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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Campanha amputa perna no Photoshop e causa polêmica nos Estados Unidos

Reprodução

Uma campanha impactante contra o açúcar provocou polêmica nos Estados Unidos ao amputar, no Photoshop, a perna de um ator. Tudo isso com o intuito de dizer que ele perdeu o membro por ter exagerado no açúcar e ter acabado com sérios problemas oriundos do diabetes. Acima, você pode ver o cartaz da campanha, dizendo que a quantidade dele de açúcar aumentou - e o diabetes também. Ao lado, a foto original, em que ele tem as duas pernas.

Confira outros comerciais tão chocantes e polêmicos, contra as drogas, quanto este:

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O "pai" delas é este aqui. Campanhas fortes como essa já fazem parte do histórico norte-americano. Uma das primeiras do gênero foi a do ovo, usada há mais de 20 anos. Um homem colocava um ovo em uma frigideira e dizia: "esse é o seu cérebro com as drogas". Veja o vídeo

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Contra o tabagismo: este homem, chamado Rolando Martinez, mostrava o buraco permanente em sua garganta que o fumo provocou. Ele tem que limpar diariamente - e sua vida não é mais a mesma. Dá para dizer que é impressionante e repulsivo. Porque é exatamente este o intuito do comercial. Afastar as pessoas do cigarro chocando-as. Veja o vídeo

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Esse aqui também é contra o cigarro. Marie, uma mulher do Bronx, em Nova York, teve os dedos amputados por conta de doenças relacionadas ao cigarro. Ela dá seu testemunho no comercial e mostra o que sobrou dos dedos.

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O projeto contra metanfetamina é bem forte - e extenso. Um dos vários comerciais mostra a história de um jovem que deixa outros homens dormirem com sua namorada em troca de dinheiro, para que ele possa bancar o vício nas drogas. Veja o vídeo

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A imagem acima, também publicada no jornal New York Times, como as anteriores, é de um anúncio sobre heroína, mostrando os efeitos devastadores que ela pode ter.

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Mais um do projeto contra metanfetamina. Neste, a garota entra no chuveiro para tomar banho e se depara com sua versão do futuro, após o uso das drogas, "acabada" no chão do box. Veja o vídeo

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Como resumir o que é o consumo de cocaína? Neste comercial, o homem vai ao banheiro de uma balada, abre o próprio cérebro, tira um pedaço e cheira com uma nota de dinheiro. Você está consumindo seu cérebro, basicamente. Esta é a mensagem. Veja o vídeo

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Mais um pesado: nesta cena, o homem está morto no chão do banheiro, enquanto sua mulher chora sobre ele... Veja o vídeo

Fonte R7

SP tem recorde de radiação e calor

Madrugada foi a mais quente do ano e o índice de radiação chegou ao topo; tempo seco deixou cidade em atenção

SÃO PAULO - O calor do verão finalmente chegou para valer a São Paulo. Depois de uma semana com temperaturas máximas acima dos 30ºC, a capital paulista atingiu nesta segunda-feira, 6, o nível máximo de radiação ultravioleta (UV), no início da tarde, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). A previsão para os próximos dias é de que a radiação continue alta pelo menos até domingo.

Em excesso, os raios UV podem causar queimaduras de pele e até câncer. Para se prevenir, o mais indicado é evitar o sol entre 10h e 16h, horário em que a radiação atinge o pico. O uso de protetor solar com alto fator de proteção é recomendado, além de bloqueios naturais à luz do sol, como chapéus e óculos escuros.

Os cuidados devem ser dobrados caso a exposição ao sol se repita por vários dias. Em uma escala de 1 a 14, a previsão do CPTEC é de que a radiação chegue a 14 em todos os dias desta semana por causa da grande incidência da luz do sol. Esse fenômeno tem garantido temperaturas recordes nos últimos dias. A madrugada de ontem, por exemplo, foi a mais quente do ano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 22ºC de temperatura mínima na região do Mirante de Santana, na zona norte da capital. O recorde anterior na madrugada havia sido de 21,2ºC, em 5 de fevereiro e 14 de janeiro.

A temperatura à tarde também foi alta e atingiu 32ºC no pico, mas ainda foi mais baixa do que a máxima registrada no dia 4: 33,3ºC. O calor levou muita gente aos parques da cidade, como a modelo Letícia Birkheuer, que foi ao Parque Ibirapuera com o filho, João Guilherme, e a babá.

Tempo seco. Outra mudança meteorológica dos últimos dias foi a queda na umidade relativa do ar. Ontem, a cidade entrou em estado de atenção por causa do tempo seco. A marca atingiu 27% no fim da manhã, segundo a Defesa Civil - o ideal é acima de 30%. Em épocas de chuva, como o verão, não é comum que a umidade do ar fique assim baixa. Além de causar aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, ela propicia surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares.

Como lidar com a radiação UV
- Quando o nível de radiação chega a 14, como ontem, a necessidade de proteção é intensa. Use filtro solar de alto fator de proteção para evitar exposição excessiva à radiação ultravioleta, que pode causar queimaduras de pele e câncer.

- Proteção física que bloqueie a luz solar também é essencial. Chapéus e bonés são ideais, além de óculos escuros para evitar lesões oculares.

- Evite sair de casa entre 10h e 16h. Nesse período, com o sol a pico, a radiação ultravioleta chega à sua intensidade máxima.

- Hidratação é essencial, principalmente quando o tempo também está seco. Beba muita água (pelo menos 2 litros por dia), para evitar ressecamento das mucosas.

- Grande altitude requer cuidados extras. Se for viajar para algum lugar alto, os cuidados devem ser redobrados.

Fonte Estadão

Marialva sem dengue!

Efetividade do Xgeva é posta em dúvida para tratamentos contra câncer

Remédio já está aprovado para prevenção de fraturas em ossos cancerosos

A Administração de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA, na sigla em inglês) informou que ainda não sabe se aprovará o uso do remédio Xgeva, usado para impedir fraturas e em tratamentos de câncer.

O uso de Xgeva já está aprovado em injeções para a prevenção de fraturas em ossos cancerosos sob uma formulação diferente, chamada Prolia, em casos de osteoporose.

Um estudo realizado pela Amgen - empresa de biotecnia americana que produz o tratamento - em 1.432 pacientes de câncer de próstata e que tinham deixado de responder ao tratamento com hormônios, revelou que o remédio adiou em mais de quatro meses a disseminação do câncer nos ossos em relação aos pacientes que receberam um placebo.

A FDA indicou em comunicado que deve determinar se esse atraso representa "uma medida adequada de benefício clínico", já que o remédio não contribui para alongar a vida dos pacientes ou a atrasar o progresso do câncer de próstata.

Além disso, 5% dos pacientes que usaram o Xgeva sofreram de osteonecrose, morte do osso por falta de irrigação sanguínea, na mandíbula.

Um comitê assessor deverá se pronunciar na quarta-feira sobre se considera conveniente recomendar o uso do remédio para impedir que o câncer se estenda aos ossos. A FDA se pronunciará depois da decisão do comitê.

Fonte Estadão

Programa antitabagismo tem índice de sucesso acima da média

Após 13 meses, 35% dos fumantes conseguiram permanecer longe do cigarro; média é de 27%

O alto índice de sucesso alcançado pelo Programa Antitabagismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente foi destaque na última edição do Congresso Europeu de Pneumologia, realizado na Holanda.

Como outras iniciativas do gênero, o programa coordenado pelas professoras Ercy Ramos e Dionei Ramos, do Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Ciências e Tecnologia, alia terapia de grupo, medicamentos e acompanhamento multidisciplinar.

Após 13 meses de tratamento, 35% dos fumantes inscritos conseguiram permanecer longe do cigarro. A média de programas semelhantes, segundo a literatura científica, é de 27%. No caso de pacientes que fazem apenas tratamento com remédios, de 6% a 12% conseguem abandonar o vício. Entre aqueles que tentam parar sozinhos, o índice de sucesso é de 2%.

“Acredito que nossos resultados são melhores porque passamos mais tempo com o fumante no início do processo, que é quando ele mais precisa de apoio”, disse Ercy.

Nos primeiros dois meses, explicou, o fumante participa de dois encontros semanais, com uma hora de duração cada. “Nos outros programas, as sessões costumam ocorrer apenas uma vez por semana”, contou.

Essas reuniões são uma espécie de terapia de grupo, em que os fumantes falam sobre suas dificuldades e os psicólogos e demais profissionais dão dicas para driblar a vontade de fumar. “A dependência química pode ser resolvida com terapia de reposição nicotínica, mas o fator psicoemocional é muito difícil de vencer”, disse.

Antes de começar o programa, os pacientes passam por avaliações físicas e psicológicas. “Fisioterapeutas fazem testes para avaliar as condições do sistema respiratório, capacidade física, nível de ansiedade, depressão e qualidade de vida. Com isso, calculam o grau de motivação para largar o cigarro. Isso nos permite identificar quem necessita de abordagem diferenciada”, explicou Ercy.

O sexto encontro, na terceira semana, é a data estipulada para o abandono do cigarro. “Os dias seguintes são os mais difíceis por causa da síndrome de abstinência. Quanto mais próximos estivermos, melhor”, afirmou. No terceiro mês, as reuniões passam a ocorrer a cada 15 dias e, a partir do quinto mês, tornam-se mensais.

Pesquisas
Embora o objetivo principal do programa seja ajudar os fumantes a abandonar o vício, a equipe da Unesp realiza paralelamente diversas pesquisas relacionadas ao processo de parar de fumar.

Em um desses estudos - intitulado "Transporte mucociliar nasal e função pulmonar de indivíduos fumantes e abstêmios de um programa de orientação e conscientização Antitabagismo" e financiado pela FAPESP -, os pesquisadores conseguiram mostrar, pela primeira vez, que o transporte mucociliar de indivíduos fumantes volta ao normal 15 dias após o último cigarro.

O transporte mucociliar é o principal mecanismo de defesa das vias respiratórias. Esse sistema é responsável por levar bactérias, vírus, alérgenos e poluentes em direção à orofaringe, onde são engolidos. Quando ele não funciona adequadamente, aumenta a suscetibilidade a infecções respiratórias.

“Sabíamos que nos fumantes o transporte mucociliar fica mais lento, mas queríamos descobrir se quando a pessoa para de fumar o sistema se recupera e quanto tempo isso demora para ocorrer. Em artigo que publicamos na revista Respirology, mostramos a reversibilidade do transporte mucociliar em indivíduos que estão num programa antitabagismo”, disse Ercy.

Em outro artigo, publicado na Revista Portuguesa de Pneumologia, os pesquisadores demonstraram o efeito imediato e em curto prazo do cigarro no transporte mucociliar.

“Verificamos que logo após fumar o sistema fica tão rápido quanto o de não fumantes. Mas, quando os voluntários eram avaliados oito horas depois do último cigarro, o funcionamento dos cílios estava muito mais lento”, contou a pesquisadora.

Para medir a velocidade do transporte mucociliar, os cientistas colocam 2,5 microgramas de sacarina na narina direita dos voluntários e observam quanto tempo eles levam para sentir o gosto do adoçante. Esse teste é chamado Tempo de Trânsito de Sacarina (TTS).

“Um não fumante leva entre 12 e 15 minutos para sentir o gosto. Os tabagistas levam, em média, 20 minutos”, disse Ercy.

A equipe iniciou um novo projeto financiado pela FAPESP, "Resposta aguda do transporte mucociliar de tabagistas frente ao exercício aeróbio moderado ", que tem como objetivo testar a hipótese de que atividade física desempenha papel protetor para fumantes e portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

“Sabemos que exercícios físicos moderados melhoram o transporte mucociliar em pessoas saudáveis. Agora, vamos avaliar se tabagistas reagem da mesma forma ao estímulo físico”, explicou Ercy.

Fonte Estadão