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terça-feira, 27 de março de 2012

Por que as pessoas desmaiam de emoção?

Neurologista explica o que acontece com o corpo sob forte medo, alegria, tristeza ou susto

Neste domingo (25), Faustão virou notícia nas redes sociais. Durante um quadro em que o apresentador reuniu mãe e filha afastadas durante 50 anos, uma das mulheres desmaiou. A reação é comum em momentos de forte emoção, seja ela alegria, tristeza ou medo. Perder os sentidos, inclusive, faz parte do sistema de defesa do organismo.

“O fluxo sanguíneo não consegue atingir e irrigar o cérebro de forma eficiente e homogênea. Sem sangue suficiente, a pessoa desmaia”, explica a neurologista Valéria Santoro Bahia, do grupo de neurologia cognitiva e envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia.

Com a perda de consciência, a pessoa cai e fica na posição horizontal. “Assim, o sangue não precisa mais vencer a gravidade para circular, voltando ao normal mais facilmente”, diz Valéria. Por isso, é importante manter a pessoa nessa posição e não tentar levantá-la. A médica recomenda deixar a pessoa deitada até que ela se sinta melhor e recobre os sentidos totalmente.

Além do estado emocional, as causas do desmaio são variadas e estão ligadas a fatores como a alimentação (baixo nível de açúcar no sangue e falta de comida no organismo) nervosismo, (situação de pânico), atividades diárias (cansaço, excesso de tempo em pé, ambientes sem ventilação), dor intensa e problemas de saúde como acidentes e distúrbios cardíacos.

Em geral, a pessoa recupera a consciência em 40 segundos. Se passar disso, ela deve ser imediatamente encaminhada a um hospital. “O desmaio sem motivo aparente é um evento atípico e deve ser encarado como tal. Portanto, é preciso procurar um médico ou um hospital”, alerta Valéria.

Fonte iG

Estudo sugere que lapsos de memória na menopausa são reais

Problemas de memória e atenção seriam um efeito direto das alterações dos níveis de hormônios no corpo

Os lapsos de memória e momentos de distração que muitas mulheres dizem sentir durante a menopausa podem ser tão reais quanto as ondas de calor e o sono de má qualidade, sugere um novo estudo.

Os pesquisadores deram às mulheres que disseram estar experimentando os “lapsos de memória da menopausa” uma série de testes cognitivos para ver o quanto habilidades de atenção e memória combinavam com as queixas delas.

“O ponto principal deste estudo é que as mulheres são realmente boas em monitorar coisas. Se uma mulher diz que está tendo problemas de memória ela provavelmente está vivendo isso” disse a co-autora do estudo Pauline Maki, diretora de pesquisa em Saúde Mental Feminina do departamento de psiquiatria da Universidade de Illinois, em Chicago (EUA).

Por outro lado, as pessoas com declínio mental relacionado à idade não costumam identificar o problema, sugerindo que os lapsos de memória relatados no presente estudo não ocorrem apenas porque as mulheres estão ficando mais velhas, acrescentou Maki. O estudo foi publicado em março na revista científica Menopause.

Pesquisas anteriores descobriram que cerca de dois terços das mulheres em menopausa relatam problemas de memória. O estudo atual envolveu 75 voluntárias que avaliaram o próprio desempenho de memória com base em fatores como a frequência com que esqueciam detalhes e o quão sério eram esses esquecimentos. Os pesquisadores também coletaram informações sobre a saúde geral das mulheres, além de estado de humor e perfil hormonal.

Todas as participantes atravessavam a fase inicial da menopausa, chamada de perimenopausa – isso significa que estavam tendo menstruações menos frequentes e começando a sentir os sintomas da menopausa. Os participantes tinham entre 40 e 60 anos de idade.

Globalmente, 41% relataram ter esquecimentos graves. As mulheres que sentiam mais as perdas de memória também foram as mais propensas a ter pontuações baixas nos testes de atenção e de memória de trabalho – aquela que usamos quando precisamos lembrar um número de telefone que lemos e vamos discar em seguida.

Por outro lado, as queixas de memória não foram associadas a problemas na memória de longo prazo, chamada de memória verbal – que foi posta à prova pedindo que as mulheres lembrassem uma lista de palavras.

Embora as mulheres que relataram déficits de memória mais graves também tenham sido mais propensas a ter problemas como depressão e ondas de calor, o estudo constatou que esses incômodos não explicam totalmente as dificuldades de atenção e na memória de trabalho.

Isso sugere que os lapsos de memória da menopausa não se devem apenas a problemas de humor e a incômodos como pouco sono e ondas de calor, mas são um efeito direto das alterações dos níveis de hormônios como o estrogênio – acredita-se que ele tem certa influência em partes do cérebro envolvidas na memória.

Além das mudanças relacionadas à menopausa, uma série de outros fatores estressantes na vida – do trabalho para cuidar dos filhos e dos pais, que pode acumular por volta do período em que a menopausa surge – podem dificultar a capacidade de concentração e prejudicar a memória, disse Nancy Woods, professora da Escola de Enfermagem da Universidade de Washington (EUA).

Embora o estudo sustente que as mulheres experimentam problemas de memória, especialmente na memória de trabalho e na atenção, há algumas mensagens positivas para se tirar dele, defendeu Woods.

"É importante para as mulheres saberem que o que estão passando é normal e que seus problemas de memória não são necessariamente um sinal de demência precoce.

Na verdade, a pesquisa indica que após a menopausa, quando os níveis hormonais se estabilizam, muitas mulheres recuperam a capacidade cognitiva, apontou Maki.

Enquanto isso, sugerem as duas especialistas, as mulheres podem melhorar a memória durante a menopausa tomando medidas como repetir mentalmente para si as informações que precisam ser guardadas na memória de trabalho e praticar regularmente exercícios aeróbicos.

Fonte Delas

Sintomas da Dengue Clássica e Dengue Hemorrágica

Mais de 25 mil agentes participam da Semana de Mobilização contra a Dengue em São Paulo

São Paulo – Mais de 25 mil agentes  participam desde ontem (26) da Semana Estadual de Mobilização contra a Dengue, organizada pelo governo do estado em parceria com as prefeituras paulistas. Até sexta-feira (30) estão programadas atividades de conscientização da população, prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

A Secretaria de Estado da Saúde vai distribuir panfletos e cartazes aos municípios que, por sua vez, farão pedágios, distribuição de adesivos e imãs de geladeira, palestras, apresentações de teatro, exposições e passeatas, além de mutirões de limpeza, visitas a casas, remoção de criadouros e visitas de imóveis estratégicos, como cemitérios e ferros-velhos.

Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE), o número de casos de dengue caiu 91,9% no primeiro bimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do resultado positivo, o secretário de Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri, avalia que é importante dar continuidade ao trabalho de prevenção. “Não podemos baixar a guarda, uma vez que o calor ainda persiste e as chuvas costumam diminuir após o mês de março. Este é, mais do que nunca, momento de unir forças”, declarou Cerri.

Nos dois primeiros meses deste ano, foram notificados ao Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), órgão que recebe dos municípios dados sobre casos confirmados da doença, 966 ocorrências – contra 11.984 registradas no ano passado. A cidade onde houve maior número de casos em 2012 foi Potim, no Vale do Paraíba, onde 174 pessoas já foram infectadas pelo vírus. Em seguida aparece o município de Pontal, com 144, e Borborema, com 98.

No ano passado, o município com maior incidência de dengue foi Ribeirão Preto, com 4.205 casos no primeiro bimestre do ano. Em 2012 esse número caiu para 162. Já na capital paulista e região, os casos baixaram de 719 para 46 de um ano para o outro. Segundo a Secretaria de Saúde, o governo estadual investe anualmente R$ 40 milhões para ajudar os municípios paulistas no combate à dengue.

Segundo o CVE, em 2012, não foram registrados casos da doença em 541 dos 645 municípios do estado.

Fonte Agência Brasil

Governo não tem laboratório para fiscalizar veto a aditivos em cigarros

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terá de recorrer a um plano B para acompanhar o cumprimento da resolução que restringe o uso de aditivos em cigarros, aprovada semana passada. Embora tenha sido prevista há mais de oito anos, a construção do Laboratório Oficial para Análise e Controle de Produtos Derivados do Tabaco, essencial para fiscalização, nunca saiu do papel.

A obra estava programada para ser feita numa área cedida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. Foram previstos - e liberados - R$ 9,6 milhões no plano plurianual de 2008 a 2011. Como o dinheiro não foi usado, a empreitada voltou ao estágio inicial. O terreno não poderá mais ser usado e a verba teve de ser devolvida para o Tesouro.

Apesar de o projeto não ter saído do estágio inicial, já foram consumidos R$ 2,22 milhões com preparativos. Os recursos foram usados num convênio firmado em 2005 entre a Anvisa e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) para realização de um projeto executivo, um projeto conceitual, treinamento de pessoal, passagens, diárias e sondagem de terreno, além da compra de duas máquinas que simulam o ato de fumar.

"Não abandonamos a ideia do laboratório oficial. Os projetos serão aproveitados", disse o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares. As máquinas de fumar estão em um laboratório piloto que está sendo construído em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia para pesquisas relacionadas ao cigarro.

Para este laboratório piloto, de 2008, foram reservados outros R$ 4 milhões. De acordo com a Anvisa, as obras começaram ano passado e a inauguração está prevista para o segundo semestre.

"O laboratório piloto poderia fazer uma parte das análises necessárias para fiscalizar o cumprimento da resolução. Mas ele não tem condições de arcar com toda a demanda", afirmou Agenor Álvares.

A unidade piloto ficará encarregada de fazer pesquisas científicas relacionadas a produtos derivados ao tabaco e treinamento do sistema nacional de vigilância. Ações de rotina, como análise de produtos, serão tarefa do laboratório oficial.

Restrição
A resolução aprovada semana passada restringe o uso de aditivos nos cigarros e nos derivados do tabaco, como charutos e cigarrilhas. De uma lista de mais de 600 substâncias que atualmente a indústria pode usar durante o processo de fabricação, somente oito serão mantidas. Entre elas, o açúcar. Fabricantes poderão acrescentar a substância apenas para repor o que for perdido durante o processo de secagem do fumo.

As indústrias de cigarros terão 18 meses para mudar o processo de produção. "Até lá, certamente já teremos condições de fazer a fiscalização das regras", acredita Agenor Álvares.

Como não há mais condições de construir a unidade na Ilha do Fundão, a ideia agora é fazer um termo de cooperação com a Aeronáutica, para adaptar um laboratório na Ilha do Governador. Duas reuniões para negociação foram feitas. "Serão necessárias adaptações, mas o prazo é suficiente", diz. O acordo com o comando da Aeronáutica, no entanto, ainda não está fechado.

Proposta original
A ideia de construção do laboratório oficial surgiu logo depois da criação da Anvisa. A proposta inicial era que o laboratório fosse financiado com recursos das taxas de registros de cigarros, recolhidas pelas indústrias. Os fabricantes ingressaram com ação na Justiça e o dinheiro vem sendo depositado em juízo.

Em 2004, o foram reservados recursos para construção do laboratório no plano plurianual do Ministério da Saúde. Embora anunciada várias vezes, a construção da unidade nunca avançou. Agenor Álvares atribuiu a demora na condução do projeto inicial a entraves burocráticos. "Até o projeto tudo foi bem. As dificuldades surgiram no momento de fazer a licitação para construção", completou.

O convênio com o PNUD, assinado em dezembro de 2005 era no valor de R$ 20 milhões. Pela proposta inicial, o PNUD ficaria encarregado da construção do laboratório, compra, manutenção dos equipamentos e capacitação das equipes para funcionamento da unidade.

Este valor, no entanto, não foi executado. O projeto foi alterado e, com a mudança, a responsabilidade pela construção do laboratório foi transferida para a Anvisa. O valor do contrato foi alterado para R$ 2,2 milhões.

A alteração, no entanto, ainda não foi registrada no Siafi, sistema de administração financeira do governo, onde ainda consta o projeto de R$ 20 milhões.

O Tribunal de Contas da União analisou o assunto no relatório de contas da Anvisa de 2006, julgado em novembro. No julgamento, foi determinado que a Anvisa apresentasse informações sobre o laboratório nas próximas contas, o que está previsto para os próximos meses.

Fonte Estadão