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segunda-feira, 19 de março de 2012

Brasil doa ao Haiti 1,5 milhão de doses da vacina contra poliomielite

Rio de Janeiro – O Brasil enviou ao Haiti 1,5 milhão de doses de vacina contra a poliomielite, que serão utilizadas na campanha de imunização do país caribenho, marcada para começar em 21 de abril. O objetivo, segundo o representante do Ministério da Saúde no Comitê Gestor do Projeto Saúde Brasil-Haiti, Carlos Felipe D’Oliveira, é apoiar o esforço haitiano para imunizar 2,5 milhões de crianças com até 10 anos de idade.

O ministério doou, ao todo, 4 milhões de doses, que incluem também vacinas como a BCG, contra formas graves de tuberculose; DPT, contra difteria, tétano e coqueluche; e DT, que protege contra difteria e tétano. Essas vacinas abastecerão o programa rotineiro de imunização.

Para a aquisição das doses, produzidas por fábricas brasileiras, entre elas a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), estão sendo investidos US$ 1,4 milhão. “O Haiti é o país das Américas com menor cobertura vacinal e teve seus programas bastante prejudicados após o terremoto [que o país sofreu em janeiro de 2010]. Consideramos esta uma atividade prioritária, que faz parte do acordo que o Brasil assinou com o Haiti, em março de 2010, logo após o terremoto. Na época, o Congresso Nacional aprovou um crédito extraordinário de cerca de US$ 70 milhões em ajuda ao país”, disse D’Oliveira.

Ele acrescentou que, além das vacinas, o apoio do Brasil envolve a compra de 500 caixas térmicas, três caminhões e gás propano, para manutenção dos refrigeradores. O governo brasileiro também vai enviar técnicos envolvidos na organização e gestão da campanha nacional de vacinação para auxiliar nas ações da mobilização haitiana, coordenadas por autoridades locais.

O representante do Ministério da Saúde ressaltou que o processo de reconstrução do país está sendo feito de forma “muito lenta” e que a nação ainda depende muito da ajuda internacional.

“A oferta de empregos ainda é muito pequena e a assistência pública ainda está muito deficiente, o que faz com que as pessoas tenham que utilizar recursos privados para financiar sua saúde. Isso, em uma população empobrecida, tem um impacto muito grande”, disse, acrescentando que os casos de cólera, malária, tuberculose e aids ainda preocupam muito as autoridades locais.

O terremoto que atingiu o Haiti em 12 de janeiro de 2010 deixou mais de 200 mil mortos, cerca de 860 desaparecidos e mais de 310 mil feridos.

Fonte Agência Brasil

Prefeito do Rio de Janeiro volta a dizer que a cidade ainda pode ter uma epidemia de dengue

Rio de Janeiro – O prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu  que a cidade ainda vive o risco de uma epidemia de dengue. Segundo o prefeito, é neste período do ano que se registra o maior número dos casos. “A gente continua com a certeza de uma epidemia.

Os meses de março, abril e maio são, tradicionalmente, os meses mais críticos. Não acabou nada, o risco está aí cada vez mais presente”, disse Paes ao inaugurar mais um Polo de Dengue no Maracanã, zona norte da cidade.

Paes voltou a dizer que também cabe à população o trabalho de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. “Continuamos pedindo a colaboração, que é nesta corresponsabilidade, de fazer a prevenção, de olhar na sua casa e ver se tem criadouro do mosquito”, explicou.

Para tentar atender melhor à população, outros cinco polos de dengue entraram em funcionamento nesta sexta-feira. Com a entrega dos polos, a prefeitura fecha o ciclo de inaugurações iniciado no ano passado, que tinha como meta criar 30 unidades de atendimento básico e de hidratação a pacientes, sendo dez em funcionamento 24 horas.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, desde o início deste ano foram contabilizados na cidade quase 12 mil casos de dengue. No início deste mês, a secretaria confirmou a primeira morte do ano causada pela doença. A Secretaria de Saúde informou que vem intensificando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e que, até o momento, foram feitas cerca de 1,2 milhão de visitas em imóveis no município.

Fonte Agência Brasil

Indústria do fumo diz que fim dos cigarros com sabor vai aumentar contrabando do produto

Brasília – A Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) divulgou  nota contra a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a fabricação e venda de cigarros com sabor artificial no país, como mentolados e de cravo. Para a associação, a decisão da agência reguladora foi “equivocada e excessiva” e contribui para aumentar o contrabando desses produtos.

“A Abifumo reitera sua posição contrária à proibição de substâncias que não aumentem os riscos associados aos cigarros e manifesta a sua preocupação de que essa medida afetará toda a cadeia produtiva do tabaco e deixará espaço para o crescimento do mercado ilegal de cigarros no Brasil, com todos os malefícios e prejuízos trazidos por ele”.

No último dia 13, a Anvisa proibiu a adição de substâncias que dão sabor e aroma aos cigarros e a outros produtos derivados do tabaco. Os cigarros com sabor devem ser retirados do mercado dentro de dois anos. A decisão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

“É importante destacar que a proibição por ela [Anvisa] estabelecida vai além dos chamados cigarros com sabor, pois também proibiu o uso de ingredientes fundamentais para a fabricação de praticamente todos os produtos hoje existentes no mercado brasileiro, no qual predominam os cigarros do tipo american blend. Na prática, a nova regulamentação banirá, em 18 meses, 99% dos cigarros comercializados atualmente”, diz ainda a nota da Abifumo.

A associação informou que avalia a adoção de “medidas cabíveis para proteger os direitos de suas associadas e de todos os demais segmentos da cadeia produtiva do tabaco".

Ao proibir os cigarros com sabor, a Anvisa alega que eles servem como atrativo para jovens e adolescentes iniciarem o hábito de fumar, pois os aditivos mascaram o gosto amargo do tabaco e reduzem a irritação da fumaça.

Divulgada esta semana, pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), constatou que mais de 30% dos jovens de 13 a 15 anos de idade experimentaram cigarros com sabor, sendo a maioria meninas. Grande parte dos entrevistados disse que usou o produto por causa do gosto. A pesquisa ouviu estudantes em 13 capitais, entre 2005 e 2009.

A mesma pesquisa constatou que o comércio ilegal de cigarros representa 30% do consumo total no país, com uma média de 310 cigarros anuais por adulto. O consumo legal é aproximadamente 850 cigarros por adulto a cada ano.

Fonte Agência Brasil

Más condições de vida favorecem o surgimento de transtornos mentais na população, aponta pesquisadora

São Paulo – A violência urbana e a falta de qualidade de vida favorecem o desenvolvimento de transtornos mentais na população, segundo a coordenadora do Núcleo Epidemiológico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Laura Helena Andrade.

Para a pesquisadora, esses fatores são responsáveis pela prevalência de problemas como a ansiedade, depressão e uso de drogas em cerca de 30% dos paulistanos. O dado faz parte de uma pesquisa feita em consórcio com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Universidade de Harvard, publicada no mês passado.

O estudo conseguiu identificar grupos mais vulneráveis a esses transtornos, como os migrantes que moram nas regiões pobres da cidade. “A gente vê que os homens migrantes que vão para essas regiões têm mais risco de desenvolver quadros ansiosos, do que os que migram para as regiões com melhor condição”, ressaltou. “As mulheres que vivem nessas regiões mais remotas, que são chefes de família, têm mais risco de quadros ansiosos e quadros de controle de impulso”, completou.

As condições de vida dessa população fazem com que o Brasil tenha um número maior de afetados, cerca de 10%, do que outros países que participaram do estudo, além de uma ocorrência maior de casos moderados e graves. “Em segundo lugar vem os Estados Unidos, com menos de 7%, e em outros países é menos de 5%”, disse a pesquisadora.

Para Laura Andrade, as doenças são indicativos dos problemas sociais enfrentados pela população da periferia da capital paulista. “Essas pessoas que estão vindo para São Paulo, estão vindo para regiões mais violentas, estão mais expostas à violência. Então, acho que [elas] precisariam realmente ter políticas habitacionais. Tem que melhorar a qualidade de vida das pessoas. Melhorar a escolaridade, o ambiente onde elas vivem”, declarou.

Fonte Agência Brasil

Câncer no pulmão - células pequenas


 

Foto: ADAM
Fumo passivo e câncer de pulmão

 

Definição

O câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) é um tipo de câncer pulmonar de crescimento rápido. Ele se dissemina muito mais rapidamente do que o câncer de pulmão de células não pequenas.
Existem três tipos diferentes de câncer de pulmão de pequenas células:
  • O carcinoma de pequenas células (câncer de "células de aveia")
  • Carcinoma misto de pequenas células/células grandes
  • Carcinoma combinado de pequenas células
A maioria dos cânceres pulmonares de pequenas células é do tipo "células de aveia".

Nomes alternativos

Câncer - pulmão - pequenas células, câncer pulmonar de pequenas células, CPPC

Causas, incidência e fatores de risco

Aproximadamente 15% de todos os casos de câncer pulmonar são cânceres pulmonares de pequenas células. O câncer pulmonar de pequenas células é ligeiramente mais comum em homens do que em mulheres.
Quase em todos os casos de CPPC são devidos ao hábito de fumar. O CPPC é raro naqueles que nunca fumaram.
O CPPC é a forma mais agressiva de câncer pulmonar. Ele geralmente inicia nos tubos respiratórios (brônquios) no centro do tórax. Embora as células de câncer sejam pequenas, elas crescem mais rapidamente e criam tumores grandes. Esses tumores frequentemente se disseminam rapidamente (entram em metástase) por outras partes do corpo, abrangendo o cérebro, o fígado e os ossos. 

Sintomas

  • Escarro sangrento (muco)
  • Dor no peito
  • Tosse
  • Perda de apetite
  • De ficiência respiratória
  • Perda de peso
  • Respiração ofegante
Outros sintomas que podem ocorrer com essa doença:
  • Inchaço facial
  • Febre
  • Rouquidão ou alteração na voz
  • Dificuldade para deglutir
  • Fraqueza

Sinais e testes

Seu médico realizará uma exame físico e fará perguntas sobre seu histórico médico. Ele perguntará se você fuma e, em caso afirmativo, quanto e desde quando você fuma.
Quando auscultar seu tórax com um estetoscópio, seu médico pode às vezes ouvir líquido ao redor dos pulmões ou áreas de colapso pulmonar parcial. Cada uma dessas descobertas poderia (mas não sempre) sugerir câncer.
O câncer pulmonar de pequenas células geralmente já se disseminou por outras partes do seu corpo no momento em que é diagnosticado.
Os testes que podem ser realizados incluem:
Foto: ADAM
Broncoscopia: retirada de uma amostra de tecido para biópsia
Em alguns casos, seu médico pode precisar remover uma parte do tecido dos seus pulmões para exame sob um microscópio.
Esse procedimento é denominado biópsia. Há várias maneiras de se fazer isso:
  • combinada com biópsia
  • Biópsia por agulha guiada por tomografia computadorizada
  • Ultrassom endoscópico do esôfago com biópsia
  • Mediastinoscopia com biópsia
  • Biópsia aberta do pulmão
  • Biópsia pleural
A broncoscopia é uma técnica cirúrgica para a visualização do interior das vias aéreas. Com o uso de sofisticados instrumentos de fibra óptica flexível, os cirurgiões podem explorar a traqueia, os brônquios principais e parte dos brônquios pequenos.
Em pacientes pediátricos, esse procedimento pode ser usado para remover corpos estranhos que possam ter sido inalados. Em adultos, o procedimento é geralmente usado para retirar amostras (biópsia) de lesões suspeitas e para a cultura de áreas específicas no pulmão.
Geralmente, se uma biópsia revela câncer, maistestes de imagiologia são feitos para descobrir o estágio do câncer (estágio representa o tamanho do tumor e até onde ele se disseminou). No entanto, o sistema de estadiamento tradicional, que usa números para informar o avanço do câncer, não é geralmente usado para pacientes com CPPC.
Em vez disso, o CPPC é classificado como:
  • Limitado (o câncer é somente no tórax e pode ser tratado com radioterapia)
  • Extensivo (o câncer se disseminou por outros órgãos)
A maioria dos casos é extensiva.

Tratamento

Como o CPPC se dissemina rapidamente por todo o corpo, o tratamento deve incluir drogas que matam o câncer (quimioterapia) por via oral ou injetadas no corpo.
Foto: ADAM
Câncer no pulmão - tratamento com quimioterapia

O tratamento para o câncer pulmonar depende do tipo de câncer e do estágio da doença. A quimioterapia é uma forma de tratamento para câncer de pulmão que pode curar, reduzir ou impedir o câncer de se espalhar. 
  • A quimioterapia pode ser combinada com radioterapia nos pulmões em pessoas que tenham a doença limitada.
  • As drogas mais comumente usadas nos EUA são etoposide com cisplatina ou carboplatina.
Como a doença geralmente já se disseminou no momento em que é diagnosticada, poucos pacientes com CPPC são ajudados com cirurgia. A cirurgia só é considerada quando há somente um tumor que não foi disseminado. Quimioterapia ou radioterapia serão necessárias depois da cirurgia.
A combinação de quimioterapia e tratamento por radiação é ministrada a pessoas com CPPC extensiva. No entanto, o tratamento ajuda a aliviar os sintomas, mas não cura a doença. Frequentemente, o CPPC pode já ter se disseminado pelo cérebro, mesmo quando não há sintomas ou outros sinais de câncer no cérebro.
Como resultado, a radioterapia no cérebro pode ser ministrada em alguns pacientes com cânceres menores ou naqueles que tiveram uma boa resposta na primeira sessão de quimioterapia. Esse método é denominado irradiação craniana profilática.

Evolução (prognóstico)

O seu estado depende de quanto o câncer pulmonar se disseminou.
Sem tratamento, a sobrevivência média é de 2 a 4 meses. O tratamento frequentemente pode prolongar a vida para 6 a 12 meses em pacientes com doença extensiva. Em torno de 10% dos pacientes com disseminação limitada não mostrará nenhuma evidência de câncer em 2 anos.
Esse tipo de câncer é fatal. Somente em torno de 6% das pessoas com esse tipo de câncer ainda vivem 5 anos depois do diagnóstico.

Complicações

  • O câncer se dissemina para outras partes do corpo
  • Efeitos colaterais de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia

Ligando para seu médico

Ligue para o seu médico se tiver sintomas de câncer pulmonar (especialmente se você fuma).

Prevenção

Se você fuma, pare de fumar. Nunca é tarde para parar. Além disso, você deve tentar evitar o fumo passivo. O fumo passivo foi classificado como uma causa conhecida de câncer de pulmão em humanos (carcinógeno Grupo A). A triagem de rotina de câncer pulmonar não é recomendada. Muitos estudos foram feitos para observar essa ideia, mas os médicos concluíram que, nesse momento, a triagem não ajudaria a aumentar a chance de uma pessoa se curar.

Fonte iG