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sábado, 7 de janeiro de 2012

Dengue, essa luta também é sua!

Caminhada para combate à dengue reúne 100 pessoas no Rio

Cerca de 100 pessoas aderiram à oitava caminhada no combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti, realizada hoje no Catumbi, zona norte do Rio de Janeiro, pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.

Na ação, agentes da Clínica da Família Sérgio Vieira de Mello, que atende à região, percorreram as ruas com o objetivo de buscar possíveis focos da larva do mosquito e conscientizar as pessoas sobre o perigo da transmissão da dengue.

De acordo com o subsecretário de Atenção Primária, Daniel Soranz, no ano passado, mais de 200 mil pessoas aderiram às edições anteriores da campanha, participando das caminhadas em vários pontos da cidade. Para este ano, ele acredita que o número possa ser superado, o que poderá contribuir para uma redução nos casos de dengue.

Desde abril do ano passado, a prefeitura está promovendo a caminhada contra a dengue, que ocorre toda primeira sexta-feira de cada mês. A próxima está prevista para o dia 3 de fevereiro. As informações são da Agência Brasil.

Fonte R7

Alemanha recomenda extração de todos os implantes PIP

As autoridades sanitárias da Alemanha recomendaram nesta sexta-feira extrair todos os implantes mamários fabricados pela empresa francesa PIP (Poly Implant Prothèse), depois de demonstrar que alguns são defeituosos.

"O Instituto Federal de Produtos Médicos (BfArM) recomenda a retirada dos implantes como medida preventiva", destacou a instituição em um comunicado, ressaltando que a urgência em extrair as próteses aumenta em função do tempo que a mulher vive com elas.

O BfArM, que pertence ao ministério da Saúde, anunciou que a decisão foi tomada depois que médicos e hospitais denunciaram problemas com os implantes.

O governo britânico anunciou não existirem "provas suficientes" para recomendar a retirada generalizada dos polêmicos implantes de mama fabricados pela empresa francesa, usados por 42.000 muheres no país.

Em um comunicado, informou que pagará a retirada cirúrgica dos implantes e sua substituição às mulheres que os tiverem recebido em operações feitas pelo sistema de saúde pública em cirurgias reconstrutivas, geralmente após a extirpação de um câncer, as que estiverem preocupadas e com o aval de um médico. Estes casos representam cerca de 5% de todas as usuárias.

O governo britânico acrescentou que espera que as instituições privadas ofereçam um acordo similar aos seus pacientes.

A empresa PIP chegou a produzir até 100 mil próteses mamárias ao ano e exportou a maioria para o exterior, sobretudo para a América Latina (Brasil, Venezuela, Colômbia e Argentina principalmente), bem como para Espanha e Grã-Bretanha, mas no começo de 2010 a empresa suspendeu os pagamentos diante de denúncias reiteradas de ruptura de seus implantes.

O escândalo dos implantes PIP defeituosos afeta até meio milhão de mulheres em todo o mundo e levou vários governos a emitir recomendações.

França e Alemanha recomendaram a extração generalizada dos implantes, em meio a acusações não provadas de que teriam efeitos cancerígenos.

Fonte R7

Haiti: epidemia de cólera deixa 520 mil casos e 7 mil mortos

A epidemia de cólera que atinge o Haiti desde outubro de 2010 infectou mais de 520.000 pessoas e causou cerca de 7.000 mortos até meados de dezembro de 2011, disse nesta sexta-feira o médico Jon Andrus, diretor-adjunto da Organização Panamericana da Saúde (OPS).

Durante uma entrevista por telefone, Andrus afirmou que diariamente são declarados 200 novos casos de cólera no Haiti, e que esta cifra provavelmente aumentará ao chegar a temporada de chuvas.

"Trata-se de uma das maiores epidemias de cólera da história moderna", completou o funcionário da organização intergovernamental.

Um foco de cólera proveniente do sul da Ásia apareceu no país em outubro de 2010. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia previsto que o número de casos superaria os 500.000 no fim de 2011.

Em junho, um estudo publicado pelo Centro americano de Controle e Prevenção de Doenças concluiu que a doença entrou no país com os capacetes azuis nepaleses.

Os advogados das vítimas exigem da ONU 100 mil dólares de compensação por cada morto e 50.000 dólares para cada pessoa infectada.

Por outro lado, na vizinha República Dominicana foram registrados 21.000 casos de cólera e 363 mortes pela doença, completou Andrus na conferência pelo segundo aniversário do terremoto que atingiu a ilha e matou 225.000 pessoas.

Fonte R7

Congresso de ginecologia em Israel cria polêmica ao vetar participação de médicas

País enfrenta outros episódios de segregação na sociedade

Um congresso de ginecologia que será realizado em Jerusalém vem provocando uma onda de protestos por proibir a participação de médicas e por obrigar as mulheres do público a ficarem separadas dos homens.

A notícia vem à tona em meio a uma polêmica crescente no país sobre a segregação das mulheres imposta por judeus ultraortodoxos.

ONGs de direitos humanos e cidadãos seculares estão pressionando os médicos que deveriam fazer palestras no congresso para cancelarem sua participação.

A organização do encontro, que discutirá questões de fertilidade e começará no dia 16, incluiu na lista de palestrantes apenas médicos homens e rabinos.

O congresso é organizado pela instituição Puah - nome em hebraico formado com as iniciais das palavras "fertilidade" e "Halachá" -, que presta aconselhamento a casais judeus religiosos que sofrem de problemas de fertilidade.

A organização engloba rabinos e médicos para garantir que nenhum procedimento viole a Halachá, o conjunto de leis da religião judaica.

Boicote
Uma das ONGs que mais criticou o congresso é a secular Israel Livre, que divulgou nomes e e-mails dos médicos escalados para palestrar, pedindo que as mulheres "boicotem ginecologistas que boicotam as mulheres".

Yuval Yaron, diretor do departamento de Diagnóstico Genético Pré-Natal do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, já cancelou sua participação. "Impedir mulheres de fazer palestras no congresso contradiz totalmente os valores segundo os quais fui educado", afirmou o médico.

- Além de ser um exemplo claro de segregação, não convidar mulheres para falar em um congresso sobre medicina da mulher também é um absurdo do ponto de vista profissional.

O rabino Menachem Burstein, diretor do Puah, minimizou a polêmica e disse que graças ao instituto a legislação rabínica aceita inovações da medicina e assim possibilita o avanço da saúde das mulheres ultraortodoxas.

"Infelizmente há elementos que se aproveitam de maneira cínica e agressiva do clima público atual", afirmou Burstein em referência à polêmica na sociedade israelense sobre a segregação das mulheres.

Isso porque, nas últimas semanas, se intensificou em Israel o debate público sobre a segregação das mulheres em ônibus, calçadas e instituições públicas, praticada em várias cidades, especialmente onde há grandes concentrações de habitantes ultraortodoxos, como Jerusalém, Beit Shemesh e Elad.

O debate tem sido acompanhado por manifestações de seculares e de extremistas e já houve casos de confrontos físicos entre os dois lados.

Fonte R7