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segunda-feira, 12 de março de 2012

Câncer esofágico

Definição

O câncer esofágico é um tumor maligno do esôfago, o tubo muscular que movimenta o alimento da boca para o estômago.

Nomes alternativos

Câncer – esôfago

Causas, incidência e fatores de risco

O câncer esofágico é relativamente incomum. Ocorre com maior frequência em pessoas com mais de 50 anos. Existem dois tipos principais de câncer esofágico: carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma. Esses dois tipos são diferentes quando observados no microscópio.
O câncer esofágico de células escamosas está associado ao fumo e ao consumo de álcool.
O Esôfago de Barrett, uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), aumenta significativamente o risco de adenocarcinoma do esôfago.

Outros fatores de risco do adenocarcinoma do esôfago incluem:
  • Uso de álcool
  • Obesidade
  • Nutrição deficiente
  • Fumo

Sintomas

  • Movimento no sentido inverso do alimento através do esôfago e possivelmente da boca (regurgitação)
  • Dor no peito não relacionada ao ato de comer
  • Dificuldade para deglutir sólidos ou líquidos
  • Azia
  • Vômito com sangue
  • Perda de peso

Exames e testes

Os exames usados para ajudar a diagnosticar o câncer esofágico podem incluir:
  • Esofagograma
  • Esofagogastroduodenoscopia (EGD) e biópsia
  • Ressonância magnética (RM) do peito ou tomografia computadorizada torácica (geralmente usada para ajudar a determinar o estágio da doença)
  • Tomografia por emissão de pósitrons (pode ser útil para determinar o estágio da doença e se é possível realizar uma cirurgia)
  • Ultrassom endoscópico (também pode ser usado para determinar o estágio da doença)
O exame de fezes pode mostrar pequenas quantidades (ocultas) de sangue nas fezes.

Tratamento

Quando o câncer esofágico ocorre apenas no esôfago e não se espalha, a cirurgia é o tratamento recomendado. O objetivo da cirurgia é remover o câncer.
Algumas vezes a quimioterapia, a radiação ou uma combinação das duas pode ser usada em vez da cirurgia, ou para facilitar a realização da cirurgia.
Se o paciente não puder tolerar a cirurgia ou se o câncer tiver se espalhado para outros órgãos, poderá ser usada a quimio ou a radioterapia para ajudar a reduzir os sintomas. Isso é chamado de tratamento paliativo. Nesses casos, a doença geralmente não é curável.
Outros tratamentos que podem ser usados para melhorar a capacidade de deglutição de um paciente incluem dilatação endoscópica do esôfago (algumas vezes com colocação de um stent para manter o esôfago dilatado) ou terapia fotodinâmica. Na terapia fotodinâmica, um medicamento especial é injetado no tumor que é, então, exposto à luz. A luz ativa o medicamento que ataca o tumor.

Grupos de apoio

Normalmente, os pacientes podem aliviar a tensão da doença participando de um grupo de apoio de pessoas que compartilham experiências e problemas em comum.

Evolução (prognóstico)

O câncer esofágico é uma doença muito difícil de curar. Se o câncer não tiver se disseminado para fora do esôfago, a cirurgia pode aumentar as chances de sobrevivência.
A radioterapia é usada no lugar da cirurgia em alguns casos em que o câncer não tenha se espalhado para outros órgãos.
Para pacientes com câncer disseminado, a cura geralmente não é possível. O tratamento é recomendado para aliviar os sintomas.

Complicações

  • Dificuldade para deglutir
  • Perda de peso grave resultante de alimentação insuficiente
  • Disseminação do tumor para outras áreas do corpo

Ligando para seu médico

Ligue para o seu médico se tiver, sem nenhuma causa conhecida, dificuldade para deglutir, se essa condição não melhorar ou se você apresentar outros sintomas de câncer esofágico.

Prevenção

As orientações a seguir podem ajudar a reduzir o risco de câncer esofágico de células escamosas:
  • Evite fumar
  • Diminua ou elimine bebidas alcoólicas
Pessoas com sintomas de refluxo gastroesofágico grave devem procurar assistência médica.
O exame com EGD e a biópsia em pessoas com esôfago de Barrett pode levar à descoberta precoce e à maior chance de sobrevivência. Indivíduos diagnosticados com esôfago de Barrett devem ser examinados regularmente para verificar se há câncer esofágico.

Fonte iG

Exames: Ultrassonografia

Foto: Divulgação Ampliar
Ultrassonografia do rim direito
O que é
Exame de diagnóstico por imagem que aproveita o eco produzido pelo som para captar e enxergar, em tempo real, estruturas e órgãos do corpo.

Para que serve
Serve para observar e detectar alterações na estrutura anatômica e no funcionamento das mais diversas estruturas do corpo. Auxilia na pesquisa de doenças congênitas ou adquiridas ao longo da vida e permite o acompanhamento da evolução de diversas enfermidades, assim como dos resultados de intervenções cirúrgicas.

Como é feito
O médico passa um gel sobre a estrutura a ser analisada e depois passar sobre ela um aparelho que usa ondas de som para criar uma imagem do local analisado.

Preparo
Depende do local a ser analisado. Ultrassonografias que analisam a região da pelve, por exemplo, requerem a ingestão de três a quatro copos de líquido uma hora antes do exame e a retenção da urina.

Valores de referência
O resultado é dado sob a forma de laudo, emitido pelo médico radiologista, que descreverá as alterações encontradas. As imagens também devem ser fornecidas ao paciente, impressas em papel especial ou em um CD com imagens digitais.

Fonte iG

Monitorando sua saúde com dispositivos móveis

Foto: Reprodção / Withings.com
Monitor de pressão arterial que conecta ao iPhone e ao iPad
Médico diz que uso de tablets e smartphones para monitorar doenças é mais positivo do que prejudicial à saúde

O médico Eric Topol diz – meio brincando, meio a sério – que o smartphone é o futuro da medicina, pois a maioria de seus pacientes já parece estar "cirurgicamente conectada" a um deles.

Ele diz com toda a seriedade, porém, que o smartphone ajudará o usuário a assumir maior controle de sua saúde e acompanhá-la com uma precisão cada vez maior.

Em seu livro, "The Creative Destruction of Medicine" (algo como "A Destruição Criativa da Medicina", em tradução livre), ele descreve a visão de como as pessoas começarão a realizar exames médicos comuns, deixando de ir a consultas e compartilhando seus dados com outras pessoas além de seus médicos.

Topol, cardiologista do Scripps Medical Institute em La Jolla, Califórnia, já vê sinais disso, enquanto empresas vinculam dispositivos médicos ao poder computacional dos smartphones. Aparelhos para medir a pressão sanguínea, monitorar a glicose do sangue, escutar batimentos e mapear a atividade do coração já estão nas mãos de pacientes. E há mais por vir.

Ele reconhece o ceticismo de alguns médicos a respeito desses dispositivos. "Obviamente, a profissão médica não aprecia nada do tipo 'faça você mesmo'", afirmou ele.

"Existem alguns médicos digitalmente progressistas, que estão reconhecendo as oportunidades para melhor cuidado e prevenção, mas a maioria é resistente a mudanças."

Topol pode estar certo quanto à cautela na indústria, mas ele está longe de ser o único com essa visão. A Apple já promovia o iPhone como uma plataforma para dispositivos médicos em 2009.

Está surgindo todo um mercado que une a postura proativa dos dispositivos de hackers ao fervor do movimento do bem-estar. Segundo Topol, os smartphones transformam o cuidar de si mesmo em algo similar a um jogo.

"Recomendo esses dispositivos porque eles tornam tudo mais divertido, e obtenho mais medições do que se pedir que eles o façam manualmente."

O entusiasmo por essa visão de medicina "faça você mesmo" com um smartphone, porém, deve ser equilibrado com a fria realidade de que todos os experimentadores devem consultar um médico.

Algumas das tentativas de transformar o iPhone num aparelho médico são pouco mais do que brinquedos. O aplicativo iStethoscope, de US$ 0,99, adverte: "Este aplicativo foi criado para uso com fins de entretenimento". Aqueles que o compraram vêm publicando avaliações uniformemente negativas.
O iStethoscope Expert 2012, também avaliado negativamente e também vendido a US$ 0,99, oferece uma campainha de US$ 24 para aprimorar o som.

A Firefly Global, de Belmont, Massachusetts, produz uma câmera médica e a vende diretamente a médicos que querem compartilhar as imagens com pacientes e guardá-las para o futuro. Sua linha inclui câmeras para dentistas, dermatologistas e oftalmologistas. Infelizmente, as câmeras entre US$ 180 e US$ 350 conectam-se a um computador, e não a um smartphone.

As doenças mais comuns e os maiores mercados estão recebendo as ferramentas em primeiro lugar. Dispositivos para monitorar doenças cardíacas já estão disponíveis. Uma startup francesa, a Withings, criou um medidor de pressão arterial de US$ 129 que se conecta a um iPad ou iPhone. A braçadeira infla e desinfla automaticamente, e então registra a pulsação e a pressão arterial. O aplicativo cria um gráfico com a pressão ao longo do tempo, facilitando a visualização de tendências.

A Withings também inclui uma conexão ao seu site para que os usuários possam compartilhar seus dados com médicos – seja diretamente, em páginas protegidas por senha, ou por sites de terceiros como o digifit.com.

Segundo muitas estimativas, a crescente incidência de diabetes representa o maior desafio de saúde atualmente, e empresas estão desenvolvendo ferramentas para ajudar pessoas com a doença a controlar o nível de glicose no sangue.

Tom Xu, fundador da SkyHealth em El Cerrito, Califórnia, criou o site glucosebuddy.com para ajudar pessoas a acompanhar o açúcar no sangue. Os números precisam ser inseridos manualmente. O site trabalha com um aplicativo para iPhone que anota o nível de glicose no sangue e algumas informações sobre quando foi realizada a coleta.

"Nosso principal objetivo é que o glucosebuddy não seja apenas para registrar números. Essa é a parte chata", explicou ele. "Ao descobrir como sua alimentação afeta o açúcar no sangue, você passa a levar a saúde mais a sério."

Outras empresas estão começando a integrar hardware e software. A AgaMatrix, empresa que fabrica um monitor de glicose sanguínea – o iBGStar, que se conecta ao iPhone–, trabalhou junto à gigante farmacêutica Sanofi para desenvolver a ferramenta. Em dezembro, a Food and Drug Administration aprovou o dispositivo para venda nos Estados Unidos.

"Quando pacientes lidam com doenças crônicas, as consultas médicas podem ocorrer a cada seis semanas ou dois meses", afirmou Joseph Flaherty, vice-presidente de marketing da AgaMatrix.

"Para que as pessoas tenham um controle real sobre essas doenças, precisamos fechar o ciclo de feedback e oferecer as informações necessárias para decisões mais inteligentes em tempo real."

Seu aparelho, como muitos outros medidores de bolso, mede a quantidade de glicose no sangue – mas também transmite os dados ao smartphone, ajudando pacientes a acompanhar seus níveis de glicose ao longo do tempo. Ele não é muito diferente de um pedaço de papel e uma caneta, mas é mais rápido e direto, e facilita o compartilhamento desses valores com médicos e amigos.

A Johnson & Johnson também declarou publicamente o desenvolvimento de um dispositivo similar. A meta final é replicar o "tricorder", aparelho de diagnóstico geral da série de ficção "Star Trek" – meta que está sendo estimulada por um prêmio de US$ 10 milhões oferecido pela Qualcomm, fabricante de chips para smartphones, através da X-Prize Foundation.

Fonte iG

Saltos altos podem gerar unhas encravadas

Usar sapatos com saltos altos demais por longos períodos pode deformar as unhas dos pés

Saltos altos e sapatos com extremidades pontiagudas são a principal causa de unhas encravadas, de acordo com podólogos.

Com a pressão constante do sapato sobre os dedos, as unhas dos dedões podem crescer para dentro da pele e gerar infecções, dizem os especialistas do Loyola University Health System. Ainda assim, muitas mulheres não estão dispostas a trocar seus saltos por sapatos mais confortáveis.

“Unha encravada pode ser dolorosa, mas muitas mulheres estão dispostas a lidar com o desconforto, apenas para poder seguir usando seus saltos altos” diz o professor de podiatria Rodney Stuck.

“No entanto, podem surgir complicações mais graves, que causam danos permanentes às unhas dos pés se não forem tratadas.”

Stuck aconselha as mulheres que usam saltos a tomar as seguintes medidas para prevenir unhas encravadas:

- Em um papelão, trace o contorno dos dois pés, recorte esse “molde” e coloque-o dentro de cada pé de sapato antes de comprá-los. Isso dará certeza de que você não está comprando sapatos muito estreitos para os seus pés

- Evite usar meias apertadas

- Não use saltos altos demais

- Evite andar muito ou permanecer muito tempo em pé usando saltos altos

- Corte as unhas dos pés sempre retas

- Faça um escalda-pés com sais de Epsom (sulfato de magnésio) ou sais de banho e água morna

- Certifique-se de os pés estão bem secos (use sempre uma toalha limpa)

- Aplique um anti-séptico suave nos pés

- Se um dedo do pé doer, inchar ou inflamar, provavelmente está infectado e precisa ser tratado por um podólogo. Se o problema resistir ao tratamento, a unha pode ser removida

Stuck lembra que diabéticos devem ser particularmente cuidadosos com as próprias unhas, especialmente se estiverem encravadas. Como eles têm a circulação comprometida pela doença, a cicatrização pode ser mais difícil. O diabetes também pode causar danos nos nervos dos pés, o que gera dormência.

“Se as mulheres diabéticas não sentem o desconforto, podem deixar de tratar as unhas encravadas, até que seja tarde demais”, alerta Stuck.

“Se ignorada, esta condição, que é facilmente tratável, pode levar a uma amputação.”

Fonte Delas

Comissão no Senado propõe flexibilização do aborto

Juristas sugerem que prática seja permitida caso haja constatação de que a mulher não tem condições de arcar com a maternidade

Foram aprovadas nesta sexta-feira (9), em Brasília, sugestões de mudanças nos artigos do Código Penal brasileiro relativos ao aborto e aos crimes contra a dignidade sexual.

Entre as propostas elaboradas pela comissão de juristas encarregados de rever as leis e sugerir mudanças e atualizações no novo Código Penal, a que promete gerar mais polêmica é a que permite o aborto até o terceiro mês de gravidez quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

Os especialistas decidiram manter como crime a interrupção intencional da gravidez, mas ampliaram os casos em que a prática não seria punida. De acordo com a proposta, a mulher poderia realizar um aborto com o respaldo da lei quando for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância, quando o feto tiver anencefalia, nos casos em que houver risco à vida ou à saúde da grávida e por vontade da gestante até o terceiro mês, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

Fonte Delas