equipamentos, permitindo ao paciente verificar como se adapta à novidade. São feitas, geralmente, 60 locações por ano.

Katz divulga seus serviços na internet e faz visitas técnicas a hospitais e laboratórios do sono em São Paulo. E os resultados não se restringem à capital paulista, sede da Ok Medical. A empresa recebe prescrições do Brasil inteiro e o material é enviado por correio. Os clientes de outros estados conhecem a Ok Medical principalmente por indicação de médicos e propaganda boca a boca de outros pacientes.

Por enquanto, vendas para outras regiões são feitas através de contato por e-mail ou por telefone. Como estratégia para continuar crescendo, Katz estuda investir em um site de comércio virtual e em marketing em revistas especializadas.

Exclusividade
Mauro Katz acredita no crescimento contínuo do setor de home care no Brasil. “As pessoas vêem a importância disso e eu não percebo resistência. O número de leitos hospitalares não suporta a quantidade de atendimentos. Essa tendência de tirar o paciente do hospital o mais rápido possível e dar seguimento ao tratamento em casa é mais barato para o paciente e para o governo”, diz.

Por enquanto, todos os clientes da Ok Medical são particulares. A maioria dos aparelhos da empresa varia de R$ 1,2 mil a R$ 4,5 mil, com a máscara. Alguns pacientes conseguem reembolso das operadoras de planos de saúde, mas Katz não acredita que a aquisição desses aparelhos diretamente pelas operadoras irá ocorrer num futuro próximo.

Em vez disso, são as empresas de homecare que estão respondendo pela maior parte da comercialização de materiais para apneia do sono da Ok Medical. Hoje, 60% das vendas são para empresas que compram da Ok Medical para revender, já que esta é representante quase exclusiva de uma marca no Brasil.

Por esse motivo, Katz ainda respira aliviado, já que a concorrência não incomoda tanto. “Da mesma forma que eu apareci alguns anos atrás, surgem muitas outras empresas do setor de homecare, mas não conheço concorrentes especializados em apneia do sono como a gente.”

Fonte SaudeWeb

Conheça modelo da assistência domiciliar da Unimed Vitória

Instituição busca diminuir permanência do paciente dentro do hospital, trazendo ganhas para paciente, familiares e para a própria entidade

Com o passar dos anos, nota-se uma crescente demanda pelo tratamento de saúde em casa. Cresce o número de empresas que oferecem o chamado homecare, baseadas na crença de que a desospitalização representa uma tendência no setor de saúde. Este pensamento também permeia a gestão da Unimed Vitória, que atende aproximadamente 370 pacientes por mês em suas residências. Destes, a grande maioria demanda cuidados esporádicos, como medicação em casa e atendimento por nutricionista e fisioterapeutas. Apenas pouco mais de 20 pacientes são de alta complexidade, recebendo assistência 24 horas.

A equipe de atendimento domiciliar da Unimed Vitória é multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas e fisioterapeutas. “Cada paciente tem um tipo de cuidado. Alguns requerem toda a equipe, outros precisam de um tratamento mais específico”, explica o superintendente de Recursos Próprios da Unimed Vitória, Paulo Augusto Aragão.

A cooperativa adota alguns critérios para que o paciente possa fazer uso da assistência domiciliar, como ser usuário do plano de saúde da Unimed Vitória, residir na área de abrangência do serviço e ter consentimento expresso da família, além da indicação do médico para este tipo de abordagem.

“Antes de iniciarmos o tratamento domiciliar, nossa equipe conversa com a família e visita a casa do paciente, para verificar a necessidade de melhorias. Às vezes, é preciso fazer mudanças, como aumentar a porta ou mudar o tipo de cama em que ele vai ficar. Se a família aceitar, deve indicar um cuidador, que pode ser um parente, que é em seguida treinado para ajudar na assistência domiciliar”, explica Aragão.

Segundo o gestor, esse processo de desospitalização pode trazer ganhos triplos quando indicado. “Conseguimos uma rotação de leitos, além de ser bom para o paciente e para a família, pois muitos preferem ser tratados em sua própria casa”, diz.

Aragão explica que os equipamentos usados na assistência domiciliar seguem o padrão de qualidade dos aparelhos do hospital da Unimed Vitória, afinal, a ideia é que o homecare seja nada menos que uma forma de atenção continuada, mas com o intuito de prover um atendimento mais humanizado para o paciente, evitando a prolongação da permanência dentro do hospital.

O superintendente da cooperativa explica que essa modalidade de assistência ainda contribui para a redução de custos para a Unimed Vitória. “Conseguimos controlar os gastos de utilização em exames e medicação, por exemplo. É uma redução que pode chegar a 50%, dependendo do caso, dependendo do quadro de cada paciente”, explica.

Aragão acredita numa mudança de mentalidade em relação à forma que clientes e colaboradores veem a assistência domiciliar. “Claro que ainda existem situações em que a família não quer assumir o tratamento, porque tem medo ou não tem tempo. Mas em geral, os familiares preferem e os médicos indicam, porque sabem que, para o paciente, estar em seu próprio ambiente ajuda muito na recuperação”, diz.

Fonte SaudeWeb

O que é atividade fim na saúde?

Presidente do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da ACRJ alerta para quais são as reais necessidades da sociedade e qual o deve essencial do Estado

Um dos temas mais instigantes e que tem sido motivo de imensas discussões no setor saúde é a definição da atividade fim e qual deve ser o papel do Estado no cumprimento do que está determinado na Constituição Federal, que define a saúde como dever do Estado e direito do cidadão.

Embora não exista na legislação trabalhista qualquer restrição à terceirização dos serviços na área da saúde, há uma grande discussão sobre o tema, envolvendo os órgãos fiscalizadores. O entendimento corrente entre os representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho é de que a prestação de serviços de saúde deva ser exercida através de recursos próprios das instituições clínicas e hospitalares, sejam elas públicas ou privadas.

Quando defendem a responsabilidade intransferível do Estado na ofereta de serviços de saúde, alguns interpretam o sentimento dos constituintes que aprovaram a cláusula pétrea em nossa carta magna que garante o dever do Estado na saúde como uma obrigação do Estado prover com recursos próprios toda e qualquer prestação de serviços que possa atender ao determinado por aquele preceito constitucional.

É óbvio que para propor um entendimento diferente, devo acreditar que os constituintes não estivessem pensando em defesas corporativas ou em reserva de mercado quando colocaram tão importante cláusula em nossa constituição.

A constituição de 1988 foi chamada pelo grande brasileiro e líder constituinte Ulisses Guimarães de Constituição Cidadã. Portanto, era em nós, cidadãos brasileiros, que os constituintes pensaram quando a escreveram. Por esse princípio, entendo que a atividade fim na saúde tem de ser aquilo que efetivamente o cidadão necessite para ter acesso ao que for de melhor no atendimento à suas demandas de saúde.

Por este entendimento, atividade fim na saúde é aquilo que se materializa como o melhor serviço prestado ao cidadão. Esta é a ATIVIDADE FIM na saúde. Não tem nada a ver com vinculações formais de trabalho e emprego ou com estruturas próprias ou terceirizadas.

Embora os serviços de saúde também sejam um bem de consumo, eles se diferenciam dos demais por não poderem ser unicamente regulados pelas leis econômicas de mercado. Isso é que nos faz diferentes. Temos de obrigatoriamente colocar o cidadão em primeiro lugar e entregar os resultados combinados. Esta é a razão para que na saúde, a atividade fim seja exclusivamente o bom e correto atendimento ao paciente. E ponto final.

Para mim, como usuário do sistema de saúde, pouco importa a natureza jurídica ou a vinculação formal do profissional que me atende na instituição a qual está ligado. O que exijo e espero é que o serviço prestado seja de boa qualidade e minha expectativa seja atendida de acordo com o que foi prometido pelo profissional e sua instituição.

Para mim, como cidadão brasileiro, pouco importa se os recursos utilizados pelo Estado para prover saúde säo oferecidos através de estruturas próprias ou terceirizadas. Para mim, pouco importa se são realizados através de unidades de prestação de serviços com ou sem fim lucrativo. O importante é que seja bem feito. Isto é ATIVIDADE FIM na saúde.

O que me importa como cidadão brasileiro é que a prestação de serviços oferecida a mim e a meus familiares seja de qualidade indiscutível e que os desfechos clínicos esperados possam ser medidos e acompanhados. Isto é ATIVIDADE FIM da saúde. Isso é só o que me importa e tenho o sentimento de que é o que interessa à maioria da população brasileira.

O que queremos e desejamos é que o SUS e o sistema privado suplementar de saúde possam estar integrados e competindo pela qualidade, e dessa forma possamos fazer as melhores escolhas para nossas vidas. Isto sim é ATIVIDADE FIM na saúde. Pouco importa se os profissionais de saúde do SUS são contratados pelo regime estatutário do Estado brasileiro ou pelas determinações da CLT.

Também pouco importa se aqueles profissionais de saúde que atendem na unidade de terapia intensiva de uma clinica privada de minha preferência são seus empregados celetistas ou a ela se vinculam através de outra formalidade jurídica. Para mim, o que desejo é sempre o melhor atendimento. Isto sim é ATIVIDADE FIM na saúde.

O que devemos todos exigir de forma firme e incisiva é que as autoridades reguladoras da saúde no Brasil, ou seja, a Agência Nacional de Vigilancia Sanitária e Agência Nacional de Saúde Suplementar, bem como os operadores de planos de saúde, publiquem regularmente os resultados dos desfechos clínicos dos pacientes atendidos nas unidades assistenciais brasileiras, sejam elas públicas ou privadas. Isto sim é ATIVIDADE FIM na saúde.

Este sim deveria ser o papel mais relevante do Estado brasileiro: garantir que as unidades públicas e privadas demonstrem os seus indicadores de desempenho e se habilitem a poder exercer suas atividades com o objetivo fim de prestar uma assistência com qualidade a nossa população.

Somente com controles de qualidade da assistência prestada conquistaremos a confiança de todo cidadão brasileiro e reduziremos o imenso desperdício dos limitados recursos existentes.

Aí sim, a atividade fim estará sendo atingida em sua plenitude. O cidadão brasileiro agradece.

*Josier Marques Vilar: Médico e Presidente do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da ACRJ

Fonte SaudeWeb