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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Prefeitura de Olímpia - SP abre processo seletivo

A prefeitura paulista de Olímpia, com município a 453 km da capital, está com inscrições abertas para o processo seletivo Nº 001/2012 com o objetivo de contratar 60 profissionais de nível Fundamental na área da Saúde. O certame será realizado através da empresa Persona Capacitação.

As oportunidades são para o cargo de Agente Comunitário de Saúde, que serão destinadas aos Núcleos V, VI, VII e VIII correspondentes as UBS Dr. Clodoaldo Marin Sarti, Dr. Waldomiro Paiva Luz, Dalva Moreira Ayusso e Tropical II, com remuneração de R$ 796,20, com jornada de trabalho de 40h semanais.

Serão reservadas 5% das vagas a serem disponibilizadas para as respectivas funções-atividades aos portadores de deficiência, quando implementado o número de admitidos suficiente para a aplicação do presente dispositivo.

Os interessados deverão fazer suas inscrições pelo endereço eletrônico http://www.personacapacitacao.com/, até ás 22h do dia 15 de fevereiro de 2012. A taxa é de R$ 30,00.

O certame será realizado através de prova escrita composta por questões de português, matemática e conhecimentos específicos a todos os inscritos.

Os gabaritos oficiais e a classificação dos candidatos serão publicados, no prazo de vinte dias após a realização das provas.

A validade do processo seletivo será de 1 ano contado da data de sua homologação, podendo ser prorrogado por igual período mediante ato do Executivo Municipal.

Anvisa define regras para limpeza de lençóis, aventais e roupas hospitalares

Até agora, unidades não eram obrigadas a seguir nenhum tipo de procedimento específico

Depois de quatro anos de discussão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução que estabelece regras para limpeza de lençóis, aventais e outras roupas usadas em hospitais e serviços de saúde. Até agora, as unidades não eram obrigadas a seguir nenhum tipo de procedimento específico. Estava em uso apenas um manual de instruções, editado pela própria agência, cujo cumprimento não era obrigatório.

“Vigilâncias sanitárias locais podiam autuar as unidades, caso considerassem que a limpeza colocava em risco a saúde do paciente. Mas agora, com regras específicas, isso fica mais fácil”, afirmou a gerente de regulação e controle sanitário da Anvisa, Maria Angela da Paz.

A resolução também obriga as empresas a terem controle de todas as etapas: o transporte de roupas sujas e limpas e forma de processamento terão de ser documentados.

As regras são publicadas pouco mais de três meses depois de tecidos com carimbos de hospitais brasileiros terem sido identificados em bolsos de forros de calças vendidos no Nordeste do País.

A norma permite que a higienização das peças possa ser feita tanto por hospital quanto por empresas terceirizadas. Para execução do serviço, porém, a empresa terá de ter licença emitida pela vigilância sanitária local.

A gerente da Anvisa afirma não haver registros de surtos de infecção hospitalar associados ao uso de roupas higienizadas de forma inadequada. “O risco de uma contaminação é muito pequeno, mas cuidados têm de ser adotados.”

Norma
Entre as determinações descritas pela resolução está o uso de lavadoras especiais, com duas portas: uma para entrada de roupa suja e outra, para retirada da roupa limpa. “A regra determina que a área do material usado seja separado fisicamente daquele que já foi higienizado. Algo que até hoje algumas unidades não respeitam”, disse Maria Angela. De acordo com ela, há serviços que usam ainda lavadoras domésticas. “Uma prática totalmente inadequada”, constata a gerente da Anvisa.

Para que a limpeza seja correta, afirma, é preciso garantir uma temperatura específica da água, tempo de trabalho da lavadora e uso de saneantes adequados, completa.

A resolução, publicada ontem no Diário Oficial, entra em vigor dentro de 180 dias. Somente depois de passado este prazo unidades que não respeitarem as regras poderão ser multadas.

Orientação
A norma torna obrigatória também a capacitação de profissionais que participam do processo de limpeza do material e proíbe a reutilização de roupas descartáveis. Maria Angela afirma que até hoje nenhum hospital foi flagrado reutilizando roupas e lençóis descartáveis. “Foi muito mais uma medida preventiva.”

A gerente da Anvisa afirma ser comum uma norma permanecer em discussão por um longo período, como ocorreu com essa resolução. “Se não há urgência, há todo um debate a ser realizado”, disse. A norma foi colocada em consulta pública em 2009.

Fonte Estadão

Cesariana não aumenta risco de obesidade na criança, diz estudo

Pesquisas anteriores haviam encontrado relação entre excesso de peso e tipo de parto, mas agora ela foi descartada; em 2009 mais da metade dos bebês nasceram por cesariana

Crianças nascidas de parto cesariana não têm mais chance de ficarem obesas do que as nascidas por via vaginal, diz um novo estudo brasileiro.

Pesquisas anteriores haviam encontrado uma relação entre excesso de peso e cesáreas, levando alguns cientistas a sugerir que a falta de exposição às bactérias do canal vaginal poderia tornar as crianças mais obesas, mas as últimas descobertas - publicadas no American Journal of Clinical Nutrition - sugerem que esse não parece ser o caso.

A pesquisa é de particular interesse no país, porque em 2009 mais da metade dos bebês nasceram de parto cesáreo. Nos Estados Unidos, o número vem crescendo nos últimos anos e está em torno de 30%.

"Nós pensamos no início que provavelmente o que aconteceu com os estudos anteriores é que eles provavelmente não ajustaram todas as variáveis", disse Fernando Barros, da Universidade Católica de Pelotas, que trabalhou no estudo, referindo-se a fatores como peso e altura da mãe.

Barros e seus colegas usaram dados de três grupos de milhares de pessoas nascidas no sudeste brasileiro em 1982, 1993 e 2004.

Pesquisadores entraram em contato com as crianças em diferentes idades até a mais velha ter 23. Aqueles nascidos de cesariana tinham mais probabilidade de ser pesados, com taxas de obesidade entre 9% e 16%, comparado às taxas de 7% e 10% do que os nascidos por parto vaginal.

No entanto, essa diferença desapareceu quando os pesquisadores pesaram fatores como renda familiar, peso ao nascer, escolaridade, peso e estatura da mãe, idade e tabagismo.

Os pesquisadores dizem que questões como dieta da grávida e tabagismo, e se ela tem ou não diabetes podem influenciar o desenvolvimento do feto.

Fonte Estadão

Beber um copo de leite por dia pode beneficiar o cérebro

Consumo ajuda a melhorar memória e outras funções cerebrais, diz estudo

Quem toma um copo de leite por dia ajuda duplamente o organismo, pois recebe os nutrientes essenciais necessários e também colabora para um melhor desempenho mental, diz um estudo recente, publicado no 'International Dairy Journal'.

De acordo com o texto, adultos com maior consumo de leite e produtos lácteos conseguem atingir pontos muito mais elevados em testes de memória e de outras funções cerebrais do que aqueles que bebem pouco ou nenhum leite. Além disso, as possibilidades de falha dos bebedores de leite são cinco vezes menores do que o restante.

No estudo, pesquisadores da Universidade de Maine acompanharam mais de 900 homens e mulheres, com idades entre 23 e 98, durante testes do cérebro - incluindo testes de memória visual-espacial, verbal e de trabalho. Os participantes também eram avaliados segundo seus hábitos de consumo de leite.

Foram realizadas oito diferentes medidas de desempenho mental e, independentemente da idade ou do teste, todas as pessoas que bebiam ao menos um copo de leite por dia apresentavam mais vantagens na hora da resolução.

As maiores pontuações foram observadas naqueles com grande ingestão de leite e produtos lácteos em comparação com os que consomem pouco e em menor frequência. Os benefícios persistiram mesmo depois que os estudiosos levaram em conta outros fatores que podem afetar o cérebro, como a saúde cardiovascular, a dieta alimentícia e o estilo de vida. Na verdade, os bebedores de leite tendem a adotar dietas mais saudáveis no geral, dizem os pesquisadores.

Além dos muitos benefícios para a saúde, como evitar problemas nos ossos, o leite pode ajudar a retardar o declínio mental. Ou seja, um benefício para o futuro e inevitável envelhecimento da população.

Segundo os cientistas, ainda são necessárias mais pesquisas, porém não dá para ignorar os efeitos positivos do leite sobre o funcionamento do cérebro. "É uma oportunidade para retardar ou prevenir a disfunção neuropsicológica", afirmam.

Fonte Estadão

Treino musical tem impacto no envelhecimento

Prática pode retardar perda auditiva, sugere novo estudo

As perdas auditivas que costumam ocorrer com o envelhecimento podem ser evitadas com treinamento musical, diz um novo estudo da Northwestern University. O estudo é o primeiro a fornecer evidências biológicas de que uma experiência musical ao longo da vida pode ter impacto no processo de envelhecimento.

Ao medir as respostas automáticas do cérebro de jovens e velhos músicos e não músicos para sons, os pesquisadores do Auditory Neuroscience Laboratory descobriram que os mais velhos levavam vantagem no tempo de resposta neurológica.

"Os músicos mais velhos não só superaram seus colegas mais velhos não músicos mas codificaram o estímulo sonoro tão rapidamente e precisamente quanto os jovens não músicos", diz Nina Kraus, neurocientista da universidade. "Isso reforça a ideia de que experimentar ativamente sons ao longo da vida tem um profundo efeito no funcionamento do sistema nervoso", continua.

"São descobertas importantes e muito interessantes", diz Don Caspary, que pesquisa perda auditiva na Southern Illinois University. "Elas sustentam a ideia de que o cérebro pode ser treinado para superar, em parte, alguma perda auditiva relacionada à idade", observa.

"Os dados do estudo sugerem que treinamento intensivo mesmo mais tarde pode melhorar o processo da fala nos adultos mais velhos e, como resultado, melhorar a habilidade para se comunicar em ambientes complexos e barulhentos", diz Caspary.

Estudos anteriores sugerem que o treinamento musical também compensa perdas de memória e dificuldades de escutar em ambientes barulhentos - duas queixas comuns em adultos mais velhos.

No entanto, os autores alertam que as descobertas do estudo não são e não demonstram que os músicos têm vantagem no tempo de resposta em toda resposta ao som. "Em vez disso, o estudo mostra que a experiência musical afeta seletivamente o tempo dos elementos sonoros que são importantes para a distinção entre uma consoante da outra", esclarecem os autores.

Fonte Estadão