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quarta-feira, 21 de março de 2012

Exames: Ultrassonografia transvaginal

O que é
Exame de diagnóstico por imagem que aproveita o eco produzido pelo som para captar e enxergar, em tempo real, a parte genital superior da mulher. Por não utilizar radiação ionizante, como a radiografia e a tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade fértil.

Para que serve
Serve para a avaliação anatômica dos órgãos genitais femininos, como útero, ovários, trompas e colo do útero.

Como é feito
Com a mulher deitada em uma maca, o médico introduz pela vagina um transdutor envolvo em uma camisinha onde foi colocado um pouco de gel. É ele que capta as informações das estruturas analisadas e envia para o computador, onde as imagens são enxergadas em uma tela.

Preparo
É preciso esvaziar a bexiga antes do exame.

Valores de referência
O médico ultrassonografista faz as medidas do útero e ovários, além da avaliação do aspecto destes órgãos. Os resultados são emitidos em forma de laudos, juntamente com a impressão das imagens ultrassonográficas, que devem ser interpretadas pelo médico que assiste a paciente.

Fonte iG

Droga para tratar alcoolismo é bem sucedida em teste preliminar

80% dos que usaram remédio para epilepsia ficaram abstêmios ou se tornaram bebedores moderados. Estudo deve ser ampliado

Uma droga desenvolvida para tratar espasmos nervosos conseguiu superar um importante teste preliminar em um projeto com vistas a ver se ela é capaz também de curar o alcoolismo, afirmaram médicos franceses em estudo publicado nesta terça-feira (20).

O baclofen – nome laboratorial de um medicamento comercializado como Kemstro, Lioresal e Gablofen – passou com sucesso em um teste preliminar, realizado com um pequeno grupo de alcoólatras, um resultado que abre o caminho para testes clínicos formais, afirmaram os cientistas.

A história do medicamento remonta a 50 anos. Ele foi originalmente projetado para tratar a epilepsia, antes de ser licenciado para tratar a espasticidade, mas os cientistas agora estão interesssados em usá-lo para aliviar a abstinência do álcool.

Em 2008, o livro 'O Último Copo', do cardiologista Olivier Ameisen, despertou interesse, pois no texto o médico afirmou ter se tratado do alcoolismo com altas doses de Baclofen.

O novo teste foi realizado com 132 bebedores contumazes que ingeriram baclofen em altas doses durante um ano: 80% ficaram abstêmios ou se tornaram bebedores moderados. Comparativamente, duas drogas comumente usadas para tratar alcoólicos, naltrexona e a acamprosato, tiveram uma taxa de sucesso entre 20% e 25%. Os efeitos colaterais incluíram fadiga, sonolência, insônia, tontura e problemas digestivos.

O principal autor da pesquisa, Philippe Jaury, da Universidade de Paris-Descartes, disse que o resultado abriu as portas para testes clínicos com duração de um ano, cujo início deve começar em maio, em que 320 alcoólicos seriam divididos em dois grupos.

Uma parte receberá baclofen, com doses que aumentariam gradativamente até que os sintomas de abstinência desapareçam, enquanto a outra receberá um placebo.

O sistema de saúde francês financia 750 mil euros (US$ 469.000) do custo de 1,2 milhão de euros (US$ 1,45 milhão) do teste e um doador não identificado paga o restante, explicou Jaury à AFP. O estudo é publicado no periódico especializado Alcohol and Alcoholism.

Fonte iG

Aspirina pode reduzir risco de câncer e metástase, diz estudo

Pesquisadores acreditam que o efeito de proteção pode ocorrer com consumo de três a cinco anos

Tomar uma dose baixa de aspirina diariamente pode prevenir e possivelmente até ajudar a tratar alguns tipos de câncer, segundo novos estudos recém-publicados pela revista científica The Lancet. Muitas pessoas já tomam doses diárias de aspirina para prevenir problemas cardíacos.

Mas os especialistas advertem que ainda não há provas suficientes para recomendar o consumo diário de aspirina para prevenir câncer e advertem que a droga pode provocar efeitos colaterais perigosos, como sangramentos estomacais.

Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, e sua equipe, já haviam relacionado anteriormente a aspirina a um risco menor de câncer, particularmente de intestino. Mas seu trabalho anterior sugeria que as pessoas precisavam tomar a droga por mais de dez anos para ter alguma proteção. Agora os mesmos especialistas acreditam que o efeito de proteção pode ocorrer em muito menos tempo - de três a cinco anos -, baseados em uma nova análise de dados de 51 estudos envolvendo mais de 77 mil pacientes.

Metástase
A aspirina parece não somente reduzir o risco de desenvolver muitos tipos diferentes de câncer, mas também impede a doença de se espalhar pelo corpo. Os exames tinham como objetivo comparar os pacientes que tomavam aspirina para prevenir doenças cardíacas com aqueles que não tomavam.

Mas quando Rothwell e sua equipe viram como muitos dos participantes desenvolveram e morreram de câncer, verificaram que também poderia haver uma relação entre o consumo da aspirina e a doença.

Segundo o estudo, o consumo de uma dose baixa (75 a 300 mg) de aspirina parecia reduzir o número total de cânceres em cerca de um quarto em um período de três anos - houve nove casos de câncer a cada mil pacientes ao ano no grupo que consumia aspirina, comparado com 12 por mil entre os que consumiam placebo. A droga também reduziu o risco de morte por câncer em 15% num período de cinco anos (e em menos tempo se a dose fosse maior que 300 mg).

Se os pacientes consumiam aspirina por mais tempo, as mortes relacionadas a câncer caíam ainda mais - 37% após cinco anos. Doses baixas de aspirina também pareciam reduzir a probabilidade de o câncer, principalmente no intestino, se espalhar para outras partes do corpo (metástase), em até 50% em alguns casos. Em números absolutos, isso poderia significar que a cada cinco pacientes tratados com aspirina, uma metástase de câncer poderia ser prevenida, segundo os pesquisadores.

Sangramentos
A aspirina já vem sendo usada há tempos como prevenção contra o risco de ataques e derrames, mas ela também aumenta o risco de sangramentos graves. Porém o aumento do risco de sangramento somente é verificado nos primeiros anos de tratamento com a aspirina e cairia depois.

Críticos apontam que algumas das doses analisadas no estudo eram muito maiores que a dose típica de 75 mg dada para pacientes com riscos de problemas cardíacos. Outros estudos grandes sobre o consumo de aspirina realizados nos Estados Unidos não foram incluídos na análise.

Rothwell admite as lacunas ainda deixadas pelo estudo e diz que para a maioria das pessoas saudáveis, as coisas mais importantes para reduzir o risco de câncer ao longo da vida é não fumar, se exercitar e ter uma dieta saudável.

Mas ele afirma que a aspirina parece reduzir o risco ainda mais - apenas em uma pequena porcentagem quando não há nenhum outro fator de risco, mas consideravelmente quando o paciente tem um histórico familiar de cânceres como o colorretal. Os especialistas advertem, porém, que as pessoas devem discutir suas opções com seus médicos antes de tomar qualquer remédio.

Fonte iG

Suplemento estimulante para malhar é perigoso, dizem médicos

Eles prometem músculos rápidos e emagrecimento rápido, mas podem levar a problemas cardíacos e insuficiência renal

Vendidos como uma mistura inofensiva de compostos que prometem energia extra, emagrecimento rápido e músculos maiores, alguns suplementos alimentares podem representar sérios riscos à saúde.

Os mais recentes "milagres" propagandeados pelo boca a boca entre os frequentadores de academias atendem pelos nomes de Jack3d e Oxyelite Pro e similares.

“Esses ditos suplementos são absolutamente inúteis, não têm benefício nenhum. Muitas substâncias contidas são contraindicadas e podem fazer mal à saúde. Não existe nenhum remédio que queime gordura. E os tais energéticos são à base de cafeína, no máximo tiram o sono”, afirma Nabil Ghorayeb, cardiologista e médico do esporte do Hospital do Coração (HCor).

“Muitos estimulantes são primos da anfetamina e podem ter efeitos colaterais perigosos. É como se fosse uma injeção ruim de adrenalina”, explica o médico. Além disso, alerta, um estimulante pode ser o gatilho para um problema grave no coração como uma parada cardíaca.

“Existem vários casos de jovens, abaixo dos 20 anos, que dão entrada em hospitais com problemas no coração pelo uso dessas substâncias”, relata.

Em maio do ano passado, no Recife, Wilson Sampaio Junior, 18 anos, foi encontrado morto no banheiro de casa. Os pais do garoto culpam o suplemento Jack3d, que teria sido comprado por ele de um professor de educação física. A relação entre a morte do garoto e o uso do composto, no entanto, ainda não foi comprovada. Os pais alegam que Wilson era saudável, jogador de futebol, e que a única mudança em seu cotidiano havia sido o aumento na dosagem do suplemento.

Luis Fernando Leite de Barros, fisiologista do esporte do HCor, reforça o alerta: tomar esses compostos é um tiro no escuro.

“Existem pesquisas mostrando que 20% desses suplementos contêm elementos que não estão apontados no rótulo. Pode ser um hormônio, por exemplo. Você toma e não sabe o que está ingerindo”, alerta. Determinadas substâncias podem sobrecarregar o rim e o fígado, levando a complicações graves como insuficiência renal.

Efeitos colaterais
O administrador de empresas Bruno, de 27 anos, está “experimentando” o suplemento indicado por um amigo. Em um mês, diz que se sente mais disposto, que seus músculos cresceram rapidamente, mas reclama dos efeitos colaterais.

“Eu acordo cedo todo dia, saio do trabalho e vou direto para a academia. É cansativo. Percebi que tenho mais disposição para encarar o treino e que tenho tido uma resposta mais imediata do meu corpo, mas estou suando muito e fico um pouco zonzo de vez em quando”, relata.

“É uma ajuda para conquistar o corpo que eu quero. Quando estiver mais definido, eu pretendo parar aos poucos”, afirma.

O amigo que indicou o produto já toma há sete meses, o que dá ao rapaz uma falsa sensação de tranquilidade. “Ele toma faz tempo, não parou porque não quis. E nunca teve nada, só uns tremores e um pouco de enjoo, mas nada que não seja contornável”, acredita.

Para Ana, empresária de 32 anos que aposta no alegado efeito termogênico – que queimaria gordura rapidamente -, os resultados não estão sendo tão satisfatórios. Ela não está conseguindo perder peso de forma rápida, como era o objetivo.

“Pensei que ia secar em 10 ou 15 dias. Mas está levando um pouco mais de tempo. Sinto um formigamento nos pés, mas meu professor já disse que é normal”, conta ela, que pesa 60 kg e tem 1,72cm de altura.

Os dois frequentam academias diferentes em locais distintos de São Paulo, ele na zona sul e ela na zona oeste, e garantem que os suplementos fazem parte do cotidiano da malhação.

“Todo mundo sempre toma alguma coisa. Os ‘virgens’, que não usam nada, são raros”, diz Bruno. Ana faz coro. “As mulheres ficam loucas atrás de novidades para emagrecer. Mesmo se tiver que passar mal um pouquinho, vale a pena para conquistar um corpão”, acredita. Os efeitos colaterais mais comuns são vertigem, desmaios, sudorese, palidez, tontura, náuseas e até pressão alta.

Nenhum dos dois afirmou temer pela própria saúde, nem mesmo ao saber que a venda desses suplementos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“É tão fácil de encontrar em sites e lojas de produtos para malhação que nunca imaginei que era proibido. Mas nos Estados Unidos pode, então não deve ter tanto problema”, diz Ana.

O cardiologista Nabil Ghorayeb contesta. “Já devia soar o alerta só de saber que é vendido clandestinamente no País. Aqui, esses produtos são frutos de contrabando. Nos EUA, o controle é diferente, a indicação é diferente. Lá, se algo dá errado, a empresa é responsabilizada, o produto é suspenso, e as pessoas podem ir para a cadeia por isso. Aqui isso não acontece”, expõe.

Outro efeito colateral importante e perigoso é o vício. Embora os especialistas afirmem que o a dependência química, como a que acontece com as drogas, é mais rara, chama a atenção o lado psicológico da questão.

“A pessoa começa a usar e acha que precisa de doses cada vez maiores para obter o efeito desejado, o que aumenta o risco de morte súbita”, exemplifica Mauro Dinato, médico do esporte e especialista em ortopedia.

Alimentação resolve

Os especialistas são unânimes em afirmar também que uma boa alimentação é capaz de fazer as vezes da suplementação, seja em busca de músculos mais definidos, no processo de emagrecimento ou ainda para ter mais energia durante o treino.

“Suplementação só é indicada para atletas de alta performance, esportistas de nível olímpico eventualmente precisam repor vitaminas. No entanto, para quem se exercita na academia, uma consulta com um bom nutricionista traz o mesmo resultado e sem riscos”, propõe Ghorayeb.

Dinoto aconselha a quem quer intensificar o treino ou ter mais disposição a procurar um médico do esporte ou um preparador físico sério.

“Não vá atrás de conversas de amigos, para qualquer alteração no corpo é preciso passar por uma série de avaliações clínicas para ver qual a condição de saúde da pessoa.”

Fonte iG

Fim do verão é momento ideal para revisar a saúde da pele

Examinar pintas, manchas e lesões após o período de exposição mais intensa ao sol ajuda a prevenir o câncer de pele

Prestar atenção em pintas, manchas e pequenas lesões de pele deveria ser uma preocupação constante em quem vive em regiões tropicais, especialmente em países com verões ensolarados e de calor intenso.

Na prática, o que ocorre é justamente o contrário: muita gente “torra” no calor e no sol sem se preocupar com os efeitos prejudiciais cumulativos dos raios ultravioleta sobre a pele.

Mesmo para quem tem por hábito não se expor nos horários mais intensos e proteger a pele usando filtro solar, o calor invariavelmente acaba gerando uma exposição maior aos raios UVA e UVB.

Justamente por conta dess exposição mais intensa ao longo dos meses de calor, o fim do verão é uma época mais do que propícia para fazer uma avaliação da pele. Com a ajuda de um aparelho chamado dermatoscópio, o médico tem condições de observar lesões, manchas e sinais em busca de alterações que possam indicar problemas mais sérios, como o melanoma – a forma mais agressiva e letal de câncer de pele.

Quem tem a pele clara ou mais de 50 anos deve fazer revisão da pele uma vez por ano, alertam os especialistas, e precisa estar sempre atento a pintas ou manchas que mudam de tamanho, cor e forma, ou a lesões que não cicatrizam.

Também é importante dar atenção a sinais que aparecem em áreas de atrito constante, como as plantas das mãos e dos pés, e as unhas. Pouca gente sabe, mas melanoma também aparece nesses locais.

“Unhas com manchas verticais escuras, sem que tenha havido nenhum tipo de trauma recente no local, pedem investigação, pois pode se tratar de um melanoma” alerta a dermatologista Daniela Landim.

Outra área frequentemente esquecida é o couro cabeludo. Quem tem cabelos não passa filtro solar e a maioria se esquece de proteger a cabeça com boné ou chapéu. Escondida em meio aos cabelos, qualquer lesão pode passar meses crescendo sem ser detectada.

“No caso do câncer de pele, o quanto antes for feito o diagnóstico, melhores e maiores serão as chances de cura” diz o cirurgião plástico Marcelo Olivan, que atua diretamente envolvido com a doença no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

A seguir, Olivan ensina como você pode observar a própria pele, com a ajuda de dois espelhos, um secador de cabelos (ou ventilador), um local para sentar e muita luz no ambiente:

1) Examine o rosto, especialmente nariz, lábios, boca e orelhas – frente e verso. Se necessário, use um ou os dois espelhos para obter uma visão clara

2) Inspecione o couro cabeludo usando um secador de cabelos ou um ventilador e um espelho. Peça ajuda para alguém se não conseguir observar algumas áreas sozinho

3) Verifique cuidadosamente as palmas e o dorso das mãos, as áreas entre os dedos e sob as unhas, e siga até os pulsos, para examinar a parte da frente e de trás dos antebraços

4) Na frente do espelho, cheque todos os lados dos dois braços. Não esqueça as axilas

5) Depois observe o pescoço, o peito e o dorso. As mulheres devem levantar os seios para ver todos os lados

6) De costas para um espelho grande, use um espelho de mão para inspecionar a parte de trás do pescoço e dos ombros, a parte superior das costas, e outras áreas dos braços que ainda não tenha conseguido examinar

7) Ainda usando os dois espelhos, observe a região inferior das costas e nádegas e também a parte de trás das duas pernas

8) Sente-se, separe as pernas e examine os órgãos genitais. Verifique as partes da frente e os lados das duas pernas, da coxa até a canela. Cheque o tornozelo, o topo dos pés, as áreas entre os dedos e sob as unhas, terminando com as os calcanhares e as solas dos pés

Fonte iG