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terça-feira, 27 de março de 2012

Mulheres jovens e com câncer fazem pouco para preservar fertilidade

Estudo mostra que preocupação com capacidade de reprodução é baixa durante o tratamento

Um novo estudo divulgado pela Sociedade Americana do Câncer descobriu que poucas mulheres diagnosticadas com câncer antes dos 40 anos tomam medidas para preservar a fertilidade durante o tratamento. O relatório ainda afirma que são necessários mais esforços para que as mulheres se conscientizem da situação e cuidem para que a capacidade de reprodução não sofra danos.

Mais de 120 mil mulheres de menos de 50 anos são diagnosticadas com câncer todo ano nos Estados Unidos. Como o tratamento para a doença se desenvolve e as taxas de letalidade caem cada vez mais, a preocupação recai sobre fatores indiretos, mas que ainda dizem respeito à saúde e à qualidade de vida. A quimioterapia e outros tipos de terapia prejudicam a fertilidade, mas os modos alternativos para a reprodução assistida fazem com que os cuidados sejam deixados de lado nesse aspecto.

O doutro Mitchell Rosen, da Universidade da Califórnia, conduziu o estudo com 1.041 mulheres com idades dentre 18 e 40 anos diagnosticadas com câncer, selecionadas aleatoriamente do banco de dados do Registro de Câncer da Califórnia. Do total, 918 delas foram submetidas a tratamentos que potencialmente afetam negativamente a fertilidade (quimioterapia, radiação pélvica, cirurgia pélvica ou transplante de medula óssea).

Segundo os pesquisadores, 61% delas receberam informações de seus médicos sobre os possíveis efeitos colaterais que os tratamentos causariam quanto à fertilidade. No geral, apenas 4% delas se preocuparam com a capacidade de reprodução e procuraram preservá-la. Além disso, certos grupos receberem tais informações no momento do diagnóstico e puderam ter mais cuidado com a fertilidade que outras.

"Embora mais mulheres estejam sendo aconselhadas sobre os riscos de sua saúde reprodutiva, muitas ainda não recebem informação adequada sobre as opções no momento do diagnóstico", disse o doutor Rosen. "Consultas sobre fertilidade e opções para preservar o potencial de reprodução aumentam a qualidade de vida das pacientes e, no geral, a qualidade do tratamento", conclui.

Os autores do estudo ainda afirmam que as disparidades sociodemográficas também afetam o acesso aos serviços de preservação da fertilidade. "Há ma oportunidade para explorar as intervenções políticas e educacionais para melhorar as diferenças que podem existir na preservação da fertilidade", completa Rosen, cujo estudo indica que mulheres jovens, brancas, sem filhos e com níveis de escolaridade mais alto tiveram mais acesso e se mostraram preocupadas com os meios de proteger sua capacidade de reprodução.

Fonte Estadão

Instituto de Traumatologia do Rio vai atender pacientes com osteodistrofia renal

Segundo dados do Into, incidência de doenças ósseas relacionadas à doença renal crônica em estágio terminal tem aumentado a cada ano

Pacientes com doenças ósseas relacionadas à doença renal crônica poderão ser atendidos pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) a partir do próximo mês. Segundo a assessoria do instituto, o novo tipo de atendimento ambulatorial será oferecido às segundas-feiras, a partir de 2 de abril.

De acordo com o Into, o município do Rio de Janeiro não conta com um centro especializado para esse tipo de atendimento, apesar de a incidência da doença renal crônica em estágio terminal na população estar aumentando a cada ano.

A doença, chamada de osteodistrofia renal, é provocada pela incapacidade dos rins do paciente com doença renal crônica em manter níveis adequados de cálcio, fósforo e vitamina D na corrente sanguínea. Como consequência, os pacientes podem sofrer com fraturas, dor e deformidades nos ossos.

O novo serviço do Into, unidade de referência em ortopedia vinculada ao Ministério da Saúde, terá como funções diagnosticar, por meio de exames laboratoriais, de imagem e da biópsia óssea, a doença e sua origem exata. Depois do diagnóstico, os pacientes terão tratamento e acompanhamento pelo instituto.

Fonte Estadão

Casos de tuberculose têm queda, mas doença é a 4ª causa de óbito

A incidência de tuberculose não recuou na região Norte. De acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Ministério da Saúde, esta foi a única área em que o registro de casos se manteve estável. São 45,2 infectados a cada 100 mil habitantes.

No Sul e no Centro-Oeste as reduções foram pequenas, de 0,2% e 0,3%, respectivamente, ficando em 33 e 22 casos a cada 100 mil habitantes.

No Nordeste a taxa também caiu pouco, passando de 36,9 para 35,9 a cada 100 mil habitantes.

O melhor desempenho no controle e tratamento da doença foi verificado na região Sudeste, que passou dos 40,6 casos a cada 100 mil habitantes em 2010 para 37,6 em 2011.
A tuberculose representa a quarta causa de óbito por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com Aids no Brasil.

Na última década, o país registrou queda de 15,9% na taxa de incidência de tuberculose. Também em um período de dez anos, a mortalidade reduziu 23,4%.
A média atual é de 3 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes no país. Em 2011 foram 4,6 mil mortes devido à doença.

Dos 22 países com maior incidência de casos, o Brasil fica na 17ª posição quando se trata do número total de doentes. No entanto, ao considerar a relação entre infectados e a quantidade de habitantes, o país passa a ocupar a 22ª colocação da lista, ficando mais distante dos principais focos do problema.

Levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra ainda que mais de 95% das mortes registradas ocorrem em países em desenvolvimento. No mundo, cerca de 6 milhões de casos de tuberculose foram notificados.

Campanha de conscientização
Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a campanha de prevenção e para o tratamento precoce vai se intensificar nesse primeiro semestre.

Além de campanhas publicitárias voltadas para a população em geral, será lançado um serviço de acompanhamento dos pacientes em tratamento pelo celular.

"Enviaremos a todos os pacientes que estiverem sendo medicados uma mensagem, pelo celular, para lembrar da medicação. Isso será feito inicialmente em cinco grandes capitais do país: Florianópolis, Vitoria, Palmas, Aracaju e Brasília", explica.

O tratamento da tuberculose é longo, dura em média seis meses. Por isso, há o temor de que parte dos pacientes abandone o tratamento.

A doença
Dados do Ministério da Saúde mostram que apenas no ano passado foram registrados 70 mil casos da doença no Brasil. O número, apesar de grande, representa uma redução de 3,54% frente ao resultado de 2010.

A doença é mais frequente entre grupos populacionais que vivem em condições precárias de moradia e alimentação e entre pessoas com sistema imune deficiente. Por isso, são tratados com prioridade os moradores de rua, a população carcerária, os indígenas e os portadores de HIV/Aids.

A transmissão da tuberculose é feita pelo ar. Quem tem a doença, normalmente, apresenta quadro de tosse por mais de três semanas, acompanhada por febre, suor, falta de apetite, perda de peso, cansaço ou dor no peito.

Fonte Folhaonline

Saiba mais sobre a tuberculose

Minorias são mais suscetíveis à tuberculose, alerta governo

Pessoas que vivem em condições desfavoráveis de moradia e alimentação e pessoas com o sistema imunológico deficiente que têm dificuldade de acesso aos serviços de saúde são as principais vítimas da tuberculose no Brasil. O alerta foi feito nesta segunda-feira (26) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, os seguintes grupos foram definidos como prioritários no enfrentamento à tuberculose: moradores de rua, populações carcerárias, indígenas e pessoas que vivem com HIV/Aids.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, ressaltou que a incidência da tuberculose entre indígenas é quatro vezes maior que no restante da população.

Já entre a população privada de liberdade, a incidência chega a ser 27 vezes maior.

Pessoas com HIV/Aids têm 30 vezes mais chance de contrair a tuberculose, enquanto o risco, entre moradores de rua, é 67 vezes maior em razão do alcoolismo e do uso de drogas.

Em 2010, entre os novos casos de tuberculose notificados em todo o país, cerca de 10% eram de pessoas soropositivas.

O Sul, segundo o ministério, foi a região que apresentou o maior percentual de pessoas diagnosticadas com tuberculose e HIV (18,6%) --índice quase duas vezes superior à média nacional.

Fonte Folhaonline