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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Conselho Regional de Medicina do Rio reúne entidades médicas para discutir próteses de silicone proibidas

Operação cardíaca pouco invasiva eleva sobrevida de idoso

Risoleida Franco Bandeira, de 105 anos, conta que um dos segredos para se manter com saúde é não parar de se mexer. "Leio jornal, faço palavras cruzadas. Faço de tudo para não ficar paradona." Com tanta vitalidade, nem parece que ela foi submetida a dois procedimentos cardíacos nos últimos anos.

Dona Risoleida, que nasceu em Belém (PA) e mora no Rio, é a paciente mais velha do país a ter trocado a válvula aórtica por cateter, de maneira pouco invasiva. Ela fez o procedimento quando tinha 103. E, no ano passado, precisou colocar um stent ("mola" que abre a artéria) por causa de uma angina.

Antes da troca, sentia falta de ar e muito cansaço. Hoje, diz estar "muito bem". "Já posso tomar meu vinho e minha cervejinha", conta.

A substituição da válvula é indicada para quem tem estenose aórtica grave. A doença é típica da terceira idade --atinge até 5% dos idosos com mais de 75 anos.

O problema é causado pela calcificação natural da válvula, o que pode dificultar ou até impedir a passagem do sangue do ventrículo direito do coração para o resto do corpo.

Até há pouco tempo, a troca era feita apenas por meio da cirurgia convencional, em que se abre o peito do paciente, um procedimento que requer internação longa (de dez a 12 dias, incluindo UTI) e um pós-operatório difícil.

"Alguns podem levar até dois anos se recuperando, por conta da idade", diz Luiz Antonio Carvalho, coordenador do Laboratório de Intervenção Cardiovascular do Pró-Cardíaco, no Rio.

Mas um terço dos pacientes que precisam fazer a troca da válvula por ter estenose grave não pode ser submetido à cirurgia por causa de idade avançada ou doenças que aumentam o risco de morte na operação.

Seria o caso de dona Risoleida, mas ela pôde ser operada por meio de um cateter, que entra pela virilha do paciente e leva ao coração uma válvula nova, feita de metal e material biológico.

"É uma solução quase mágica. Os pacientes voltam para casa em poucos dias e têm recuperação plena, considerando as limitações próprias da idade", diz Carvalho.

Comprovação
A troca de válvula por cateter já é praticada há quatro anos no Brasil e estudos agora comprovam sua eficácia na redução da mortalidade.

Uma pesquisa publicada no "New England Journal of Medicine" mostrou que o procedimento reduz o risco de morte dos idosos pela metade em um ano. Estima-se que, sem o tratamento, a estenose grave provoca a morte em até dois anos.

Mas, segundo Marcos Valério de Resende, chefe do serviço de ecocardiografia do Hospital São Luiz, ainda não se sabe se a nova válvula é segura como a outra, usada na cirurgia convencional. "Não temos o resultado a longo prazo porque é algo novo."

Editoria de Arte/Folhapress
Fonte Folhaonline

Ministério da Saúde divulga lista de hospitais aptos a retirar prótese mamária de silicone das marcas PIP e Rofil

Brasília – O Ministério da Saúde divulgou a lista dos 371 hospitais públicos habilitados a fazer a retirada das próteses mamárias de silicone das marcas Poly Implant Prothese (PIP) e Rofil. Na semana passada, o ministério anunciou o passo a passo para o atendimento às mulheres com próteses das duas marcas.

A orientação é para a paciente procurar imediatamente o hospital público ou a clínica particular onde fez o implante para uma avaliação da condição da prótese. Caso esteja distante da unidade de saúde onde fez o implante, deve buscar atendimento em um um dos hospitais indicados na lista ou em qualquer centro de especializado do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os médicos devem usar ultrassom para confirmar se o silicone vazou ou não. O profissional pode solicitar também uma ressonância magnética. Todas as pacientes com próteses das marcas devem ser examinadas, mesmo aquelas sem sintomas de problemas nos implantes.

As pacientes com ruptura comprovada da prótese e com antecedente de câncer de mama terão prioridade para retirada e troca do implante. Nos outros casos, a substituição será feita somente com indicação médica. Uma reavaliação deve ser feita a cada três meses.

O governo determinou que a rede pública e os planos de saúde paguem pela retirada e troca das próteses, independentemente do motivo do implante, seja estético ou não. Calcula-se que 20 mil brasileiras tenham implantes da marca francesa PIP e da holandesa Rofil.


Fonte Agência Brasil

Donos de hospitais poderão ser responsabilizados pela morte de secretário, diz diretor da Polícia Civil

Brasília – O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Onofre Moraes, disse ontem (23) que a responsabilidade pela morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Ferreira Paiva, poderá recair sobre os donos dos hospitais Santa Luzia e Santa Lúcia. Segundo a família de Devanir, que morreu na madrugada de quinta-feira (19), os dois hospitais recusaram-se a atendê-lo por não manterem convênio com o plano de saúde do secretário.

Se a denúncia for confirmada, os donos dos hospitais serão indiciados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). A pena para esse tipo de crime vai de um a três anos de reclusão.

Moraes informou que a lista dos plantonistas, bem como as imagens do circuito de segurança dos hospitais onde Paiva buscou atendimento, já estão sendo analisadas pela 1ª Delegacia de Policia (1ª DP) de Brasília. Ele disse que os atendentes e médicos não podem ser responsabilizados pela morte do secretário “Eles [atendentes] são meros funcionários e fazem essas exigências por determinação superior. O médico de plantão também não pode ser responsabilizado porque não teve contato com o paciente e não sabia da gravidade do estado dele.”

Todos serão ouvidos e a responsabilidade deverá recair sobre os proprietários dos hospitais, ressaltou o diretor da Polícia Civil. “Essa determinação só pode ter partido deles", afirmou Moraes.

O delegado da 1ª DP, Johnson Kenedy, destacou que a policia já recebeu ligações relatando problemas com os hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. As principais queixas são de omissão e de exigência de cheques-caução. “Recomendamos a essa pessoas, que façam denúncias contra os hospitais para inibirmos esse tipo de abuso contra o consumidor”, disse Kenedy.

A 1ª DP de Brasília é a responsável pela investigação das circunstâncias levaram à morte do secretário Duvanier Paiva Ferreira. A apuração sobre a denúncia de que foi exigido cheque-caução para atendimento do secretário ficou com a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decom).

Duvanier Paiva Ferreira, de 56 anos, morreu de infarto na madrugada de quinta-feira (19). Segundo a família, ele procurou atendimento nos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, que não o atenderam. Ele foi socorrido no Hospital Planalto, mas os médicos não conseguiram salvá-lo.

Fonte Agência Brasil

Anvisa quer proibir uso de dois agrotóxicos que fazem mal à saúde

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer proibir o uso de dois agrotóxicos no país. A agência abriu ontem (23) consulta pública propondo banir o parationa metílica e o forato do mercado brasileiro.

Segundo a Anvisa, estudos científicos mostram que as substâncias fazem mal à saúde. O parationa causa problemas no sistema endócrino, transtornos psiquiátricos e afeta o desenvolvimento do embrião e do feto na gravidez. O inseticida é usado no controle de pragas nas plantações de algodão, alho, arroz, batata, cebola, feijão, milho, soja e trigo.

O forato aumenta o risco de diabetes na gestação e atinge o sistema respiratório, podendo levar à morte com a exposição a baixas doses. É autorizado para o combate de parasitas e insetos nas lavouras de algodão, amendoim, café, feijão, milho, tomate e trigo.

Os dois produtos já são proibidos na Comunidade Europeia e utilizados com restrições nos Estados Unidos.

As consultas ficam abertas por dois meses, período em que a população pode opinar sobre o banimento dos agrotóxicos.

Fonte Agência Brasil

Exames: Teste da Orelhinha

O que é
Também chamado de Triagem Auditiva Neonatal, é um exame realizado em recém-nascidos para avaliar a audição da criança. A realização gratuita do teste em hospitais e maternidades públicas é obrigatória por lei.

Para que serve
O teste avalia avaliar como a criança escuta. A realização deste exame é importante, pois o quanto antes for diagnosticado algum problema, maiores as chances de tratar a criança de uma maneira eficiente.

Como é feito
Uma sonda de borracha é colocada na orelha do bebê para detectar se há algum grau de perda auditiva. Caso seja confirmado algum problema, o ideal é que a criança use um aparelho auditivo antes dos seis meses, para garantir um bom desenvolvimento da comunicação e da linguagem.

Valores de referência/laudo
O resultado do Teste da Orelhinha consiste em um laudo que informará sobre a presença ou a ausência de emissões otoacústicas. De acordo com esse resultado será estabelecida ou não a necessidade de exames complementares.

Fonte iG