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quarta-feira, 14 de março de 2012

Cigarros aromatizados e com sabor estão proibidos no Brasil, decide Anvisa

Brasília – Depois de mais de três horas de debate, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) baniu os cigarros aromatizados e com sabor no país. Em reunião ontem (13), os quatro diretores da agência reguladora decidiram proibir a adição de substâncias que dão sabor e aroma aos cigarros e a outros produtos derivados do tabaco, como os mentolados e os de sabor cravo, chocolate e morango.

A medida vale para os produtos nacionais e importados. Estão isentos os destinados à exportação. Os cigarros com sabor vão sair das prateleiras somente daqui um ano e meio.

No caso do açúcar, a Anvisa cedeu aos apelos da indústria do fumo e manteve a adição, porém limitada à reposição do açúcar perdido na secagem da folha de tabaco. Segundo os fabricantes, o tipo de fumo mais usado no país perde açúcar no processo de produção e, por isso, é necessária a reposição.
A indústria nacional e as importadoras terão um ano para adaptar o processo de fabricação do cigarro e seis meses para retirar de circulação os aromatizados. Para outros produtos, como charuto e cigarrilha, o prazo foi ampliado. São 18 meses de adequação e seis meses para recolhimento do mercado.

Fica permitido o uso de algumas substâncias nos derivados do tabaco: açúcar, adesivo, aglutinante, agentes de combustão, pigmento ou corante (usado para branquear papel ou na impressão do logotipo da marca), glicerol e propilenoglicol e sorbato de potássio. A proposta aprovada prevê ainda que novos ingredientes precisam passar pelo aval da agência reguladora para serem usados no futuro.

O relator da proposta, diretor Agenor Álvares, considerou a decisão positiva e disse que ela servirá para tornar o fumo menos atrativo aos adolescentes e crianças. “A nossa ideia é diminuir o número de novos fumantes”.

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Carlos Galant, disse que o setor ainda vai avaliar o impacto financeiro da decisão. Ele argumenta que a retirada dos aromatizados pode estimular o contrabando. Além do açúcar, o setor queria também a permanência dos cigarros mentolados e dos que têm sabor de cravo, que foram banidos pela Anvisa. Os cigarros de mentol representam apenas 3% das vendas, conforme dados divulgados pelos fabricantes na semana passada.

Antes de tomar a decisão, os diretores da Anvisa ouviram opiniões favoráveis e contrárias ao banimento dos aromatizados. A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Vera da Costa, disse que um estudo recente mostra que a maioria dos adolescentes de 13 a 15 anos procura pelos cigarros com sabor para experimentar o tabaco. “Colocar menta, morango, chocolate aumenta a aceitação desse produto e promove a experimentação. É preciso que a Anvisa mostre o que uma agência reguladora dentro do Brasil faz com os produtos do tabaco”, disse.

Já Carlos Galant, representante da indústria tabagista, defendeu a permanência do mentol e do cravo no Brasil, justificando que um estudo norte-americano mostra que o mentolado não eleva o risco à saúde. O número de fumantes, segundo Galant, não caiu nos países que já retiraram esses aditivos. “Os cigarros mentolados já se encontram presentes no mercado brasileiro há décadas. O risco de câncer de pulmão devido ao cigarro mentolado é 41% menor.”

A versão original da proposta da Anvisa, em discussão desde 2010, era proibir a adição de açúcar e outros ingredientes que mascaram o gosto amargo do tabaco, como mentol, chocolate e baunilha.

Fonte Agência Brasil

Cientistas de cinco países avaliam pesquisas para tratamento do câncer de hospital paulistano

São Paulo – Um grupo de cientista de cinco países esteve hontem (13) no Hospital A.C. Camargo, na capital paulista, para avaliar as pesquisas desenvolvidas pela instituição, especializada no tratamento de câncer. Eles vão propor soluções para aumentar a qualidade dos trabalhos feitos no hospital e acompanhar periodicamente o desenvolvimento dos estudos.

O diretor de pesquisa do hospital filantrópico, Fernando Soares, explicou que os cientistas avaliaram todos os aspectos da instituição para dar um retorno qualificado sobre os trabalhos desenvolvidos. “Eles estão avaliando tudo, desde condições físicas, número de estudantes, orçamento, qualidade dos projetos. Então a gente espera ao final dessa reunião ter um balizamento de pessoas de sucesso, como cientistas, para nos mostrar exatamente se estamos no caminho certo”, destacou.

Além disso, Soares ressaltou que a visita dará visibilidade internacional às pesquisas feitas no hospital e que envolvem 174 estudantes e cerca de 80% dos 400 oncologistas do corpo clínico. “Essa exposição para cientistas desse peso internacional é muito importante no amadurecimento das pessoas e no acompanhamento das pesquisas”, disse o diretor que apontou como diferencial do A.C. Camargo as investigações focadas nos pacientes. “ Embora seja um grupo que faz pesquisa básica, a nossa principal pesquisa é para o paciente”.

Um dos membros do grupo internacional, o imunologista português Antônio Coutinho, que dirige o Instituto Gulbenkian de Ciência, ressaltou como um dos pontos fortes do hospital, a ligação entre a investigação científica e o atendimento clínico. “As impressões são muito positivas até agora. Estamos todos muito impressionados com a qualidade do hospital e da assistência que é prestada aqui, do cuidado com os doentes e das tecnologias”, disse.

O virologista alemão Harald zur Hausen, ganhador de um Prêmio Nobel de Medicina, também elogiou o trabalho desenvolvido no hospital. É uma instituição dedicada principalmente a pesquisa sobre câncer. E o câncer é um grande problema nesses países. Todo esforço tem que ser feito para melhorar a situação aqui e globalmente. E aqui nós temos uma excelente equipe contribuindo bastante”, disse sobre a instituição que atende 15 mil novos casos de câncer por ano.

Fonte Agência Barsil

Câncer gástrico

Uma série gastrointestinal superior em um paciente com câncer de estômago

Definição

O câncer gástrico é um tipo de câncer que começa no estômago.

Nomes alternativos

Câncer - estômago, câncer estomacal, carcinoma gástrico, adenocarcinoma do estômago

Causas, incidência e fatores de risco

Muitos tipos diferentes de câncer podem ocorrer no estômago. O tipo mais comum é chamado adenocarcinoma, que começa de um dos tipos de células comuns encontrados na parte interna do estômago.
Existem vários tipos de adenocarcinoma. Como outros tipos de câncer gástrico ocorrem com frequência muito menor, este artigo se concentra em adenocarcinoma do estômago.


Foto: ADAM
Estômago

O adenocarcinoma do estômago é um câncer comum do trato digestivo em todo o mundo, embora ele seja relativamente incomum nos Estados Unidos. Ocorre mais frequentemente nos homens acima dos 40 anos. Essa forma de câncer gástrico é extremamente comum no Japão, Chile e Islândia.
A incidência da maioria dos tipos de adenocarcinoma gástrico nos Estados Unidos tem diminuído com o passar dos anos.
Especialistas acreditam que a queda na incidência pode estar relacionada à diminuição da ingestão de alimentos com sal, conservados e defumados. O adenocarcinoma gástrico ocorre mais frequentemente nos homens acima dos 40 anos
O diagnóstico é frequentemente tardio, devido à ausência de sintomas no início da doença ou ao autotratamento dos sintomas que podem ser comuns a outros distúrbios gastrointestinais menos graves (inchaço, gases, azia e sensação de inchaço).
Os fatores de risco associados ao câncer gástrico são um histórico familiar de câncer gástrico, infecção por Helicobacter pylori, tipo sanguíneo do grupo A, fumo, um histórico de anemia perniciosa, um histórico de gastrite atrófica crônica e um histórico anterior de um pólipo gástrico adenomatoso maior do que 2 centímetros.

Sintomas

  • Dor abdominal
  • Fezes escuras
  • Dificuldade para deglutir, especialmente dificuldade que aumenta com o tempo
  • Eructação excessiva
  • Declínio geral na saúde
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos
  • Repleção abdominal prematura após as refeições
  • Perda de peso involuntária
  • Vaga repleção abdominal
  • Vômito de sangue
  • Fraqueza ou cansaço

Exames e testes

Os seguintes testes podem ajudar a diagnosticar câncer gástrico:
  • Hemograma completo para verificar se há anemia
  • Esofagogastroduodenoscopia (EGD) com biópsia
  • Exame de fezes para verificar se há sangue nas fezes
  • Série gastrointestinal superior

Tratamento

A remoção cirúrgica do estômago (gastrectomia) é o único tratamento curativo. A radioterapia e a quimioterapia podem ser benéficas.


Foto: ADAM
Gastrectomia - série

Um estudo recente mostrou que para muitos pacientes, a quimioterapia e a radioterapia feitas após a cirurgia melhoram a probabilidade de cura.
Para pacientes em quem a cirurgia não é uma opção, a quimioterapia ou a radioterapia podem melhorar os sintomas e prolongar a sobrevivência, mas provavelmente não curarão o câncer.
Para alguns pacientes, um procedimento cirúrgico de pode oferecer alívio dos sintomas:
Incisão: Uma incisão é feita na pele sobre a região pilórica do estômago.

Procedimento: A parte doente do estômago é removida. O intestino delgado é ligado ao restante do estômago para manter a integridade do trato digestivo.

Cuidado após o procedimento: O paciente ficará terá um tubo nasogástrico para fazer sucção a fim de manter o estômago vazio e em repouso após a cirurgia. Depois de vários dias e quando o estômago começar a funcionar normalmente novamente, o tubo será removido e o paciente começará a ingerir líquidos e gradualmente progredirá para uma dieta normal e completa.

Grupos de apoio

A tensão da doença frequentemente pode ser reduzida ao se associar a um grupo de apoio com membros que compartilham experiências e problemas em comum. Consulte câncer - grupo de apoio e distúrbios gastrointestinais - grupo de apoio.

Evolução (prognóstico)

A perspectiva varia amplamente. Os tumores no estômago inferior são curados com mais frequência do que aqueles na área superior -- cárdia gástrica ou junção gastroesofágica. A profundidade na qual o tumor invade a parede do estômago e se os nódulos linfáticos estão envolvidos influenciam nas chances de cura.
Em circunstâncias em que o tumor foi disseminado para fora do estômago, a cura não é possível e o tratamento é direcionado à melhoria dos sintomas.

Complicações

  • Acúmulo de líquido na cavidade abdominal (ascite)
  • Hemorragia gastrointestinal
  • Disseminação do câncer para outros órgãos ou tecidos
  • Perda de peso

Ligando para seu serviço de assistência médica

Ligue para o seu médico se ocorrer sintomas de câncer gástrico.

Prevenção

Programas de triagem em massa foram bem-sucedidos na descoberta da doença nos estágios precoces no Japão, onde o risco de câncer gástrico é muito alto. O valor da triagem nos Estados Unidos e em outros países com taxas menores de câncer gástrico não é claro.

Fatores que podem ajudar a reduzir seu risco de câncer gástrico:
  • Não fume
  • Faça uma dieta saudável e balanceada rica em frutas e vegetais
  • Tome um medicamento para tratar da doença do refluxo, se presente
Fonte iG

Exames: Ultrassonografia com Doppler

Ultrassonografia com Doppler da artéria carótida
O que é
Exame que produz imagens e sons para avaliar o fluxo sanguíneo de artérias e veias de diferentes partes do corpo. Pode ser feito no pescoço, pernas, braços e, se necessário, durante a gestação. É um método comum, não invasivo, rápido e relativamente barato de diagnóstico por imagem.

Para que serve
Para avaliar a existência de estreitamentos ou entupimentos das artérias, como aterosclerose (depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias). Também é usado na investigação de aneurismas e acidente vascular cerebral (AVC), entre outros.

Como é feito
O médico passa um pouco de gel na região a ser examinada e desliza um aparelho pelo local, para produzir imagens com cortes transversais e longitudinais da estrutura examinada.

Preparo
Não é necessário preparo prévio para o exame.

Valores de referência
O resultado é dado sob a forma de laudo, emitido pelo médico radiologista, que descreverá as alterações encontradas. As imagens também devem ser fornecidas ao paciente, impressas em papel especial ou em um CD com imagens digitais.

Fonte iG

Médicos salvam a vida de um feto com operação pulmonar pioneira

Foto: Josep Lago / AFP
A pequena Alaitz, entre os pais Mónica e Marcos,
com a equipe que fez a cirurgia
Na cirurgia, feita há dois anos, especialistas utilizaram um endoscópio para acessar o pulmão do feto dentro da barriga da mãe

Uma equipe de médicos espanhóis realizou pela primeira vez no mundo uma cirurgia em um feto para eliminar uma obstrução total dos brônquios, salvando a vida da bebê Alaitz.

"É a primeira vez que se tenta e se consegue isso no mundo", declarou à AFP o dr. Eduard Gratacós, chefe do serviço de Medicina Maternofetal do hospital Clínic de Barcelona.

"O feto sofria uma atresia bronquial, uma obstrução total dos brônquios do pulmão direito, que era um risco para a vida porque o pulmão crescia anormalmente e se comportava como um tumor", explicou Gratacós, que fez parte da equipe dos hospitais Clínic e Sant Joan de Deu, que conduziram a operação em questão em 2010.

"Sem a terapia fetal, o bebê não queria sobrevivido", acrescentou, referindo-se à menina que agora tem 16 meses e que foi apresentada nesta terça-feira à imprensa, sob os olhares de seus pais, Marco e Mónica Corominas.

"Alaitz é completamente normal: ri quando está contente, chora se tem fome", explicou Mónica.

A atresia bronquial é uma anomalia congênita muito pouco frequente, que afeta um em cada dez mil fetos, segundo Gratacós.

Os especialistas realizaram uma endoscopia traqueal fetal (utilizadas em outras doenças) para chegar até o ponto em que o brônquio estava obstruído, perfurar a obstrução e reconectá-lo à árvore bronquial. A operação levou apenas 30 minutos.

"Nestes casos, é preciso operar muito rápido, como se assalta um banco", brincou o dr. Gratacós.

Este tratamento pioneiro foi apresentado por Gratacós e pelo chefe da unidade de cardiologia fetal do Clinic, Josep María Martínez, e pelos médicos do hospital Sant Joan de Deu, a cirurgiã pediátrica Montserrat Castañón e o neonatologista Julio Moreno.

Fonte iG