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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Instituto cria cardápio para prevenir câncer

Dicas incluem alimentos com ômega 3, brócolis, couve e exercícios físicos regulares

O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), criou uma lista de alimentos que auxiliam no combate e prevenção contra o câncer.

Segundo a secretaria, o consumo de alimentos com variedade, qualidade e quantidade adequadas é um dos principais fatores na prevenção da doença.

Algumas substâncias como o ômega 3, encontrado em peixes (como o salmão), e os polifenóis (presentes na maçã) diminuem a formação de compostos inflamatórios, o envelhecimento celular e, consequentemente, a proliferação de células de um tumor.

Já as fibras solúveis, presentes em alimentos como brócolis, couve-manteiga e couve-flor, inibem a formação do tumor, diminuindo a possibilidade de mutações genéticas.

Os hábitos diários também podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer, como o sedentarismo. A prática de atividade física, por exemplo, diminui a resistência à insulina, tornando menor o risco de câncer colorretal.

A ingestão alimentar excessiva, que leva a um aumento de peso, altera a taxa de glicemia no sangue e provoca um aumento da insulina, aumentando, assim, o risco do surgimento de tumor no pâncreas, no fígado e nos rins.

Outro efeito da obesidade a longo prazo é a diabete, que está relacionada com o desenvolvimento de câncer de fígado, endométrio, cervical e mamário.

Na contramão do consumo saudável também há alimentos que potencializam o desenvolvimento de um câncer e que devem ser evitados ou, então, consumidos com moderação, já que são ricos em gordura saturada.

Bons exemplos são os de origem animal – carne vermelha, leite integral e derivados e bacon -, que podem causar inflamação e alteração dos níveis de hormônios no sangue. A inflamação e o excesso de açúcar no sangue levam à intoxicação das células, o que favorece o desenvolvimento de tumores.


Fonte: http://www.enfermagematualizada.com/conteudo.php?id=2378

Estresse leva à fadiga adrenal. Entenda o problema

Disfunção afeta o funcionamento da glândula supra-renal e pode ser facilmente confundida com depressão, anemia, labirintite e outros problemas

Você vai dormir mais cedo, mas acorda cansado mesmo assim. Tira uma folga na segunda-feira para prolongar o fim de semana e quando volta do passeio parece que nem saiu. São sensações características do mau funcionamento da glândula supra-renal. Descoberta há cerca de 10 anos, a fadiga adrenal é considerada a síndrome do século XXI.

O cardiologista Marcos Antônio Natividade, pós-graduado em terapia ortomolecular e mestre em fisiologia do envelhecimento, explica que a supra-renal é a primeira glândula a ser atingida pelo estresse. Ela é responsável por defender o corpo de traumas físicos, incluindo frio, calor e fome.

— Quando a glândula supra-renal está funcionando mal e não está secretando os hormônios que deveria, além do cansaço excessivo, ocorrem infecções e gripes frequentes, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono, baixa libido e ereções não mantidas, tonturas, baixa concentração e memória, apatia, compulsão por doces, salgados, cafeinados e frituras, depressão e medo sem causa aparente — enumera o médico.

Ainda pouco conhecida, a fadiga adrenal, muitas vezes, é confundida com depressão, pânico, fibromialgia, labirintite, anemia ou palpitações. De acordo com Natividade, quando diagnosticada a disfunção, deve ser feita uma reposição com hormônios biodênticos, que são iguais aos secretados pela glândula supra-renal. Se não tratado, o problema pode desencadear doenças como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e osteoporose.
Excesso de trabalho, má alimentação, sedentarismo e aborrecimentos são causas que podem induzir à fadiga adrenal. A prevenção está na já conhecida fórmula alimentação saudável aliada a exercícios físicos, além de reservar momentos para o descanso.

— Comer castanhas, verduras, frutas, alimentos integrais e peixes, fazer atividade física três vezes por semana, descansar no mínimo dois finais de semana por mês e tirar 30 dias de férias por ano. Isso é fundamental para se viver com saúde e bem-estar — recomenda o especialista.

Fonte Zero Hora

Consumidores brasileiros apoiam redução de sódio, açúcar e gordura em alimentos industrializados

Para consultados em pesquisa, leis favorecem mais ao fabricante do que ao consumidor

A redução de sódio, açúcar e gordura nos alimentos industrializados é apoiada por 95% dos consumidores que participaram do estudo Percepção do Consumidor sobre a Qualidade dos Alimentos, realizado pela Proteste — Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, entre junho e agosto de 2011. Os resultados do estudo foram publicados no site da entidade em janeiro.

Segundo 86,5% dos consumidores, os alimentos devem ser livres de bactérias patogênicas e nutricionalmente balanceados. Na opinião de 77% dos entrevistados, os produtos exportados têm melhor qualidade do que os nacionais. Na hora da compra, preço é o fator mais importante para 85%.

No que se refere à legislação, os entrevistados avaliam que as leis atendem mais ao fabricante do que ao consumidor. Além disso, eles atribuem à falta de fiscalização o fato de ainda encontrar produtos contaminados ou estragados no mercado, sem contar a baixa qualidade nutricional. A fiscalização recebeu nota 3,8 na pesquisa — em uma escala de um a 10.

Fiscalização também depende do consumidor
A Proteste estimula o próprio consumidor a fiscalizar a qualidade dos produtos e denunciar o fabricante ou estabelecimento, caso encontre algo de errado.

— Um alface mal lavado ou um fio cabelo no prato já são motivos para você agir. O mesmo vale para latas estufadas ou itens fora da validade no supermercado — diz a nutricionista Manuela Dias.

Problemas como alimentos refrigerados fora da geladeira e infestação de insetos ta,bém merecem atenção. Em caso de irregularidade no local, a reclamação deve ser feita diretamente com o estabelecimento. Ao constatar problemas no produto somente quando chegar em casa, volte ao local com a norta fiscal e o produto, ou entre em contato com o SAC. Se a solução do supermercado ou restaurante não for satisfatória, você pode procurar a Vigilância Sanitária Municipal e fazer uma denúncia.

Fonte Zero Hora

Zumba: combinação de dança latina e exercício cardiovascular

Com o slogan "Esqueça o exercício, venha para a festa", atividade toma conta de academias

Sempre que leio sobre pessoas arrebatadas pela febre da dança, meu mundo parece pequeno demais. Ah, dançar a mazurca até meus colegas de salão serem forçados a me carregar para casa em uma maca improvisada ao amanhecer; ah, dispensar um convite para jantar com Scott e Zelda porque eu literalmente não consigo parar de dançar o charleston.

Estilos mais recentes como o country "achy-breaky" e a lambada não me atraíam em nada: um me fazia pensar em um cabelo "mullet à la ratazana"; a outra, em uma "surra pélvica". Até onde sei, Macarena quer dizer "sala ampla onde mulheres se maquiam" em português.

Mas, recentemente, comecei a fazer zumba, o fenômeno de dança e fitness que, na última década, em 125 países, fez 12 milhões de pessoas suar — desde Wyclef Jean até a escritora Susan Orlean.

Posso dizer, sem sombra de dúvida, que isso foi o mais perto que já cheguei de enlouquecer em termos de dança. Explico: há algumas semanas, quando fui a um elegante coquetel no edifício San Remo, fui convencido por um colega amante do vinho a ensaiar uma pequena coreografia de zumba, que chamo de Disco Pony. Fazendo um punho com a mão direita acima da cabeça, girei apoiado no pé esquerdo e dei uma pirueta de 360 graus. Como resultado, um garçom veio me repreender com um "Com licença, senhor!".

Minhas origens zumbeiras são humildes. Inicialmente, o que me trouxe até a Z, como a chamo, foi o desejo de me tornar mais flexível e ágil. Sim, fiquei impressionado com essa combinação de dança latina e exercício cardiovascular, que pode fazer você perder de 500 a mil calorias um uma hora de suor. Mas, minha principal motivação foi a vontade de remediar minha impassibilidade corporal. Às vezes me pareço com um Frankenstein, e há partes do meu corpo que não se mexem desde 1965.
Como muitos, comecei no website Zumba.com . Lá, descobri como, em meados dos anos 1990, o colombiano Alberto Perez, professor de fitness conhecido como Beto, esqueceu-se de levar suas músicas de aeróbica para uma aula. Aproveitando algumas fitas de salsa e merengue que tinha na mochila, Perez começou a improvisar o que, eventualmente, se tornaria a Zumba.

Digitando meu CEP no website, soube que havia 648 aulas em um raio de oito quilômetros. Como dizem em Hollywood, tanto incentivo pode até matar.

Já estou cortejando a Z há dois meses. A maior parte dos meus pulos e piruetas foi dada na Universidade de Nova York e em três ACMs de Manhattan. Embora existam aulas especializadas, como Aqua Zumba e Zumba Gold (uma variedade mais lenta, para a terceira idade), a grande maioria das aulas está aberta a pessoas de todos os níveis, e seguem este formato: uma professora chega vestindo roupas pretas coladas e uma expressão facial de empolgação militante; ela liga o som (muito Ricky Martin e salsa, com uma pitada do híbrido latino-caribenho conhecido como reggaeton) e começa a dançar sem dizer nada. Nós, 15 ou 20 alunos (a maioria mulheres), todos com roupa de ginástica, explodimos em nossa coreomímica.

O slogan institucional da Zumba é "Esqueça o exercício, venha para a festa". Na Z-fest, ninguém vai contar o ritmo da música para você, nem demonstrar a coreografia antes da música começar: você está aqui para se divertir, meu amigo, não para um seminário de pós-graduação no Dance Notation Bureau. De fato, um dos meus professores na ACM de Chinatown disse a seus alunos, três dos quais chegando perto dos 70 anos de idade: "Vocês precisam relaxar o rosto. Vocês não saem à noite todos tensos. Imaginem que há uma garota ou um garoto lindo na balada".

Essa deve ser a festa mais exaustiva a que você já foi. Você pode ser convocado a, digamos, erguer as pernas na altura dos ombros ou a se arrastar pelo chão apenas por meio da mágica de contrair as nádegas. Seu corpo vai doer. Você vai descobrir que pode torcer partes inimagináveis do seu corpo. Você será pego pela empolgação e vai exagerar. Durante as músicas lentas, seu rosto terá uma expressão ao mesmo tempo trágica e urgente: você levou um tiro no estômago, mas está atrasado para um compromisso.

Eu consigo acertar 50 ou 60 por cento da coreografia, o que é mais ou menos a média. Certos ritmos latinos e seus passos complexos me escapam. Mas meu calcanhar de Aquiles é minha abordagem muito literal: Sempre que um professor sinaliza um movimento no meio da música, por exemplo, apontando para a direita ou mostrando três dedos para indicar repetições, eu me asseguro de fazer dessas ações prescritivas as protagonistas da minha dança. Sou como o estudante de idiomas que cumprimenta um passante com "Lição 1: bom dia!".

Até agora, minha professora favorita é Yvonne Puckett. Quando li no website Zumba.com que essa artista veterana de 73 anos havia dançado com Fred Astaire e com Marge e Gower Champion, além de ter atuado em dois filmes de Elvis Presley, corri para a aula dela em Chelsea Piers.

No hangar barulhento e movimentado que é o Chelsea Piers Sports Center, reconheci Puckett logo de cara: um tipo animado, lembrando Carol Burnett, com calças cargo cor de amora e tênis pretos. Emocionado, me apresentei e perguntei "Você acha que Fred Astaire teria abraçado a Zumba?" "Ah, sem dúvida, como qualquer bailarino", ela disse.

"Eu estou tentando colocar um pouco da leveza de Astaire na minha Zumba". Indulgente, ela sorriu, como se eu tivesse dito que havia pessoinhas morando dentro da minha caixa de correio.

Ao contrário de alguns dos meus outros professores, que usam metáforas de guerra e combate ("Soca aí", "Chuta aqui") para animar uma aula, Puckett mostrou ser toda unicórnios e arco-íris; "Liiin-dooo", ela trinava para nós, no mínimo cinco vezes por hora. Eu flutuei de volta para casa em uma nuvem de sorvete de tofu à base de alfazema.

Só me machuquei uma vez. Em uma manhã de domingo, na esperança de melhorar minha performance, fui a uma aula em Alvin Ailey, onde soube que o pessoal era mais jovem e a coreografia mais selvagem.

No balcão de inscrição, pensando em "Revelations", produção extraordinariamente atlética da companhia Ailey, perguntei à animada atendente de 20 e poucos anos, "Isso vai ser Zumba 'Revelations'?" Esticando ambos os braços para os lados e erguendo-os sobre a cabeça para descrever uma gigante auréola, ou concha, ela falou, quase cantando: "Não". Agradeci a ela e a Deus.

Quinze minutos depois, meu professor, Ben Byrd, um ruivo com 20 e tantos anos e uma bandana azul, estava elogiando minha rapidez durante uma música, o que me fez pensar que estava me dando bem.

Mas, cinco minutos depois, minha falta de jeito para tocar o chão com as mãos, agachado em posição de sapo, fez com que ele gritasse "Mais baixo!" para mim. Eu abaixei mais, ele sorriu, agarrou uma das suas próprias nádegas e me fez um sinal de incentivo.

A intensidade da dança aumentou rapidamente, o que foi empolgante. Eu puxei demais, exagerei. Após uma hora, Ben nos liderou por mais 15 minutos: 75 polichinelos, 75 flexões e 75 abdominais, dos quais completei um quinto. No dia seguinte, meu corpo estava pegando fogo. Eu parecia o capítulo sobre Baryshnikov em uma cópia de biblioteca pública das memórias de Gelsey Kirkland: surrado, detonado. Fiz três massagens em cinco dias; fiquei longe da Z por quase uma semana.

Quando, pós-Ailey, retornei para o oásis da ACM de Chinatown, tinha um pouco da altivez do veterano da Broadway a quem se pede para encenar monólogos de Chekhov em um restaurante de beira de estrada. De repente, eu era o Sr. Juilliard. "Você deveria ficar no fundo da classe se vai florear a coreografia", eu disse a uma convencida que fazia uns movimentos desnecessários com os dedos; quando deslizei em uma poça no vestiário, pensei "Cadê o pó de magnésio desse lugar?".

Desde então, meu ego se acalmou e eu voltei a uma modesta tentativa de melhorar meu domínio de 50 a 60 por cento. Mas, afinal, estou mais flexível e ágil? Eu diria que ainda não sei. Parte de mim crê que me esforçar para andar com mais leveza, tendo em vista que sou gay, pode ser algo impossível. Porém, notei que, quando dobro o corpo, já consigo alcançar a ponta dos pés, uma melhora de mais ou menos um centímetro. Também notei que a Zumba me cansa e me debilita bem menos, e às vezes até me energiza. Botão "curtir" do Facebook.

E tem mais: duas ou três manhãs por semana, quando acordo, minha cabeça está tomada por música latina, e eu visualizo os passos que estaria fazendo. Se isso não é loucura, eu não sei o que é.
THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE

Fonte Zero Hora

Exame das unhas pode revelar uma série de problemas no organismo

Elas revelam muito mais do que a personalidade do dono — no caso daqueles ansiosos que não as tiram da boca. Um exame das unhas e de suas lesões feito por especialistas pode gerar um verdadeiro arsenal de informações sobre hábitos errados e até doenças sistêmicas que repercutem na estrutura de queratina responsável por proteger a ponta dos dedos. De organização semelhante à da pele, é mesmo lógico que ela revele sinais do organismo humano.

Segundo Aloísio Gamonal, chefe do serviço de dermatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), os médicos podem extrair informações confiáveis das unhas. Contrariando uma ideia disseminada, as manchas brancas, por exemplo, não estão vinculadas à falta de cálcio, mas, às vezes, a uma carência de zinco. As manchas amarelas são frequentes nas pessoas que fumam muito, mas também naquelas que seguem um longo tratamento com antibiótico com ciclinas.

As unhas saudáveis são aquelas de cor rosada, lâminas finas e flexíveis e formato convexo. Todo o resto representa algum tipo de problema, que precisa ser avaliado por um dermatologista. Há unhas, por exemplo, que apresentam faixas pretas como códigos de barras, que surgem em decorrência de disfunções hormonais, como uma insuficiência das glândulas suprarrenais, da ingestão de certos medicamentos ou de tumores da matriz ungueal, de onde nasce a unha.

A forma e a textura das unhas também fornecem indicações. “Unhas convexas e sem brilho encontram-se, às vezes, em pessoas acometidas por uma doença cardíaca ou pulmonar crônica grave. Costuma-se dizer que unhas secas e frágeis resultam de falta de vitaminas A, B ou E ou de uma carência de cálcio, mas a suplementação, muitas vezes proposta, nem sempre é eficaz. Sabemos tratar de unhas côncavas, que assinalam um eventual deficit de ferro na criança”, explica Gamonal.

As unhas frágeis, quebradiças e que com frequência escamam são um dos efeitos da tireoidite de Hashimoto, com que a nutricionista Maria Rita de Cássia Brito, 57 anos, foi diagnósticada anos atrás. A doença foi descoberta em exames solicitados por um endocrinologista, mas as condições das unhas poderiam ter revelado a doença se o problema fosse relatado a um dermatologista. De acordo com a médica Ana Cláudia de Brito Soares, membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia — Regional Minas Gerais, uma análise clínica das unhas pode sugerir problemas, mas é imprescindível seguir a investigação com exames.

A fragilidade das unhas mudou os hábitos de Maria Rita, que vai à manicure a cada 15 dias, e não semanalmente; e precisa tirar o esmalte antes da hora, para deixar a região “respirar” um pouco. Não são necessários remédios específicos para a unha, mas ela mesma preparou uma dieta com aportes de vitamina D. “Acho que o problema é um somatório de fatores e tem inclusive relação com um excesso de vitamina A, que afeta a saúde das unhas”, diz a nutricionista.

A alimentação, aliás, tem influência direta sobre a saúde das unhas — elas refletem o status nutricional do organismo. Vitaminas B3, A e C (encontradas na maioria dos alimentos), ferro (em carnes e feijão), magnésio (em verduras escuras), selênio (em castanha-do-pará), zinco (em carnes e alimentos integrais) e biotina (em ovos e iogurte) são ótimos para o fortalecimento, diferentemente do cálcio, que tem pouca influência.

Ajuda especializada
Segundo Ana Cláudia Brito, se a unha não estiver lisa, brilhante e transparente e não for possível enxergar a meia-lua da cutícula, isso é uma indicação de que algo não vai bem. Alterações na coloração, como opacidade, podem sugerir micoses e psoríase; e até melanomas, no caso de áreas acastanhadas. Descolamentos de unhas podem ser traumas, micoses ou alergias. Já alterações na espessura, como unhas muito grossas e rugosas, principalmente no pé, podem indicar problemas de circulação, micose e psoríase.

E as fracas? “Ah, essas ainda são um mistério para a dermatologia. Geralmente, lâminas mais finas podem ser sinal de uma agressão por agente externo, mas também um estado de desnutrição ou anemia”, diz a médica. O importante é investigar. A manicure Eliana de Souza Cardoso, 46 anos, vive uma “ironia do destino”. Todos os dias zela para que as unhas das clientes fiquem bem cuidadas e bonitas, o que não é possível com as suas próprias. Eliana e uma de suas irmãs nasceram com uma deformação na unha, uma estrutura fina, que mal cresce e é cheia de ondulações. Na adolescência, quando o problema a incomodava muito, chegou a procurar um médico, que lhe assegurou ser um problema genético. Fato é que quatro dos três filhos de Eliana e o neto têm o problema.

No salão (e em casa)
Use material individual para corte e limpeza e nunca o empreste a ninguém. Se fizer a unha com manicures, use apenas ferramentas esterilizadas.

Evite retirar as cutículas. Elas são importantes para proteger pele e unha, pois funcionam como barreira protetora para a entrada de germes e materiais estranhos. A cutícula está para a unha assim como a gengiva está para os dentes. Se, ao escová-los, a gengiva for cortada,
sangramentos, dores, inflamações e infecções serão mais comuns.

Ao cortar as unhas, adote um formato quadrado e não as deixe compridas nem curtas — mas sempre retas.

Ao fazer as unhas e suspeitar que alguma está com micose, deixe para limpá-la por último e evite assim a autocontaminação. Imediatamente, procure tratá-la.

Evite usar objetos pontiagudos para limpar sob as unhas, o que pode provocar seu descolamento (onicólise), de tratamento bastante difícil. O ideal é amolecer a sujeira com sabonete e usar uma escovinha, que agride menos.

Esmaltes não prejudicam as unhas. Sua função é embelezar e proteger.

Não use acetona para remover esmaltes antigos, pois, por ser um solvente, ela agride quimicamente o enxofre das unhas. Dê preferência ao óleo de banana.

Os pedacinhos de pele que costumam ficar perto das unhas, os chamados “padrastos” ou espigos, não devem ser arrancados com os dentes, pois certamente inflamarão. Corte-os com tesoura e aplique um creme hidratante.

Encravaram. E aí?
Ao primeiro sinal de inflamação ou dor na região em volta das unhas, limpe o local e aplique um produto à base de antibiótico (neomicina ou garamicina, por exemplo) duas vezes ao dia, até melhorar. Não tente ficar cortando as laterais na tentativa de “desencravar”, porque isso só vai piorar o processo. Nesses dias, evite atividades físicas (esportivas ou no trabalho) que machuquem ainda mais a região.

Se não melhorar em uma semana, procure seu médico ou um dermatologista para uma melhor avaliação. A cirurgia só é indicada em casos mais avançados. Quando realizada por profissionais treinados, existe grande chance de ser única, com pós-operatório rápido e imediato uso de calçados.

Para evitar unhas encravadas, faça sempre um corte reto, nunca arredondado, principalmente nas unhas dos pés. O corte errado é a principal causa de unhas encravadas. A segunda é o uso de calçados apertados. Evite, portanto, os de bico fino ou passe a usar um número maior do que normalmente calça.

Saiba mais
Exame toxicológico
A análise toxicológica das unhas em medicina legal pode revelar sinais produzidos por envenenamento por arsênico, que provoca faixas brancas transversais em todas elas, as chamadas faixas de Mees. O conhecimento pode ser empregado também na luta contra o doping, para o qual o exame das unhas fornece algumas informações. Pesquisadores britânicos desenvolveram uma técnica baseada na análise da extremidade livre das unhas dos dedos do pé que poderia evidenciar, antes de uma competição, traços de produtos ilícitos dopantes, como a testosterona e a pregnenolona, mais de um ano após seu consumo, já que a renovação de uma unha do dedo do pé ocorre entre 12 e 18 meses. O método foi testado com êxito na busca por sinais de heroína ou de cannabis nos toxicômanos. É por motivos como esses que a onicologia — a ciência das unhas — passou a ser uma realidade científica com crescentes possibilidades terapêuticas, tornando indispensável a inserção da semiologia das unhas no ensino e na prática médicos.

Fonte Correio Braziliense