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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Semente de chia é a nova aposta para perder peso

A arte sobre chiaRecém-chegada às lojas de produtos naturais e farmácias do Brasil, a semente de chia é a nova aposta para perder peso de maneira saudável.

Cultivada há 500 anos no México, até recentemente era pouco conhecida por aqui. A jornalista Glória Maria, por exemplo, conta que a descobriu no ano passado, em viagem ao Chile. Foi ao deserto do Atacama e voltou com um pote cheio do grão.

"Sou uma pesquisadora de tudo o que faz bem para a saúde e sempre que chego a um lugar tento ver o que há de novo. Lá estavam usando essa semente de chia, diziam que era boa para tudo. Para mim, era novidade", conta.

Na ocasião, não sabia que a semente tinha a fama de fazer emagrecer. "Se soubesse, teria trazido com mais alegria!" Ela consome uma colher diariamente, pela manhã, e está gostando.

Uma das propriedades da chia é absorver mais de 12 vezes seu peso em água. Quando chega ao estômago, incha e o deixa cheio, além de retardar o esvaziamento gástrico. Dessa forma, prolonga a sensação de saciedade.

Ficar satisfeito por mais tempo tende a fazer com que se coma menos, mas não há evidências científicas de que o alimento faça emagrecer --poucos estudos foram feitos até agora e nenhum constatou relação entre consumo de chia e redução no peso.

Prolongar a saciedade não é exclusividade da chia. "Qualquer alimento com fibras faz isso. Só que a quantidade de fibras na chia é muito grande", afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst.

Sandra Guimarães, autora de um blog de culinária vegetal, come chia pela manhã e fica satisfeita até a hora do almoço. "Mas sinto a mesmíssima coisa quando como um prato de papa de aveia com banana. O segredo é comer algo rico em fibra e proteína, pouco importa se é aveia, linhaça ou chia", diz.

Benefícios
A chia pode não ser a solução milagrosa para emagrecer, mas faz bem à saúde. "É a maior fonte de ômega 3 que existe hoje no mercado", afirma Tanise Amon, nutricionista do Instituto de Metabolismo e Nutrição.

O ômega 3 ajuda a controlar os fatores de risco para diversas doenças, pelo seu poder anti-inflamatório, explica a nutricionista funcional Paula Gandin.

A chia também é rica em antioxidantes, proteínas e minerais. A semente pode ser acrescentada a frutas e cereais ou usada como farinha no preparo de pães e bolos. Jobst recomenda o consumo de duas colheres de sopa cheias por dia. "Não é muito calórica. Uma colher tem em torno de 70 calorias", diz.

Ela ressalta que só a chia não faz a diferença. "Tem que fazer parte de uma dieta saudável. Não adianta você levar a vida que está levando, acrescentar chia e achar que vai fazer um milagre."

Preço médio: R$ 36 (300 g)

Fonte Folhaonline

Alerta: Roche denuncia falsificação de remédio Avastin nos EUA

O laboratório Roche anunciou nesta quarta-feira a descoberta de imitações de seu medicamento Avastin, destinado a combater diversos tipos de câncer, e advertiu que seu uso não é seguro.

"Fomos informados pelas autoridades americanas que foram descobertas imitações", afirmou uma porta-voz do grupo farmacêutico suíço Roche em Zurique.

"A investigação está em curso e colaboramos com as autoridades" americanas, completou.

"No momento, sabemos que o produto falsificado não contém o princípio ativo do Avastin", declarou à AFP Charlotte Arnold, porta-voz da Genentech, filial americana da Roche com sede em San Francisco.

"Como consequência, não é seguro nem eficaz e não deve ser utilizado. Não é Avastin (...), não trata o câncer, portanto é perigoso por definição", completou, indicando que a Roche colabora com as autoridades americanas na investigação do caso.

Vários lotes presentes nos Estados Unidos com a menção "Avastin 400 mg/16 ml" - com números de série B86017, B6011 e B6010 - foram apontados como suspeitos de serem falsificações.

Genentech afirmou que os lotes falsos não se assemelham ao produto oficial, que foi aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) americana.

A FDA informou em um comunicado que enviou um e-mail advertindo "19 hospitais nos Estados Unidos que compraram medicamentos anticancerígenos não aprovados e que estes poderiam ser falsificações de Avastin".

Os hospitais compraram os remédios falsos da Quality Specialty Productos (QSP), um fornecedor estrangeiro também conhecido como Montana Health Care Solutions. A Volunteer Distribution, com sede em Gainesboro (Tennessee, leste) distribui os produtos da QSP, informou a FDA.

"A FDA pediu (aos 19) hospitais que não utilizem os produtos que vieram desses distribuidores", completou a agência.

A porta-voz da Roche afirmou por sua vez que "os fornecedores mencionados na nota da FDA não estão autorizados pela Genentech a distribuir Avastin".

O Avastin, utilizado para tratar o câncer colorretal, de pulmões e de rins, está entre os medicamentos mais vendidos pela Roche, com um volume de negócios de cerca de 5.800 dólares em 2011.

Em novembro, a FDA retirou da Roche a autorização para utilizar o Avastin em tratamentos de câncer de mama avançado, dado que o medicamento se revelou ineficaz e arriscado para essa doença.

Fonte Folhaonline

Instituto do Câncer deixa de utilizar prontuário em papel

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) concluiu a implantação do sistema de prontuário eletrônico com a inclusão da assinatura digital de todos os cerca de 3.000 profissionais de saúde.

Com isso, o hospital é o primeiro do SUS a registrar digitalmente 100% dos seus procedimentos médicos.

De acordo com o diretor de tecnologia da informação do Icesp, Kaio Bin, "o diferencial do sistema é justamente a assinatura eletrônica de todos os profissionais envolvidos, o que elimina por completo a necessidade de impressão."

Sem esse recurso, mesmo em hospitais que utilizam prontuário eletrônico é necessário imprimir o documento, que deve ser assinado manualmente e carimbado a cada procedimento médico prescrito para o paciente. A assinatura digital dá validade legal ao documento eletrônico, sem necessidade de impressão.

Segundo Bin, o sistema aprimora a segurança de todos os processos no hospital. "O prontuário permite uma padronização da prescrição médica. A mesma informação fica disponível para a enfermagem e para a farmácia. Assim como qualquer alteração que venha a ser feita pode ser rastreada e fica imediatamente registrada e disponível para todos".

Para implantação do sistema, foram investidos R$ 5 milhões nos últimos três anos, entre equipamentos, software e treinamento. Até 2011, o Icesp gastava R$ 1 milhão por ano em papel e digitalização de documentos.

Fonte Folhaonline

Decisão sobre venda de cigarros com sabor é adiada para março

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decide em março se os cigarros com sabor (mentolados ou com cravo ou canela) serão proibidos e retirados do mercado.

Na terça-feira, os diretores da agência concordaram com a restrição no uso de aditivos em produtos derivados do tabaco que são vendidos no país. Caso a proposta seja aprovada, os fabricantes terão de recolher seus produtos em um prazo de 18 meses a contar da sua publicação.

O motivo do adiamento foi o impasse quanto à exclusão do açúcar na produção do cigarro. A proposta original da Anvisa era excluir o açúcar, os aromatizantes, flavorizantes e ameliorantes (aditivos) de todos os produtos do tabaco.

No entanto, o relator e diretor da agência, Agenor Álvares, alterou o texto autorizando a adição do açúcar em casos excepcionais, que serão definidos pelos técnicos no prazo de um ano.

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) mostram que 45% dos fumantes com idades entre 13 e 15 anos consomem cigarros com sabor.

Segundo Álvares, essas substâncias "mascaram o gosto ruim da nicotina e torna o tabaco um produto mais atraente para esse público".

Entre 2007 e 2010, o número de marcas de cigarros com sabor, cadastradas na Anvisa, cresceu de 21 para 40.

A Anvisa também quer vetar expressões que tratem dos teores de nicotina nos cigarros em propagandas. Ou seja, as palavras "ultrabaixo teor, "baixo teor", "suave", "light", "soft", "leve teor" teriam de sumir. Elas estão proibidas de aparecer em embalagens desde 2001.

No Brasil, o tabagismo é responsável pela morte de 200 mil pessoas todos os anos.

Fonte Folhaonline

Selo de aprovação médica em produtos pode voltar a valer

A resolução que traz novas regras para a publicidade feita por médicos e sociedades de especialidades entra em vigor hoje, mas ainda falta definição sobre o ponto que causou mais polêmica: o veto a selos de aprovação em produtos de consumo.

Publicada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) em agosto de 2011, a resolução previa a proibição da concessão de selos entre outras restrições à publicidade, como o veto ao uso de fotos de pacientes em anúncios e à publicação dos contatos de consultório em redes sociais.

Na terça-feira, no entanto, o presidente do CFM, Roberto D'Ávila, disse à Folha que, apesar da proibição, alguns selos poderiam ser autorizados "mediante uma análise criteriosa, desde que tenham um papel importante de utilidade pública e educação".

Segundo D'Ávila, para ser permitido, o selo teria que cumprir três requisitos: não ter "cunho comercial", ser educativo e apresentar comprovação científica.

"Vamos rever caso a caso se a sociedade apresentar essas condições. Não posso virar as costas para sociedades sérias, como as de pediatria e cardiologia, que têm um histórico de trabalho para prevenção de doenças. Não posso simplesmente dizer que está proibido e não há mais conversa. O que não poderia é o que estava acontecendo, com a venda de selos sem comprovação científica."

Editoria de arte/Folhapress

A SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) tem seu selo de aprovação em 35 produtos, como margarinas, óleos vegetais, sanduíches prontos, monitores cardíacos, grelhas elétricas, sucos, salada de frutas, entre outros.

O presidente da entidade, Jadelson Andrade, diz que o CFM deve mesmo julgar se esse tipo de ação é ético, mas defende que a SBC tem critérios rígidos para conceder os selos. "Temos um comitê formado por nutrólogos, nutricionistas e médicos contratados para avaliar os produtos."

Segundo ele, o pagamento recebido pela concessão do selo é usado para bancar o custo dessa avaliação.

"Essa atividade não é a finalidade da sociedade, mas faz parte do projeto de prevenção cardiovascular. Se um produto tem muito sal, ele aumenta o risco de infarto."

O cardiologista afirma que enviou ao CFM documentos mostrando como são os procedimentos de concessão de selos. "A expectativa é que esse projeto de certificação seja modelo para o conselho [de medicina]."

O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo Vaz, afirma que os selos concedidos pela entidade (para um sabonete bactericida, um calçado e um repelente) não serão renovados e que não tem planos de pedir autorização ao CFM para conceder novas certificações.

"O selo trazia recursos para campanhas educativas. Todo recurso que pudermos obter de maneira ética é bom."

Segundo o coordenador de fiscalização do CFM, Emmanuel Fortes Cavalcanti, uma reunião marcada para hoje vai discutir a questão dos selos, entre outros pontos. "Poderão ser abertas exceções. De repente, tomamos uma medida draconiana demais."

Cavalcanti diz que desde setembro tem recebido pedidos para rever o veto aos selos, mas que a decisão depende da aprovação do plenário do CFM.

Fonte Folhaonline