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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Empresas de saúde preveem crescimento em 2012 sem temer a crise

Diante do cenário externo de crise, empresas continuam investindo. Uma delas é o Fleury, que pretende seguir expandindo organicamente e via aquisições

Na onda das profecias chegou 2012, muito mais alarmado pela zona do euro, do que por previsões apocalípticas de fim do mundo. Considerando o cenário nebuloso no velho continente europeu, ainda é difícil traçar um panorama do que acontecerá na economia brasileira em 2012. Primeiro, porque é difícil prever. A situação está muito atrelada às notícias daquela região. Até o fechamento desta edição, por exemplo, a Standard & Poor’s havia rebaixado a nota do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, o triplo A da França e as notas das dívidas de um grupo de países incluindo Itália, Áustria e Espanha.

Segundo, porque, como diz o ditado, “alegria de uns é a tristeza de outros”. Se por um lado, a economia parece estar indo de mal a pior, os emergentes se mostram mais atrativos do que nunca. A boa notícia também está presente na recuperação da economia norte-americana que, segundo economistas, colabora para que a situação no continente europeu não esteja ainda pior. Enquanto isso, no Brasil, a crise ao que parece não tem abalado, ao menos de forma significativa, o mercado interno.

Houve alguns ajustes em relação à previsão de crescimento como a redução de 5%, no começo do ano, para algo próximo a 3% de crescimento do PIB 2011, sobretudo, após a estagnação do indicador entre segundo e terceiro trimestre. Mesmo assim, as expectativas para 2012 são boas, e, para o setor de saúde, enquanto não houver grandes abalos nas taxas de emprego e queda no consumo das famílias, o segmento ainda tem muito a conquistar e a desenvolver. Se o câmbio continuar valorizado, as más notícias são para a indústria, que perde sua competitividade, mas, de maneira geral, as fontes ouvidas para esta reportagem continuarão investindo e manterão o orçamento previsto para 2012, e acreditam que o cenário econômico externo requer atenção, mas está longe de enviar sinais para pisar no freio.

Cenário
Para o economista-chefe da Austin Raiting, Alex Agostini, com a projeção de avanço de cerca de 3% do PIB para este ano, o Brasil não tem condições de crescer fortemente por mais de dois anos consecutivos, tendo em vista capacidade instalada pequena. “No início do ano passado, as previsões eram mais otimistas, mas era necessário desacelerar a economia para segurar um pouco a inflação”, explica Agostini.

A estagnação do indicador entre o segundo e o terceiro trimestre rendeu avaliação do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), que justificou a desaceleração econômica com os seguintes fatores, occorridos em 2011: “prosseguimento da apreciação da taxa de câmbio ; aperto monetário; características da política fiscal em relação a 2010; acúmulo de estoques; e a crise econômica na Europa”, aponta o estudo.

Agostini explica que a falta de capacidade instalada também influencia a taxa cambial. “O câmbio médio do ano passado se valorizou na comparação do ano anterior. Não é só em 2011 que a indústria vem sendo prejudicada, em 2010, esse câmbio desvalorizado tirou a competitividade”, avalia.

Analisando o mercado de saúde, mesmo com este cenário desfavorável, o mercado de equipamentos e produtos médico-hospitalares e de diagnósticos fechará 2011 com um crescimento estimado de 19% – atingindo um faturamento R$ 13,5 bilhões – superior à média da economia brasileira, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico Hospitalares (Abimed).

Tal crescimento é apontado pela entidade como fruto do pleno emprego e migração nas classes sociais. “A ascensão das classes C e D traz diferentes perfis de usuários, mas os investimentos próprios da saúde seguem – e automaticamente – essas novas tendências também”, explica Reynaldo Goto, diretor da entidade.

O executivo analisa o momento com dois cenários. Em um deles enxerga uma demanda interna forte e até um “otimismo exagerado”. “As instituições brasileiras estão captando dinheiro e isso mostra que existe demanda e otimismo nacional”, pontua. Do outro lado, um dos impactos ocorreria no câmbio e na disponibilidade de crédito. “Isso afeta diretamente o mercado nacional, 48% da demanda nacional é atendida com equipamentos importados e com a volatilidade do câmbio. Como em 2010, pode se atrasar investimentos ou mudar prioridades. O câmbio do jeito que está desfavorece.”

Para as exportações, o mercado é animador. A previsão da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex- Brasil), que atua em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), é de que as exportações da área de saúde cheguem a US$ 696 milhões em 2011, crescimento de 11% contra 2010.

De acordo a gerente de projetos internacionais da Abimo, Paula Portugal, os negócios da Abimo/Apex não sofrem impactos com a situação internacional. “Na crise, as empresas europeias olham mais para o Brasil. As importações no Brasil têm aumentado e as empresas querem vender para o País como alternativa desse mercado estagnado”, explica.

O cenário contrário, das exportações, não tem enfrentado grandes mudanças, pois a Europa, segundo a executiva, não é um mercado prioritário. “O Brasil, tradicionalmente, não vende para a Europa e a crise entra como uma oportunidade, pois o produto entra com o custo mais baixo”, calcula, e acrescenta que a relação entre Brasil e Europa tem se dado nesse mercado na oportunidade de parcerias, seja de transferência de tecnologia e conhecimento.

Reflexos
Quem também vê oportunidades nos desdobramentos da crise internacional é a Hapvida, operadora que atua no norte e nordeste do Brasil. Presente em 11 estados brasileiros, em 2011, a companhia reforçou sua atuação em Salvador, construindo o primeiro hospital na capital baiana, o Tereza de Lisieux, com 80 leitos e investimento de R$ 60 milhões. Apesar da aposta recente, a companhia já tem planos de aumentar o empreendimento com uma nova torre, totalizando 320 leitos. A empresa que se beneficiou da migração de classes sociais no Brasil e atende, sobretudo, a classe C, não vê a situação externa como ameaçadora.

“Na minha visão, a crise do euro pode ser positiva para o Brasil. São duas questões que considero interessantes: o formato no Brasil hoje, tanto na idade da população quanto na classe de consumo é um losango. Se analisarmos, a maioria dos brasileiros está entre 28 e 55 de idade, uma população mais produtiva. Além disso, temos as classes B e C, considerando o formato losango, que hoje são as que mais consomem e que, cada vez mais, são responsáveis pelo aumento da migração de D e C para B e C. Então, vejo um momento muito positivo”, explica o superintendente comercial da Hapvida, André Rosas.

Se depender de novos usuários, o cenário parece positivo mais para a Hapvida e outras grandes operadoras do segmento do que para o mercado
de saúde privada no geral. Isso ocorre devido à concentração do segmento. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os usuários aumentaram. Ainda sem dados totais do mercado em 2011, atualmente, a saúde suplementar representa aproximadamente 47 milhões de usuários, sem contar com os planos odontológicos, que somam 16 milhões. Em crescimento, isso representa 2,9% comparando setembro de 2011 com dezembro de 2010. De 2009 para 2010, o crescimento foi de 8, 6%.

A má notícia é que as falências, em 2011, somaram 78 empresas até novembro. “A consolidação da saúde suplementar tem ocorrido desde que apareceu a ANS e com algumas empresas maiores e mais bem administradas comprando menores”, comenta a coordenadora do GV Saúde, Ana Maria Malik.

A situação europeia também não parece afetar a Beneficência Portuguesa de São Paulo. O hospital continua executando as obras do plano diretor 2009/2013. O planejamento prevê investimento de R$ 160 milhões só na parte física da instituição. O balanço de 2011 ainda não está fechado, mas o superintende geral do hospital, Luiz Koiti, afirma que o ano de 2011 foi bom e 2012 tende a continuar promissor.

“Estamos bastante otimistas e prevendo crescimento do faturamento. Não haverá modificação no plano diretor de obras, não temos motivos para reduzir o ritmo”, garante. Entre os aportes está o investimento de R$ 7,2 milhões para reforma e ampliação da Unidade de Terapia Intensiva Neurológica, que agora oferece 33 leitos da especialidade.

No segmento de medicina diagnóstica, a história parece se repetir. Mesmo com o capital aberto, o Fleury não percebeu mudanças nos investimentos, ao menos por enquanto. “Não diminuímos nosso ritmo de crescimento em 2011. Mas, de qualquer maneira, o reflexo da instabilidade lá fora, tanto nos Estados Unidos como no mercado europeu, desperta a nossa atenção e isso vale para toda a macroeconomia brasileira. Mas, até agora, não fomos impactados e isso é muito explicado por conta da estabilidade econômica e controle inflacionário mais sólido, além da indicação de empregos formais que é um indicador importante para o nosso setor. O indicador diminuiu um pouco no segundo semestre, mas, ainda assim, houve uma geração de empregos formais, o que é relevante”, analisa o presidente da empresa, Omar Hauache.

Previsões
Para 2012, Agostini projeta um PIB de 4,2% e um cenário econômico mais tranquilo. “Esperamos o cenário internacional mais equilibrado ou não tão negativo. Não enxergamos uma deterioração forte, as notícias negativas devem ser mais brandas, atingindo menos os ouvidos dos consumidores”, explica.

A expansão será puxada pelo mercado interno, pelo consumo das famílias e aumento do crédito. “O setor de saúde tende a ser beneficiado com o aumento de clientes de saúde suplementar e com investimentos, como é um setor que importa muitos equipamentos e máquinas, isso contribui para a movimentação de investimentos”, analisa Agostini.

Se depender de más notícias, os ruídos serão menores. Pelo menos é o que aponta o Índice de Expectativas das Famílias de dezembro, do IPEA. O indicador subiu para 67,2 pontos em dezembro de 2011. Em 2010, o número fechou em 64,6 pontos. Tal índice, de acordo com o instituto, reflete os seguintes fatores: melhor expectativa no mercado de trabalho, ampliação da renda associado ao aumento do salário mínimo e previsões de redução das taxas de juros e diminuição do grau de endividamento, ou seja, os entrevistados acreditam que estão com dívidas menores.

Fenômeno ocorrido no início da crise global, em 2008 e 2009, quando os ruídos começaram a impactar o emprego, o usuário passou a utilizar mais os serviços de saúde temendo o desemprego. Segundo Ana Maria da GV Saúde, tal acontecimento não tem sido percebido no atual cenário econômico. “Esse foi um fenômeno ocorrido na crise anterior, podendo acontecer agora, caso ocorra redução da economia – e isso demora um pouco para surtir efeito -, e mudança cambial, refletindo na incorporação de tecnologia”.

Paula, da Apex, planeja atingir US$ 766 milhões em exportações até o final de 2012. O objetivo é seguir a crescente até alcançar US$ 1 bilhão em 2015. “Vamos fazer um trabalho do setor 2012-2013 com foco nos mercados México, Angola, Arábia Saudita, Peru, Índia, Rússia, Estados Unidos e Chile. Definimos que estes são os mercados alvos, a Europa é para a troca de tecnologia, até porque eles têm fabricantes lá.”

Para o Grupo Fleury será um ano de desafios. Após a total aquisição da Labs D´OR, 2012 será o ano de integração dos 57 centros de atendimento, 21 hospitais , 3 mil colaboradores e 500 médicos no Rio de Janeiro. Somando essa nova rede com os hospitais que já contam com os serviços da marca, o modelo de serviço dentro de instituições passa a ser representativo no faturamento da marca, o equivalente a 11% em 2011 e a expectativa é que o modelo de negócio represente entre 15% a 16% em 2012.

“Temos um know-how acumulado de vários anos com atuação em hospitais conhecidos. Esse é um negócio que traz rentabilidade”, acredita Hauache. Mas esse ganho sempre vai depender do modelo de contrato com o hospital. Por exemplo, há hospitais onde o acordo engloba imagem e análises clínicas, em outros, é composto por um determinado mix de exames, podendo ser, ainda, composto por exames que atendam só a alta complexidade.

“É uma situação ganha – ganha , o core business do hospital, no geral, não é a atividade diagnóstica, e o nosso, é. Então, somos grandes provedores de serviços e, para nós, isso é um volume crescente, pois os hospitais têm expandindo muito e pegamos uma carona nesse crescimento. Dependendo do caso é comparável a uma unidade de rua”, analisa Hauache.

Quanto ao crescimento, o executivo garante que a expansão orgânica ainda é responsável por dois terços do negócio. Em 2011, foram 14 mil metros quadrados novos e 30, 8 mil metros quadrados vindos de aquisições, no caso, o Labs D´Or.

As incorporações não ficam de fora dos planos da companhia. “O mercado é pulverizado e temos negociações em curso. Miramos novas aquisições, mas de forma muito seletiva”, diz.

Por enquanto, André Rosas, da Hapvida, não fez revisão dos investimentos para 2012. No momento, a empresa trabalha com diferentes consultorias de mercado, estruturando um processo de governança corporativa e mirando, até o final de 2012, em um possível IPO ou na entrada de um fundo.

“Entendemos que o mercado é de concentração, existem grandes operadoras de saúde e precisamos ser grandes. Crescemos 22% em 2011, se comparado ao ano anterior, e nosso objetivo para 2012 é avançar entre 20% a 25%. Todo o planejamento estratégico e investimentos estão voltados para isso, de maneira orgânica e até por aquisição.” Rosas não revela o nome das empresas que estão na mira da companhia, mas garante que existem seis em avaliação.

Lições
Apesar das boas expectativas, o início da crise mundial em 2008 e todas suas consequências nos anos seguintes, inclusive os abalos na zona do euro, ainda estão frescos na memória dos executivos. Hauache, do Fleury, diz que seria imprudente não dar atenção ao cenário externo. “Lembro de 2008, foi preocupante e chegamos a revisar tanto orçamento quanto investimento. Mas, ao longo de 2009, percebemos o contrário, investimos mais do que o previsto. Isso é muito dinâmico, temos que estar atentos para ter uma reação imediata.”

Para Agostini, da Austin Rating, o início da crise em 2008 e 2009 deixa a experiência de não apostar todas as fichas no mercado externo. “A primeira coisa é a diversificação, com os olhos mais focados no Brasil, que tem uma economia em constante mudança.” Segundo o economista, o Brasil estando bem cria-se oportunidades aos países da América Latina, principalmente, aos mais estáveis em termos políticos como, por exemplo, a Colômbia.

Fonte SaudeWeb

Hospitais públicos: projeto isenta imposto para remédios e equipamentos

Proposta prevê ainda a isenção do IPI e do Imposto de Importação na compra ou importação de equipamentos e medicamentos para esses hospitais

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2919/11, do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a receita bruta da venda de equipamentos e medicamentos utilizados por hospitais da rede pública.

A proposta prevê ainda a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação na compra ou importação de equipamentos e medicamentos para esses hospitais.

Segundo o autor, a proposta tem como objetivo pôr fim à controvérsia sobre o alcance da imunidade tributária concedida a hospitais da rede pública em relação a impostos e contribuições sociais federais incidentes sobre produtos adquiridos.

Nilson Leitão lembra que a Constituição proíbe a União, os estados e os municípios de cobrar impostos sobre patrimônio, renda ou serviços uns dos outros.

“Entendemos que, além de apoiar o aperfeiçoamento dos serviços públicos de saúde oferecidos à população, a proposta contribui para aproximar nossa legislação do significado almejado pelo constituinte originário ao instituir aquela imunidade”, afirma o parlamentar.

O projeto está apensado ao PL 1871/11, que tem caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte SaudeWeb

SC: Hospital São José investe R$ 12 mi em ampliação

Projeto incluirá oito novas salas cirúrgicas, 20 leitos de UTI, uma Central de Material Esterelizado (CME), 24 leitos clínicos e Serviço de Métodos Gráficos

Com um investimento total de R$12 milhões, o Hospital São José, em Santa Catarina, vai fazer uma ampliação de 3,5 mil metros quadrados. A execução do projeto é iniciada por meio de convênio com o Governo do Estado, no valor de R$ 3 milhões. De acordo com a instituição, esse recurso é suficiente para as duas primeiras fases: demolição, fundação e estrutura de concreto, seguidas de estrutura metálica, que deixará o esqueleto pronto.

Segundo a diretora geral do HSJosé, Irmã Cecília Martinello, o hospital tem a esperança de que o Governo do Estado contemple a instituição com as demais etapas da obra estrutural. A parte de equipamentos para o Centro Cirúrgico, CME e UTI, mais mobília é pleiteada pela instituição junto ao Governo Federal. Projetos já foram protocolados no Ministério da Saúde e contam com o empenho de lideranças políticas da região para serem aprovados.

O projeto incluirá oito novas salas cirúrgicas, 20 leitos de UTI, uma Central de Material Esterelizado (CME), 24 leitos clínicos e Serviço de Métodos Gráficos.

A obra será a sequência da construção erguida em 2008, com a inauguração da UTI Cardiovascular. O projeto é assinado pela arquiteta Isabel Ienczak Zanette, que atua no segmento de arquitetura hospitalar.

Fonte SaudeWeb

Instituto de Psiquiatria do HC busca voluntários para pesquisa

Entre as pesquisas, estão incluídos os temas “Ciúme patológico”, “Memória e envelhecimento”, “Fobia de exame de ressonância magnética” e “Transtorno bipolar”.

O Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), dispõe de vagas para participação de pacientes voluntários em diferentes grupos de pesquisa, nos quais também serão oferecidos tratamentos.

Entre as pesquisas, estão incluídos os temas “Ciúme patológico”, “Memória e envelhecimento”, “Fobia de exame de ressonância magnética” e “Transtorno bipolar”.

Segundo o IPq, “Ciúme patológico” está aberto a homens de 18 a 60 anos, que mantenham um relacionamento heterossexual há mais de quatro meses e que apresentem ciúme excessivo – especificamente aquele ciúme direcionado ao parceiro amoroso e que esteja prejudicando o relacionamento do casal. Não serão aceitos voluntários com sintomas psicóticos e usuários de drogas.

A pesquisa “Memória e envelhecimento” aceita voluntários de três faixas etárias: de 18 a 25 anos, de 40 a 55 anos e de 65 a 75 anos. Devem ter ensino superior completo ou incompleto e o estudo visa entender o impacto da idade no funcionamento cerebral e na memória.

Os participantes passarão por duas avaliações que incluem entrevista com o médico e exame de ressonância magnética. Para participar é necessário: ser destro, não apresentar problemas neurológicos, transtornos mentais ou psiquiátricos, não ter problemas com uso de álcool ou outras drogas, não fumar, não ter claustrofobia e não ter objetos metálicos no corpo. Inscrições e informações: pesquisacerebro@gmail.com.

“Fobia de exame de ressonância magnética” está aberto a homens e mulheres de 18 a 60 anos que tenham dificuldade ou recusa em realizar exame de ressonância magnética (fobia de espaços fechados), para participar de estudo no qual será oferecido tratamento baseado em novo modelo de terapia comportamental.

O estudo “Transtorno bipolar” aceita voluntários de ambos os sexos de 18 a 35 anos, com suspeita de transtorno afetivo bipolar (apresentando sintomas como depressão, mania ou estado misto), sem tratamento psiquiátrico prévio e sem história de uso de drogas. Os interessados devem residir em São Paulo.


Fonte SaudeWeb

Musculação pode ajudar no controle da pressão tão bem quanto à medicação

Aos 75 anos, Aparecida deixou completamente de lado, com o auxílio da musculação, os medicamentos inicialmente indicados para a hipertensão (Fotos: Breno Fortes/CB/D.A. Press)
Aos 75 anos, Aparecida deixou completamente de lado,
com o auxílio da musculação, os medicamentos inicialmente indicados para a hipertensão
Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram que exercícios de força — essencialmente, musculação — realizados por portadores de problemas moderados de pressão arterial obtêm resultados benéficos semelhantes aos registrados pela medicação contínua. A descoberta derruba o mito de que apenas as atividades aeróbicas (como natação e caminhada) surtiam efeitos positivos para o controle do mal. Outro benefício constatado é que, mesmo quatro semanas após a suspensão do exercício, a redução da pressão se manteve estável.

O coordenador do estudo, o biólogo molecular Ronaldo Araújo, explica que na literatura médica já tinham sido comprovados os benefícios dos exercícios aeróbios no controle da hipertensão, embora não houvesse uma justificativa plausível para a não indicação da musculação para esses pacientes. “Essa parte era muito confusa. Apenas dois estudos pesquisaram os efeitos da musculação nesses pacientes e, mesmo assim, nada foi comprovado”, recorda. Foi isso que levou o biólogo molecular Milton Rocha de Morais a escolher o tema para a sua tese de doutorado em fisiologia do exercício.

Morais conta que reuniu 15 homens hipertensos com idade média de 46 anos e os acompanhou por seis semanas antes de iniciar o treino. Esses indivíduos tiveram os medicamentos para controle da pressão retirados gradativamente com acompanhamento de cardiologistas. Durante 12 semanas depois do período de preparação, esses pacientes treinaram musculação convencional — ou seja, cada exercício repetido três vezes, com carga moderada — e trabalharam sete grupos musculares: abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, bíceps e tríceps. “O treino foi realizado três vezes por semana em dias alternados, para que os músculos pudessem descansar”, atenta.

Os resultados foram animadores. A média anterior da pressão era de 153 milímetros sistólica e 96 milímetros diastólica. Com o treino, essa taxa caiu para 137/84, e os pacientes obtiveram também aumento da força física e da flexibilidade. Morais acredita que vários mecanismos podem ter influenciado no resultado final, entre os quais a vasodilatação ou o aumento de força. “Um outro estudo, que acompanhou hipertensos por 27 anos, comprovou que quanto mais massa muscular o hipertenso tem, mais tempo ele vive”, ressalta. Morais explica que o aumento de músculo permite que o paciente execute as tarefas diárias sem precisar fazer muito esforço.

Embora o estudo não tenha avaliado o benefício da prática em idosos, Morais acredita que os resultados podem não ser tão satisfatórios, pois as artérias já teriam sofrido tempo demais com o mal. “Mas isso não quer dizer que a musculação não tenha efeito positivo nesses pacientes. Acredito que o resultado varia de acordo com o método aplicado nessas pessoas”, especula.

Depois de se divorciar, a artista plástica Aparecida Abdalla, 75 anos, deu sinais de hipertensão. Ela conta que passou um período de tanto nervosismo que a pressão subiu, fazendo com que ela buscasse ajuda. O cardiologista dela foi enfático, prescrevendo medicação concomitante à atividade física. “Já se passaram seis anos. Os resultados foram ótimos, tanto que hoje não tomo mais remédio”, comemora. As vantagens das atividades foram tantas que, atualmente, Aparecida pratica os exercícios como tratamento para artrose no joelho. “Fui indicada para cirurgia, mas sei que esse procedimento não é garantia de sucesso. Estou reforçando os meus ligamentos e já percebo os benefícios”, diz.

Fonte Correio Braziliense