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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Programa fluminense opera 240 obesos para redução de estômago em um ano de funcionamento

Rio de Janeiro - Em funcionamento há um ano no Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), a Unidade do Programa de Obesidade (UPO) da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, desenvolvida em parceria com o Instituto Achiles, contabiliza 240 pacientes operados gratuitamente.

“Já atendemos 36 municípios. Somente na cidade do Rio de Janeiro, já foram 55 bairros beneficiados pelo programa”, disse ontem (25), à Agência Brasil, o presidente do Instituto Achiles, Cid Pitombo. Em toda a rede de hospitais federais, foram operados 16 doentes, em 2011, contra 216 no programa do governo fluminense.

O objetivo da UPO é operar pacientes portadores de obesidade mórbida. Atualmente, são operados 20 pacientes por mês. Pitombo revelou, contudo, que a meta é, a partir de 2012, elevar o número de operações para 30 mensais. “Isso deve aumentar o volume cirúrgico para 300 pacientes por ano”, estimou.

Segundo Pitombo, o estado do Rio de Janeiro tem o único serviço do país que faz esse tipo de cirurgia dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) por videolaparoscopia. Esse procedimento torna a cirurgia menos invasiva, permite ao paciente voltar mais rapidamente às atividades de trabalho e diminui a incidência de complicações pós-operatórias.

“No ano passado, todos os pacientes ficaram apenas dois dias internados e a gente não teve nenhuma complicação”, afirmou. Também não houve necessidade de utilização do Centro de Terapia Intensiva para Obesos (CTI), nem do tomógrafo.

O programa prevê o acompanhamento do paciente pelo prazo mínimo de dois anos após a cirurgia, por uma equipe multiprofissional, integrada por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.

Pitombo esclareceu que qualquer unidade pública de saúde do estado pode indicar a cirurgia bariátrica pelo sistema de videolaparoscopia. Nesse caso, o médico faz o encaminhamento do paciente à Central de Regulação do Estado, que o remete, por sua vez, ao Instituto Achiles, que marca a consulta.

De acordo com resolução do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina (CFM), podem ser operados para redução do estômago pacientes entre 18 e 65 anos e que tenham um índice de massa corporal acima de 40. Esse índice é obtido dividindo-se o peso pela altura da pessoa multiplicado ao quadrado. “Se passar de 40, a princípio, esse paciente tem indicação de cirurgia”.

Problemas cardíacos podem ser um impeditivo à operação, destacou Pitombo. Nesse caso, o paciente terá que perder peso e regularizar o quadro cardiológico para se candidatar à cirurgia. Já problemas como diabete e pressão alta não impedem que o obeso seja operado. “A maior parte é portadora de diabetes ou pré-diabetes. É até uma boa indicação quando o paciente é obeso e diabético, porque essa cirurgia tem grande efeito na melhora da diabete dos pacientes em geral”.

Na segunda etapa do programa de cirurgia bariátrica, que deve começar este ano, os pacientes serão submetidos a cirurgias plásticas para a remoção do excesso de pele depois da operação para redução do estômago. A cirurgia plástica, no entanto, só poderá ser feita pelo menos um ano e meio depois a operação para redução do estômago.

A administradora Fernanda Wanick, de 33 anos, foi uma das primeiras pacientes operadas no âmbito do programa. Ela perdeu 42 dos 119 quilos que tinha antes da cirurgia. "Hoje, voltei a ter os prazeres que tinha deixado para trás, como fazer compras e ir à praia", disse.

Fonte Agência Brasil

Anvisa abre consulta pública com objetivo de acelerar entrada de novos genéricos no mercado

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu nesta terça-feira (24) consulta pública sobre proposta de tornar obrigatória a liberação de amostras de remédios de referência para que outros laboratórios possam fazer testes de bioequivalência. Com essa proposta, a ideia da agência é acelerar a entrada de novos remédios genéricos no mercado.

O teste de bioequivalência permite saber se o remédio genérico tem o mesmo efeito do de referência. Para registrar um novo genérico e similar, o laboratório precisa fazer a análise. No entanto, necessita do produto de referência para fazer a comparação.

De acordo com a Anvisa, muitos laboratórios encontram dificuldade de conseguir o remédio de referência no mercado. Isso porque muitos não estão à venda, sendo usados somente por hospitais.

A proposta da agência reguladora é que os fabricantes forneçam seus produtos de referência. A consulta pública foi publicada no Diário Oficial da União e ficará aberta por 60 dias. As sugestões e críticas sobre a proposta podem ser enviadas ao endereço SAI Trecho 5, Área Especial 57, CEP 71.205-050, Brasília, para o fax: (61) 3462-5602 ou para o email: cp10.2012@ anvisa.gov.br.

Fonte Agência Brasil

Ministério da Saúde distribui carta de consulta a pacientes sobre atendimento do SUS

Brasília - O Ministério da Saúde iniciou ontem(25) a distribuição da Carta SUS aos estados, que vai permitir ao governo saber a satisfação do usuário com o atendimento na rede pública de saúde do país.

Anunciada em novembro passado pela pasta, cerca de 1 milhão de correspondências serão enviadas, por mês, a casa de pacientes que foram internados em hospitais públicos. Em Curitiba, no Paraná, onde todas as cartas serão impressas, a entrega já começou. Em outros estados, a previsão é que tenha início a partir de hoje (26), de acordo com o ministério. Até o momento, foram impressas 57 mil cartas.

O usuário poderá opinar sobre a instalação do hospital, o atendimento prestado pelos médicos e enfermeiros e se recomendaria o hospital a um amigo ou parente. Os critérios de avaliação são: muito bom, bom, regular, ruim a muito ruim. O questionário pode ser respondido pelo paciente ou algum membro da família.

A carta deve ser enviada pelos Correios sem nenhum custo, pois o selo já vem pago.

Com as respostas dos usuários, o ministério quer identificar como está o atendimento nas unidades de saúde e também denúncias de abuso ou desvio de dinheiro público. A satisfação do paciente é um dos requisitos para a concessão de verba extra para prefeituras, estados e o Distrito Federal.

Fonte Agência Brasil

Plano integrado contra o crack começa pelo Rio de Janeiro

Brasília – O Rio de Janeiro será o primeiro estado a participar do plano integrado de enfrentamento ao crack, lançado no fim do ano passado pelo governo federal. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes vão assinar hoje (26) o acordo de adesão ao plano.

De acordo com o Ministério da Justiça, o pacto entre as três esferas de governo tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção.

O conjunto de ações para o enfrentamento ao crack tem previsão de investimento de R$ 4 bilhões até 2014. As ações estão estruturadas em três eixos – cuidado, prevenção e autoridade – e serão desenvolvidas de forma integrada com estados e municípios.

O novo plano é uma atualização do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, criado por decreto em maio de 2010. Entre ações está a atenção aos usuários, a ampliação da rede de atenção, a capacitação de pessoas que trabalham no tratamento de usuários de drogas, entre outros.

Além de Cardozo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e os secretários executivos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes, e da Secretaria de Direitos Humanos, Ramaís de Castro, participarão do evento.

Fonte Agência Brasil

Centros de tratamento de obesos do Rio começam a mostrar resultados positivos

Rio de Janeiro – As pessoas com problemas de obesidade na capital fluminense têm duas unidades específicas para o tratamento do problema de saúde que atinge grande parte da população brasileira. O segundo centro começou a funcionar anteontem (24) e pelo menos 20 pacientes procuraram os serviços. O novo Centro de Referência do Obeso do Rio de Janeiro (CRO-Rio) fica na Clínica da Família Felippe Cardoso, no bairro da Penha, zona norte da cidade.

O primeiro centro funciona desde julho do ano passado em Acari, também na zona norte da cidade, e atendeu até agora mais de 112 pacientes, disse hoje (25) à Agência Brasil a nutricionista da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, Jorginete Damião. Um terceiro CRO será inaugurado até março em Madureira.

A nutricionista destacou que a iniciativa é inédita no Brasil e tem como foco principal a perda de peso do paciente obeso, o controle da saúde, além do aumento da qualidade de vida. “A ideia é que a gente possa atender pacientes obesos graves, com índice de massa corporal acima de 40, principalmente com diabete, encaminhados por unidades de atenção primária”, disse.

O atendimento é feito por uma equipe multidisciplinar, da qual fazem parte médicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e professores de educação física. Nos CROs, os obesos recebem atendimento individual e em grupo e são orientados a fazer atividades físicas em casa, no dia a dia. Os centros são vinculados a unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que realizam cirurgias de redução do estômago, para as quais encaminham pacientes que apresentam essa necessidade.

Os centros têm ainda a missão de promover a prevenção da obesidade, além de apoiar as unidades de atenção primária para os cuidados em relação aos casos menos graves que possam ser atendidos na rede básica de saúde. Segundo Jorginete, muitas pessoas consideram a obesidade um risco, mas não uma doença. “Aí, o que acontece é que o paciente vai ganhando peso ao longo da vida e, quando chama a atenção da unidade de saúde, ele já está muito grave. Já está com diabete, com hipertensão e outras coisas associadas”.

Jorginete Damião ressaltou também a necessidade da realização de pesquisas na área. “A gente precisa ter mais conhecimento, porque sabe que o sucesso com o paciente obeso não tem sido grande”. Nos cinco meses iniciais de funcionamento do CRO de Acari, foi registrada perda de peso até 20 quilos nos pacientes obesos atendidos, disse.

Fonte Agência Brasil