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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Massagem ao som de rock: o spa ficou radical

Foto: Deidre Schoo/The New York Times 
Cliente recebe a massagem Rhythm and Bliss,
em Nova York: relaxamento ao som de rock
Oferta de serviços terapêuticos vai do inusitado ao bizarro em busca de clientes que procuram experiências inéditas

Adeus, flautas de Pã e didjeridus. Uma massagem que começa a ser oferecida na rede Bliss, em Nova York e em Hoboken, Nova Jersey, permite que os clientes sejam amassados enquanto ouvem Led Zeppelin, Pearl Jam e U2.

A nova massagem Rhythm and Bliss rejeita a ideia de que o New Age é a trilha sonora universal do relaxamento. Os clientes ouvem amostras e depois selecionam entre quatro playlists musicais (rock, clássico, world e eletrônica), colocam fones de ouvido bluetooth (que também bloqueiam os sons dos corredores), e passam a hora seguinte sendo massageados em sincronia com a música escolhida.

“Estamos realmente tentando desafiar os limites”, disse Ben Brown, um massagista que criou as playlists, além de outras mais tradicionais para os spas Bliss, espalhados por todos os Estados Unidos. A versão de rock começa com os Kinks e inclui sucessos universitários, além de novos artistas.

“As pessoas diziam: ‘Não se pode fazer massagem com rock’”, disse Brown. “Mas a verdade é que isso é bastante possível.” (E pelo preço de US$ 155, é mais barato do que muitos shows ao vivo.)

A Rhythm and Bliss integra uma nova onda de massagens especializadas que vai muito além de pedras, óleos e lama para tranquilizar o corpo e transportar a mente. O objetivo dessas massagens extremas é afetar todos os sentidos, usando música, luzes coloridas, vibrações, mesas giratórias, pedras preciosas – e até mesmo cobras vivas, em um spa em Israel. Embora répteis não sejam comuns em spas (ainda), massagistas afirmam que os serviços turbinados estão decolando, graças a uma nova geração de frequentadores de spa interessados, que estão dispostos a se aventurar mais, especialmente diante da promessa de um relaxamento mais rápido.

“Se você experimentar cromoterapia, aromaterapia, fones de ouvido ou vibrações, será transportado para um lugar diferente de onde jamais esteve”, disse Susie Ellis, presidente do SpaFinder.com, um website do setor. “Você chegará lá mais rápido, que é o que deseja.”

Em um relatório recente publicado em seu website, Ellis afirma que um número crescente de spas têm seguido os passos de lugares como o Miraval, em Tucson, no Arizona, onde o tratamento Taiz Sensorium inclui ser tocado por uma máquina que parece ter sido projetada por alienígenas para sondar o corpo humano – a propaganda do spa afirma que a sensação resultante já foi descrita como “voar como o Super-Homem para galáxias distantes”.

O novo Qua Baths and Spa, no Caesars Palace, em Las Vegas, oferece massagens Aura-Soma, que incluem luzes coloridas. E no Mii amo Spa, em Sedona, no Arizona, um novo tratamento chamado Kinetic Flow usa uma mesa de massagem que pode girar e balançar os clientes para fazer com que eles se sintam como se estivessem boiando na água.

A nova massagem Gemstone Vitality, no spa do Mandarin Oriental, em Boston, começa com uma consulta na qual é apresentada aos clientes uma bandeja de cerâmica contendo quatro pedras preciosas: granada, turmalina, quartzo fumê e ametista. Pede-se que os clientes segurem as pedras e escolham aquela com a qual sintam uma ligação.

“Você se sentirá atraído por uma das pedras”, disse Karen Aleksich, a gerente de tratamentos do spa e criadora dessa massagem. “É como se ela falasse com você.”

As pedras usadas na massagem foram escolhidas porque podem ser encontras na Nova Inglaterra (embora não venham necessariamente de lá), seguindo uma tendência do setor de utilizar materiais locais. O Four Seasons Resort, em Punta Mita, no México, por exemplo, oferece massagens com tequila.

Segundo Aleksich, às vezes as pedras parecem emitir calor. Ela afirma que vários de seus clientes já disseram que, apesar de acharem a princípio que escolheriam uma das pedras, depois não conseguiram segurá-la. A massagem começa depois que uma pedra é escolhida, com a adição de um óleo complementar. O massagista pode pedir que o cliente segure a pedra durante a massagem, ou a gema pode ser colocada na testa ou na lombar do cliente.

“As pedras preciosas todas têm suas próprias propriedades curativas”, disse Aleksich. A granada, por exemplo, supostamente tem a capacidade de aumentar o vigor e oferecer uma sensação de coragem, como algo saído do filme “O Mágico de Oz”. A massagem custa US$ 280 de segunda a quinta e US$ 295 de sexta a domingo. Por mais US$ 10 a US$ 20, os clientes podem levar a pedra para casa.

Aleksich acredita que uma das razões que está levando as massagens especializadas a se tornarem mais famosas é que os frequentadores de spas estão mais experientes. Técnicas que seriam consideradas puramente esquisitas há dez anos, hoje são aceitas, porque os benefícios da massagem são amplamente reconhecidos.

“Hoje as pessoas dizem, ‘Você já fez aquilo por mim, então o que mais pode fazer?’”, ela disse.

Por isso, estão surgindo excentricidades, como a WaveMotion Table do Mii amo, que levanta algumas questões importantes, como a ocorrência de náuseas. Segundo Chris Bird, gerente geral do Mii amo, nenhum cliente jamais reclamou de enjoo (embora o tratamento não seja recomendado para gestantes ou qualquer pessoa com vertigem aguda, problemas no ouvido ou que esteja fazendo tratamento de quimioterapia). Ele afirma que a sensação é de ausência de peso e de feliz entrega.

Segundo Bird, há sempre um atendente presente e os clientes ficam completamente vestidos durante a massagem, que também envolve alongamento, em um esforço para “abrir o sistema linfático”. As mentes também podem acabar mais abertas.

“Algumas pessoas entram completamente em suas próprias cabeças ao receberem uma massagem”, disse Bird, mas, nesse caso, “você não tem uma ideia preconcebida de como será o tratamento”.

E apesar de ser pouco provável que os clientes flutuem para o mundo dos sonhos durante uma massagem rock 'n' roll, Brown, da Bliss, afirma que aqueles que experimentaram ainda assim ficam relaxados depois, ou pelo menos em um clima diferente do que costumam ficar no dia a dia do trabalho.

“Você pode usar a massagem como uma preparação antes de sair para curtir a noite”, disse ele.

Fonte iG

É cedo para comemorar queda de mortalidade materna, diz entidade

Integrante da federação de obstetrícia critica otimismo do Ministério e diz que qualidade do pré-natal precisa melhorar

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde mostram que a mortalidade materna caiu – diminuir o número de mulheres em idade fértil que morre por causa da gravidez é um compromisso assumido pelo Brasil.

Se para a pasta a notícia da redução de 19% na mortalidade materna no primeiro semestre de 2011 (comparativamente ao mesmo período de 2010) é boa, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) prefere encarar os dados com cautela.

“Seis meses é um tempo muito curto para analisar os números da mortalidade materna. Pode ser um evento pontual”, diz o presidente da Comissão de Mortalidade Materna da entidade, Hélvio Bertolozzi Soares, acrescentando que ainda é cedo para comemorar resultados.

Em entrevista ao iG, Soares se diz cético em relação à redução das mortes de gestantes no Brasil. Segundo ele, os índices são os mesmos há muitos anos e a queda, muito lenta. Para ele, a visão dos obstetras precisa mudar urgentemente.

“Não acredito que os números tenham mudado tanto. Pode ter havido aumento no número de consultas feitas durante o pré-natal das gestantes, mas a verdade é que a qualidade do pré-natal não mudou. O perfil dos obstetras precisa mudar”, critica.
O médico, que é obstetra, afirma que os problemas são os mesmos na rede pública ou privada de saúde.

“Os fatores de risco que a paciente vai enfrentar durante o pré-natal, parto e pós-parto não são verificados e valorizados, encaminhados para um atendimento de risco durante toda a gestação”, explica.

Além disso, Soares critica a qualidade do atendimento de emergência obstétrica feito nos hospitais brasileiros.

“A gente vê todos os dias as dificuldades que essas mulheres enfrentam para conseguir atendimento de emergência. Isso não se muda do dia para noite. Falta atendimento especializado para as gestantes”, opina.

Causas indiretas
Para o presidente da comissão da Febrasgo o aumento das mortes de mulheres por causas “indiretas” à gestação – doenças prévias que se agravam com a gravidez – tem dois significados.

O primeiro – essa é a justificativa dada pelo Ministério da Saúde – é o de que as mortes passaram a ser investigadas e, com isso, muitos casos de doenças pré-existentes foram descobertos. O segundo é a falta orientação prévia às mulheres que querem ser mães.

“O mais importante para combater a mortalidade materna é reduzir os índices de mortes por causas diretas, porque significam melhor atendimento pré-natal. Mas não podemos nos esquecer de que falta orientação sobre risco reprodutivo, o que reduziria as mortes por causas indiretas”, diz Soares.

Fonte Delas

Estudo com protótipo mostra como grávidas devem dirigir

Ford projetou roupa especial que permite aos seus engenheiros simular o corpo, o peso e o formato da barriga de uma mulher grávida
Ford projetou roupa especial que permite
 simular o corpo de uma mulher grávida
Uma barriga postiça equipada com sensores revelou tecnicamente quais as maiores limitações que as gestantes enfrentam ao dirigir.
 
Entre elas estão desconforto ao movimentar o corpo, mudanças posturais, alteração do centro de gravidade e até dificuldades para alcançar comandos essenciais no painel.
 
O colete que simula gravidez foi criado pela Ford. A peça é composta por uma bolsa com cerca de 2,7 kg . Há compartimentos com almofadas e água que reproduzem os movimentos do feto.
 
Os pesquisadores ainda realizaram testes de impacto virtuais, já que as simulações por computador permitem estudar como a gestante e o feto são afetados em choques a diferentes velocidades e ajudam no desenvolvimento de estratégias mais eficientes de proteção.
 
O estudo levou a Ford a divulgar algumas orientações de segurança, especialmente sobre o uso do cinto de segurança por mulheres grávidas.
 
Posição ideal
  • O acesso aos pedais tem de ser bastante cômodo, com a máxima distância possível entre a barriga e o volante. 
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  • O cinto de segurança deve ficar o mais próximo possível do corpo. Roupas volumosas podem prejudicar esse ajuste.
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  • A alça inferior do cinto de segurança não deve ficar sobre a barriga, mas abaixo dela e do modo mais plano possível.
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  • O ideal é que a alça superior do cinto de segurança seja colocada sobre o tórax, entre os seios, bem ajustada.
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  • O cinto de segurança nunca deve ser posicionado debaixo do braço ou por trás das costas.
  • Fonte Folhaonline

Menino de Minas Gerais é a 1ª criança a ter marca-passo para respirar

Na sexta-feira, Pedro Arthur, 8, voltou de São Paulo para Belo Horizonte com um desejo na cabeça: comer churrasco.

O menino é a primeira criança no país a ter implantado um tipo de marca-passo de diafragma para respirar sem a ajuda do ventilador mecânico, como mostrou reportagem publicada no jornal "Estado de S. Paulo".

Pedro ficou tetraplégico depois de ter contraído meningite bacteriana causada por pneumococo quando tinha um ano e meio, em 2004.

A doença afetou a região do cérebro que controla a respiração, uma consequência rara da infecção. As funções cognitivas ficaram ilesas.

A cirurgia para colocar o marca-passo aconteceu no dia 7 de janeiro e, até ontem, quando recebeu alta, Pedro estava internado no hospital Albert Einstein.

Já no aeroporto de Congonhas, esperando o voo para Belo Horizonte, o menino contou que a primeira coisa que vai fazer ao chegar em casa é comer um churrasco e que está feliz com o resultado da cirurgia.

O pai, Rodrigo Diniz Junqueira Rocha, 37, diz que a operação foi possível porque a família conseguiu na Justiça que o Estado de Minas Gerais, onde eles moram, pagasse pelo procedimento. O custo passou de R$ 500 mil.

Nos últimos sete anos, Pedro tem usado um aparelho para respirar que é conectado à sua traqueia e aumenta o risco de infecções.

O especialista em cirurgia torácica Rodrigo Sardenberg, que fez a operação em Pedro, explica que o marca-passo estimula o nervo responsável pela contração do diafragma, músculo cujos movimentos fazem os pulmões se encherem de ar. A parte externa do aparelho, um tipo de rádio a bateria, transmite a energia para o marca-passo.

"Esse aparelho já é usado há 40 anos no exterior, mais de 3.000 pessoas têm. Em 2010, coloquei o primeiro em um adulto no Brasil. Não sei por que demorou tanto para chegar aqui", diz Sardenberg.

Por cerca de seis meses, Pedro vai continuar ligado ao respirador, enquanto o diafragma é "treinado" para responder ao marca-passo.

Sardenberg diz que a fala e a capacidade de deglutição do menino devem melhorar a partir de agora.

Luta
Rodrigo Rocha, pai de Pedro, fundou em 2006 o Instituto Pedro Arthur para lutar contra a meningite e reivindicar a disponibilização de vacinas. Hoje, a família vive de doações.

A imunização contra o pneumococo foi introduzida no calendário de vacinação do SUS há dois anos. A vacina contra meningite do tipo C também está disponível. No primeiro semestre de 2011, segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 8.676 casos de meningite, 487 causados pelo pneumococo.

Fonte Folhaonline

Cientistas criam aplicativos para tratar transtornos sociais

Imagine ter no smartphone, ao lado de jogos conhecidos como Angry Birds ou Fruit Ninja, um aplicativo que facilite o tratamento de transtornos como fobia social.

Essa é a ideia de cientistas que têm pesquisado terapias portáteis para celular como uma maneira de auxiliar os tratamentos convencionais.

Editoria de Arte/Folhapress
A lógica desses pesquisadores é simples. Assim como alguns aplicativos para celular podem desenvolver processos cognitivos e melhorar o aprendizado, eles também podem trabalhar áreas cerebrais ligadas a transtornos.

O melhor é que a terapia cabe no bolso e pode ser levado para qualquer lugar.

A discussão veio à tona quando um grupo de cientistas da Universidade da Austrália Ocidental apresentou recentemente um aplicativo para tratar fobia social.

Pessoas com esse tipo de transtorno sentem uma ansiedade extrema ao serem "avaliadas" pelas outras. Além disso, quem tem fobia social relata sentir medo diante de expressões hostis (como ar de reprovação).

Os cientistas australianos criaram um game em que o paciente fica diante de expressões faciais dispostas como cartas de baralho. Uma delas é hostil e outra neutra.

Depois de aparecerem brevemente na tela, elas somem, e o usuário tem de identificar uma letra do alfabeto. Essa tarefa leva a pessoa a desviar sua atenção da área da tela na qual estava o rosto hostil e, em tese, minimiza sua reação a esse tipo de imagem.

De acordo com os pesquisadores a favor dos aplicativos (apps), a proposta é trabalhar os jogos junto com tratamentos em consultório. Os apps podem até estimular o paciente a fazer a terapia convencional.

Como os smartphones estão cada vez mais populares --jogos como o Angry Birds beiram os 30 milhões de usuários--, a expectativa é que os games terapêuticos também sejam bem aceitos.

"Isso é o que torna a ideia tão promissora", explica o psicólogo Richard McNally, da Universidade Harvard.

O laboratório dele concluiu recentemente um estudo com 338 pessoas que usaram um programa em smartphone para tratar fobias sociais.

Os usuários acharam o jogo repetitivo. Mas a facilidade de poder usá-lo "até no metrô" foi um ponto positivo.

A proposta da terapia portátil não é unanimidade entre os cientistas. "Sou cauteloso com esse tipo de tratamento", pondera Andrew Gerber, psiquiatra da Universidade Columbia, nos EUA.

Na Europa, há testes de apps até para usuários que bebem demais. A ideia é que eles afastem imagens de bebidas alcoólicas e deem zoom nos líquidos sem álcool.

Ainda não se sabe quando --e se-- os apps estarão disponíveis para usuários. Mas há negociações em curso.

O psicólogo Nader Amir, da Universidade Estadual de San Diego, por exemplo, está se encarregando de comercializar um app que ele criou para tratar ansiedade.

Fonte Folhaonline