Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dois fabricantes oferecem preços mais baixos para quem trocar próteses PIP

Valores oferecidos variam de 300 a 350 euros, enquanto os habituais chegam a 600

Dois fabricantes franceses de silicone usados em implantes decidiram oferecer seus produtos a preços mais baixos às mulheres que adquiriram as próteses com defeito da marca PIP e que desejam trocá-las, informou nesta quarta-feira o jornal "L'Express".

Os preços oferecidos por um par de próteses pelas duas companhias variam entre 300 euros e 350 euros. Os valores habituais ficam entre 500 euros e 600 euros.

No total, aproximadamente entre 400 mil e 500 mil mulheres no mundo colocaram os implantes defeituosos, nos quais foi utilizado um gel industrial, que pode causar danos à saúde, ao invés do silicone.

O governo francês recomendou que as mulheres francesas retirassem as próteses e se comprometeu a pagar por isso. A colocação de novos implantes, no entanto, só será financiada por motivos de saúde, e não estéticos.

Fonte R7

Governo orienta planos de saúde a cobrir troca de próteses adulteradas

Sociedade de Cirurgia Plástica também orientará médicos a operarem de graça

O governo federal e a ANS (Agência Nacional de Saúde) definiram que, além do SUS (Sistema Único de Saúde), os planos de saúde também serão orientados a cobrir cirurgias de pacientes com implantes de silicone das marcas PIP (Poly Implant Prothèse) e Rofil que apresentarem problemas.

No entendimento do governo, o tratamento cirúrgico decorrente de deformações em próteses é considerado de caráter reparador. Nesse caso, o procedimento deve ser gratuito, segundo o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dirceu Barbano.

- A própria presidente Dilma [Rousseff] considerou que seria uma contradição de seu governo ter foco no atendimento à mulher e elas não serem amplamente atendidas por ele nessa situação. Esse caso deixou de ser uma questão estética e passou a ser problema de saúde a partir do momento em que houve rupturas nas próteses.

No próximo dia 18, representantes do governo e das associações que acompanham o caso devem se reunir novamente para redigir o protocolo com as diretrizes de avaliação e diagnóstico e quais centros de saúde pública poderão ser procurados. Entre os exames que devem ser feitos nas mulheres com próteses adulteradas estão a ultrassonografia, a ressonância magnética e a avaliação clínica.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Rodrigo Pepe, alerta que, apesar de as pacientes com próteses das marcas que apresentaram problemas terem atendimento prioritário, ainda não há necessidade de remoção imediata ou preventiva dos implantes.

- Não há motivo para correria e desespero. Todas as pacientes serão acompanhadas pelos médicos dos sistemas público e privado e aquelas que não precisarem fazer a substituição de imediato serão monitoradas com muito mais rigor e maior periodicidade que as outras mulheres com próteses de outras marcas.

Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Luciano Chaves, os médicos associados receberão uma orientação para que ofereçam a cirurgia às pacientes sem custos adicionais.

- Os cirurgiões não têm responsabilidade sobre o problema, mas se responsabilizam em ajudar as mulheres que sofreram com ele. Então, para manter a confiança no procedimento e no próprio médico, seria interessante que eles se prontificassem a fazer logo a cirurgia.

A Anvisa delimitou novas medidas também para impedir a entrada de próteses adulteradas no Brasil. Segundo o presidente da agência, Dirceu Barbano, todas as 24 empresas produtoras de prótese de silicone do mundo serão vistoriadas pessoalmente por técnicos da Anvisa. Do total, seis já foram avaliadas. Além disso, um exemplar de cada lote de implantes que chegar ao Brasil será analisado em laboratório.

O R7 entrou em contato com a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, de um total de 1.420 operadoras, que respondeu, em nota, que "uma vez constatada a ruptura da prótese de silicone, a nova cirurgia é considerada reparadora. As operadoras afiliadas à FenaSaúde cumprirão rigorosamente o que está previsto no rol da ANS e nos contratos”.

Fazem parte da Fenasaude as operadoras Allianz Saúde S/A, Grupo Amil Saúde, Grupo Bradesco Saúde, Care Plus Medicina Assistencial LTDA, Golden Cross Assistência Internacional de Saúde LTDA, Grupo Intermédica, Itauseg Saúde S/A, Marítima Saúde Seguros S/A, Metlife Planos Odontológicos LTDA, Odontoprev, Omint Serviços de Saúde LTDA, Porto Seguro - Seguro Saúde S/A, Grupo Sul América Saúde, Tempo Saúde, e Unimed Seguros Saúde S/A.

Fonte R7

Saiba o que fazer se tiver o silicone irregular

Médicos e governo orientam remoção apenas em caso de rompimento da prótese

As mulheres usuárias das próteses da marca francesa PIP e da marca Rofil devem procurar seu cirurgião ou o serviço de saúde onde colocaram as próteses para ver se há problemas. E devem trocá-las apenas se houver rompimento e vazamento do silicone. Essa é a primeira e máxima recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância em Saúde) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, dois dos órgãos máximos que discutem os parâmetros da questão no país.

Diante dessa confirmação, o governo federal decidiu oferecer gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) cirurgias reparadoras para todas as mulheres com prótese de silicone das marcas PIP e Rofil se houver algum problema na prótese. A decisão foi tomada pela presidente Dilma Rousseff e repassada à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e às entidades de cirurgia plástica e mastologia nesta quarta-feira (11).

Para José Roberto Klassmann, diretor adjunto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão que autoriza a comercialização de próteses no Brasil, “a mulher que tem a prótese PIP tem que procurar o mais rápido possível o serviço de saúde onde recebeu o implante".

– E qualquer pessoa que tem implante de silicone deve fazer acompanhamento periódico.

Dada à avaliação médica e a comprovação de ruptura, adquirida por meio de exames, é que deve ser levada em conta a troca da prótese, explica José Horácio Aboudib Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

- Em caso de ruptura, deve-se imediatamente procurar o médico que a operou para saber que estado está a prótese e fazer a cirurgia para tirar. Caso não rompa, não há necessidade.

Mas afinal, tem como saber se a prótese está rompida? De acordo com Aboudib Jr., não. Isso porque, mesmo em casos de rompimento, a mulher tende a não sentir dor, nem a fissura da prótese. Tanto para próteses comuns, quanto para essa versão adulterada.

- Se não sentiu é porque não causou uma reação inflamatória importante. Porque se tiver, vai sentir dor, calor, vermelhidão. Mas se não perceber, é um sinal de que não houve uma irritação excessiva desse silicone.

Já em casos onde há sintomas, em especial inchaço de linfonodos ou vazamento para outras regiões do corpo, as pacientes têm que procurar um médico imediatamente, avisa o cirurgião.

Há perigo de câncer?

Depois da descoberta de 20 casos de câncer entre francesas que tinham a prótese, a relação entre o implante e a doença foi posto a prova. No entanto, não há evidências que a comprovem, segundo o mastologista Luiz Henrique Gebrin, diretor do departamento de Mastologia do Hospital Perola Byington, em São Paulo.

- Não tem um trabalho que efetivamente comprove essa relação.

Fonte R7

Governo vai pagar cirurgia de todas as mulheres com problemas no silicone

Decisão do governo deve beneficiar 19 mil mulheres com implantes

O governo federal decidiu oferecer gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) cirurgias reparadoras para todas as mulheres com prótese de silicone das marcas PIP e Rofil que apresentarem problemas. A decisão foi tomada pela presidente Dilma Rousseff e repassada à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e às entidades de cirurgia plástica e mastologia nesta quarta-feira (11).

A partir dos exames, vai vão ser identificados quais implantes precisam ser trocados. O grupo que não apresentar vazamento, deformidade ou irritação por causa da prótese vai ser monitorado.

De acordo com o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as cerca de 19 mil mulheres que receberam as próteses – 12 mil da PIP e 7.000 da Rofil - devem aguardar uma convocação do Ministério da Saúde para procurar uma unidade de atendimento público.

- Partimos do princípio de que todas as próteses dessas marcas têm problemas, então, todas as pacientes, independentemente de terem feito a operação por estética ou não, terão os exames custeados pelo governo. As que apresentarem problemas passarão pela cirurgia de reparação e troca da prótese no sistema público.

De acordo com a Anvisa, as recomendações sobre o assunto, com informações sobre como será a convocação, devem ficar prontos em uma semana. Não foi divulgado quanto dinheiro esse procedimento vai custar aos cofres públicos.

Segundo Barbano, o Ministério da Saúde pretende orientar os planos de saúde a também atenderem os casos de ruptura de prótese.

Pacientes que não sabem a marca da prótese implantada no seio também poderão se submeter a exames preventivos no SUS. Por enquanto, 39 mulheres tiveram ruptura da prótese da marca PIP no Brasil. Os números referentes à Rufil ainda não foram divulgados.

Na reunião, o governo também estabeleceu medidas para evitar novos problemas no país. Entre as ações está a criação de um banco de dados a ser alimentado pelos próprios médicos no momento das cirurgias. Em um procedimento semelhante ao realizado com próteses ortopédicas, os cirurgiões deverão informar à Anvisa detalhes sobre cada operação, especificando nome do paciente, lote e marca da prótese.

As pessoas que passarem por cirurgias de implantação de mamas artificiais também passarão a ter um canal específico no site da Anvisa para registrar reclamações ou problemas com as próteses. De acordo com a agência, isso agilizará o atendimento dos casos mais graves. Tanto o registro nacional de próteses mamárias como o cadastro no site da Anvisa estarão disponíveis em até dois meses.

Fonte R7

Anvisa vai inspecionar fábricas de silicone

protese mama silicone pip 450x338Agência vai analisar, lote por lote, as marcas que entram no país

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai começar a inspecionar ainda neste mês 21 fábricas de próteses mamárias no exterior e três no Brasil. O órgão também vai passar a inspecionar, lote por lote, todas as marcas de prótese mamária que entram no país.

As medidas serão apresentadas nesta quarta-feira (11) durante reunião com representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Brasileira de Mastologia. O objetivo é discutir como será feito o atendimento a mulheres que usam implantes mamários da marca francesa Poly Implant Prothese (PIP), que usou silicone industrial na fabricação dos implantes.

Outra ação a ser apresentada pela Anvisa na tarde de hoje trata da criação de um banco de dados para próteses mamárias – semelhante ao que já existe para próteses ortopédicas. O órgão pretende ainda criar um cadastro nacional para usuárias de próteses mamárias, que ficará disponível no próprio site da agência.

De acordo com a assessoria de imprensa, também será feito contato pessoal com todas as mulheres que notificaram a Anvisa sobre casos de ruptura de próteses da marca PIP.

Fonte R7