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quarta-feira, 14 de março de 2012

Estudo vê elo entre gripe e problemas do coração em São Paulo

Nariz escorrendo e febre alta estão longe de ser um dos piores problemas da gripe. Estudos indicam que a doença também pode ter fortes relações com o agravamento de problemas cardíacos.

Uma pesquisa feita com dados de mais de 190 mil pacientes de hospitais públicos da cidade de São Paulo mostrou que as internações por problemas cardíacos aumentam em torno de 20% nos meses mais frios --o pico de atividade do vírus causador da gripe, o influenza.

Há uma curva ascendente de internações por problemas cardíacos que começa no mês de maio e se estende até outubro, com a maior quantidade de casos acontecendo em julho e agosto.

Agora, um dos autores desse trabalho, o médico Henrique Godoy, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), está começando um novo estudo para investigar mais a fundo a relação entre a gripe e a insuficiência cardíaca no país.

Piorando
"Não é que a gripe vá causar um ataque cardíaco em qualquer um, mas ela pode agravar os problemas de quem já é cardiopata", afirmou o médico.

Godoy explica que a gripe pode desencadear uma série de reações literalmente explosivas para as artérias.

"Em pessoas que já têm o risco e levado e outros agravantes, como colesterol alto e hipertensão, o vírus pode favorecer a ruptura do endotélio [o tecido que reveste os vasos sanguíneos], além de acelerar o desenvolvimento de placas de colesterol e de coágulos", diz ele.

Além disso, o estado gripal também favorece o acúmulo de fluidos no corpo, o que pode favorecer o desenvolvimento de infecções, algo que agravaria ainda mais o quadro de problemas cardíacos.

E não basta esperar a gripe passar. O risco fica aumentado até cinco semanas depois da doença.

Estudos anteriores em vários lugares do mundo já apontavam a relação entre o clima frio, a gripe e os problemas cardíacos.

A Sociedade Americana de Cardiologia foi uma das primeiras recomendar a vacinação contra a gripe. Por aqui, as entidades também já indicam a imunização.

De acordo com o médico, a vacina, embora não seja infalível --a eficácia varia com a idade, e ela protege apenas contra três cepas do vírus-- é a melhor prevenção, reduzindo em cerca de 30% o risco de internações.

"Uma vez gripado, não há muito o que se fazer. O ideal é visitar o cardiologista e ficar atento aos sintomas."

Alguns sintomas de problemas cardíacos, como a falta de ar, podem acabar confundidos com problemas comuns da gripe.

"Ainda assim, o Ministério da Saúde recomenda o uso do antiviral para pacientes dos grupos de risco. Pode não ajudar na insuficiência cardíaca, mas evita outros problemas", diz Nancy Bellei, coordenadora do setor de viroses respiratórias da Unifesp.



Editoria de arte/folhapress

Fonte Folhaonline

Ministério libera recursos para combater hepatite no Ceará e Piauí

Brasília – Portarias do Ministério da Saúde publicadas  no Diário Oficial da União autorizam o repasse de recursos para ações de combate a hepatites virais em municípios do Ceará e do Piauí.

Ao todo, R$ 1,8 milhão serão liberados, destinados à composição do Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde nos estados. De acordo com a publicação, o Fundo Nacional de Saúde adotará as medidas necessárias para a transferência dos recursos em parcelas quadrimestrais para o Fundo Municipal de Saúde.

A lista de cidades contempladas no Piauí inclui Teresina, Picos, São Raimundo Nonato, Parnaíba, Garibas, Piripiri, Bom Jesus, Floriano e Assunção do Piauí. No Ceará, serão beneficiadas Caucaia, Crato, Fortaleza, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape e Sobral.

Fonte Agência Brasil

Morre mulher com gripe A no Ceará; outra paciente continua internada em estado grave

Brasília – A Secretaria de Saúde do Ceará confirmou a morte de uma gestante que, na semana passada, recebeu o diagnóstico de influenza A (H1N1) – gripe suína. A vítima estava grávida de 25 semanas quando deu entrada na Maternidade-Escola Assis Chateubriand, em Fortaleza. O bebê morreu ainda no ventre da mãe e antes que ela conseguisse chegar à unidade de saúde, em razão de uma parada cardiorrespiratória sofrida pela gestante.

A secretaria informou ainda que a outra mulher que tem a doença permanece internada em estado grave, mas responde ao tratamento. Ela deu entrada na maternidade na 33ª semana de gestação. O bebê nasceu com pouco mais de 2 quilos, por meio de cesariana, e está internado na unidade de terapia intensiva (UTI), mas sem risco de morte.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde, ligado à secretaria estadual, Manoel Fonseca, explicou que é comum que os estados das regiões Norte e Nordeste registrem casos de gripe nesta época, em razão do período chuvoso, da mesma forma que as notificações sobem no período de frio intenso registrado no Sul e Sudeste. Em ambos os casos, as pessoas tendem a se aglomerar, facilitando a contaminação.

Fonte Agência Brasil

Todos contra a dengue

Casos do tipo 4 da dengue predominam na cidade do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - O número de casos de dengue registrados este ano na cidade do Rio de Janeiro já chega a 11.913, segundo o boletim divulgado ontem (13) pela Secretaria Municipal de Saúde. Somente na última semana, de 4 a 10 de março, foram notificados 115 casos da doença. Desses casos, o vírus tipo 4 ainda é o predominante, com 68,5% das notificações.

De acordo com a secretaria, desde o início do ano, o maior número de casos de dengue foi registrado em Madureira e bairros próximos, na zona norte da cidade, com 2.944 notificações. O bairro de Campo Grande, na zona oeste, onde foi confirmada em fevereiro deste ano, a primeira morte por dengue no município, registrou até o momento 2.088 casos.

O boletim aponta ainda, que os bairros de Bangu e Realengo, também na zona oeste da capital fluminense, registraram 1.903 casos da doença. Segundo o superintendente em Vigilância Epidemiológica do município, Márcio Garcia, por causa do grande número de casos de dengue registrados na zona oeste, a secretaria intensificou as ações no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da doença.

“A ação de capacitação relacionada ao manejo clínico do paciente suspeito de dengue continua sendo feita desde o ano passado. Atualmente nós temos um registro de 7.384 profissionais já capacitados em parceria com o Ministério da Saúde e com a Secretaria de Saúde. A capacitação é a melhor estratégia para fortalecer a assistência ao paciente com dengue, evitando que o paciente venha a óbito”, disse.

Fonte Agência Brasil