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quarta-feira, 21 de março de 2012

5 vetores de mudança no mundo e na Saúde, segundo Gonzalo Vecina

Superintendente corporativo do Hospital Sírio- Libanês faz aula inaugural do curso “Programa Gestão Estratégica em Saúde”, na Fundação Dom Cabral. Confira

Nesta terça-feira (20), a Fundação Dom Cabral (FDC), em parceria com a IT Mídia, iniciou o “Programa Gestão Estratégica em Saúde”, curso de especialização voltado a dirigentes e tomadores de decisão do setor de saúde.

Na aula inaugural, o superintendente corporativo do Hospital Sírio- Libanês, Gonzalo Vecina, explicou aos cerca de 30 participantes, os 5 vetores que na opinião dele “mudam o mundo e também a saúde”.

São eles:
-O momento atual do Brasil: o País está dentro de um contexto macroeconômico bom e alcançou grandes vitórias se comparado a um passado recente, hoje há um novo mercado composto pela classe C e grandes expectativas de crescimento e desenvolvimento do setor de saúde. “Temos um passado recente que é ruim, que nos faz ter percepções de futuro ruim. ‘O que eu lembro, tenho’- como diz João Guimarães Rosa e é fundamental não esquecer para conseguir explicar não só o passado, mas também para pensar no futuro”.

-Informação e comunicação: com o tráfego rápido de informações promovido pela internet e o acesso às informações pelo consumidor, que passam a exigir mais tem impacto na sociedade. “A exposição do ex-presidente Lula e da presidente Dilma quando doentes, e a discussão de que eles tiveram acesso a coisas que a população não tem, terá conseqüências no futuro das discussões de saúde- isso muda os consumidores e a transformação no mundo do trabalho”, afirmou.

-Meio- ambiente: Gonzalo lembrou como o meio- ambiente está ameaçado por conta do esgotamento dos recursos e exemplificou isso na área hospitalar, pois os hospitais produzem muito lixo e é mais caro enviar para uma usina de compostagem do que a um aterro. “Temos que rever essas coisas, pensar em uma agenda para a questão ambiental”.

-Eficiência: a busca pela eficiência só ocorreu depois de 2004, com o fim da carga inflacionária. “Ainda estamos muito longe dela e discutindo de onde sairá essa produtividade, temos que encontrar alternativas para essa produtividade”.

Papel do Estado: o quanto a discussão do papel do Estado é importante para a sociedade, pois hoje ele deve entregar o que a sociedade quer. E essa discussão está dentro do debate em saúde com a terceirização de serviços para a área privada. “Em boa parte dos países desenvolvidos, cada vez menos, há a tendência do estado fazer e, cada vez mais, há a tendência do estado entregando”.

O “Programa Gestão Estratégica em Saúde” é uma paceria da IT Mídia com a Fundação Dom Cabral e ocorre de 20 a 22 de março, na sede da FDC, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Fonte SaudeWeb

Você está pronto para os eventos de 2014 e 2016?

Por Genésio Korbes

De acordo com a ANAHP, há uma taxa de 78% de ocupação de seus hospitais associados. Articulista chama atenção para este fato

Na opinião de Joseph V. Quigley, autor de “Visão – Como os líderes a desenvolvem, compartilham e mantêm”, o planejamento estratégico é um processo fundamental de liderança. Dessa forma, a decisão de implantá-lo ou não é corporativa e a responsabilidade, em última análise, cabe ao Conselho de Administração ou, em sua ausência- o que é realidade na maioria dos hospitais- ao diretor-geral, superintendente, administrador; enfim, não importa o apelido. Mas adotar ou não a implantação do planejamento estratégico faz toda a diferença.

E o que isso tem a ver com a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e com os Jogos Olímpicos em 2016? Tudo, como veremos a seguir.
Tenho percebido, nas minhas andanças pelo País, um uso cada vez mais intenso do planejamento nos hospitais. A maioria deles, preocupada principalmente com a sustentabilidade da instituição. Outros, ancorando projetos arrojados de investimentos no próprio planejamento estratégico, para sustentar seu desenvolvimento e crescimento. E, ainda, outros tentando promover a integração dos médicos no processo de gestão e a criação de uma cultura empresarial e de negócio não só nos médicos, mas em toda a equipe multiprofissional.

Qualquer um dos três motivos acima apresentados é um alento, na medida em que demonstra a disposição de parcela de hospitais brasileiros dispostos a encarar empresarialmente a gestão de suas instituições. Porém, apesar dessas transformações e das mudanças culturais que as favoreceram, há, ainda, um vasto caminho a ser percorrido. Até que seja a regra, e não a exceção, a busca da instituição de saúde pela qualidade dos serviços sustentada na segurança do paciente e na resolutividade do atendimento.

Após a exposição deste cenário animador, contudo, algo me preocupa sobremaneira: a rede hospitalar brasileira estará preparada a tempo para oferecer infraestrutura completa e segura aos dois megaeventos que serão realizados no Brasil em 2014 e 2016? Não. Com exceção de pequenas “ilhas” que destoem do padrão de maneira positiva, o País não estará à altura, a não ser que aconteçam investimentos maciços na área.
Dois pontos são cruciais e precisam um ataque imediato: recursos humanos (capacitação, treinamento, atendimento, organização, disciplina) e acessibilidade.

Duas abordagens merecem ser referidas em recursos humanos – quantidade e qualidade. Em primeiro lugar, temos falta de pessoas formadas na área; além disso, muitos dos habilitados, atualmente, mal formados ou procedentes de instituições de ensino de qualidade duvidosa. Dentro da qualidade técnica, os seja, a habilidade e competência, há outro ingrediente que é a forma de fazê-lo.

Certamente este é um assunto que mereceria uma abordagem específica. Como resolver esta equação nos próximos dois anos e meio? Eis a questão!

No tocante à acessibilidade, a situação é idêntica. O Brasil enfrenta sérios problemas, pois para muitas pessoas que não têm acesso a serviços particulares ou credenciados por operadoras de saúde, além de não conseguir atendimento, quando o consegue, não tem leitos ou salas cirúrgicas para dar continuidade. São condições impróprias, inseguras. Falta de leitos. Hospitais lotados. É só acompanhar os noticiários semanais na imprensa em geral para se ter idéia do quadro caótico em que se encontra o atendimento à saúde. Pacientes em macas pelos corredores, esperando o atendimento e a internação.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) registra, em seu Observatório da ANAHP 2011, uma taxa média de ocupação de seus hospitais associados de 78%. Este número nos projeta uma dimensão exata da situação brasileira atual.
Temos dois anos e meio para tomarmos decisões que possam mudar a situação e oferecer aos visitantes e ao povo de nosso país soluções e segurança para seus problemas de saúde. O planejamento é o início desse processo!

Fonte SaudeWeb

SAP, Siemens e Atos criam sistema para serialização de medicamentos

Ferramenta permite que seja feita uma rastreabilidade desde o fabricante até o distribuidor final do medicamento, posibilitando que fraudes e falsificações sejam evitadas

Com o objetivo de permitir que a indústria consiga se adequar à Lei 11.903, que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e visa monitorar todo medicamento produzido, dispensado e vendido no Brasil, as empresas Atos, Siemens e SAP desenvolveram uma solução para a serialização de produtos.

De acordo com o responsável pela área de SAP da Atos, Fernando Simões, esse sistema permite que seja feita uma rastreabilidade desde o fabricante até o distribuidor final. “A lei está em tramitação no Congresso Nacional e vai trazer em breve a necessidade de serialização de medicamentos”.

Simões conta que a solução possibilita que seja criado um RG para o medicamento na própria embalagem do produto. “Desta forma é possível manter as informações de por onde passou aquele medicamento, onde foi fabricado, quando e para quem foi vendido”.

Além disso, o executivo explica que é possível evitar roubos e falsificações de medicamentos. “Com esse sistema, será possível trazer mais segurança para o consumidor, os fabricantes ficarão mais tranquilos e o País pode ter um aumento na arrecadação de impostos”.

Como fruto de uma parceria de três empresas que atuam no desenvolvimento de soluções para o setor da saúde, o sistema conta com a expertise de cada marca em uma etapa diferente do processo.

A primeira fase do procedimento é o de aplicação do código na embalagem. Simões diz que a participação da Siemens está mais próxima do chão de fábrica.

Já na segunda fase, foi utilizada uma maior participação da Atos, no nível de intermediação do controle da produção do lote que está em execução naquele momento.

A próxima etapa conta com uma atuação mais expressiva da SAP, em que é possível ter um controle macro do que aconteceu no processo.

Segundo Simões, a ferramenta foi produzida pensando em proporcionar interoperabilidade. “O sistema possibilita integração com os sistemas que o cliente já possui”.

Simões acredita que as definições da Lei 11.903 sejam divulgadas no segundo semestre de 2012.

Fonte SaudeWeb

Partido quer recolher assinaturas para CPI sobre hospitais públicos

Bancada do Psol anunciou que começa nesta semana a coletar assinaturas para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar um possível esquema de corrupção nas licitações das instituições federais

A bancada do Psol anunciou que começa nesta semana a coletar assinaturas para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar um possível esquema de corrupção nas licitações dos hospitais federais. No domingo, a Rede Globo exibiu vídeos nos quais eram negociadas propinas a serem pagas a agentes públicos para que determinadas empresas fossem as vencedoras de licitações de emergência realizadas num hospital pediátrico do Rio de Janeiro.

O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), disse que, além da ação da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, é preciso conhecer as ligações das empresas corruptoras com o setor público. “São empresas inclusive muito conhecidas, que já têm tradição de vendas na esfera federal. É preciso investigar isso a fundo; o crime ganha uma gravidade extraordinária porque se lida com a vida, a saúde e a morte”, ressaltou o parlamentar.

O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que a Casa está dando um passo importante para acabar com esse tipo de situação ao analisar o projeto de lei do Poder Executivo que prevê penas específicas para empresas que pratiquem atos de corrupção (PL 6826/10). Ele disse considerar fundamental punir tanto os funcionários públicos que praticam os atos de corrupção quanto as empresas que usam seu poder econômico para obter vantagens.

“Precisamos trabalhar em duas direções. A primeira, continuar punindo de maneira muito severa o servidor ou a empresa pública que patrocinar qualquer tipo de malversação do patrimônio público. Além disso, precisamos também punir com a mesma severidade aquela pessoa jurídica que participar de corrupção”, argumenta Marco Maia.

Comissão especial
O projeto de lei que aumenta a punição para empresas que participem de esquemas de corrupção está sob análise de uma comissão especial em caráter conclusivo. Se o texto for aprovado e não houver recurso para votação em Plenário, a proposta poderá seguir direto para o Senado.

Na semana passada, o relator do projeto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apresentou seu parecer, que também prevê um cadastro de empresas inidôneas, além de atenuantes nas punições para aquelas que colaborarem com as investigações.

Entre as penas previstas para as empresas flagradas em atos de corrupção, estão multas de até 20% do faturamento do ano anterior; cancelamento de contratos e impedimento de contratar com o Poder Público por até cinco anos.

Fonte SaudeWeb

Operadoras não podem participar de políticas restritivas

Qualquer obstáculo ou restrição, portanto, à comercialização de planos para idosos, pessoas com doenças graves ou deficientes, a ANS deve ser informada

A aquisição e o acesso aos serviços dos planos de saúde não podem ser dificultados ou impedidos em razão da condição de saúde, idade ou deficiência do consumidor. Além disso, os locais de venda de planos de saúde devem estar aptos a atender a todos os potenciais consumidores, sem qualquer tipo de restrição. Essas premissas vêm servindo de base para decisões judiciais favoráveis aos beneficiários quando se deparam com dificuldades para aquisição ou cumprimento das coberturas de seus planos.

Qualquer obstáculo ou restrição, portanto, à comercialização de planos para idosos, pessoas com doenças graves ou deficientes, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve ser informada. Nesses casos, a operadora do plano de saúde poderá ser multada em cinquenta mil reais, por cada infração verificada.

Para denunciar este tipo de situação à ANS, é preciso ter em mãos os dados do beneficiário do plano de saúde ou do consumidor que deseja adquirir o plano.

Fonte SaudeWeb