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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Corrida para maiores... de 60 anos


Corredores mais velhos podem apresentar bom desempenho no esporte
Estudos apontam que os mais velhos podem manter a capacidade aeróbica em alta, realizando a atividade sem ressalvas

Para corredores que estão calçando os tênis aos 60 anos ou mais, algumas notícias de incentivo e outras não tão animadoras, de acordo com uma nova pesquisa.

"A boa notícia é que à medida que envelhecemos, mantemos uma boa economia de corrida", disse o chefe do estudo Timothy Quinn, professor associado de ciência do exercício na Universidade de New Hampshire, nos EUA.

Economia de corrida se refere a quão eficientemente seu corpo utiliza oxigênio em um ritmo específico. Ou seja, quem tem boa economia de corrida gasta menos energia ou precisa de menos oxigênio para uma dada velocidade ou ritmo do que aqueles com economia pobre. Quanto menor esse "custo de oxigênio", mais tempo é possível realizar a atividade.

Quando se trata de custo de oxigênio, Quinn descobriu que corredores acima de 60 anos ''não são diferentes dos corredores de 22, o que é surpreendente”.

No entanto, com a idade, eles se tornam mais lentos. Baseado em seu estudo com atletas entre 18 e 60 ou mais, o pesquisador diz que essa queda pode ser resultado da perda de força, potência muscular e flexibilidade. E esses declínios podem ser corrigidos, acredita ele.

Para o estudo, Quinn e sua equipe avaliaram 51 homens e mulheres, todos corredores saudáveis. Um grupo foi de 18 a 39 anos, outro de 40 a 59 e o terceiro com pessoas de 60 ou mais. Todos tinham terminado em primeiro, segundo ou terceiro em suas categorias de idade, em eventos de corrida locais. Eles faziam, em média, de 40 a 70 quilômetros por semana.

Em média, os homens com mais de 60 completavam uma corrida de 5 km em 20 minutos; as mulheres da mesma faixa, em quase 27 minutos.

Para efeito de comparação, a corrida New Hampshire 5K tem registrado o recorde de 18 minutos para homens com mais de 60 e 23 minutos para mulheres. O estudo foi publicado na edição de novembro do periódico Journal of Strength and Conditioning Research.

Além de olhar o consumo de oxigênio de cada corredor, os pesquisadores também testaram a força dos membros superiores e inferiores, flexibilidade e força muscular e seu "VO2 max" – a capacidade máxima de oxigênio.

Nessas áreas, os corredores mais velhos ficaram aquém dos mais jovens.

"O que descobrimos foi que há uma grande diferença na força, especialmente na parte superior do corpo", falou Quinn.

Corredores precisam reforçar a parte superior do corpo, argumenta o pesquisador, porque os braços fornecem uma espécie de cadência, "especialmente correndo ladeira acima”.

A força da parte superior do corpo nos corredores acima de 60 foi cerca de metade da que os grupos mais jovens apresentaram, disse Quinn. Os corredores mais velhos também tiveram metade da flexibilidade dos corredores mais jovens. Menor flexibilidade pode afetar o comprimento da passada e a frequência dos passos, tornando-os por vezes mais lentos. A força muscular do grupo mais velho foi menor também.

As deficiências podem ser tratadas, acredita Quinn. Treinamento com pesos por meia hora, duas vezes por semana, pode aumentar a força. Exercícios pliométricos – também chamados de treinamento de salto – poderiam ajudar a potência muscular.

Ele ainda sugere alongamento após a corrida, o que poderia ajudar a manter a flexibilidade.

A constatação de que corredores mais velhos mantém sua ''economia de corrida” não surpreende Jeff Galloway, atleta olímpico de 1972, que coordena programas de treinamento para maratonas. Ele escreveu o livro "Corra até você chegar aos 100" e estima que tenha ajudado a formar mais de 50 mil corredores com 60 anos ou mais.

Galloway fala que não está muito preocupado com a falta de flexibilidade e outros declínios observados no estudo. Corredores de longa distância ainda mais jovensm perdem a flexibilidade, diz ele, citando outros estudos.

Com a idade, Galloway diz, "o corpo encontra formas intuitivas de correr de forma mais eficiente". Por exemplo: os corredores mais jovens têm tendência a saltar, porque têm mais potência muscular. Com a idade e a diminuição da força, os atletas se adaptam correndo mais próximos ao chão, dando mais passos por minuto.

Globalmente, as descobertas de Quinn são boas, diz Galloway. "O conselho que eu dou para quem está na faixa acima de 50 ou 60 é: se você tentar mudar a Mãe Natureza fazendo um trabalho muito intenso, coisas ruins podem acontecer".

Fonte iG

Anvisa orienta panificadoras a reduzir sal no pão

Pão francês: menos sal até 2014
Guia faz parte do acordo feito com indústrias para reduzir o teor de sal em diversos alimentos industrializados até 2014

A Agência Brasil – agência de notícias do governo brasileiro – informou hoje que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um guia com orientações para as padarias e outras empresas de alimentação fabricarem o tradicional pãozinho com menor teor de sal.

No guia, uma das dicas é diminuir a adição de sal à farinha de trigo, um dos ingredientes da massa. Em dezembro passado, o Ministério da Saúde e as indústrias de massa, trigo e panificação firmaram acordo que prevê a diminuição dos atuais 2% de sal no pão francês para 1,8% até 2014. Batatas fritas, bolos prontos, salgadinhos de milho e biscoitos recheados também estão na lista do acordo.

"Isso significa que em 2011 uma receita que utiliza 50 quilos de farinha de trigo e que, tradicionalmente, é adicionada de 1000 gramas de sal (2% da base de farinha de trigo) terá a quantidade desse produto diminuída para 950 gramas (1,9% da base de farinha de trigo) até o fim de 2012 e para 900 gramas (1,8% da base de farinha de trigo) até o fim de 2014", diz o guia de boas práticas.

A adoção do guia é voluntária. O brasileiro consome em média 3.200 mg de sódio por dia, acima do indicado pela OMS. De acordo com pesquisa do IBGE, mais de 81% dos garotos e 77% das meninas na faixa etária de 10 a 13 anos ingerem sódio além do máximo tolerável. A ingestão excessiva contribui para a pressão alta, doenças cardíacas e renais.

O Guia de Boas Práticas Nutricionais para o Pão Francês está disponível na página da Anvisa na internet.

Fonte iG

Excesso de álcool pode aumentar risco de arritmia cardíaca

Álcool: consumo em excesso favorece um tipo de arritmia
Análise de 14 estudos mostrou uma propensão maior de ter o problema entre bebedores contumazes

Uma nova pesquisa mostra que pessoas que bebem regularmente, especialmente em excesso, podem estar mais propensas a desenvolver fibriliação atrial, um tipo de arritmia cardíaca.

Em uma análise de 14 estudos, a equipe liderada por Satoru Kodama, do Instituto de Medicina Clínica da Universidade de Tsukuba, no Japão, constatou que pessoas que bebem em excesso apresentam maior probabilidade de desenvolver a doença do que os abstêmios ou aquelas que bebem pouco.

Apesar de ter variações, a definição de “consumo excessivo de álcool” significa o consumo de duas ou mais doses diárias no caso dos homens, e uma ou mais no caso das mulheres. Em alguns estudos, pessoas com consumo excessivo de álcool tomavam pelo menos seis doses de bebidas alcoólicas diariamente.

Ainda que os médicos já saibam que uma bebedeira pode ocasionar um episódio de fibriliação atrial, as descobertas – relatadas na revista do Colégio Americano de Cardiologia – apontam que o hábito de beber regularmente também pode ter ligação com o problema.

“O que revelamos no estudo atual é que não somente uma bebedeira isolada, mas o hábito de beber em excesso também está associado a um risco maior de fibriliação atrial”, disse Hirohito Sone, colega de Kodama no estudo, em um email enviado à Reuters Health.

A fibriliação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca e não chega a apresentar riscos de morte, mas as pessoas acometidas pelo problema correm maiores riscos de sofrer um derrame. O problema também pode ocasionar palpitações, desmaios, dores no peito e insuficiência cardíaca congestiva.

No resultado geral dos estudos, as pessoas que bebem em excesso apresentaram risco 51% maior de sofrer uma fibriliação atrial do que os abstêmios ou as pessoas que bebem ocasionalmente.
No total, o risco aumentou 8% para cada acréscimo de 10 gramas no consumo diário de álcool dos participantes.

Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, mais de 2,6 milhões de americanos sofrerão uma fibriliação atrial neste ano. O problema se torna mais comum com a idade e com fatores de risco adicionais, como pressão alta, diabetes e obesidade.

Como a doença coronariana é uma causa de morte muito mais comum que a fibriliação atrial, Sone diz que o consumo moderado de álcool – até duas ou três doses diárias – provavelmente ainda é um habito saudável para o coração para a maioria das pessoas.

Uma forma melhor de mostrar a ligação é por meio de estudos que quantificam o hábito de consumir álcool dos participantes, seguido de acompanhamento por um período de tempo para detectar aqueles que desenvolvem fibriliação atrial, disse Kenneth Mukamal, da Universidade de Harvard, e Beth Israel, do Deaconess Medical Center de Boston, que conduziram dois dos estudos incluídos na análise.

Um dos estudos de Mukamal encontrou uma ligação somente entre o consumo excessivo de álcool em homens que tomavam cinco ou mais doses diárias e um risco maior de desenvolver o problema com o passar do tempo. Mukamal disse que, com base em estudos em longo prazo, “o consumo crônico, porém moderado, de álcool apresenta poucos riscos, mas o consumo excessivo – mesmo que ocasional – aumenta o risco de forma aguda”.

Fonte iG

Preço mais caro reduz consumo de bebida alcoólica, diz estudo

Destilado: aumento de 10% no preço reduziu consumo em 6,8%
Para cada 10% de aumento no preço mínimo de bebidas alcoólicas redução média foi de 3,4% no consumo geral de álcool

Será que uma garrafa de cerveja ou vinho tem o mesmo apelo se for mais cara? Talvez não, segundo pesquisadores canadenses.

Um estudo publicado na revista Addiction mostrou que para cada 10% de aumento no preço mínimo de bebidas alcoólicas havia uma redução média de 3,4% no consumo geral de álcool, e que a diminuição poder ser ainda maior dependendo do tipo de bebida.
Foram usados dados de 1989 a 2010 relativos à província canadense da Colúmbia Britânica, onde o governo estipula um preço mínimo para as bebidas e mantêm estatísticas sobre as vendas. Mesmo levando em conta outros indicadores econômicos gerais, os pesquisadores encontraram uma forte ligação entre os preços e os padrões de consumo.
"Aumentos nos preços mínimos das bebidas alcoólicas podem reduzir substancialmente o consumo de álcool", escreveu a equipe comandada pelo pesquisador Tim Stockwell, diretor do Centro de Pesquisas das Dependências da Colúmbia Britânica.

Ele disse que a conclusão pode ter importantes implicações para a saúde pública, já que a redução do consumo de álcool reduziria os acidentes de carros e doenças como a cirrose.

"Todas essas coisas estão relacionadas ao uso excessivo do álcool. O acesso à nossa droga favorita tem um preço", afirmou ele à Reuters Health.

Para cada 10% de aumento no preço de uma bebida alcoólica, a queda no consumo foi de 6,8% no caso de destilados e licores, 8,9% para o vinho, 13,9%para cidras e sodas alcoólicas, e 1,5% para a cerveja.

Tim Naimi, da Escola de Medicina da Universidade de Boston, disse que a elevação no preço mínimo das bebidas é "como uma bala de prata" no controle do consumo de álcool.

"Trata-se de uma descoberta importante sobre uma política eficaz, mas subutilizada", acrescentou Naimi, que estuda políticas de controle do álcool, mas não participou do estudo.
Ele ressalvou, no entanto, que a elevação dos preços pode induzir os consumidores a optarem por bebidas mais baratas. A solução seria impor alíquotas tributárias diferentes para os diversos tipos de bebidas alcoólicas.

(Reportagem em New York de Andrew Seaman, da Reuters Health)

Fonte iG

Alerta: casos de lesão medular por mergulho aumentam no verão

Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar
são comuns no verão e fazem aumentar os casos de lesão medular
Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar podem causar paraplegia ou tetraplegia; jovens são as maiores vítimas

Levantamento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta que, durante o verão, o mergulho em água rasa sofre um aumento no número de casos, passando da quarta para a segunda causa de lesão medular.

Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça, a cada semana cerca de 10 pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas em consequência desta prática recreativa em todo o país.
Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar são muito comuns nesta época do ano. “Geralmente este tipo de acidente está relacionado ao uso de álcool e drogas que deixam os usuários sem noção do perigo”, diz Fogaça.

Entre as vítimas deste tipo de acidente 90% são jovens, na faixa etária dos 10 aos 25 anos. A queda num local raso com o alto da cabeça faz com que o pescoço se dobre e o resto do corpo continue a se mover, causando a fratura de uma ou mais vértebras.
Dos pacientes atendidos na ortopedia do HC com lesão medular causada por um mergulho mal calculado, 66% têm dano neurológico e levam sequelas para o resto da vida. “O mais alarmante, é que são jovens com uma vida pela frente”, ressalta o ortopedista.

“Antes de dar um mergulho é preciso conhecer o local e a profundidade de onde se vai nadar. Procurar fazer o primeiro mergulho de pé para ter maior amortecimento do impacto, evitar brincadeiras de empurrar amigos para dentro de lagos, rios, piscinas e, principalmente, não consumir drogas ou álcool antes da recreação”, orienta Fogaça.

Fonte iG