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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Veto a selos médicos em produtos será mantido até nova análise

O veto a selos de qualidade fornecidos por sociedades médicas a produtos como margarinas e sabonetes está mantido até posterior análise pelo plenário do CFM (Conselho Federal de Medicina), segundo o conselheiro Emmanuel Fortes Cavalcanti.

Selo de aprovação médica em produtos pode voltar a valer

Na quarta-feira (15), uma reunião do CFM analisou cerca de 70 pedidos de esclarecimento e outros três ou quatro de modificações nas novas regras de publicidade, que entram em vigor hoje.

O único ponto que segue da comissão para a análise dos 28 conselheiros é o selo.

Independentemente da análise, que ainda não tem data para ocorrer, a norma que definiu novas regras para a publicidade médica está em vigor.

"A definição é para cessar imediatamente. Agora, se tem um estoque, não vamos dizer para jogar fora o material", afirmou Cavalcanti.

Fonte Folhaonline

Chip corporal permite tratar osteoporose de forma remota

Pela primeira vez, um teste clínico mostrou que é possível tratar a osteoporose de mulheres de modo remoto. Para isso, seria utilizado um chip que, implantado no corpo da paciente, libera doses de medicação.

Os cientistas envolvidos no estudo acreditam que a técnica poderá ser aplicada no tratamento de doenças como o câncer.

Os pesquisadores, que são da Dinamarca, apresentarão o estudo durante a conferência anual da AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência), que acontece em Vancouver até o dia 20, e também em artigo na revista "Science Translational Medicine".

Um grupo de sete mulheres com osteoporose participaram do trabalho. De comum, elas tinham perda de massa óssea progressiva.

As idosas constituem 80% das pessoas atingidas por esta doença, que provoca principalmente fraturas.

"Os doentes não vão ter que se lembrar de tomar o medicamento para tratar a osteoporose", explicou o médico Robert Farra, chefe da empresa MicroChips com sede em Massachusetts, EUA, que desenvolveu o chip eletrônico.

Ele é um dos coautores do projeto junto com outros pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), da Faculdade de Medicina de Harvard e da Universidade Case Western Reserve.

Ao contrário da maior parte dos chips que, preprogramados, liberam lentamente pequenas doses de medicamento por certo período, o novo chip é operado graças a um controle remoto sem fio.

"Este sistema permite liberar um medicamento no sangue rapidamente como uma injeção", explicou Farra.

"A medicação poderá ser ajustada à distância e, suavemente, o tratamento dos pacientes será feito por meio de um computador ou celular", acrescentou.

Segundo os autores do estudo, o novo chip do tamanho de um marcapasso cardíaco poderá ser mais satisfatório e, talvez, menos dispendioso a longo prazo do que injeções diárias de medicamentos.

Os pesquisadores implantaram o chip logo abaixo da cintura em cada uma das sete mulheres com idades entre 65 e 70 anos. O procedimento pode ser realizado por um clínico geral em seu consultório com apenas anestesia local.

As mulheres foram observadas durante 12 meses. Neste período, constatou-se que o chip liberou o medicamento, chamado de teriparatide, de maneira eficaz. O teriparatide melhora a formação de massa óssea e reduz o risco de fratura.

Os chips usados no estudo clínico tinham 20 doses de medicamento, mas a empresa MicroChips trabalha para criar exemplares capazes de estocar centenas de doses.

Fonte Folhaonline

Reforma é desnecessária, diz Reino Unido após fraude de próteses

A agência que regula produtos médicos no Reino Unido afirmou que não há necessidade de uma reforma radical no sistema europeu após o escândalo das próteses mamárias PIP (Poly Implant Prothèse) e Rofil, este vendido apenas na Holanda.

O pronunciamento nesta quinta-feira é contrário à posição da comissão da UE (União Europeia), formada para analisar o caso, e da França, onde surgiram os primeiros casos de rompimento dos implantes.

Kent Woods, diretor da britânica MHRA (sigla para Agência Reguladora de Produtos Médicos e de Saúde), disse que o escândalo foi raro e incomum, mas acrescentou que algumas melhorias deveriam ser feitas no sistema atual.

Woods comentou que nenhum sistema de regulamentação poderia evitar ocorrências como a da PIP, o qual classificou como "fraude".

Na semana passada, John Dalli, da comissão da EU, havia dito que os governos europeus deveriam adotar regras de controle mais rígidas sobre os riscos médicos dos produtos, assim como dos locais onde são fabricados.

Mais de 500 mil artigos médicos são comercializados na UE, variando de bandagens, dentaduras, cadeiras de rodas, marcadores de passo e implantes.

Todos ganham um selo, o "CE mark" (marca CE), caso a venda seja aprovada. É o mesmo emitido para tostadeiras, máquinas de café, celulares e brinquedos infantis.

Para se obter o selo, o produto precisa passar uma série de testes. Mas, apesar dos marcadores de passo e implantes serem mais difíceis de serem aprovados, são necessários testes clínicos extras, na opinião dos críticos ao sistema em vigor.

Fonte Folhaonline

“É preciso fazer mais com o que temos”, diz Padilha após anúncio de cortes na área de saúde

Brasília – Ao comentar os cortes anunciados pelo governo federal no Orçamento Geral da União de 2012, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (16) que a pasta ainda terá o maior orçamento da história, com aumento de 17% em relação ao do ano passado, e o maior volume de recursos desde 2000.

Os ministérios da Saúde, das Cidades e da Defesa foram os mais afetados pelo corte de R$ 55 bilhões no Orçamento Geral da União. Segundo números divulgados ontem (15), apenas nessas três pastas, o bloqueio de verbas soma R$ 12,114 bilhões. Na Saúde, serão cortados R$ 5,473 bilhões. O volume de recursos foi reduzido de R$ 77,582 bilhões para R$ 72,110 bilhões.

“Sabemos que a saúde precisa de mais recursos, mas, no papel de ministro, tenho que fazer mais com o que nós temos”, ressaltou, ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência.

Padilha lembrou ainda que, apesar do corte, o volume de recursos destinados à área de saúde este ano é maior do que o previsto pela Emenda Constitucional 29 como contribuição obrigatória por parte do governo federal.

“Vamos trabalhar muito para executar esses recursos. Eu, como ministro da Saúde, não tenho que ficar esperando os recursos virem do céu. Temos que fazer mais com o que nós temos, temos que fazer com que esses recursos sejam mais bem aplicados, combinando [isso] ao combate ao desperdício de recursos na saúde”, disse Padilha.

De acordo com o ministro, em 2011, a pasta chegou a economizar R$ 1,7 bilhão, por meio de medidas como a centralização da compra de medicamentos e o combate a fraudes. O montante, segundo ele, possibilitou a criação do programa Saúde Não Tem Preço, que distribui remédios gratuitos para combater a hipertensão e o diabetes.

“Teremos, para 2012, o maior aumento que a saúde já teve desde o ano 2000, o maior aumento percentual desde que foi criada a Emenda Constitucional 29 e um valor acima do que estava estabelecido como obrigação do governo federal. Precisamos, agora, preparar as parcerias com os estados e municípios, para executar bem esses recursos, fiscalizar cada vez melhor, combater qualquer tipo de desperdício e fazer mais com o que nós temos”, concluiu.

Fonte Agência Brasil

Carnaval com mais saúde