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segunda-feira, 12 de março de 2012

Decisão da Justiça anula patente de droga anti-Aids

Uma decisão judicial publicada nesta semana anula a patente do medicamento lopinavir, um dos princípios ativos do remédio Kaletra, que faz parte do coquetel anti-HIV distribuído pelo governo federal a pacientes.

O texto da decisão, da juíza federal Daniela Pereira Madeira, do Rio de Janeiro, diz que a patente, que protegeria os direitos da empresa farmacêutica Abbott de produzir o remédio com exclusividade até 2016, não é válida.

Os motivos para isso seriam a falta da avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes da concessão da patente e a inconstitucionalidade do método de registro, o chamado "pipeline". Estabelecido em 1996, o método revalidava automaticamente no país as patentes registradas no exterior.

Em 1999, foi introduzida a exigência de que os pedidos de registro fossem analisados pela Anvisa, o que não foi feito no caso do antirretroviral.

O pedido de patente do Kaletra já havia sido iniciado antes disso, mas só foi concedido depois, em 2000. Por isso, entendeu-se que deveria ter passado pela agência.

A revalidação pelo "pipeline" seria inconstitucional porque concedeu monopólio de produção a um medicamento que já estava em domínio público, segundo o advogado Alexandre Serafim, da equipe que representou o laboratório Cristália, autor do processo. "Quando o pedido de patente foi iniciado, o Brasil não reconhecia patentes de remédios. O pipeline deu monopólio sobre moléculas em domínio público."

O advogado Lucas de Moura Gavião, que também atuou no processo, diz que há outros remédios nessa situação e que essa ação pode criar um precedente.

A decisão é em primeira instância e pode ser contestada pela Abbott.

Editoria de arte/Folhapress

Em 2005, o governo federal e o laboratório entraram em um acordo para reduzir o preço do Kaletra de US$ 1,17 para US$ 0,63.

Em 2011, segundo informações do Ministério da Saúde, foram gastos R$ 91 milhões em compras do medicamento. Os gastos totais do governo com antirretrovirais, que foram de R$ 1 bilhão em 2005, caíram nos anos seguintes, após negociações de preço com as fabricantes e licenciamento compulsório de remédios. Em 2007, o valor total foi de R$ 710 milhões.

O presidente do laboratório Cristália, Ogari Pacheco, diz que a empresa entrou com a ação porque tem capacidade técnica de produzir a droga, composta pelos princípios ativos ritonavir e lopinavir.

"Agora que a patente caiu, poderemos produzir a associação de medicamentos a preços competitivos em nível mundial", afirma Pacheco, que diz que é cedo para falar em valores exatos.

O infectologista Caio Rosenthal afirma que o medicamento é importante no combate ao HIV. "A indústria já teve retorno suficiente de seu investimento em pesquisa. Não há mais por que manter preços abusivos sobre remédios contra o HIV", diz o médico, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Outro lado
A Abbott, fabricante do Kaletra, enviou nota à reportagem dizendo que defende da validade da patente. "Estamos analisando as medidas legais cabíveis."

Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) afirma que o Brasil tem um ambiente de segurança jurídica quanto à validade das patentes e que o setor aguarda com tranquilidade os próximos passos do processo. "Em 15 anos, podemos contar nos dedos os casos de processo. A legislação no país é boa."

Para Britto, o caso não deve dar base a novas contestações de patentes.

Fonte Folhaonline

Nutrição


Consuma produtos com muito açúcar ou amido durante as refeições
Uma alimentação incorreta pode causar gengivite e cáries. Saiba evitar certos tipos de comida.

O que é uma nutrição adequada?
Nutrição adequada é a ingestão de uma dieta equilibrada para que seu corpo possa assimilar os nutrientes necessários para uma boa saúde. A cada dia, o corpo humano se renova, isto é, renova seus músculos, sua matéria óssea, sua pele e seu sangue. As substâncias que você ingere são a base para a formação destes novos tecidos. Se sua dieta contiver poucos nutrientes essenciais ao corpo, sua boca estará mais vulnerável a infecções. Quando uma criança não se alimenta corretamente, seus dentes podem não se desenvolver de maneira adequada. Para ter dentes fortes e resistentes à formação de cáries, a criança precisa de uma dieta rica em cálcio, fósforo e flúor.

Quais são os diferentes tipos de nutrientes?

Uma boa alimentação deve conter os seguintes nutrientes:

- Carboidratos;

- Ácidos graxos essenciais (contidos em produtos gordurosos);

- Aminoácidos (encontrados nas proteínas);

- Quinze vitaminas;

- Cerca de vinte e cinco minerais;

- Água

Como o nosso corpo não pode fabricar todos nutrientes de que precisamos, principalmente certas vitaminas, precisamos obtê-los dos alimentos e suplementos alimentares que ingerimos. O Ministério da Agricultura Americana recomenda à população em geral a ingerir diariamente:

- 6 a 11 porções de pão e cereais;
- 3 a 5 porções de verduras;
- 2 a 4 porções de frutas;
- 2 a 3 porções de produtos derivados do leite;
- 2 a 3 porções de carne, aves, peixe, ovos, feijão ou nozes

Por que é importante ter uma alimentação correta?
Uma alimentação incorreta pode causar gengivite e cáries. Os alimentos que têm elevado teor de carboidratos, açúcares e amidos contribuem muito para a produção dos ácidos que formam a placa bacteriana que ataca o esmalte dos dentes. Com o passar do tempo, esses ácidos destroem o esmalte, formando a cárie.

Caso tenha que ingerir produtos com muito açúcar ou amido, consuma-os durante as refeições e não entre refeições. Evite alimentos que grudem nos dentes, pois eles podem aumentar a formação da placa bacteriana. A maior parte dos alimentos já tem ingredientes que produzem ácidos. Por isso, quanto menos você expuser seus dentes a esses ingredientes menor força terão os ácidos da placa bacteriana de atacarem o esmalte. Um aspecto positivo é o fato da produção de saliva aumentar durante as refeições, removendo os detritos alimentares da boca.

Fonte Colgate-Palmolive

Paraná registrou 513 casos de dengue nos últimos sete meses

Curitiba – Nos últimos sete meses foram registrados 513 casos de dengue no Paraná.

O último boletim sobre a doença, divulgado esta semana pela Secretaria Estadual da Saúde, mostra que de agosto de 2011 até agora foram registrados 424 casos autóctones (contraídos no próprio território) e 89 casos importados. Somente nas duas últimas semanas, 134 casos autóctones foram confirmados nas regiões de Francisco Beltrão e Toledo. As duas regiões são consideradas endêmicas para a doença.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, foram enviados para a região 15 técnicos que auxiliam nas ações de bloqueio e na capacitação dos agentes de endemias. Francisco Beltrão também solicitou a aplicação de UBV pesado (fumacê). Para Toledo, foram enviados técnicos para realizar a supervisão das ações de combate ao mosquito. Dos 399 municípios do Paraná, 55 registraram casos autóctones desde agosto do ano passado.

A Secretaria da Saúde aponta a fragilidade na gestão de resíduos sólidos como a principal causa para a existência de criadouros do mosquito Aedes aegypti no Paraná. Em 2011, dos 12 milhões de depósitos que poderiam acumular água e se tornar criadouros do mosquito, 53% foram considerados lixo, como copos descartáveis, garrafas pet, latas, sucatas e outros objetos.

Para Sezifredo Paz, a implantação do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e a criação de programas de coleta seletiva do lixo são soluções viáveis para diminuir o número de focos do mosquito. É necessário, segundo ele, que haja o envolvimento de todos, desde o gestor, com o planejamento, a execução e o incentivo a essa prática, até a população, com a separação do lixo reciclável nas residências. Ele citou Curitiba como exemplo de município que não é infestado devido à coleta seletiva do lixo. O serviço está estruturado desde 1989, atende a 100% do município e conta com o apoio de cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

Fonte Agência Brasil

Caminhada contra o câncer reúne dezenas de pessoas na Lagoa Rodrigo de Freitas

Rio de Janeiro – Dezenas de pessoas deram a volta na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, ontem (11) de manhã, em prol da luta contra o câncer.

A atividade é a oitava edição da Walkathon, patrocinada pela Escola Americana do Rio, que tem o objetivo de arrecadar cerca de R$ 30 mil para a Fundação do Câncer, entidade de referência fundada há 20 anos e parceira do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Quem quis contribuir com doações a partir de R$ 25 recebeu uma camiseta do evento desenvolvida por alunos da escola. De acordo com a coordenação, 600 pessoas participaram da sétima edição da caminhada, no ano passado, e a arrecadação foi de R$ 27 mil, que foram aplicados no setor de pediatria do Inca.

“A ideia desse evento é chamar a atenção da sociedade para a prevenção da doença, por isso também fazemos palestras na escola sobre hábitos saudáveis de alimentação e exercícios físicos. A caminhada é simbólica e pode ser feita de bicicleta, skate, patins e também por cadeirantes”, disse a diretora de eventos da escola, Annette Dam.

O câncer é a segunda causa de morte no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Fonte Agência Brasil

Sociedade de Ortopedia não registra queixas de usuários de próteses metálicas de quadril

Brasília - A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia informou que não há registro de queixas de usuários de próteses de quadril feitas de metal.

A entidade médica decidiu se manifestar depois que pesquisa divulgada em revista britânica apontou que as próteses metálicas de quadril podem causar problemas à saúde. De acordo com o estudo, a fricção entre as peças metálicas, de cromo e cobalto, libera íons que afetam tecidos, músculos e causam intoxicação no organismo.

Cerca de 10 mil pacientes implantam próteses de quadril a cada ano. De acordo com os médicos, os produtos, usados há mais de 40 anos no país, eram, no início, totalmente metálicos. Atualmente, as próteses mais usadas são de polietileno (plástico) e cerâmica, sem risco de liberar íons metálicos.

A sociedade médica diz que o tema vem sendo discutido em congressos de medicina, mas que “não há um único caso em que se comprove o efeito negativo identificado no trabalho realizado na Inglaterra”.

A recomendação é que os pacientes com próteses de quadril metálicas procurem seus médicos para tirar as dúvidas. Em alguns casos, podem fazer exames para certificar as condições das próteses.

Fonte Agência Brasil