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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

China nega contágio de vírus de gripe aviária entre humanos

Homem morreu no último dia 31; testes sugerem que contágio aconteceu a partir de aves

O último vírus da gripe aviária, que causou a morte de um motorista de ônibus de 39 anos no último dia 31, no sudeste do país, não é transmissível entre humanos, afirmam autoridades chinesas.

"O vírus encontrado no paciente é 90% similar ao vírus H5N1 encontrado anteriormente em patos na china, o que sugere que muito provavelmente o homem foi infectado pelo contato direto com a ave", dz um comunicado o Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Shenzhen, província onde ocorreu o caso.

"Ele ainda não se transmite entre pessoas", sinaliza a entidade. O Centro para Proteção e Controle de Saúde de Hong Kong disse que a variedade do vírus era similar à encontrada em aves silvestres de Hong Kong.

Uma análise dos genes também aponta que o vírus poderia ser combatido com amantadina, um remédio antiviral comum.

A vítima, que morava em Shenzhen, do outro lado da fronteira de Hong Kong, morreu por falência múltipla dos órgãos uma semana após ser internado com febre.

O vírus normalmente é encontrado em aves, mas ocasionalmente pode ser transmitido aos humanos. Os cientistas temem que possa sofrer mutações e chegar a uma forma fácil de ser transmitida entre pessoas.

Há duas semanas, Hong Kong sacrificou 17 mil frangos de um mercado atacadista de aves após um teste feito em um frango morto apontar a presença do vírus da influenza aviaria H5N1, e suspendeu a importação de frangos vivos do país durante 21 dias como esforço para prevenir a propagação da doença.

Fonte Estadão

Aditivo para combustíveis é detectado nas próteses PIP

Um aditivo para combustíveis foi detectado no gel das próteses mamárias defeituosas da empresa francesa PIP (Poly Implant Prothèse), que estão no centro de um escândalo mundial, revelou a rádio RTL.

Os advogados das vítimas francesas pedem análises complementares à agência reguladora francesa.

Segundo a emissora, as próteses PIP continham uma mistura de produtos encomendados de grandes grupos de química industrial que nunca foram objeto de testes clínicos sobre uma eventual nocividade para o organismo humano.

Entre os produtos estava o aditivo para combustíveis Basylone, assim como Silopren e Rhodorsil, utilizados na indústria da borracha.

Aparentemente, tais produtos provocaram a ruptura dos implantes.

"Segundo a Afssaps [Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde], sabiam que era um gel impróprio, mais utilizado no setor alimentar e de informática", declarou à AFP o médico assessor de uma associação de mulheres que utilizaram próteses PIP, Dominique-Michel Courtois.

"Não era possível imaginar que o gel pudesse conter um aditivo para combustíveis. É por isto que pedimos análises de próteses retiradas diretamente nas pacientes", declarou um dos advogados das demandantes, Philippe Courtois.

De acordo com Courtois, as análises da Afssaps foram feitas apenas em próteses apreendidas no estoque da empresa PIP em março de 2010.

Segundo o advogado, também devem ser feitas análises no exterior, depois da revelação na imprensa britânica de uma taxa de ruptura das próteses PIP muito mais elevada no Reino Unido.

Fonte Folhaonline

Taxa de ruptura de implantes PIP é muito acima do normal

O principal grupo britânico de cirurgia estética, Transform, registrou uma taxa de ruptura dos implantes de mama encomendados à empresa PIP "sete" vezes maior que as estimativas divulgadas até o momento no Reino Unido, informou o jornal "Sunday Telegraph".

Segundo a publicação, desde 2006, um em cada 14 implantes colocados pela Transform se romperam.
Essas cifras explicam a decisão das autoridades britânicas de abrir uma investigação sobre os riscos das próteses PIP (Poly Implant Prothèse), fabricadas na França e que estão no centro de um escândalo mundial.

A PIP chegou a produzir cem mil prótese ao ano, exportando a maior parte da produção para a América Latina (Venezuela, Brasil, Colômbia e Argentina, principalmente), Espanha e Reino Unido, mas no começo de 2010 a empresa entrou em colapso ante as reiteradas denúncias de rupturas de suas próteses.
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

Médicos discutem introduzir exame de tireoide durante gravidez

Os exames de tireoide, que não estão incluídos nas checagens regulares das mulheres durante a gravidez, estão no centro de um debate que vem aumentando nos últimos anos entre os médicos.

A glândula que produz hormônios e pode interferir em qualquer tipo de célula do corpo é importante para o desenvolvimento do cérebro do feto principalmente nos três meses de gestação.

Numerosos estudos têm indicado desde 1999 que o mal funcionamento da tireoide pode aumentar as chances de aborto, nascimento prematuro de bebês ou mesmo interferir negativamente no QI do bebê.

Um tireoide com funcionamento acima do normal, o hipertireoidismo, acelera as funções corporais, causando efeitos como perda de peso, ansiedade e nervosismo, além de aumentar o batimento cardíaco e causar problemas na visão.

Na contramão, uma tireoide "preguiçosa", o hipotireoidismo, desacelera as funções corporais, provocando fadiga, ganho de peso, depressão e pele seca. Também pode elevar o nível de colesterol.

Sem os exames obrigatórios de prevenção, tanto bebê quanto a mãe correm o risco de terem sua saúde afetada.

Fonte Folhaonline

Governo do Brasil não pagará por silicone estragado como na França

Por enquanto, o governo não planeja financiar a remoção das próteses de silicone adulteradas produzidas pela empresa francesa PIP. A informação é da assessoria de imprensa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão federal).

Quase 25 mil implantes de seio da marca (hoje falida) foram vendidas no Brasil, com risco aumentado de rompimento da prótese e inflamações no músculo e nas glândulas mamárias, por exemplo. O governo francês está custeando a troca das próteses das mulheres do país.

Segundo o Procon-SP, se o médico recomendar a troca ou retirada da prótese, todas as despesas das intervenções devem ser cobertas pelo fabricante ou pela importadora do produto no Brasil.

A Folha procurou a Emi Importação e Distribuição, responsável pelo produto, mas nenhum representante atendeu aos telefonemas.

A comercialização da prótese PIP está suspensa desde abril de 2010, mas ainda restam cerca de 10 mil unidades com a importadora. Anteontem, a Anvisa anunciou que vai cancelar o registro do produto. As próteses restantes serão recolhidas e destruídas.

A orientação para as brasileiras com a prótese PIP implantada é que procurem seus médicos para uma avaliação do estado do produto.

Perigo em dúvida 
Os especialistas brasileiros dizem que, no momento, não há razão para desespero.

"Não temos registrado aqui no Brasil os problemas que estão sendo falados na França", diz Sebastião Guerra, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Na França, pela última contagem, 20 mulheres que usavam o implante da PIP tiveram câncer, mas não há prova concreta do vínculo entre a doença e o produto.

"A prótese não é cancerígena. O que ela provoca é uma ruptura mais frequente e, como toda prótese mamária, tem de ser trocada nesses casos", diz José Horácio Aboudib, que sucederá Guerra como presidente da sociedade na semana que vem.

Caso a paciente não lembre qual é a marca da sua prótese, o médico pode fazer uma consulta ao histórico médico dela. Se houver necessidade de troca, ela terá de pagar pela nova prótese. Hoje o custo médio é de R$ 1.600, sem contar os gastos com a cirurgia.

"Se houver algum problema ligado ao vazamento da prótese, ele será muito localizado", pondera Alberto Okada, cirurgião plástico da clínica Essere e da USP. "E a rotura [rompimento] não vai acontecer com todo mundo."

No entanto, para Alexandre Mendonça Munhoz, cirurgião plástico do Hospital Sírio-Libanês, não se pode correr o risco de ser complacente com o perigo representando pelas próteses da PIP.

"De fato, é bom dizer que não é preciso pânico, mas ficou comprovado que a qualidade do silicone no interior dessas próteses é muito ruim", afirma o médico.

Para ele, todas as mulheres com o implante da marca deveriam procurar seus médicos e fazer os exames de rotina -ultrassonografia e mamografia- para saber como anda a prótese.

"Se houver rompimento, a retirada tem de ser imediata. Se não houver, a mulher pode ficar mais tranquila e esperar alguns meses, mas também vai precisar trocar a prótese", afirma ele.

Munhoz ressalta o risco de inflamação e lembra que é muito difícil tirar totalmente o silicone vazado do corpo.



Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline