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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Exames: Toxoplasmose

O que é
A sorologia para toxoplasma é o exame de sangue que detecta a presença de anticorpos contra o parasita Toxoplasma Gondii, o causador da toxoplasmose. A contaminação por esse microorganismo se dá por manuseio de terra contaminada, fezes de gatos (animais hospedeiros do parasita) e consumo de carne crua ou mal cozida.

Para que serve
Serve para diagnosticar toxoplasmose congênita ou pós-natal, para investigar a presença de anticorpos contra o Toxoplasma Gondii em grávidas. Caso a grávida se contamine durante a gestação, pode passar a doença para o feto, o que gera risco de aborto espontâneo ou problemas no nascimento.

Como é feito
É feito por meio de coleta de sangue de uma veia do braço. Em bebês, o sangue é colhido do calcanhar (algumas gotas).

Preparo
Não é necessário preparo especial antes do exame.

Valores de referência
Em bebês o valor de referência é negativo. Em adultos os resultados podem ser:

IgG até 5,74 UI/ml = negativo

IgG entre 5,74 e 8,29 UI/ml = suspeita

IgG acima de 8,29 UI/ml = positivo

IgM = Não reagente

Fonte iG

Apneia obstrutiva do sono

Apnéia obstrutiva do sono

Definição

A apneia obstrutiva do sono é uma doença em que a pessoa apresenta episódios de respiração interrompida durante o sono.
Este artigo discorre sobre a apneia obstrutiva do sono em adultos.

Nomes alternativos

Apneia do sono – obstrutiva; apneia – síndrome da apneia obstrutiva do sono; distúrbio respiratório do sono

Causas, incidência e fatores de risco

Geralmente, os músculos da parte superior da garganta ajudam a manter as vias respiratórias abertas e permitem o fluxo do ar para os pulmões. Embora esses músculos costumem relaxar durante o sono, a faringe permanece aberta o bastante para permitir a passagem do ar.
Entretanto, em algumas pessoas, essa região da garganta é mais estreita. Quando os músculos das vias aéreas superiores relaxam durante o sono, pode haver sua oclusão total. Isso impede que o ar chegue aos pulmões.
Podem ocorrer roncos altos e respiração forçada. Durante o sono profundo, a respiração pode ser interrompida por um período (geralmente mais de 10 segundos). Isso é chamado de apneia.
Um episódio de apneia é seguido por uma tentativa súbita de respirar e uma alteração para uma etapa mais leve de sono. O resultado é um sono fragmentado ou interrompido que não é revigorante. Como consequência, as pessoas com apneia do sono sentem-se mais lentas ou sonolentas durante o dia, o que recebe o nome de sonolência excessiva diurna.
Homens idosos e obesos parecem apresentar um risco maior, embora muitas pessoas com apneia obstrutiva do sono não sejam obesas.
Os fatores a seguir também podem aumentar seu risco de apresentar apneia obstrutiva do sono:
  • Determinados formatos de palato e mandíbula
  • Tensilas e adenoides grandes em crianças
  • Pescoço ou clavícula largos
  • Língua grande
  • Via respiratória estreita
  • Obstrução nasal
  • Obesidade
Ingerir álcool ou usar sedativos antes de dormir pode aumentar a probabilidade de um episódio de apneia.

Sintomas

Normalmente, uma pessoa com apneia obstrutiva do sono não sabe que tem episódios de apneia durante a noite. Seus familiares, principalmente os cônjuges, presenciam os períodos de apneia.
Um paciente com apneia obstrutiva do sono normalmente ronca profundamente logo após adormecer. O ronco continua em ritmo regular por algum tempo, tornando-se cada vez mais alto. Em seguida, é interrompido por um longo período de silêncio durante o qual não há respiração. Essa oclusão é seguida por um urro alto e um suspiro e o ronco recomeça. Esse padrão é repetido com frequência durante toda a noite.
Os principais sintomas costumam estar associados à sonolência excessiva diurna:
  • Sonolência diurna anormal, inclusive adormecer em momentos inadequados
  • Acordar cansado pela manhã
Outros sintomas possíveis:
  • Depressão (possivelmente)
  • Problemas de memória
  • Cefaleia diurna
  • Mudanças de personalidade
  • Falta de concentração
  • Sono agitado e irregular
  • Despertar frequente durante o sono para urinar
  • Insônia
Outros sintomas que podem ocorrer com essa doença:
  • Comportamento hiperativo, principalmente em crianças
  • Inchaço nas pernas (se o caso for grave)

Exames e testes

O médico realizará um exame físico e um histórico médico completos, que envolverá examinar cuidadosamente sua boca, pescoço e garganta. Talvez você precise responder um questionário sobre a sua sonolência diurna, qualidade do sono e hábitos noturnos.
Um estudo do sono (polissonografia) é usado para confirmar a apneia obstrutiva do sono.
Outros exames que podem ser realizados incluem:

Tratamento

O objetivo é manter as vias respiratórias abertas para que a respiração não seja interrompida durante o sono.
As seguintes mudanças no estilo de vida podem aliviar os sintomas da apneia do sono em algumas pessoas:
  • Evitar a ingestão de álcool e sedativos antes de dormir
  • Evitar dormir de barriga para cima
  • Perder peso
Atualmente, o CPAP (máscara para pressão positiva contínua na via aérea) é considerado o tratamento padrão para a apneia obstrutiva do sono na maioria das pessoas. Muitos pacientes não toleram o tratamento com CPAP. Um bom apoio e acompanhamento de um centro de estudos do sono pode, normalmente, ajudar a superar qualquer problema com a utilização do CPAP. Para obter mais informações sobre esse tratamento, consulte: CPAP.
Talvez alguns pacientes precisem usar aparelhos odontológicos na boca durante a noite para manter a mandíbula posicionada mais para frente.
As cirurgias costumam ser a melhor opção em alguns casos. Isso pode envolver:
  • Uvulopalatofaringoplastia (UPFP): para remover o excesso de tecido na parte posterior da garganta
  • Cirurgias mais invasivas: para corrigir estruturas anormais da face nos raros casos em que o paciente apresenta apneia do sono grave ou em que o tratamento não tiver ajudado
  • Traqueostomia: para criar uma abertura na traqueia e contornar as vias respiratórias bloqueadas caso existam problemas anatômicos (raramente realizada)
  • Cirurgias no nariz ou na cavidade óssea
A cirurgia para remoção de tonsilas e adenoides pode curar a doença em crianças, mas ela parece não ser eficaz na maioria dos adultos.

Evolução (prognóstico)

Com tratamento, os sintomas da apneia do sono devem ser completamente corrigidos.

Complicações

Em razão da sonolência diurna, as pessoas com apneia do sono apresentam um risco maior de:
  • Acidentes de automóvel por dirigir com sono
  • Acidentes de trabalho por adormecer no serviço
A apneia obstrutiva do sono não tratada pode conduzir a (ou piorar) uma doença cardiovascular, como:

Ligando para seu médico

Ligue para o seu médico se:
  • Você apresentar sonolência excessiva diurna
  • Você ou sua família notarem sintomas de apneia obstrutiva do sono
  • Você tiver a doença e os sintomas não melhorarem com o tratamento ou novos sintomas aparecerem
Procure ajuda médica imediata ou ligue para o número de emergência local (como 192) se você apresentar algum dos seguintes sinais de emergência médica:
  • Perda de consciência
  • Sonolência extrema
  • Alucinações
  • Mudanças de personalidade
  • Confusão persistente

Prevenção

As crianças com tonsilas e adenoides muito grandes podem desenvolver a apneia do sono ou outros problemas relacionados. Elas devem ser examinadas por um médico para determinar se outros exames são necessários.

Fonte iG

Primeiros Socorros: Transporte da vítima

Transportar a vítima é um procedimento muito arriscado. Muitas vezes, na tentativa de ajudar, a pessoa acaba agravando um quadro estável.

Fazendo um movimento inadequado, uma lesão que já existe pode comprimir a medula e provocar paralisia. Se a vítima estiver em um lugar de difícil acesso a hospitais e necessitar ser transportada, há alguns cuidados a tomar.

Como agir em caso de vítima grave, com possível lesão na medula:
- Movimente a vítima o menos possível
- Peça ajuda de outras pessoas para carregá-la

- Pegue um pedaço de madeira grande, uma porta ou alguma coisa que possa servir de maca. É necessário deixar a coluna reta

- Não use lençóis para transportar a vítima. Use-os fazendo rolos que possam garantir mais firmeza ao transporte

- Se a vítima estiver de bruços, consciente e respirando, transporte-a nessa posição, segurando a cabeça dela o tempo todo, para evitar que se mexa

Como agir em caso de vítima de mal-estar, desmaio ou intoxicação:
- Se a vítima puder caminhar, passe o braço dela pelo seu pescoço e segure-a com firmeza pelas costas

- Se a vítima não puder caminhar, leve-a nas costas ou pegue-a no colo colocando um braço por baixo dos joelhos e o outro em torno das costas dela

- Também existe a possibilidade de carregá-la como “transporte de bombeiro” (a vítima é transportada com tórax totalmente apoiado nas costas de quem a carrega, ficando um perna da vítima para cada lado do corpo do transportador). Esse transporte exige força e só pode ser feito por alguém capaz de aguentar o peso da vítima

Como agir em caso de acidente de carro:
- Não mexa na vítima e só tente retirá-la do veículo se houver risco de explosão

- Se você corre riscos ao prestar socorro à vítima não o faça

- Em caso de risco de explosão, tome muito cuidado ao retirar a vítima do local: coloque-se por trás dela, passando as mãos sob suas axilas. Com uma das mãos fixe o braço da vítima junto ao tórax e com o outro imobilize o pescoço dela. Tire-a do carro arrastando o corpo dela de encontro ao seu, fixando as costas dela nas suas coxas

Fonte iG

Remoção e Extração de Dentes

Etapas da extração de um dente

Antes de extrair um dente, seu dentista fará uma revisão completa no seu histórico médico e dentário.

Por que os dentes são extraídos?
Os dentes são extraídos por vários motivos:

- Uma cárie muito profunda no dente;
- Uma infecção que destruiu uma grande porção do dente ou do osso adjacente;
- Não existe espaço suficiente para todos os dentes em sua boca.

Muitos dentistas recomendam a extração de dentes inclusos que nasceram apenas parcialmente. As bactérias podem se instalar em volta de um dente que nasceu parcialmente, causando uma infecção, a qual pode se estender para o osso adjacente e tornar-se um problema ainda mais sério. Os dentes inclusos continuam tentando atravessar o tecido da gengiva mesmo quando não há espaço suficiente para acomodá-los. A constante pressão causada por esta tentativa de erupção pode acabar afetando as raízes dos dentes vizinhos. Remover um dente incluso pode evitar uma infecção, danos aos dentes e osso adjacentes, além de evitar um sofrimento futuro.

Como são extraídos os dentes?
Antes de extrair um dente, seu dentista fará uma revisão completa no seu histórico médico e dentário e providenciará as radiografias necessárias.

As radiografias revelam o comprimento, formato e posição do dente e osso adjacente. Com base nessas informações, seu dentista poderá avaliar o grau de dificuldade do procedimento e decidir se deverá encaminhá-lo para um especialista, no caso, um cirurgião-dentista.

Antes da extração, a área em volta do dente será anestesiada. Os dentistas utilizam um anestésico local para amortecer a área da boca onde a extração ocorrerá.

Na extração simples, uma vez que a área é anestesiada, o dente é descolado do osso com um tipo de alavanca, e então extraído com um fórceps dentário. Seu dentista também poderá suavizar e remodelar o osso que sustenta o dente. Terminada esta etapa, ele poderá optar por fechar a área com alguns pontos cirúrgicos.

O que esperar após uma extração?
Pode-se esperar um pouco de dor e desconforto logo após uma extração. Em alguns casos, seu dentista poderá prescrever-lhe um analgésico. Colocar gelo sobre a face durante 15 minutos também pode ajudar. Deve-se, também, beber água com um canudo, limitar atividades bruscas e bebidas quentes. No dia seguinte à extração, seu dentista pode sugerir que você comece a lavar sua boca gentilmente com água morna e sal (não engula a água). Em circunstâncias normais, o desconforto deve diminuir num período de três dias a duas semanas. No caso de dor intensa ou prolongada, inchaço, sangramento ou febre, ligue para seu dentista imediatamente.

Fonte Colgate-Palmolive

Pressão arterial deve ser verificada nos dois braços do paciente

Revisão mostra que medidas diferentes nos membros indicam doença vascular

Uma revisão de 28 estudos publicada na versão online da revista The Lancet aponta que os médicos deveriam medir a pressão arterial nos dois braços do paciente - e não apenas em um, como ocorre na maioria dos consultórios.

Isso porque medidas diferentes de pressão nos braços podem indicar risco aumentado de doença vascular periférica.

Medir a pressão nos dois braços já é recomendado nas diretrizes de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia - a última atualização foi publicada em 2010. A norma orienta que na primeira consulta os médicos meçam a pressão nos quatro membros do paciente: nos dois braços e nas duas pernas - o que nem sempre acontece.

A revisão foi conduzida pelo médico Christopher Clark, da Universidade Exeter (Grã-Bretanha), e demonstrou que uma diferença de pressão sistólica acima de 15 milímetros de mercúrio (mm Hg) entre os dois braços está associada ao maior risco de ter uma das artérias parcialmente obstruída.

Seria o caso, por exemplo, de um paciente ter a pressão arterial de 120 mm Hg por 80 mm Hg (12 por 8) em um dos braços e de 140 mm Hg por 80 mm Hg (14 por 8) no outro. A diferença de 140 para 120 é 20. Segundo o estudo, o paciente deveria ser encaminhado para exames mais específicos.

No Brasil, as diretrizes recomendam uma investigação mais aprofundada apenas nos casos em que a medição da pressão apresentar uma diferença superior a 20 mm Hg entre os dois braços. Para o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do InCor, esse é um ponto que poderá ser reavaliado no País. "Uma das coisas mais importantes desse estudo é que a diferença de pressão entre os dois braços a ser considerada perigosa é de 15, enquanto aqui no Brasil o valor é 20. Talvez a gente tenha de rever as diretrizes e também baixar esse número", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte iG