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segunda-feira, 19 de março de 2012

Resistência a antibióticos é desafio para medicina, diz OMS

Uso indiscriminado desse tipo de medicamento pode levar a uma época em que uma simples infecção de garganta será fatal

A crescente resistência humana a antibióticos poderá fazer com que esses medicamentos não sejam mais eficazes em um futuro próximo, levando o mundo a uma era "pós-antibióticos", na qual uma simples infecção na garganta ou um arranhão podem ser fatais, diz a OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Uma era pós-antibióticos significa, de fato, o fim da medicina moderna como a conhecemos", diz a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

Ao falar em um encontro de especialistas em doenças infecciosas realizado nesta semana na Dinamarca, Chan alertou para o desafio que esta nova realidade representa, especialmente para os países em desenvolvimento, que são os principais afetados por essas enfermidades.

"Muitos países estão incapacitados pela falta de infra-estrutura, incluindo laboratórios, diagnósticos, confirmação de qualidade, capacidade de regulação, monitoramento e controle sobre a obtenção e a utilização de antibióticos", diz Chan.

"Por exemplo, comprimidos contra malária são vendidos individualmente em mercados locais. Também há abundância de antibióticos falsos ou de baixa qualidade", afirma.

Uso excessivo
As declarações da diretora da OMS foram feitas em um momento em que diversos grupos americanos de especialistas em doenças infecciosas publicaram um relatório no qual pedem que autoridades de saúde e políticos em todo o mundo aumentem os esforços para melhorar o uso dos antibióticos existentes e promover a investigação de novos medicamentos.

Especialistas afirmam que a atual resistência das bactérias a antibióticos é causada principalmente pelo mau uso desses remédios e que, muitas vezes, são os próprios médicos que receitam os medicamentos excessivamente. Segundo os autores do estudo, entre as medidas para evitar a resistência está o estabelecimento de programas que ajudem os médicos a decidir quando é necessário receitar um antibiótico e qual a melhor opção de tratamento.

Fonte iG

Obesidade para trás: a importância de não apagar o passado

Muitas pessoas decidem apagar ou jogar fora fotos que lembrem a fase obesa. Psicólogos alertam: medida não é saudável

Não é raro ouvir de quem deixou de ser obeso que fotos e imagens antigas – qualquer coisa que lembre a fase superada – foram “devidamente” apagadas ou jogadas no lixo.

A justificativa é quase sempre a vontade de “esquecer” o corpo de outrora. Talvez, até o comportamento.
A medida radical, no entanto, não é recomendada por psicólogos. Especialistas que lidam com pacientes obesos são enfáticos: é preciso respeitar o passado e, com isso, a própria história.

Aceitar a condição anterior é fundamental para que, no futuro, a obesidade não se se torne realidade novamente.

“Essas imagens devem ser guardadas e respeitadas, como a gente guarda todas as fotos da vida. A pessoa precisa se lembrar de que ela também foi daquele jeito um dia”, ressalta Silvana Martani, psicóloga da Clínica de Endocrinologia e Metabologia do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Para Silvana, o comportamento de apagar as memórias é ingênuo. “Isso acontece demais. De certa forma, há uma ingenuidade de que simplesmente apagando a foto, ele deixa de existir daquela forma. Manter isso como memória é trabalhar melhor com o corpo atual”, afirma.

“Quando a pessoa não consegue lidar com isso afetivamente, lida com isso praticamente, jogando algo concreto fora, como se tivesse lidado com a questão”, diz.
O sucesso do combate à obesidade, segundo os especialistas, depende muito da postura dos pacientes diante da mudança de hábitos. A psicóloga Simone Maristela dos Santos afirma que as pessoas obesas precisam compreender o que as leva a comer tanto.

“Na grande maioria dos casos, existe uma relação emocional com a comida, que precisa ser resolvida também”, opina.

De acordo com Simone, a relação do obeso com a comida é como um vício. Essa compreensão sobre o próprio comportamento exige enfrentar a pessoa de antes, inclusive a própria imagem.

“Percebo que muitos pacientes que fazem cirurgia bariátrica, por exemplo, e passam por esse acompanhamento, guardam essas fotos como um troféu”, conta.
Silvana, autora de livros sobre obesidade infantil e adolescente, acredita que pacientes obesos em fase de emagrecimento devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar.

Autoimagem deturpada
Eliana Lazarini, professora do Departamento Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB) realizou uma pesquisa com alunos e funcionários da instituição sobre autoimagem. Segundo ela, as pessoas obesas, em geral, se achavam muito mais gordas nas fotografias do que realmente eram.

“Muitos se sentiam chocados ao se olhar nas imagens”, recorda.

A pessoa obesa que emagrece, segundo ela, não acompanha, emocionalmente, a condição física – de perda de peso – na mesma velocidade.

“Não querer entrar em contato com o que se é ou foi, é uma espécie de defesa psíquica e, de certa forma, não é saudável”, analisa.

Fonte iG

Exames para a terceira idade

Confira a lista de exames para um check-up completo

Para ficar com a saúde em dia, a palavra-chave é prevenção. Os cuidados devem ser constantes em qualquer fase da vida, mas é fato que a terceira idade exige mais atenção. “Hoje, a expectativa de vida é alta. Se não prevenir doenças aos 60 anos, a pessoa passará mais 20 anos doente”, explica Rossana Maria Russo Funari, geriatra do Hospital Edmundo Vasconcelos, de São Paulo. O colesterol alto – um mal comum entre os idosos e associado a um maior risco cardíaco – é um bom exemplo. Se descoberto cedo, os próximos anos podem ser vivenciados de maneira tranquila, controlando a taxa de gordura no sangue e a alimentação.

E quando é hora de passar do clínico geral para o geriatra? Segundo os especialistas, para a mulher, o ideal seria consultá-lo logo que a menopausa aparecer, por volta dos 55 anos; já para os homens, a indicação é a partir dos 60. A ida ao consultório deve ser anual ou, se houver algum problema, realizada três vezes por ano.

“O geriatra deve orientar na prevenção de quedas, cobrar a visita ao ginecologista e outras especialidades, observar se a carteira de vacinação está em dia e ficar atento à alimentação do idoso”, afirma Funari.

Para um check-up completo nessa fase da vida, a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Silvia Ferreira, indica a relação de exames que devem ser realizados.

Hemograma: por meio do exame de sangue o médico pode identificar diversos aspectos da saúde. É possível ver se o paciente está anêmico ou se o número de glóbulos brancos está dentro do normal. Também é importante que ele possa verificar a creatinina, para averiguar as funções do rim; as transaminases, que darão indícios sobre as funções do fígado, e a albumina – proteína que revela se o paciente está ou não bem nutrido.

Mas é também através desse exame rápido e simples que o médico consegue avaliar índices importantes como o colesterol (tanto o LDL, o colesterol ruim, quanto o HDL, conhecido como bom colesterol) e o perfil lipídico, que revela se há ou não risco para aterosclerose, AVC ou hipertensão arterial.

TSH: a medição do nível de hormônio da tireoide é importante para verificar se há alguma alteração significativa em seu funcionamento.

Mamografia: o exame é indicado a partir dos 35 anos, ou a partir dos 30 em mulheres com casos de câncer de mama na família. Ele deve ser realizado a cada cinco anos até os 70 anos.

Densiometria óssea: deve ser feito tanto por homens quanto por mulheres, só que em idades diferentes. Para elas, a indicação é logo após a menopausa e para eles acima dos 60 anos. A finalidade é evitar a osteoporose e também possíveis complicações decorrentes de quedas, que afetam 30% dos idosos e podem até levar à morte.

Colonoscopia: recomendado a partir dos 50 anos e até os 85. Pacientes com casos de câncer na família devem repetir o exame de cinco em cinco anos, os demais devem repetir a cada 10 anos. O objetivo é rastrear câncer de colorretal. Um único exame de reto e da última parte do cólon (partes do intestino) em pessoas entre os 55 e os 64 anos permite reduzir a mortalidade por câncer colorretal em 43%.

Raio-X de tórax: imprescindível para quem é fumante, a fim de avaliar os pulmões. O médico consegue rastrear câncer nesses órgãos, além disso, esse exame também pode identificar o inicio de uma pneumonia, doença perigosa na terceira idade.

Eletrocardiograma: Ferreira indica que o eletrocardiograma seja realizado logo que o paciente passe a consultar com o geriatra. “Assim, o médico terá exames para comparação se houver alteração no futuro”, afirma. A saúde cardíaca deve ser acompanhada de perto pelo profissional, mas é sempre recomendado ir a um cardiologista.

Exames ginecológicos: papanicolaou e exame de toque devem fazer parte da lista até os 70 anos. “Muitas mulheres não querem fazer porque não tem mais vida sexual ativa. É preciso ficar claro que algumas infecções independem disso e que esse é um exame importante”, ressalta Funari.

Toque retal: apesar de ainda ser temido por muitos homens, esse exame detecta anomalias importantes na próstata, como um câncer.

PSA (sigla para Antígeno Prostático Específico): outro indicativo essencial para a saúde masculina. O índice desse antígeno é classificado como o mais eficaz na detecção do câncer de próstata, um dos mais letais para o público masculino.

25-hidroxi vitamina D: “A vitamina D tem sido considerada essencial para a boa saúde, principalmente dos idosos”, afirma Ferreira. Estudos têm comprovado a importância dessa vitamina na prevenção de doenças como a osteoporose. A vitamina D é produzida pelo corpo naturalmente depois da exposição ao sol. A geriatra, no entanto, pondera que este não é um exame essencial. “Ainda não está disponível na rede de saúde pública, por exemplo. Mas se ele puder ser relizado, melhor.”

Fonte iG

Guia dos alimentos congelados

Como escolher, comprar, conservar e consumir esse tipo de alimento

A praticidade é a grande vantagem dos alimentos congelados. E apesar de terem sido encarados como vilões de uma dieta saudável durante muito tempo, já não figuram mais nessa lista graças à evolução do processo de congelamento.

“É um eficiente processo de conservação. Uma vez congelado, o alimento se torna rígido e com isso, o desenvolvimento de microorganismos e o consequente processo de deterioração são drasticamente retardados”, explica a nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria.

A maior preocupação em relação ao congelamento é a perda de nutrientes. No entanto, se o processo for feito de forma correta, o alimento tem cor, sabor, textura e nutrientes preservados, apenas uma pequena parte de algumas vitaminas e minerais são perdidos.

“No congelamento rápido não há quebra de molécula. Esse é o tipo de processamento em que quase não há perda de nutrientes, com exceção da vitamina C e A”, explica Jaqueline Bernardini, nutricionista do Espaço Volpi e Consultora em Personal Diet. Para garantir que o alimento tenho passado por esse método, a nutricionista indica observar se há a indicação na embalagem.

No caso dos vegetais, o congelamento causa uma pequena perda de nutrientes, pois o alimento precisa ser branqueado. O branqueamento consiste em submeter o alimento a um choque térmico, primeiro a uma alta temperatura (água fervente, por exemplo) e depois a uma baixa temperatura (água com gelo) rapidamente, explica Fabiana. O processo é importante para inativar enzimas que podem levar à alteração de cor, aroma, sabor e textura do alimento.

É preciso estar atento para detalhes como esse que podem fazer toda a diferença na qualidade do produto. Confira o que observar e quais produtos congelados comprar.

Na hora da compra
- Analise com cuidado a embalagem do produto, ela não pode conter furos, nem estar danificada.

- Não há diferença entre saco plástico ou caixa, escolha a embalagem que for mais conveniente.

- Toque os vegetais com cuidado. Tente perceber se há blocos deles, isso significa que o produto deve ter sido descongelado e congelado novamente.

- Observe a quantidade de sódio presente em cada opção. “Muitas são ricas em sódio, algumas podem chegar a ter quase 70% de todo o sódio recomendado para um dia. Outras são ricas em gorduras saturadas e trans. O excesso dessas substâncias na alimentação é um fator que predispõe a doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer”, alerta Fabiana Honda.

Previna e evite
- Aposte nos legumes congelados como ervilhas, brócolis ou até mesmo uma seleta variada.

- Fuja dos processados. Hambúrguer, nuggets de frango e empanados em geral devem ser evitados. “Eles contém muito sódio e aditivos alimentares, como nitrito, nitrato e glutamato monossódico. Além de muita gordura”, alerta Jaqueline.

- Prefira as polpas de frutas, principalmente aquelas fora da época. “Prefiro as polpas a sucos de caixinha. Elas são mais saudáveis porque contêm menos conservantes”, diz Jaqueline.

- Evite refeições prontas como lasanhas, pizza e outras preparações que são ricas em gorduras saturadas ou trans. “Para os pratos prontos, o melhor seria preparar os alimentos e casa e congelá-los. Para isso, é importante montar um prato balanceado com um tipo de carne (carne, frango ou peixe), carboidrato (cereais integrais ou tubérculos cozidos) e vegetais (cenoura, brócolis, espinafre e etc.)”, aconselha Fabiana.

- Peixes são ótimas opções, pois são difíceis de serem armazenados frescos.

Conservação e consumo
- Nunca descongele e congele novamente um produto. “Esse processo acaba com as moléculas de proteínas e prejudica a qualidade do alimento”, alerta Jaqueline.

- O produto deve ser descongelado dentro da geladeira, na prateleira de baixo. Nunca deixe o alimento descongelando em temperatura ambiente ou sob água corrente. “A água pode entrar em contato com o alimento e contaminá-lo, já em temperatura ambiente o alimento descongela de fora para dentro, facilitando a proliferação de bactérias”, diz Jaqueline.

- A data de validade dos congelados é maior do que produtos frescos, mas também deve ser obedecida. Dependendo do tipo de alimento e do tamanho da porção, a validade pode variar de de 3 meses a um ano.

- A variedade disponível ainda é pequena e consumir somente produtos congelados não vai garantir a ingestão de todas as vitaminas e minerais importantes.

- Verduras, legumes e frutas podem ser levemente descongeladas e servidas geladas.

Fonte iG

Grãos e ervas para aliviar sinais da menopausa

 
Ginecologista ensina como a alimentação e as receitas naturais podem ajudar nesta fase da vida feminina

Uma dieta balanceada e uma receitinha natural podem ajudar às mulheres na menopausa a aliviarem os sintomas típicos do período, como as ondas de calor, o inchaço e o ganho de peso.

O ginecologista Alexandre Faisal – pesquisador em prevenção da saúde feminina pela Universidade de São Paulo (USP) e há 20 anos diretor desta área na Unimed, diz que a alteração hormonal que acontece nesta fase pode ser compensada com a alimentação.

Além dos grãos, algumas ervas, que podem ser preparadas como chás, também podem ajudar.

Leia a entrevista com o especialista:

Delas: A menopausa é caracterizada por uma série de sintomas, como calores, desânimo e mau humor. A alimentação pode ser aliada para  aliviar estas condições?
Alexandre Faisal: Os sintomas da menopausa são decorrentes, em um grupo de mulheres (não todas) da falta do hormônio estrogênio. Em tese, os substâncias que têm propriedades estrogênicas, podem ser úteis no combate dos sintomas. As isoflavonas, por exemplo, podem melhorar sintomas como ondas de calor, mas vale ressaltar que os estudos que utilizaram este composto por via oral (como um tratamento médico convencional) são contraditórios, sendo que alguns apontam benefícios e outros não. O mais sensato é pensar que uma dieta equilibrada e balanceada deve fazer parte do cardápio de todas as mulheres, mesmo antes da menopausa.

Delas: Quais seriam os alimentos indicados para este período?
Faisal: As isoflavonas são encontradas em grande número de leguminosas (soja, feijão, grão-de-bico). Os derivados da soja (leite de soja, tofu) são os mais indicados. Outras plantas com atividade estrogênica são a erva de São João, a valeriana e a cemicifuga racemosa (erva de são Jorge, também chamada de erva da menopausa). O cranberry (frutinha vermelha) também ajuda.

Delas: As mulheres também costumam engordar nesta fase. É preciso reduzir a quantidade de comida após a menopausa?
Faisal: A menopausa é frequentemente acompanhada por diminuição da atividade física e aumento da ingestão de calorias. Isso é a principal causa de obesidade. A terapia de reposição hormonal pode se associar com ganho de alguns quilos no início do tratamento. Claro, aspectos genéticos e individuais têm importante participação neste tipo de problema. Em geral, se a mulher após a menopausa conseguir manter atividade física regular, ela terá menos necessidade de diminuir a ingestão de alimentos e, assim, manterá o balanço calórico adequado, sem ficar obesa.


Delas: Apesar dos exercícios físicos serem indicados, sabemos que  na menopausa as mulheres são mais vulneráveis à osteoporose. A alimentação também pode contribuir para isso?
Faisal: A massa óssea feminina é constituída ao longo da vida, e nela, influenciam questões diversas tais como fatores genéticos, atividade física, uso de determinados medicamentos. A perda de massa óssea que ocorre após a menopausa terá impacto maior nestas mulheres que não constituíram massa óssea adequada ao longo dos anos. E a reposição hormonal ajuda no tratamento da osteoporose. Mas em relação à dieta, o ideal é que seja rica em cálcio, antes e após a menopausa. O leite, e seus derivados, a sardinha e algumas leguminosas são os mais indicados. Atualmente, a reposição de cálcio fica limitada a mulheres que apresentam fatores de risco para ou osteoporose estabelecida.

Fonte Delas