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quarta-feira, 21 de março de 2012

Repórter abre mão de farinha de trigo e derivados e perde dez quilos

Resolvi maneirar na farinha de trigo depois de me submeter, por orientação médica, a um teste para detectar intolerâncias alimentares.

O procedimento, envolvendo eletrodos, amostras em vidrinhos e agulhas que se agitam no painel, não parece lá dos mais científicos. Mas, sentindo-me em boas mãos e genuinamente a fim de mudar um quadro crônico de sobrepeso e falta de energia, botei fé no resultado: intolerância a laticínios e trigo.

O teste foi um dos parâmetros usados para definir as bases de uma dieta de desintoxicação que também previa redução no sal e no açúcar e, pelo menos por um tempo, corte radical da carne vermelha, refrigerantes e café (medida que na hora me pareceu estranhíssima mas, no decorrer do período, revelou-se de grande eficácia no controle da ansiedade, essa falsa forma de fome).

Os queijos e os milagres da farinha branca estavam em todos os andares da minha pirâmide alimentar. Incrivelmente, não foi problema reduzi-los; me apeguei com os legumes, as frutas, as verduras, a tapioca matinal, a bolacha de arroz, o queijo de cabra e fui. Dez meses e quase dez quilos a menos depois, baixei a guarda, mas sem o velho ímpeto. E espero nunca mais olhar para farinhas, carne, queijos, açúcar e café sem a desconfiança devida.

O que descobri foi o seguinte: para quem precisa de mudança de hábito alimentar, regime ou ambos, detectar uma intolerância alimentar é detectar uma verdade conveniente. Abrir mão de algo que intoxica faz mais sentido do que se privar de uma delícia.

E isso não é mera neurolinguística. Tem a ver, enfim, com uma compreensão melhor da equação alimentação/peso/saúde, que leva em conta "detalhes" normalmente ignorados. Como o teor de nutrição que há em cada comida e seu impacto na digestão. Ou como a relação direta entre dieta industrializada ocidental -não por acaso baseada em farinha, açúcar, conservantes e sódio em excesso- e doenças cardíacas, câncer e obesidade.

Fonte Folhaonline

Maternidade da zona sul de SP tem curso gratuito para grávidas

Mulheres que estão em sua primeira gravidez e têm dúvidas sobre os cuidados com o bebê podem participar de um curso gratuito voltado no dia 2 de abril.

As palestras vão abordar do período de gestação ao pós-parto. Os especialistas do Hospital e Maternidade Interlagos (zona sul de São Paulo) ensinarão sobre o desenvolvimento do feto, os sintomas e sinais de parto e a atenção com a alimentação e nutrição da criança.

Como o número de participantes é limitado a 50 pessoas, as interessadas devem se inscrever o quanto antes das 8h às 17 no Serviço Social do Ambulatório da Maternidade. A unidade fica à rua Guaiúba 312, Cidade Dutra, em São Paulo. O telefone é 0xx11-5666-6113.

Fonte Folhaonline

SUS vai distribuir 20 milhões de camisinhas femininas em 2012

Depois de passar mais de um ano sem distribuir preservativos femininos, o governo anunciou nesta terça-feira (20) que o SUS vai retomar o serviço em maio.

Matéria publicada hoje mostra que a interrupção ocorreu após gradativa queda. Em 2008 foram entregues 3 milhões de unidades. Em 2009, o número caiu para 2 milhões. Em 2010 foram 379 mil. Em 2011, nenhuma.

Possibilitar a distribuição de camisinhas femininas faz parte dos compromissos assumidos, ainda durante a campanha eleitoral, pela presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro lote, com 20 milhões de preservativos, ficará disponível até o fim do ano.

A justificativa para a falha no fornecimento, segundo o Ministério da Saúde, se deve às dificuldades encontradas na hora de negociar o preço das camisinhas.

Há apenas um representante no Brasil do fabricante mundial do produto, que vendia cada preservativo por R$ 7 (contra R$0,60 da camisinha masculina).

Distribuição
Prioritariamente, as camisinhas femininas serão entregues segundo critérios de vulnerabilidade. As situações de maior risco incluem profissionais do sexo e mulheres em situações de violência doméstica e/ou sexual, pessoas vivendo e convivendo com HIV/aids, usuárias de drogas e seus parceiros.

No mesmo critério estão ainda as mulheres com DST, as de baixa renda e usuárias do serviço de atenção à saúde da mulher -- que tenham dificuldade de negociar o uso do preservativo masculino com o parceiro.

O preservativo feminino chegou ao mercado brasileiro, e foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 1997.

Uma pesquisa feita pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em 2008 mostrou que cerca de 90% das mulheres sexualmente ativas no Brasil conhecem ou pelo menos já ouviram falar da camisinha feminina.

De acordo com a pasta, estudos demostram ainda que saber onde conseguir a camisinha é um fator essencial para o seu uso e que mulheres que não sabem onde encontrar o preservativo têm 81% a menos de chance de fazerem sexo protegido.

Fonte Folhaonline

Próteses mamárias terão que ser aprovadas pelo Inmetro, diz Anvisa

As próteses mamárias de silicone importadas terão de ter aprovação do Inmetro para serem vendidas no mercado brasileiro. É o que determina resolução aprovada hoje pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

As novas regras foram tomadas depois do escândalo internacional envolvendo as marcas francesa Poly Implant Prothese (PIP) e a holandesa Rofil, acusadas de usar silicone inapropriado aumentando o risco do implante romper ou vazar e provocar problemas de saúde. Calcula-se que 20 mil brasileiras têm implantes das marcas estrangeiras.

Pela resolução, as próteses terão de passar por testes de laboratórios brasileiros para checar a resistência e composição do silicone usado e exames biológicos. Além disso, as fabricantes serão inspecionadas.

Atualmente, a empresa precisa apresentar somente um certificado do país de origem para conseguir autorização de venda da prótese mamária no Brasil, sendo que os lotes não necessitam ser testados.

Conforme o comunicado da Anvisa, caberá ao Inmetro definir os critérios dos testes, a coleta do material e credenciar os laboratórios que prestarão o serviço aos importadores das próteses mamárias. A nota não informa a data para que a exigência da certificação entra em vigor.

Em fevereiro, o Inmetro colocou em consulta pública proposta para analisar as próteses que chegam ao país. A proposta é fazer auditoria com periodicidade variando de seis meses a um ano.

Fonte Folhaonline

Mesmo polêmica, dieta sem glúten é moda para emagrecer e ganhar saúde

Antes praticada só por necessidade, a dieta sem glúten está conquistando novos adeptos: interessados em perder peso ou ganhar saúde.

O cardápio, já adotado por celebridades como a atriz Juliana Paes, condena a farinha de trigo e seus derivados, como pão e macarrão, e proíbe qualquer alimento com aveia, malte, centeio e cevada -incluindo cerveja. A promessa é melhorar a função do intestino e, de quebra, acabar com males como a enxaqueca.

O glúten é uma proteína vegetal que, no organismo de pessoas sensíveis, pode provocar reações, entre elas diarreia, flatulência e fadiga. A sensibilidade mais comum é a doença celíaca, intolerância ao nutriente que atinge cerca de 1% da população.

Para quem tem a doença, ficar longe do glúten é fundamental. Para pessoas saudáveis, há controvérsia.
Recentemente, o Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (que inclui o Estado de São Paulo) lançou um parecer oficial sobre o tema. O documento diz que o glúten só deve ser tirado da dieta se houver diagnóstico de doença celíaca, alergia ou sensibilidade ao nutriente.

"Nutricionistas estavam tirando a proteína da alimentação de pessoas que queriam emagrecer ou curar um problema digestivo, sem diagnóstico", diz Thiago Sacchetto de Andrade, nutricionista e conselheiro da entidade. "É errado. Glúten não faz mal para a população em geral."

Benefícios
A proteína não faz diferença na nutrição. A publicitária Patrícia Nery, 38, deixou de comer glúten para emagrecer. De junho a dezembro do ano passado, perdeu 11 quilos. "Foi a única coisa que mudei na minha alimentação. Se quero comer macarrão, tudo bem. Só que como sem glúten", diz.

Ela conta que já havia seguido várias dietas sem sucesso. "Perdia peso em pouco tempo, mas recuperava. Hoje está mais fácil manter."

Regina Racco, 61, professora de ginástica, tinha falhas de memória. Pesquisando, achou estudos segundo os quais a alimentação sem glúten é boa para portadores de Alzheimer. Com orientação de nutricionista, cortou a proteína e, em oito semanas, perdeu 13 quilos. "Emagreci sem perceber. Minha compulsão por comida acabou." A memória, diz ela, melhorou.

Especialistas concordam que a sensibilidade ao glúten pode ter muitos sintomas. A gastropediatra Vera Lúcia Sdepanian, chefe do ambulatório de celíacos da Unifesp, lembra de cabeça mais de 20 manifestações da doença celíaca, desde deficiências de vitaminas, dermatite e dor articular até osteoporose.

Mesmo quem não tem a doença pode manifestar algum tipo de sensibilidade, de acordo com a gastroenterologista Lorete Maria da Silva Kotze, professora da PUC-PR.

"Há um espectro muito grande de desconfortos relacionados ao glúten. O nutriente é absorvido pelo aparelho digestivo, mas sua ação é sistêmica. Isso torna o diagnóstico mais complicado."

Ganho de peso não está na lista de sintomas associados à intolerância a glúten. Mesmo assim, alguns médicos acreditam que tirar o nutriente ajuda a perder peso. "A digestão dessa proteína é difícil, o intestino fica inchado. Pessoas com sobrepeso ou doenças crônicas deveriam tirar o glúten", diz a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia.

"É uma proteína que não faz falta. Sem ela, você se alimenta melhor. Em vez de ficar no pão com trigo, passa a consumir quinoa, milho."

Para a gastropediatra Lenora Gandolfi, da Universidade de Brasília, não há comprovação científica de que tirar o glúten faz perder peso. O mesmo pensa a nutricionista Lara Natacci, da DietNet. "Não é a ausência do glúten que emagrece. Ao cortar esse item, você troca alimentos gordurosos e industrializados por opções mais saudáveis. A perda de peso deve ser relacionada a isso."

Para Vera Sdepanian, qualquer recomendação nutricional feita sem diagnóstico deve ser condenada. "A doença celíaca é séria, exige mudança de hábitos e pode ter consequências graves se não for tratada. A dieta é restritiva e difícil de ser seguida. Não pode ser para todos."

O diagnóstico da intolerância alimentar pode ser feito com um exame de sangue, teste genético e, se necessário, biópsia do intestino.

Fonte Folhaonline