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segunda-feira, 12 de março de 2012

Como Usiminas e TAM reduzem a sinistralidade e absenteísmo?

Em um mercado cava vez mais competitivo, investir em programas de qualidade de vida e reduzir índices de absenteísmo tem se tornado estratégia das empresas

Investir em programas de qualidade de vida e adotar políticas de prevenção a doenças crônicas reduz significativamente o índice de absenteísmo e sinistralidade de uma empresa. No entanto, mesmo com tantos exemplos no mercado, nem todas as companhias conseguem aplicar corretamente estes programas, o que as leva a resultados insatisfatórios ou a uma baixa relação custo benefício.

Dados do Ministério da Previdência Social do Brasil mostram que, em 2008, o INSS desembolsou cerca de R$11,6 bilhões para o pagamento de benefícios referentes a acidentes e doenças do trabalho e aposentadorias por invalidez. Além dos custos elevados para o governo, as empresas também pagam a conta, tendo que substituir esses profissionais e onerar mais ainda sua folha de pagamento.

Para combater os altos índices de absenteísmo, a Usiminas criou, há cerca de dois anos, um programa de gestão e promoção de saúde e qualidade de vida para seus 80 mil funcionários.

A implementação das estratégias de promoção da saúde e prevenção de doenças da Usiminas, promovida pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), entidade filantrópica de direito privado fundada pela mineradora, é uma das iniciativas para melhorar a qualidade de saúde dos colaboradores da empresa. O programa foi estruturado a partir de um levantamento do perfil epidemiológico dos colaboradores, apontando as doenças mais comuns entre eles, e os hábitos que elevam o risco dos problemas de saúde.

A partir desse diagnóstico, a FSFX criou o “Atitude rima com Saúde”. O programa está dividido em 12 projetos que abordam diversos temas, como o projeto “Gerar”, destinado às gestantes, o “Inspirar”, voltado ao combate ao tabagismo e o “Respirar”, com o objetivo de reduzir os índices de doenças respiratórias infantis entre outros.

Esse serviço é prestado por meio da UsiSaúde, uma operadora de planos de saúde, que possui um núcleo de promoção formado por cerca de 20 profissionais responsáveis por todas as iniciativas que abrangem saúde e bem estar dos colaboradores da empresa, desde a elaboração de protocolos clínicos, até a avaliação de resultados. “Para obtermos resultados eficientes, acreditamos que estes programas precisam ser consistentes, com uma base técnica extremamente sólida, integrada por equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros e psicólogos muito bem preparados”, completa o diretor executivo da FSFX, Luís Marcio Araújo Ramos.

Segundo Ramos, é vital para uma empresa que tenha a intenção de implantar um programa de qualidade de vida e prevenção traçar um perfil epidemiológico de seus trabalhadores, para que se possa elaborar um programa adequado para cada população identificada na companhia. “Outro ponto importante a ser considerado é que esse programa deve estar alinhado à estratégia da empresa e tenha o reconhecimento da alta liderança e sua participação como forma de incentivo”.

Atualmente, a fundação investe cerca de R$60 per capta na Usiminas, o que significa um investimento de aproximadamente R$6 milhões ao ano, abrangendo os 12 projetos que pretendem reduzir o índice de absenteísmo, melhorar o ambiente corporativo e ter impacto direto na segurança do trabalho.

Ramos afirma que um dos maiores desafios dos programas de promoção à saúde é a identificação dos resultados conquistados. “Para os projetos aplicados na Usiminas, temos uma série de indicadores que monitoram a eficiência desses programas. Como implementamos isso há cerca de dois anos, não temos ainda um resultado fechado do Retorno sobre inventimento (ROI). Nos preocupamos nesse primeiro instante em consolidar e estruturar os programas”.

No primeiro ano, as iniciativas de prevenção da Usiminas tiveram uma adesão de 4,5 mil funcionários. “Já conseguimos colher os primeiros frutos desse projeto. Tivemos uma redução no índice de tabagistas e cortamos pela metade o índice de internação pediátrica por doenças respiratórias no Hospital Márcio Cunha, pertencente à fundação”.

Ausência nos ares
Com 30 mil funcionários, sendo 20 mil em terra e cerca de 10 mil embarcados em aeronaves, a TAM Linhas Aéreas estabeleceu uma série de programas para reduzir o absenteísmo entre os aeronautas. “Entendemos que hoje o absenteísmo é um grande problema, não só para nós, mas para qualquer empresa de aviação no mundo inteiro”, afirma o gerente de saúde, segurança do trabalho e meio ambiente da TAM linhas aéreas, Marco Antonio Cantero.

De acordo com ele, o estilo de vida das equipes que trabalham nas aeronaves é diferente de qualquer outro, pois são times de alta performance, em que não são toleráveis erros, assim como em outros setores, como saúde e petroquímico, exemplifica. “Portanto, ter pessoas doentes ou desmotivadas é muito perigoso para o negócio da companhia”.

Atualmente, dos 10 mil aeronautas que atuam na TAM, cerca de 550 estão afastados por motivos de saúde. Tendo em vista esse número de afastamentos, que envolve desde a licença maternidade, que atinge cerca de 49 % dos profissionais afastados, até licenças por problemas psiquiátricos, que gira em torno de 19%, a preocupação com a segurança do trabalho e da própria sustentabilidade do negócio motivou a companhia a criar, há alguns anos, um comitê de gestão do absenteísmo dos aeronautas.

“Na área de saúde, segurança do trabalho e meio ambiente contamos com 140 profissionais, responsáveis por todos os programas de saúde que envolvem os 30 mil colaboradores da companhia, distribuídos por todo o mundo”, explica Cantero ao falar sobre a estrutura de sua área.

A equipe é formada por cerca de 70 profissionais destinados a área de engenharia da segurança do trabalho, 20 profissionais de saúde divididos entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e psicólogas que são responsáveis pelos projetos de promoção de saúde, qualidade de vida de todos os colaboradores.

Cantero diz que para atingir um resultado eficiente e com impacto direto na saúde dos funcionários, os programas de promoção à saúde são desenvolvidos de acordo com o perfil epidemiológico da população de cada região onde a empresa atua.

Na área de qualidade de vida, os projetos podem variar de um clube de corrida, que estimula a prática do exercício físico e abandono do sedentarismo até o incentivo à prática esportiva da preferência de cada funcionário. “O que importa não é a prática em si, e sim o conceito que está por trás do esporte, que envolve disciplina e educação nutricional desse esportista, por exemplo. Se as pessoas estiverem saudáveis, não se machucarem e estiverem com a saúde preservada, elas, automaticamente, faltarão menos ao trabalho, estarão mais motivadas e valorizarão mais a empresa”, ressalta Cantero.

Em 2011, a TAM investiu cerca de R$13 milhões em programas de saúde e prevenção, qualidade de vida e equipamentos de proteção individual (EPI). “Na verdade, se comparado aos resultados, este investimento é muito menor do que o retorno que temos com a redução no absenteísmo e Seguro de Acidente do Trabalho (SAT)”.

Por meio de projetos de segurança e parcerias, a TAM estima economizar cerca de R$3,5 milhões apenas com o SAT e outros R$7 milhões com a redução do absenteísmo. “Em absenteísmo, salários extras e SAT, vamos economizar cerca de R$10 milhões, sem contar com gastos intangíveis como turnover e headcount (tamanho das equipes)”, completa Cantero. Os cases da TAM e da Usiminas foram apresentados durante o evento “Gestão Estratégica da Saúde Corporativa”, realizado pelo IQPC entre 7 e 9 de fevereiro em São Paulo (SP)

Fonte SaudeWeb

Falta de médicos em plantão pode ser amenizada com TI

T-Systems aposta em solução de telemedicina para diagnóstico à distância quando faltam especialistas

Quem já foi em algum hospital público no Brasil sabe que em dias de plantão é comum faltar profissionais para um atendimento rápido. Em algumas unidades, mesmo em dias úteis a situação é complicada quando se trata de alguma especialidade, como ortopedia. Problema causado ora por falta de profissionais contratados ou, simplesmente, por não comparecimento do médico ao local de trabalho. Mas a telemedicina por, em algumas situações, amenizar essa realidade.

Como explicou o presidente da T-Systems do Brasil, Dominik Yves Maurer, em conversa com jornalistas na Cebit 2012, em Hannover, na Alemanha, hospitais – de uma mesma rede obviamente – podem compartilhar o quadro de médicos em momentos complexos. Tomamos como exemplo uma instituição com cinco unidades espalhadas pelo Brasil. No caso de chegar um paciente em uma delas e o médico especializado para atendê-lo não estiver, é possível acionar um especialista em outra localidade para prestar um atendimento à distância.

“Nesse caso, ele verá o paciente e ajudará ou, em outros casos, encaminhará para outra unidade”, comenta Maurer. Existe também a possibilidade de acionar o médico que não está presente e pedir que vá ao local por se tratar de uma emergência.

A analogia feita por Maurer é ao de uma sala de teleconferência, mas com serviços agregados. Primeiro pela possibilidade de acesso móvel, ou seja, o especialista não necessariamente precisa estar em uma sala de telepresença. Além disso, há a integração com o sistema de prontuário eletrônico e ele terá à disposição todas as informações do paciente.

“Na Alemanha tem hospitais que usam e já apresentamos a solução no Brasil. Mas a rede de dados ainda não está madura para isso”, avalia.

Fonte SaudeWeb

Projeto piloto vai testar novo modelo de remuneração da saúde suplementar

Cada associação integrante do Grupo da ANS, que discute mudanças na remuneração, irá indicar três duplas de operadores e hospitais que podem ser escolhidos para a execução do trabalho, que durará 12 meses

Apesar de ainda estar longe de uma definição, o novo modelo de remuneração hospitalar das fontes pagadoras privadas será testado em um projeto piloto, coordenado pelo grupo de trabalho (GT) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) , composto pelas entidades Abramge, Fenasaude, Unidas, Unimed, Anahp, CMB, CNS, FBH, AMB.

Criado em janeiro de 2010, o GT começa a dar os primeiros resultados. Atualmente na segunda fase, que é a de definição de conceitos, o grupo deve, assim que aprovar o documento que compreende o escopo do projeto piloto, iniciar a terceira e penúltima fase dos trabalhos. A informação foi revelada por Jair Monaci, presidente da Abramge e integrante do grupo, durante evento para discutir o assunto organizado nesta sexta-feira (09/03) pela Câmara Britânica no Brasil, em São Paulo. Segundo ele, o piloto está previsto para durar 12 meses, mas ainda não tem data para começar.

Para o projeto, cada associação integrante do GT irá indicar três duplas de operadores e hospitais que poderão ser escolhidos para a execução do trabalho. Destes, será escolhida apenas uma dupla indicada por cada integrante. “As boas empresas estão doidas para participar do projeto piloto”, afirma o coordenador e diretor da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral.

Monaci contou que o projeto piloto terá três fases. A primeira envolve a implantação da diária compacta. Em seguida, a implantação de 20 procedimentos gerenciados (eventos cirúrgicos previamente definidos) e do modelo de avaliação de desempenho. A última será o monitoramento da implantação do trabalho. Para participar, tanto os hospitais quanto as operadoras que serão selecionadas pela ANS terão que cumprir uma série de exigências e requerimentos estipulados pela agência.

Fonte SaudeWeb

Albert Einstein implanta prontuário eletrônico em unidades públicas

Novo sistema tem o objetivo de agregar mais agilidade e segurança ao paciente. Estima-se que vai beneficiar cerca de 250 mil pessoas atendidas pelas AMAs e UBSs

O Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein (IIRS) implantou um sistema de prontuário eletrônico em cinco Unidades Básicas de Saúde e uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) na cidade de São Paulo (SP)

De acordo com a instituição, em meados de 2012, o novo sistema entrará em operação em mais 10 unidades, sob a gestão do IIRS por meio de sua parceria com o município e em apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O novo sistema tem o objetivo de agregar mais agilidade e segurança ao paciente. Estima-se que vai beneficiar cerca de 250 mil pessoas atendidas pelas AMAs e UBSs.

Segundo o presidente do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Claudio L. Lottenberg, essa medida tem o intuito de complementar todo o trabalho de desenvolvimento da gestão das unidades públicas de saúde. E afirma que toda tecnologia médica está à disposição da sociedade, mas é preciso saber escolher o que utilizar e saber como gerenciar adequadamente toda a gama de recursos: esse é o segredo da boa gestão em saúde.

O novo sistema foi selecionado com base em princípios de avaliação tecnológica e análise de efetividade técnica coordenados pelo hospital paulistano. O treinamento para a utilização adequada do novo recurso tecnológico é uma das tarefas do processo de implantação, pois o sistema depende da aderência de todos os profissionais das unidades.

Em 2011, o Hospital Israelita Albert Einstein completou 40 anos e foi eleito o melhor hospital da América Latina (ranking América Economia Intelligence 2009 e 2010).

A empresa escolhida para a implantação do sistema nas unidades públicas foi a Diebold Brasil que atua no segmento de prestação de serviços de TI no modelo Everything as a Service (EaaS), em parceria com a Alert Brasil, desenvolvedora de softwares para gestão clinica

Fonte SaudeWeb

Conselhos profissionais são contra novas faculdades de medicina

Entidades médicas são contra iniciativa do governo e as classificam como “falácias que tentam desviar a sociedade das medidas que, efetivamente, podem colaborar para o fim da desigualdade na assistência em saúde”

O governo federal pretende estimular a criação de novas faculdades públicas de medicina e ampliar as vagas dos cursos já existentes em instituições federais. O anúncio foi feito esta semana, pelo Ministério da Educação (MEC), seis meses após a presidenta Dilma Rousseff ter determinado que os ministérios da Educação e da Saúde apresentassem, em outubro, um “plano nacional” para estimular a formação de novos médicos e interiorizar a profissão no país. No entanto, representantes dos 27 Conselhos Regionais de Medicina e do Conselho Federal de Medicina classificam as iniciativas anunciadas – citando também a eventual atuação de médicos estrangeiros sem a revalidação de seus diplomas, obtidos em seus países de origem – como “falácias que tentam desviar a sociedade das medidas que, efetivamente, podem colaborar para o fim da desigualdade na assistência em saúde”.

Para as entidades, o problema da saúde brasileira não está no número de médicos, mas sim em sua má distribuição pelo território nacional. “Para combater esse dilema, espera-se a implementação de políticas públicas – como a carreira de estado para o médico – que estimulem a fixação dos profissionais nessas regiões, oferecendo-lhes condições de trabalho, apoio de equipe multiprofissional, acesso à educação continuada, perspectiva de progressão funcional e remuneração adequada à responsabilidade e à dedicação exigidas”, afirmaram em nota.

O MEC garante que enfrentará o problema da distribuição dos médicos pelo território nacional, “outro desafio a ser superado”. Alguns estados da federação – como o Maranhão – têm menos de um médico por mil habitantes, enquanto o Distrito Federal tem taxa de 3,8.

O Ministério da Saúde já desenvolve ações para incentivar os médicos a se fixarem fora dos grandes centros urbanos, como o abatimento das dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) dos profissionais que trabalhem em uma das 2.282 cidades com carências na atenção básica à saúde; o Programa Nacional de Valorização do Profissional da Atenção Básica e o Programa Pró-Residência, que possibilita a formação profissional nas especialidades mais necessárias a cada região.

Embora o programa discutido pelos dois ministérios ainda não esteja pronto e os detalhes não tenham sido divulgados, o MEC adiantou que também planeja estimular as universidades estaduais e particulares cujos cursos de medicina estejam bem-avaliados a abrir novas vagas. O estímulo se dará principalmente por meio de convênios de assistência ou parcerias técnicas. Outra medida prevê o aumento da oferta para residência médica por meio de parcerias com hospitais de excelência que não tenham ligação com instituições de ensino.

Plano do Governo
A meta do programa é ampliar, até 2020, a quantidade de médicos no país para 2,5 profissionais para cada grupo de mil habitantes, o que implica na ampliação das instalações hospitalares e do número de profissionais de saúde como um todo. Segundo a assessoria do MEC, o atraso na elaboração do plano é consequência da complexidade do tema e do envolvimento de vários setores.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), adotados pelo MEC, o Brasil conta com 1,8 médico para cada mil habitantes. Já uma pesquisa divulgada no ano passado pelos conselhos Federal de Medicina (CFM) e Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) indica a existência de 1,95 médico para cada mil brasileiros. Os dois índices são inferiores aos de outros países latino-americanos, como a Argentina, que, segundo a OMS, tem três médicos por mil habitantes, Uruguai (3,7) e Cuba (6,7).

O MEC garante que o aumento da oferta de vagas não será feito em detrimento da formação de qualidade e que somente as instituições públicas e privadas de excelência farão parte da iniciativa. Ainda assim, entidades que representam os profissionais de saúde são contrárias à proposta do governo de ampliar o número de vagas e de cursos de formação médica.

Fonte SaudeWeb