Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 23 de março de 2012

Próteses mamárias fabricadas ou importadas antes da suspensão da Anvisa podem ser usadas, diz entidade

Brasília – A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) informou ontem (22) que próteses mamárias de silicone fabricadas ou importadas até a 0h de ontem (21) podem ser utilizadas no país sem restrições. De acordo com a SBCP, a orientação tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na última terça-feira (20), o órgão publicou uma resolução estabelecendo que todas as próteses mamárias tenham certificado de aprovação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para serem vendidas no mercado brasileiro. Esse selo será concedido em caso de cumprimento a requisitos mínimos de identidade e qualidade, conforme resolução publicada hoje pela Anvisa.

As importações de implantes de silicone no Brasil estão suspensas até que uma portaria que trate da certificação desses produtos seja publicada. De acordo com o Inmetro, as regras devem ser definidas até o final deste mês. A SBPC, por meio de nota, disse que a conclusão da regulamentação está prevista para 29 de março.

As novas regras foram aprovadas depois de denúncias de irregularidades envolvendo a marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) e a holandesa Rofil, acusadas de usar silicone inapropriado, aumentando o risco de o implante romper ou vazar e provocar problemas de saúde. Calcula-se que 20 mil brasileiras tenham implantes das marcas estrangeiras.

A partir de agora, as próteses terão de passar por testes em laboratórios brasileiros, para checar a resistência e a composição do silicone usado, e exames biológicos. Além disso, os fabricantes serão inspecionados. Até então, a empresa precisava apresentar apenas um certificado do país de origem para conseguir autorização de venda da prótese no Brasil, sendo que os lotes não precisavam ser testados.

Fonte Agência Brasil

Investimentos em laboratórios públicos devem ultrapassar R$ 2 bilhões até 2014

Brasília – O governo federal deverá investir nos próximos quatro anos R$1 bilhão em 18 laboratórios públicos do país. Só neste ano, R$ 250 milhões serão destinados à infraestrutura e qualificação de mão de obra. O valor, segundo o Ministério da Saúde, é cinco vezes maior do que média dos últimos 12 anos.

Os recursos fazem parte do Programa de Investimento no Complexo Industrial da Saúde (Procis), instituído ontem (22) no âmbito do ministério. Os investimentos somados devem alcançar R$ 2 bilhões até 2014, sendo R$ 1 bilhão do governo federal e R$ 1 bilhão em contrapartidas de governos estaduais.

O secretário de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, informou que o foco dos investimentos será o desenvolvimento tecnológico e a parceria com o setor público-privado. Segundo ele, o programa de autossuficiência em imunobiológicos carecia de investimentos em medicamentos e equipamentos desde que foi lançado. “O fortalecimento dos laboratórios públicos é essencial para a capacitação tecnológica e competitividade do país”, enfatizou o secretário.

O Procis prevê ainda a ampliação das parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDPs), que estabelece a transferência tecnológica entre laboratórios privados e públicos. Neste ano, nove parcerias deverão ser consolidadas.

Ao todo, o Procis deve instituir 20 novas PDPs que contemplarão a fabricação de medicamentos para artrite reumatóide, doenças genéticas e oncológicas, medicamentos para as chamadas doenças negligenciadas como chagas, tuberculose, malária e hanseníase, além de equipamentos na área de órteses e próteses. Atualmente, há em vigência 29 PDPs que produzem 28 tipos de medicamentos, o dispositivo intrauterino (DIU) e um equipamento utilizado para identificar múltiplas doenças no pré-natal.

Fonte Agência Brasil

Gravidez, cuidado pré natal e saúde bucal

Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais.

A saúde bucal pode afetar a gravidez?
Há cada vez mais evidências sugerindo a existência de uma relação entre as enfermidades gengivais e os nascimentos prematuros, e de bebês que nascem com peso abaixo do normal. As gestantes portadoras de enfermidades gengivais têm maior propensão a dar à luz a bebês prematuros e abaixo do peso normal.

Outros estudos devem ainda ser feitos para que se estabeleça de que maneira as enfermidades gengivais afetam a gestação. Parece que essas doenças aumentam os níveis dos fluidos biológicos que estimulam o trabalho de parto. Os dados também sugerem que quando uma enfermidade gengival piora durante a gravidez, o risco de o bebê nascer prematuro aumenta.

Que posso fazer para garantir uma gravidez saudável?
O melhor conselho que se pode dar a uma mulher que está pensando em engravidar é ir ao dentista e resolver todos os problemas bucais, antes de ficar grávida.

Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais. Uma higiene bucal adequada, o uso diário do fio dental, uma alimentação equilibrada e visitas periódicas ao dentista são medidas que ajudam a reduzir os problemas dentários que acompanham a gestação.

Que problemas orais podem ocorrer durante a gravidez?
Os estudos revelam que um grande número de mulheres tem gengivite durante a gravidez, com acúmulo de placa bacteriana que se deposita nos dentes irritando a gengiva.

Mantendo seus dentes sempre limpos, especialmente na região do colo dentário, área em que a gengiva e os dentes se encontram, você pode reduzir significativamente ou até evitar a gengivite durante a gravidez. E além disso, você pode ajudar ainda mais a saúde de seus dentes, substituindo os doces por alimentos integrais tais como queijo, verduras e frutas frescas.

O que posso esperar de uma consulta com o dentista durante meu período de gravidez?
Em primeiro lugar, não deixe de informar o dentista que você está grávida. É melhor marcar uma consulta entre o quarto e sexto mês de gravidez, porque os três primeiros meses são os mais importantes no desenvolvimento da criança. No último trimestre da gravidez, o estresse associado com a consulta ao dentista pode aumentar a incidência de complicações pré-natais.

Na maior parte dos casos, radiografias, anestésicos dentais, medicação contra a dor e antibióticos (especialmente a tetraciclina) não são receitados durante o primeiro trimestre da gravidez, a não ser que sejam absolutamente necessários. Além disso, sentar-se em uma cadeira de dentista nos últimos três meses da gestação pode ser algo muito desconfortável. Há também evidências de que as gestantes podem ser mais suscetíveis à náusea. Mas, não se preocupe, pois seu dentista está preparado para ajudá-la nesta situação.

Se precisar fazer uma consulta de emergência, avise o consultório, antes de chegar lá, que você está grávida. Informe a respeito de qualquer tensão que estiver sofrendo, abortos naturais anteriores e medicamentos que esteja tomando. Tudo isso pode influenciar a forma pela qual seu dentista vai atendê-la e tratá-la. É bem provável que seu dentista entre em contato com seu médico, antes de iniciar qualquer tratamento.

Se tiver qualquer dúvida, insista para que seu dentista fale com seu médico. E se o dentista prescrever qualquer medicamento, não aumente a dosagem recomendada, mesmo no caso de uma simples aspirina.

Fonte Colgate-Palmolive

Carcinoma basocelular


Foto: ADAM
Câncer basocelular

 

Definição

O carcinoma basocelular é uma forma de câncer de pele que se desenvolve lentamente.

Nomes alternativos

Úlcera roedora; câncer de pele - células basais; câncer - pele - células basais

Causas, incidência e fatores de risco

O câncer de pele é dividido em dois grupos principais: melanomas e não melanomas. O carcinoma basocelular é um tipo de câncer de pele não melanoma e a forma de câncer mais comum nos Estados Unidos. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, 75% de todos os cânceres de pele são carcinomas basocelulares.
O carcinoma basocelular começa na primeira camada da pele, chamada de epiderme. Ele cresce lentamente e é indolor. Uma nova formação na pele que sangra facilmente ou que não cicatriza direito pode indicar um carcinoma basocelular.

Foto: ADAM
Carcinoma basocelular — imagem detalhada

A maioria desses cânceres ocorre em regiões da pele que são regularmente expostas à luz do sol ou a outras radiações ultravioleta. Ele também pode aparecer no couro cabeludo.
O câncer de pele basocelular costumava ser mais comum em pessoas acima de 40 anos, mas hoje ele é frequentemente diagnosticado em pessoas mais novas.
O risco de ter câncer de pele basocelular é maior se você tiver:
  • Pele clara
  • Olhos verdes ou azuis
  • Cabelo loiro ou ruivo
  • Superexposição a raios-X ou outras formas de radiação
O câncer de pele basocelular quase nunca se espalha. Mas, se não for tratado, ele pode crescer para as regiões e para os tecidos e ossos próximos à área atingida.

Sintomas


Foto: ADAM
Síndrome do nevo basocelular - invaginações plantares

O carcinoma basocelular pode apresentar apenas uma aparência levemente diferente da pele normal.
O câncer pode parecer uma protuberância ou formação na pele:
  • Com aspecto perolado ou ceráceo
  • De cor branca ou rosa claro
  • Cor de pele ou marrom
Em alguns casos, a pele pode estar apenas um pouco elevada ou mesmo achatada.
Você pode ter:
  • Uma ferida na pele que sangra com facilidade
  • Uma ferida que não cicatriza
  • Pontos que vazam líquido ou que apresentam crosta na ferida
  • Aparência de uma ferida cicatrizada sem ter machucado a região
  • Vasos sanguíneos irregulares no local ou ao redor dele
  • Uma ferida com uma área afundada no meio

Exames e testes

O médico examinará a pele e observará o tamanho, o formato, a cor e a textura das áreas suspeitas.
Se o câncer de pele for uma possibilidade, um pequeno pedaço de pele será removido da área e examinado em um microscópio. Esse procedimento é denominado biópsia de pele.
Ele deve ser realizado para confirmar o diagnóstico de carcinoma basocelular ou de outros cânceres de pele. Existem muitos tipos de biópsias de pele. O procedimento exato a ser usado depende do local com suspeita de câncer de pele.

Tratamento

O tratamento varia conforme o tamanho, a profundidade e o local do câncer basocelular.
Ele será removido usando um dos seguintes procedimentos:
  • A excisão corta o tumor e utiliza pontos para unir a pele novamente
  • A curetagem e a eletrodissecação raspam o câncer e utilizam eletricidade para matar qualquer célula cancerígena remanescente
  • Cirurgia, incluindo a cirurgia de Mohs, na qual a pele é cortada e imediatamente examinada em um microscópio para verificar a presença de câncer. O processo é repetido até que a amostra de pele examinada esteja livre de câncer
  • A criocirurgia congela e mata as células cancerígenas
  • Pode-se usar radiação se o câncer tiver se espalhado para os órgãos ou nódulos linfáticos ou em casos de tumores que não podem ser tratados com cirurgia
  • Os cremes de pele com os medicamentos imiquimod ou 5-fluorouracil podem ser usados para tratar um carcinoma de células basais superficial

Evolução (prognóstico)

O índice de reincidência do câncer de pele basocelular é de cerca de 1% com a cirurgia de Mohs e de até 10% com as outras formas de tratamento. Os carcinomas basocelulares têm uma probabilidade menor de voltar do que os carcinomas maiores. O carcinoma basocelular raramente se espalha para outras partes do corpo.
Faça um acompanhamento com seu médico, conforme recomendado, e examine regularmente a sua pele uma vez por mês usando um espelho para verificar os locais difíceis de enxergar. Ligue para seu médico se perceber qualquer alteração suspeita na sua pele.

Complicações

O câncer basocelular não tratado pode se espalhar para os tecidos e as estruturas ao seu redor, causando lesões. Isso é ainda mais preocupante ao redor do nariz, dos olhos e das orelhas.

Ligando para o médico

Ligue para seu médico se perceber alguma alteração na cor, no tamanho, na textura ou na aparência de qualquer região da sua pele. Você também deve ligar se uma mancha existente ficar dolorida ou inchada, ou se ela começar a sangrar ou coçar.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o câncer de pele é diminuir a exposição ao sol. A luz ultravioleta é mais intensa ao meio-dia; portanto, tente evitar a exposição ao sol durante o período. Proteja a pele usando chapéus, blusas de manga longa, saias longas ou calças.
Sempre use um protetor solar:
  • Aplique um protetor solar de boa qualidade com FPS (fator de proteção solar) de, no mínimo, 15
  • Procure utilizar protetores solares que bloqueiam os raios UVA e UVB
  • Aplique o protetor, no mínimo, 30 minutos antes de sair e reaplique-o frequentemente
  • Utilize o protetor no inverno também
Examine sua pele regularmente em busca de formações suspeitas ou alterações de:
  • Cor
  • Tamanho
  • Textura
  • Aparência
Também observe se uma ferida na pele sangra, coça, está avermelhada e inchada (inflamada) ou dolorida.

Fonte iG

Em emergência, cirurgião opera cérebros de dois pacientes simultaneamente

Cirurgia simultânea foi a melhor forma de assegurar ambos sobrevivessem, diz médico

Um cirurgião fez duas operações simultâneas de emergência nos cérebros de pacientes em um hospital no condado de Yorkshire, no norte da Inglaterra. O médico Saurabh Sinha, do Children's Hospital, em Sheffield, operou o menino Owen Wilkinson, de oito anos, e um adolescente de 12 anos.

Owen, transferido às pressas de um hospital na vizinhança - Barnsley Hospital -, apresentava o mesmo tipo de fratura no crânio sofrida pelo outro paciente, cuja cirurgia estava prestes a começar.

"As pessoas largaram tudo o que estavam fazendo para salvar as vidas dessas crianças", disse Sinha.

"Em um caso de emergência, você lida com o paciente que está ali na sua frente", acrescentou o médico.

Nesse caso, havia dois. Sinha disse que operar os dois meninos ao mesmo tempo era a melhor forma de assegurar que ele e sua equipe salvassem as vidas de ambos.

Coincidências
A mãe de Owen, Caroline Wilkinson, disse que a equipe do hospital merecia um "super obrigado". Sem eles, Owen "não estaria aqui hoje", ela acrescentou.

Caroline e seu marido não perceberam que as operações estavam sendo feitas simultaneamente até encontrarem, por acaso, no hospital, os pais do outro paciente - que desejam permanecer anônimos. Ela disse: "Começamos a conversar com o outro casal e percebemos que os dois meninos tinham o mesmo ferimento".

Os pais dos garotos se deram conta, também, de que seus times tinham jogado um contra o outro em partidas de futebol na região.

"Ainda estou em contato com a mãe do outro menino e esperamos levar os dois para passear juntos um dia desses", disse Caroline. Desde a cirurgia, a família de Owen vem arrecadando dinheiro para o hospital, que realiza cerca de 11 mil cirurgias por ano.

Fonte iG