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quinta-feira, 29 de março de 2012

Nutricionista francês quer divulgar dieta polêmica no Brasil

O nutricionista francês Pierre Dukan, autor de bestsellers sobre dietas
O nutricionista francês Pierre Dukan, autor de bestsellers sobre dietas, disse estar surpreso com o problema de excesso de peso no Brasil, sobretudo entre os jovens, e sugere moderação no consumo de feijão com arroz.

"O feijão com arroz faz bem para a saúde quando se tem uma atividade física importante. Mas mesmo quem não tem problema de peso deve reduzir um pouco o consumo", disse Dukan, autor do bestseller "Eu Não Consigo Emagrecer", traduzido em 14 línguas, em entrevista à BBC Brasil.

"Já para as pessoas sedentárias, esses alimentos resultam em acúmulo de calorias", afirma o nutricionista, que visitou São Paulo no início deste mês.

Ele sugere que as pessoas com problemas de peso deveriam evitar essa combinação básica da alimentação brasileira.

Dukan --que desenvolveu, em 2002, a famosa dieta baseada apenas no consumo de proteínas na fase inicial-- já escreveu cerca de 20 livros e afirma ter vendido 9,5 milhões de exemplares em dezenas de países, sendo quase a metade na França.

Presença no Brasil
Após ter conquistado o mercado editorial francês em 2010, ocupando os dois primeiros lugares da lista de livros mais vendidos do país (todas as categorias literárias reunidas), Dukan se prepara para reforçar sua presença no Brasil.

Em maio, diz ele, será lançado no Brasil um livro ilustrado de receitas que acaba de sair na França, e também um site com "treinador de emagrecimento online", que prevê uma dieta personalizada e acompanhamento diário (o site já existe no Brasil, mas esse serviço ainda não está disponível).

A partir de junho chegará ao mercado brasileiro sua linha de produtos alimentícios, como biscoitos, barras de cereais e farelo de aveia, já vendidos na França.

Críticas
O problema da obesidade de jovens vem aumentando na França e preocupa as autoridades, mas ele diz achar que no Brasil o fenômeno seria mais grave.

"Fiquei com a impressão que os jovens brasileiros comem bastante feijão, arroz e feculentos (como a batata) e também consomem mais açúcar do que os adolescentes na França", diz ele.

Dukan afirma também ter ficado "surpreso" com o excesso de peso dos jovens no Brasil, "que parecem mais gordos do que seus pais".

A "dieta Dukan" seria seguida por celebridades como a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, do Reino Unido, a cantora Jennifer Lopez ou ainda o candidato socialista às eleições presidenciais francesas, François Hollande, cuja nova silhueta foi amplamente comentada no país.

Mas o regime --que começa com uma "fase de ataque" para perder alguns quilos rapidamente com o consumo apenas de proteínas durante um período-- também é alvo de inúmeras críticas.

"Minha proposta foi deformada. Mas atingi meu objetivo de chamar a atenção para o problema da obesidade dos jovens na França".

Especialistas franceses têm afirmado que a dieta pode causar sérios riscos à saúde, como aumento do colesterol e problemas cardiovasculares.

A dieta não é baseada na tradicional contagem de calorias e defende a ideia de que as pessoas podem comer o quanto quiserem, embora devam consumir apenas os alimentos definidos para cada etapa.

Na segunda fase da dieta, as pessoas podem passar a comer também legumes e, na terceira, são incluídas frutas e pequenas porções de pães e massas integrais.

Um estudo da agência francesa para a Segurança Alimentar afirma que quem faz a dieta de Dukan consome mais do que o dobro da quantidade diária de sal recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

Segundo o estudo, esse regime também resulta na carência de vitamina C e de fibras.

"Dogma" e popularidade
Dukan rebate as críticas afirmando que as dietas baseadas na ingestão de menos calorias do que a média diária se tornaram "um dogma" e que ele é contestado por não seguir essa receita.

"Meu método recomenda o consumo apenas de proteínas e legumes por um período curto. Eles são o fundamento da natureza humana. No início, o homem só se alimentava basicamente dessa forma".

O nutricionista diz ainda que é preferível sofrer o "inconveniente" de uma deficiência temporária, de vitaminas, por exemplo, do que ter doenças bem mais graves ligadas à obesidade.

Após as críticas, Dukan fez adaptações à dieta, que foi reforçada em relação aos legumes. Ele argumenta que o método "está em constante evolução há anos".

Acusações
No início do ano, ele foi alvo de outra grande polêmica na França. Em seu livro "Carta Aberta ao Presidente", publicado em janeiro, Dukan defende a ideia de que os estudantes que tenham mantido seu peso em uma determinada faixa entre os 15 e 18 anos de idade ganhem pontos na prova chamada "Bac", uma espécie de vestibular na França.

A sugestão foi interpretada como uma forma de discriminação contra as pessoas com excesso de peso, suscitando inúmeras críticas.

"Minha proposta foi deformada. Mas atingi meu objetivo de chamar a atenção para o problema da obesidade dos jovens na França", disse à BBC Brasil.

Nesta semana, o nutricionista foi alvo de duas queixas prestadas pela Ordem dos Médicos da França e pela ordem parisiense da categoria, que alegam que Dukan não respeitaria os códigos éticos da profissão.

A organização afirma que "um médico deve pensar na repercussão de seus comentários" e diz que a proposta feita no livro não leva em conta os problemas de jovens obesos ou anoréxicos.
A Ordem dos Médicos também acusa Dukan de fazer promoção pessoal e utilizar a medicina com fins "comerciais".

Na quarta-feira, ele afirmou ser "perseguido" e disse também já ter enviado à Ordem dos Médicos, há três meses, sua decisão de encerrar o atendimento em seu consultório parisiense para se dedicar às suas outras atividades.

"Agora sou um médico aposentado. Estou livre", declarou.

O nutricionista que diz comer principalmente salmão, tomate, chicória, erva-doce, nozes e iogurte, continuará fazendo palestras pelo mundo e reforçando suas atividades em inúmeros países, como o Brasil.

Fonte Folhaonline

Após vídeo, Conselho de Medicina critica situação da saúde em RO

O CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgou uma nota pública de repúdio na tarde desta quarta-feira após um site de notícias de Rondônia divulgar um vídeo que mostra o descaso dentro de um hospital público do Estado.

As imagens foram feitas no corredor do hospital João Paulo 2º, em Porto Velho. Elas mostram um homem deitado no chão, aparentemente agonizando, com larvas conhecidas como tapurus dentro da boca.

Segundo o conselho, o caso "exemplifica o desrespeito aos direitos humanos e a Constituição brasileira" que vem ocorrendo nos órgãos de saúde pública do Estado.

O governo do Estado ainda não se pronunciou sobre o assunto.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DO CFM:

A saúde pública em Rondônia vivencia período de crise por conta de sucessivos equívocos na esfera de sua gestão. Um exemplo concreto dos desmandos veio a tona com a operação Termópilas, conduzida pelo Ministério Público Estadual, pelo Tribunal de Justiça do Estado e pela Polícia Federal. A ação concluída no fim de 2011 culminou com a denúncia de envolvimento e a prisão de gestores públicos, políticos e empresários que desviavam recursos da saúde em benefício próprio.

Apesar disso e de outras várias denúncias feitas pelas entidades médicas, da sociedade civil e da imprensa, o descaso e a indiferença ainda campeiam comprometendo a vida e o bem estar dos cidadãos rondonienses. Infelizmente, o caos ultrapassou todos os limites.

Nesta quarta-feira (28), imagens chocantes veiculadas pela internet mostram o sofrimento e a tortura a qual os pacientes estão sendo submetidos no Estado. As cenas mostram um homem abandonado dentro do hospital João Paulo 2º, em Porto Velho. Seu sofrimento é visível e sua agonia choca ainda mais ao percebermos que de sua boca saem larvas (tapurus), que o devoram vivo.

O Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero), inconformados com o quadro atual e com a indiferença do governador Confúcio Moura [PMDB] --lamentavelmente médico--, tomarão medidas enérgicas para que situações semelhantes não voltem a acontecer.

Este caso exemplifica o desrespeito aos direitos humanos e a Constituição brasileira, que determina que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, sendo a dignidade dos indivíduos fundamental para a vida em sociedade. Os conselhos conclamam todos os rondonienses, todas as entidades da sociedade civil organizada, os tomadores de decisão, o Ministério Público, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário a unir forças contra a iniquidade.

O silêncio significa cumplicidade com os desmandos. Os médicos não assinarão este pacto.

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE RONDÔNIA
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Fonte Folhaonline

SP inicia testes em humanos da vacina antidengue

Os testes em humanos da vacina antidengue têm previsão de serem iniciados até junho em São Paulo, informa a Secretaria de Estado da Saúde.

A vacina tetravalente foi desenvolvida para agir contra os quatro tipos de vírus da doença com a administração de uma dose única.

Segundo o Instituto Butantan, que faz a pesquisa com o Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, a vacina tetravalente pode estar disponível para a população em três anos.

Hoje, o único meio de se prevenir contra o Aedes aegypti, que transmite a dengue, é evitar a proliferação do mosquito com o combate aos criadouros e os focos de transmissão.

Redução
Levantamento feito pela secretaria indica que o Estado de São Paulo apresentou queda nos casos de dengue no primeiro trimestre deste ano. A redução é equivalente a 93%, se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Em números, significa que houve 2.247 casos autóctones de dengue no trimestre. Em 2011, foram 32.549.

Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, lidera os municípios com mais ocorrências oficiais da doença. Ou seja, que foram informados ao Sivan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação), com 408.

Atrás dele vem Pontal, com 300, e Potim, com 200.

As regiões do Vale do Paraíba, Ribeirão Preto e Araraquara concentram 67% do total dos casos de dengue em São Paulo, com 1.350 confirmações.

Pontal, região de Ribeirão Preto, também é a cidade onde ocorreu uma morte por dengue, confirmada em janeiro.

Em 2011, 50 morreram por causa da doença. Em 2010, foram 140 óbitos.

Dos 645 municípios do Estado de são Paulo, 490 não registraram nenhum caso da dengue até agora.

Fonte Folhaonline

Hospital em SP faz mutirão contra câncer de laringe nesta quinta

O Hospital A.C.Camargo realiza nesta quinta-feira (29) gratuitamente um mutirão de análise computadorizada da saúde vocal para identificar possíveis lesões nas cordas vocais.

O atendimento será das 10h às 16h no Conjunto Nacional, em São Paulo.

As lesões nas cordas vocais são causadas principalmente pelo consumo de cigarro associado ao álcool. Se não diagnosticadas e tratadas, podem levar a doenças benignas e ao câncer de laringe.

O cigarro, por exemplo, causa inchaço nas cordas vocais, o que pode levar a rouquidão e disfonia (alteração) e afonia (perda parcial total da voz). Junto com o consumo de álcool, os danos potencializam em até 140 vezes o risco de câncer.

Quando diagnosticado e tratado em fase inicial, o câncer de laringe pode chegar a 90% de chance de cura.

Mas, de acordo com o Hospital A.C.Camargo, 75% dos diagnósticos de tumores na laringe ocorrem em fase avançada da doença.

Exposição
Também no Conjunto Nacional, o A.C.Camargo apresenta até o dia 9 de abril a exposição "Câncer: Conhecer para Prevenir" com esculturas das artistas Sandra Lee e Gigi Manfrinato.

As obras ilustram como prevenir o câncer com medidas simples do dia a dia.

Fonte Folhaonline

Falta de substância deixa o organismo à mercê da gripe

Espada versus escudo, lança versus armadura: a mesma regra básica da antiga história militar vale para o duelo entre micróbios e o sistema de defesa do organismo.

Uma enorme equipe de pesquisadores descobriu um "escudo" que permite a camundongos e seres humanos se protegerem do vírus da gripe, notadamente da sua versão letal, como a da epidemia mundial de 2009/2010.

Foram 31 "pesquisadores" que realizaram o estudo publicado na revista científica "Nature", mas dois deles eram conjuntos de cientistas com dezenas de pessoas cada um. Esse bando foi necessário para produzir os detalhados experimentos que mostram como a proteína IFITM3 atua de modo a ser um "escudo" antivírus ideal.

Os camundongos sem a proteína tiveram mais problemas inflamatórios e maior replicação do vírus da gripe A.

O mesmo foi descoberto em seres humanos sofrendo com a doença, cuja severidade foi claramente vinculada ao tipo de proteína IFITM presente no organismo.

Editoria de Arte/Folhapress

Já se sabia que proteínas do tipo IFITM eram capazes de afetar a duplicação de vários tipos de vírus patogênicos (causadores de doenças) em estudos in vitro.

Agora, a equipe coordenada por Paul Kellam, do Wellcome Trust Sanger Institute, Reino Unido, demonstrou que a falta da proteína é capaz de fazer com que uma infecção suave se torne algo muito mais grave em animais.

"A IFITM3 é essencial para defender o hospedeiro contra o vírus da gripe. Camundongos que não têm a IFITM3 apresentam pneumonia viral fulminante quando inoculados com um vírus da gripe normalmente benigno, espelhando a destruição infligida pelo vírus da gripe espanhola de 1918", escreveram os autores do estudo.

E, em seres humanos, os resultados foram semelhantes. A equipe analisou o gene ligado à produção dessa proteína em pacientes hospitalizados com o vírus da pandemia (epidemia global) de 2009, o H1N1, ou em infectados por gripe sazonal. E descobriu que os doentes tinham mais abundantemente uma forma da proteína com menor atividade antiviral.

"Este trabalho é ultrainteressante. Os interferons [como a IFITM3] são uma classe de proteínas que a gente já usa para tratar infecções por vírus, como o da hepatite C", diz Esper Kallas, da Faculdade de Medicina da USP.

"Mas o caso é diferente dos antivirais comuns, pois usa uma defesa natural do hospedeiro", diz Kallas, que ressalva que o estudo precisa ser complementado com mais pesquisas com pessoas.

Os pesquisadores concluíram que a proteína IFITM3 é capaz de impedir que o vírus se ligue com a célula ou afeta a reprodução do parasita.

"Esse fator inato de resistência é ainda mais importante durante encontros com um novo vírus de pandemia, quando as defesas dos hospedeiros são menos eficazes. Pessoas com baixo nível de IFITM3 podem ser mais vulneráveis à disseminação do vírus", concluiu a equipe.

Fonte Folhaonline